O amigo da minha irmã XXIV

Um conto erótico de Edu&Luiz
Categoria: Homossexual
Contém 2010 palavras
Data: 24/10/2012 22:38:08

- “ Será mesmo que o Bruno me traiu porque eu num dei o valor que ele merecia? Será que todo mundo que eu me entrego vai me sacanear ou me machucar? Será que eu não nasci mesmo para o amor? Será que eu sou tão filho da puta que tenho que morrer sozinho?” - minha mente era um caos – “Melhor eu dormir, pensar nessas merdas só vai me fazer mal.”.

Pra pegar no sono foi uma merda. A cena dela falando que eu nunca ia conseguir ser feliz assim, sem amar ninguém batia forte na minha cabeça e como consequência disso eu me peguei chorando e chorando eu fui dormir.

- O que você está fazendo aqui? – perguntei para aquela figura de preto.

- Vim te ver ué?!

- Que ótimo amor... estava cheio de saudade! – e abracei o meu morceguinho.

- Ah, para com isso! Vai se fuder

- Para! Eu sei que você sente falta de mim... – tendei dar um beijo nele, mas ele virou o rosto.

- Sinto porra nenhuma, to ótimo sem você... namorar com você foi uma merda.

- Que isso cara? Te amei pra caralho, sou louco por você ainda. Num podemos voltar? Volta pra mim, por favor!

- Tá maluco?? Nem que minha vida dependesse disso. Você me deixou sozinho pra trabalhar, por isso que dei pro meu primo.

- Eu nem trabalhava! Tá maluco?

- Você era um merda! Nunca quis mesmo ficar com você! Um cara idiota como você, quem vai querer?! - Eu abri o olho assustado. Era só um sonho, um pesadelo na verdade.

A Pitty gritava no meu ouvido... graças aos céus o meu celular tocou, me tirando daquele pesadelo terrível. Olhei para a tela do celular e não reconheci o número. Pensei em deixar o telefone tocar, ainda estava muito na merda para conversar com alguém, mas resolvi atender, poderia ser algo importante né?!

- Alô! – falei com uma voz arrastava e até rouca demais.

- Oi, posso falar com o Eduardo, por favor?

- Hum... fala!

- Eduardo? É você?

- É pow, quem é? – num tava com saco pra gente lerda.

- Pow cara, sou eu, o Luiz, se lembra?

- Lembro sim, e ai cara? Tudo beleza?

- Bem, nem tanto, queria dar uma volta, vem comigo?

- Como é?!

- É pow, to meio pra baixo, ai to caçando alguém pra sair e dar uma volta comigo, tá livre?

- Num tinha ninguém melhor?

- rsrs, vamos, vai ser divertido, to precisando mesmo de sair.

- Ae brother, num rola, to bem não, meio pra baixo, quero só minha cama.

- Poxa! Tem certeza? Se ta pra baixo a gente se anima.

- Não, num quero mesmo. – estava realmente desanimado.

- Tudo bem... pow foi mau ae, te incomodar. – deu pra notar que ele ficou muito pra baixo, mas sair num rolava.

- Incomodou não, relaxa.

- tudo bem, então valeu pela atenção, abraço.

- Outro.

Ao desligar o telefone, fechei o olho novamente e como se alguém apertasse o play, o filme de terror recomeçou... ele falava coisas piores e me maltratava mais ainda. Eu comecei a chorar no sonho, pedindo pra ele ficar comigo. Sim, depois de um ano, eu ainda o amava.

Eu, raramente via o Bruno e quando nos víamos, ele nem olhava pra minha cara, pra não se sentir mau, porque todas as vezes eu o ignorava totalmente. A última vez que o tinha visto foi na minha casa, a uns 2 meses. Era um sábado e eu tinha acabado de chegar do trabalho, por volta de 1 da tarde. Então estava no quarto, me trocando e quando saio pra tomar banho, dou de cara com ele na cozinha, parado e mexendo no celular. Ele olhou pra mim com olhares de súplica, mas eu simplesmente passei direto e entrei no banheiro. Eu admito que ao olhar pra ele, meu tesão disparou, meu estômago doeu e meu corpo esquentou. Mas simplesmente eu o ignorei... Pensei que tinha me livrado de todo aquele sentimento, mas me peguei chorando no banheiro, naquele dia.

Agora eu estava ali, novamente sofrendo por aquele idiota, filho de uma puta que desgraçou meu coração... mas ao invés de ficar mais triste ainda, eu fiquei com raiva, de mim, dele, sei lá. Então peguei o telefone.

- Luiz?

- Oi – falou ele ainda desanimado.

- E ai? Vamos sair?

- Pow, só se for agora! Você vem pro rio ou eu vou prai?

