Dia da Caça 1

Um conto erótico de CrisBR
Categoria: Homossexual
Contém 1690 palavras
Data: 25/02/2013 19:53:05

Bom, tô de volta! Antes de mais nada, agradeço demais pelos comentários e leituras às minhas histórias anteriores. É muito gratificante ter esse retorno.Espero que gostem desse novo conto. Estou tentando fazer algo diferente do que já fiz aqui e vou mesclar as coisas que sempre gostei de histórias aqui e usar minha criatividade. Aguardo os comentários de vocês. Valeu e... boa leitura.

Msn: carlos.casa1@hotmail.com

Skype: carlos.costa114

As amizades são quase tudo na vida, já diriam os poetas. Mas as vezes as amizades complicam a vida de um jeito.

Após minha formatura, me juntei a um amigo de faculdade e decidimos virar sócios. Ao contrário do que todo mundo dizia, nossa amizade foi só aumentando. Os problemas pareciam ser de fácil solução e nada nos atrapalhava de fato.

Murilo, um grande profissional que tinha seus pacientes fixos, apesar de ter se formado comigo há poucos meses. Eu, Carlos, caminhava mais devagar, porém também com passos largos.

Saímos juntos depois do expediente pra desafogar os problemas dos pacientes que ouvíamos o dia todo. Ser psicólogo não é fácil, mas essa tinha sido nossa escolha e estávamos colhendo os bons frutos de nosso trabalho.

Alguns meses trabalhando juntos, começamos a frequentar mais e mais a casa um do outro. Murilo, independente que só, morava sozinho e sentia orgulho em não depender de seus pais, mesmo eles sendo um casal bem sucedido da capital mineiro. Enquanto eu até que me orgulhava de ainda morar com meus pais, mesmo não dependendo deles financeiramente. Mas como o próprio Murilo dizia, “estava quase na hora de cortar o cordão umbilical”.

Certa noite, após meu último paciente, Murilo estava na sala de espera da clínica, me aguardando:

- Carlinhos, tá tendo uma festinha bacana de uma conhecida minha. Bora?

- Vou em casa tomar banho então.

- Precisa não. Tem roupa sua lá em casa. Toma banho lá e pronto.

Aceitei. Nossa intimidade era tanta a ponto de deixar roupas e mais roupas na casa dele. Estava quase pedindo um espaço no guarda-roupa dele.

Só uma coisa me deixava aflito: vários momentos eu me dedicava a ficar com alguma garota pra manter minha imagem heterossexual intacta. Não que eu seja totalmente gay, mas certos homens já haviam despertado meu desejo e já me arrisquei até a namorar alguns. Mas disso ninguém sabia, além de alguns amigos muito próximos e minha mãe, que pareceu entender depois de um tempo.

Mas Murilo me preocupava. Não que ele fosse homofóbico, longe disso. Porém ao mesmo tempo, reforçava certa cultura machista de pegador, que às vezes eu tinha que entrar para não levantar suspeitas.

Estava dando tudo muito certo nessa nossa parceria que eu tinha medo de estragar tudo. Mesmo que por fora ele fingisse estar tudo bem, alguma coisa mudaria.

Chegamos nessa tal festa e realmente tava muito boa. Murilo só ia a festas caras e essa era mais uma. Mas era tão parceiro que ele pagava quando eu não tinha grana.

- Te falei que a parada aqui era boa.

- Tá boa mesmo.

- Vamos pegar geral hoje hein.

Fiquei em silêncio, deixando apenas com um sorriso sua afirmação. Aquilo tava começando a me deixar mal, mas eu ia manter essa postura.

Fui até o bar, comprei bebida pra nós dois e quando voltei não o encontrei. De certo ele já havia encontrado alguma garota e estava aproveitando a festa. Fiquei no balcão do bar curtindo a música e bebendo os dois drinks que eu pedi.

Era sempre assim. No final das contas eu o esperava lá fora e ouvia dele se ele iria pra casa ou se eu teria que ir embora de táxi, pois ele levaria alguma garota. Estava virando rotina e às vezes eu achava melhor não ir embora com ele mesmo.

Quando ele me levava em casa, além de insistir pra que eu dormisse na sua casa, coisa que não gosto de fazer, tinha que ficar inventando sobre as mulheres na balada que eu peguei.

Estar ao lado dele era muito bom, mas ao mesmo tempo, muito confuso.

