Thithi et moi, amis à jamais! Capítulo 53

Um conto erótico de Antoine G
Categoria: Homossexual
Contém 2340 palavras
Data: 30/03/2015 12:37:35

Nós jogamos durante toda a tarde, os moleques beberam pra caramba, mas eu não quis beber, afinal a noite ainda teria que ir ao jantar na casa dos meus pais. Quando deu umas 15h, eu já estava todo suado e cansado de correr atrás da bola, eu pedi para sair e fiquei sentado um pouco afastado do campo para não levar uma bolada no meio da fuça. Eu saí e depois de algum tempo o Dudu veio atrás de mim.

- Já parou, Antoine?

- Já, pow! Tô morrendo de fome, ainda nem almocei.

- Isso que dá ficar fodendo sem hora para parar.

- Eu não estava transando, caralho!

- Sei, sei!

- Não, sério mesmo, não estava. Nós estávamos arrumando nossas roupas.

- Nossas roupas? Tu já tens roupas na casa dele?

- Agora eu tenho!

- Tá bom o negócio, né?

- Ele me pediu em casamento! – Soltei na cara.

- COMO ASSIM, ANTOINE? O QUE TU FALASTE? VOCÊS VÃO CASAR? SÉRIO?

- Dá para parar de gritar? Tá todo mundo olhando pra cá...

- Me conta, caralho! O vocês vão casar?

- Não! Não por enquanto...

- Tu falaste não pra ele?

- Não!

- Mas que caralho, eu não tô entendendo porra nenhuma. Como vocês não vão casar e tu não falaste não para ele? Que porra é essa?

- Eu não disse não, mas também não vamos casar. Nós conversamos e ele entendeu que ele estava indo rápido demais, nós começamos a namorar há pouco tempo, não dá pra sair casando assim.

- Tu pensas muito, Antoine! Sinceramente! Tu amas o Bruno?

- Sim!

- Ele te ama?

- Sim!

- E por que vocês não casam logo de uma vez?

- Casamento não vive só de amor, Dudu! E a rotina? E as contas? E a casa? Eu preciso primeiro me formar, depois eu penso em casamento. Meu foco agora é finalizar aquele bendito curso.

- Ai, é verdade!

- E mais, eu senti que ele fez esse pedido influenciado pela idiotice ontem do Thiago. Ele não cansa nunca? Cantar? De novo?

- Maior idiota mesmo! Mas nem dá confiança pra isso! Nem vale a pena!

- Não vale mesmo! Eu pensava que ele ia me deixar em paz.

- Não deve ser fácil pra ele te ver com o Bruno.

- E nem foi fácil pra mim vê-lo se pegando com um cara. Eu pelo menos respeitei ele, eu não fiz nada enquanto estávamos juntos, eu demorei muito a ficar com o Bruno também, agora ele, ne? Quer saber de uma coisa? Não quero falar sobre isso, não!

- Isso aí!

- Cara, tô com muita fome! Vamo embora? Vamos no shopping comer algo?

- Desse jeito?

- Qual é o problema?

- A gente tá fedendo, Antoine!

- Qual é a casa mais próxima? A minha ou a tua?

- A minha!

- Então vamos pra lá, a gente toma um banho e vai ao shopping.

- E tu vais com que roupa bonitão?

- Com a tua! Pra que servem os amigos?

- Cabem dois Antoine nas minhas roupas!

- Tô nem ligando, a fome é maior que a vergonha. Vamo logo, rapariga!

- Tá, deixa só eu me despedi lá da molecada.

- Eu também vou lá.

Nós nos levantamos e fomos até onde a rapaziada estava. Nos despedimos e ficamos de marcar uma outra peladinha. Dudu e eu fomos praticamente voando até a casa dele e lá nós tomamos um banho rápido e nos arrumamos. Como ele disse, cabia dois Antoines nas roupas dele, mas nada que um cinto e um jeitinho aqui e ali não resolvesse. Nós fomos para o shopping e acabamos comendo comida japonesa, eu queria lanche, mas o Dudu encheu tanto meu saco que nós acabamos pedindo comida japonesa mesmo.