- Melhor ir pro rio, tem mais opções.

- Ok, to me arrumando, quando sair de casa me avisa.

- tá ótimo. Abração.

- Outro.

Levantei me arrastando e fui pro banheiro. Como era ainda 8 horas, eu deixei bem a água bater no meu corpo. No final me sentia um pouco melhor, mas não estava com ânimo para grandes farras, iria só conversar mesmo, afinal, o Luiz tinha um bom papo.

Peguei o ônibus e mandei uma mensagem pra ele, avisando que eu já tinha saído de casa. Ele mandou uma carinha sorrindo “:D” que me fez sorrir também. No caminho fui pensando, como ele num teria ninguém pra sair hoje? Nenhum amigo, nenhum primo, nenhuma amiga... Estranho, para mim era estranho... na minha cabeça passou uma idea maluca, mas logo afastei, não era possível aquilo. Na viagem de quase 1:30 para o rio, eu dormi pra caralho! Cheguei a babá no ônibus e ao contrário do sono que tive no meu quarto, ali eu nem sonhei. Quando acordei um cara estava me cutucando, me avisando que já havia chegado ao mijódromo, digo, à rodoviária da Central do Brasil (um dos lugares mais nojentos do rio).

Desci do ônibus, desviando de uma poça de mijo e de um cara cagando, e fui pra a Central do Brasil, o nosso ponto de encontro. Cheguei lá e ele já estava esperando com seu boné, jeans e polo, normalzão. Cheguei, apertei sua mão e começamos um papo.

- E ai? Tudo certinho? – perguntei.

- É... de boa! Pow cara, que cara de sono heim!

- Negão, vim dormindo a viagem toda, cheguei a babar.

- rsrs, tá tão cansado assim?

- Pow, trabalhei hoje, mó merda.

- tudo certinho lá?

Fomos atravessando a Presidente Vargas, andamos beijando o campo de Santana até chegar na praça Tiradentes. Fomos dali pra Lapa, lar da boemia carioca. Chegamos lá e sentamos em um barzinho e eu pedi uma cerveja e ele um vinho.

- Num bebo cerveja, troço amargo... prefiro um bom vinho suave.

- Pra mim, a baixo de gasolina, eu to bebendo. – Putz, seu sorriso de novo. Não tinha como esquecer o sorriso dele. É um sorriso grande, que fazia jus ao seu apelido rsrs curinga rsrs.

Seguimos bebendo e conversando sobre minha faculdade, meu trabalho, ele falando da empresa maluca dele e tudo mais. No total o placar estava 3 vinhos pra ele e 5 cervejas pra mim.

- Pow Edu rsrs, posso te chamar de Edu?

- Claro pow!

- Então Dudu kkkk – tive que rir – Ae, 3 meses cara!

- O que tem?

- Faz três meses que nos vimos no metrô, se lembra?

- Sim, lembro, mas o que tem?

- Porra brother, você falou que ia ligar e nada! Eu que tive que te caçar. Rsrsr

- me caçar?! Como assim?

- kkkk é zuera!

- Pow cara, você no telefone tava todo pra baixo... que rolou?

- Ah, umas paradas ai meio malucas. – e pro garçom – Meu querido, traz uma caipirinha com vodka e pouco açúcar e pouco gelo.

- É... kkkk

- É que o açúcar me dá dor de cabeça e o gelo deixa ela aguada.

- Sei... isso pra mim é frescura kkk – ele ficou vermelho.

- Que nada, estou pagando por essa porra, vou beber o melhor né?!

E assim ele fez. Logo vi que estava ficando embreagado, mas ainda completamente normal, só ria mais e senti certa dificuldade que ele tinha em entender as coisas. Depois de mais uns drinks, ele pediu a conta, eu fiquei sem entender:

- Já vai cara?

- Nós vamos!

- Vamos pra onde?

- Dançar! Deu vontade.

- Pow, obrigado por me consultar, que bom que minha opinião é importante – falei rindo pra ele, em tom de brincadeira.

- Não, hoje você é meu convidado! Vamos!

Levantamos e fomos andando e rindo com ele tropeçando pelo meio do caminho, até chegarmos em uma boate. Entramos e fomos direto pra pista. Ele começou a dançar igual maluco kkk E eu, já estava ali, cai dentro e dancei tão maluco quanto.