Em certos momento o via como um grande exemplo que eu queria seguir. Exemplo de profissional, exemplo de tranquilidade, exemplo de homem, bem no estilo que a nossa sociedade estabelece: pegador, charmoso, que sabe chegar, desenrolar o papo. Mas em alguns momentos eu era seu principal algoz. Não concordava com suas atitudes, principalmente quando via suas mentiras para iludir as mulheres que pegava, a maioria com prazo de validade de uma noite.

Bom, esse era o Murilo. Meu grande amigo, minha grande dúvida!

A festa acabou e eu fiquei esperando como de costume. O vi sair desanimado, falando bem próximo de mim, encostado no carro:

- A mina amarrou cara. Vou voltar pra casa sem fuder.

- Como assim? O grande comedor vai ficar na seca?

- Engraçado você hein?! Mas essa noite vou mesmo. Bora.

Entramos no carro e não conversamos no caminho. Ficamos curtindo a música e eu estava bastante cansado. Ele dirigia, apesar de ter bebido um pouco, nada exagerado. Eu estava pior. Os dois drinks que eu havia pedido antes foram só pra abrir os trabalhos. Eu estava bebaço, mas calado. Sou daqueles que fica melancólico depois da fase alegrinha da bebida.

Estava tão lesado que só quando ele estacionou na garagem que percebi que paramos no seu prédio.

- Murilo, você sabe que eu curto dormir na minha cama.

- Eu não vou deixar você chegar em casa desse jeito.

- Desse jeito como?

- Bêbado. Bora subir, tomar um banho e quando você cair na cama, já era.

- Acho melhor não... Eu vou te perturbar e vou ter que dormir no sofá.

- Que Mané sofá. Vai dormir comigo pô. Que mal há nisso?

- E o garanhão vai dividir a cama com um macho?

Realmente eu tava bêbado e corajoso. Sua expressão se modificou para uma mais sorridente e ele foi sarcástico:

- Tá achando que eu vou te agarrar porque fiquei na seca essa noite?

Ele pegou meu ponto fraco. Estava com um desejo louco pelo meu melhor amigo.

- Sei lá né. Num imaginava que você costumava dormir com homem.

- Não costumo, mas você é diferente.

Ele balançou minha cabeça, coisa que sempre faz com seus amigos, que não são muitos, e subimos. Eu tinha topado dormir no apê dele, mas minha cabeça estava a mil. Também pela bebida, mas pelo fato de minha amizade estar a prova. Eu poderia estragar tudo, deixando claro meu desejo pelo Murilo. Então, decidi ficar calado. E foi assim.

Tomei um banho frio, sozinho, e quando voltei pro quarto ele já estava deitado.

Me deitei ao seu lado, me mantendo de costas o máximo possível distante dele. Mas o movimento do colchão fez com que ele se virasse:

- Deitou caladão aê. Tá zuado ainda?

- Não Murilo. Tô de boa. Boa noite.

- Porra. O cara tá me dispensando no papo. Boa noite então.

Sua expressão pareceu chateado e eu tinha que consertar:

- Ei, foi mal. Vamos conversar então.

Nessas simples frase eu joguei tudo ladeira abaixo. Nossos corpos se chocaram e não consegui esconder minha ereção encostando em seu corpo.

- Que merda é essa? Tá com esse pau duro encostando em mim?

Eu sou moreno, mas tenho certeza que consegui ficar vermelho na hora e ele continuou:

- Tá com tesão? Tinha esquecido que você também ficou no zero a zero essa noite. Vira com esse pau pra lá e dorme.

Que mancada! Com certeza isso ainda ia render assunto.

- Boa noite Murilo.

- Até amanhã.

Me virei e ele ficou na mesma posição. Não sabia se havia dormido ou se estava olhando minha bunda. Poxa, eu estava pirando mesmo. O cara pegava a mulher que quisesse e eu achando que ele olhava pra minha bunda? Nem na maior seca.

Não me lembro de mais nada nessa noite, dormi demais. Acordei quase meio dia de sábado e ele já tinha feito café. Saí do quarto sentindo o cheiro de cafeína, que eu detesto, e o vi lendo o jornal, só de cueca, assim como eu.

- Acordou tarde hein... Quase que te acordei porque a diária encerra dez da manhã.

Rimos juntos e percebi que não havia ficado nenhum clima ruim da noite anterior.

- Tenho que ir pra casa. Me leva lá Murilo?

- Ah Carlos, tem que ser agora?

- Não, pode ser mais tarde. Por quê?

- Vou tomar um banho e acho que você também tá precisando e vou encontrar com uma gostosa mais tarde, então...