A cada vez, um de nós ia buscar as bebidas e assim fomos seguindo a noite. Assim, teve uma vez que ele me pediu pra levar refrigerante pra ele, porque estava ficando muito chapado. Não teve como não rir de como ele era fraco pra bebida. Eu sai pra buscar o refri dele, passando por aquela massaroca de gente. Fiquei um tempo na fila, esperando pra pegar a bebida e depois voltei pra onde nós estávamos. Quando cheguei não o vi mais. Pow, fiquei puta preocupado! Fiquei procurando ele pelo lugar e tomei um susto quando o encontrei. Ele estava sendo imprensado numa parede e um cara gostosinho tava beijando muito a boca dele. Aquilo me deu uma raiva enorme, fiquei muito puto e virei as costas para ir embora. Mas algo chamou minha atenção... porque eu tinha ficado daquele jeito? O cara era livre pra beijar quem ele quisesse e eu num tinha que ficar puto por isso... Bem, mas ficar ali eu não precisava, estava puto ainda, mesmo sem necessidade, nisso a gente não comanda. Desci e fiquei na parte mais light da boate, onde tem uns sofás e área de convivência mais tranquila.

Sentei no bar e bebi meio descontrolada mente. Mas essas atitudes me davam raiva de mim... não entendia como e nem porque eu fiquei daquele jeito. Então, depois de 3 tequilas eu parei e respirei. Estava já meio tonto, então fiquei nos sucos e água para tentar me recuperar.

Fiquei uma hora lá, sentado e ele começou a me chamar pelo celular, mas eu nem olhava pro celular. Logo vejo ele indo em direção a saída, com o cara do lado, mas ele tava dispensando ele. Virei de costas e fiquei bebendo normalmente.

- Edu! O que houve? Porque está aqui?

- Recebi uma chamada no celular, ai tava pensando e acabei ficando por aqui. – É, num ia admitir nunca que fiquei bolado por ele estar se agarrando com um cara... será que eu tava gostando dele?

- Ah, que bom que te achei. Pensei que tinha ido embora.

- É, mas to afim mesmo de ir embora.

- Se chateou?

- É...

- Pow, se abre cara, posso tentar te ajudar.

- Não, deixa quieto. Vamos?

- Vamos sim, mas não pra casa, vamos pra praia. – a energia dele não acabava.

- Não. Quero ir pra casa.

- Você está comigo, precisa me seguir, vamos!

Acabei por aceitar logo, mas fui muito a contra gosto. Saimos da boate e estava escuro ainda, fomos de taxi até a praia de Ipanema e começamos a andar pelo calçadão. Caminhamos até o posto 10 e enquanto isso ele foi falando e falando, mas eu estava muito bolado ainda e quase num dava ideia, só falava hurum e tal. Depois voltamos e paramos e sentamos na areia e um silêncio reinou. Eu olhei pra ele e vi seus olhos verdes, quase azul, meio acinzentado... me lembrou uma outra pessoa. Fiquei mais triste ainda! Ele percebeu e me passou o braço pelos meus ombros.

- Eu vi você beijando aquele cara. – falei baixo, ele olhou pra mim, meio envergonhado. – Você é gay?

- Sim sou... você está triste por causa disso?

- Não, claro que não! – ele sorriu.

- Hum...

- Você escolheu um cara feião pra ficar heim?! Depois de ter eu, lindão do lado, pow, pega até mal!

- Feio nada! Era o maior gatinho... E eu só fiquei com ele porque... porque... sei lá porque, deu vontade.

- Pelo menos você saiu do zero a zero... eu to aqui, num beijei ninguém. – ele olhou no fundo dos meus olhos.

- Num beijou por que você num quis... – e deu um sorriso. Aquele sorriso era lindo demais, um sorrisão, uma boca linda. Senti um frio no estômago e meu coração bater mais forte. – Você às vezes faz umas caras estranhas Ed...

Já era! Beijei ele!Estou retomando galera! meu pulso não tá bom ainda, mas enfim... vamos que vamos!! Quem gostou faz baruho!!!

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Comentários

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Saudades! Saudades! Saudades!♥ É muito bom te ter dii volta!

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po fera...showwwwwww...sdds...seja bem vindo de volta...abração e melhoras.....

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Daniel e Rafa Lebart aki

'Ahhhhh morri"

Kkk o rafa sempre exagerado adorando rapaz...

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Nooossa q bom q tu volto meu tava com saudade dos teus conto pf ñ me mata de ansiedade novamente estou aguardado o proximo.

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Com todo o respeito mas tenho que desabafar.

Seu cooooooooooooorrrnnnooooooooooooooooo, como você some tanto tempo assim? Rsrs. Poxa cara, senti saudades de vocês e do conto. Não demore muito da próxima vez. Até breve. Rsrs

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Gostei de saber que teu pulso melhorou (cuidado, não vá fazer "outros exercícios com o pulso além de digitar,kkkk) Gosto demais de tua série de contos. ver o outro lado de 'Prisioneiro da Paixão" está muito legal. Passa um quadro completo. Não sei que nota dar, pois acho 10 pouco!!!!

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