- Beleza. Eu vou tomar um banho e pego um taxi.

Nem eu entendi minha irritação. Voltei pro quarto, peguei minha roupa e entrei no banheiro da suíte rapidamente. Por puro hábito, não fechei a porta, afinal na minha casa eu não precisava fechar, já que também era suíte.

No meio do banho quase não acredito no que eu vejo. Murilo pelado, mijando e olhando pra mim dentro do Box:

- Te assustei?

- Claro. Num tenho costume de ficar vendo rola de outro cara não.

- E tá olhando por que então?

Fiquei mas uma vez sem graça, sem palavras, mas com tesão. Tive que me virar pra esconder minha excitação e isso rendeu ainda mais.

- E tá virando a bunda pra mim ainda? Porra, tá querendo rola mesmo hein.

- Tá louco velho?

- Louco? Você acha que eu não me liguei que você tá doido pra levar rola? Num nasci ontem não Carlos.

Poxa, agora ficou tenso. Ele tava me achando uma putinha, afinal tinha sacado a situação. Fiquei calado e em alguns segundos ouvi o Box se abrindo e ele entrando:

- Tá fazendo o quê Murilo?

- Vou fazer seu sonho virar realidade.

- Que sonho cara? Você pirou.

Saí do banheiro rapidamente e me enrolei na toalha que estava perto da cama. Me vestia como um louco, correndo o risco até de colocar a roupa ao contrário. Quando já estava saindo do apartamento ele sai só de toalha do quarto:

- Ei, vai fugir por quê?

- Num to fugindo, Murilo. Só to achando essa história doida demais.

- Esquece isso. Vem aqui.

- Pra quê?

- Vem aqui pô.

Seu corpo parecia um imã e me atraia muito, ainda mais ele estando só de toalha. Cheguei perto dele e Murilo agiu rápido:

- Vamos acabar logo com isso.

CONTINUA...

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Comentários

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Bom esse eh o primeiiro conto seu q eu leio...bom vc escreve muito bem viw...to adorando :) bora pa próxima hehe :D

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Tenho um conto, não chega ser bom iguais aos seus.. Mas escrevo por diversão

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Finalmente você voltou, eu aompanho seus contos desde sempre e tipo assim, quase que entrei em depressão, porque vc escreve como ninguém. Sabe, sou seu fã! Amo muuuuuito tudo o que vc escreve.

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uhúúú... vc voltou! q bom cris.. essa histria promete! vou ler a continuação agr..

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Que bom que você voltou! Senti falta de sua maneira de contar história. O conto promete ser muito bom. Pode ter certeza que acompanharei. Abração!

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Oi meu lindão, finalmente voce voltou. Conheci seu jeito de escrever lendo o Irmão Ogro, e tenho certeza que essa história irá ser a nova mania aqui do site. Comecei a ler e nem precisei me acostumar por ser um conto novo, sua escrita envolve de maneira que nos prende na história. Beijão meu fofuxo.

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Nossa Cris!Estou muito feliz que vc voltou,e pelo que deu para perceber,voltou com um novo conto que só o começo,já esta PERFEITO.BJSSSSSSSSSSSSSSSS

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Muito bom amigo que bom que você finalmente voltou rsrs ... esperando ansioso a continuação . nota obvio q é 10

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Interessante... aguardando o próximo. O começo tá bem legal. 10

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adorei o novo conto, fiquei muito feliz pela sua volta

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Aeeeeeeee voltou amigo! Estava com saudades dos seus contos. E começou muito interessante, ansioso já para ver se realmente eles vão acabar com isso logo, ou se o Carlos vai se fazer de dificil ainda, Kkkkkk Muuito bom... 100000

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aaaaaaaaaaaaaaaaaaai que bom que você voltou,eu acompanho seus contos desde o primeiro,mas só agora pude comentar rsrs,nossa,já começou esse quebrando tudo hein?!

Pelo que vejo,essa será mais uma história sua que terei que salvar em meu computador.Meus parabéns por ser este divino e espetacular escritor que é!!!!!Aguardo o próximo viu?

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Bom que voltastes. Seu novo conto é deveras interessante. "Amigos, amigos. Sexo aparte" Vejo que tudo o que importa para Murilo é sexo. E esse Carlos, precisa de atitude, personalidade. Ele é um personagem chatinho. Rsrs. o conto está ótimo.

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Muiito bom o retorno Cris continua logo

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Que bom que vc voltou, e já começou bem, continua logo

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