Como de costume, me esbaldei em sushi. O Dudu era uma piada, ele não conseguia comer com o hashi e tinha que comer com aqueles que já vem com aquela “coisinha’ (não sei o nome) que ajuda as pessoas a comerem com o hashi.

- A porra, odeio comer com esses paus!

- E então por que tu quiseres vir pra cá?

- Por que eu gosto da comida.

- Então, come calado e não reclama.

- Não reclama o caralho, eu tô pagando. Espera aí.

Ele chamou o garçom e pediu um garfo e uma faca, eu quase morro de tanta vergonha. Fiquei ainda com mais vergonha quando o dono do restaurante que era japonês nativo, e que também era o chef do restaurante veio até nós e começou a explicar que a comida japonesa não se comia com garfo e faca, que era um insulto muito grande para o povo dele e blá, blá, blá. No fim, o Dudu teve que comer com o hashi mesmo.

- Eu não acredito que tu fizeste eu passar aquela vergonha toda.

- Que vergonha nada, eu quase como com a mão. Não sei como vocês comem com aqueles dois pauzinhos, eu deixo tudo cair.

- Quem manda não ter cultura.

- Viado metido!

- Puta de esquina sem instrução.

- Da próxima vez eu vou trazer um garfo e uma faca de casa.

Eu ri pra caramba desse comentário dele. Só ele pra pensar em algo assim. Eu senti meu celular vibrar e o atendi sem mesmo olhar no visor quem estava me ligando.

- Amor, já tá vindo? Já são 17h30.

- Oi, amor! Daqui a pouco eu já estou indo, Dudu e eu viemos ao shopping comer e já estamos indo.

- Poxa, nem me chamaram.

- Tu falaste que não queria sair de casa.

- Não, eu falei que não queria jogar bola. É diferente!

- Quer que eu leve alguma coisa pra ti?

- Não, não precisa, tô brincando. Te diverte ai com teu amigo, mas não esquece que nosso jantar é às 20h, tá?

- Pode deixar!

- Beijo! Te amo!

- Beijo, amor! Também te amo!

- O que ele queria?

- Só saber que horas eu vou pra casa, nós ainda temos um jantar agora a noite.

- E que jantar é esse?

- Ah, é que o Bruno quer conversar com minha família para falar do nosso namoro.

- Isso é coisa de velho!

- É, eu sei! Eu falei isso pra ele, mas fazer o quê, né?

- Depois me conta como foi esse jantar!

- Pode deixar!

Nós ficamos um pouco em silêncio, enquanto o Dudu ainda lutava com o hashi.

- Quer saber de uma coisa? Fodam-se esses pauzinhos! – Ele disse jogando bem longe os hashi e começando a comer com as mãos.

Eu nem liguei, já tinha passado vergonha o suficiente com o dono do restaurante, e graças a Deus ele já estava acabando de comer. E eu acho que comer com as mãos é uma ofensa bem menor do que comer com garfo e faca para os japoneses.

- Ei, e tu? Não tá namorando ninguém, não?

- Deus me livre! Quero namorar, não! Isso dá muito trabalho.

- Tu falas isso por que ainda não te apaixonaste de verdade, quando isso acontecer, tu vais querer namorar, casar, e tudo mais com a pessoa.

- Se tu dizes! Mas agora não quero namorar, não!

- Tu não sentes falta de dormir e acordar com uma pessoa, de poder dar e receber carinho?

- Eu não! Eu tenho tudo isso, mas com gatas diferentes.

- Safado!

- Eu não sou que nem tu que sempre te amarra a alguém.

- Sempre? Quem te ouve falar isso até pensa, não? Meus únicos namorados foram o Thiago e agora o Bruno, antes deles eu andava largado na vida.

- Era pra gente ter ficado mais amigos nessa época! A gente ia sair cansando pela cidade, tu pegavas teus boys e eu minhas gatas.

- Eu poderia pegar umas gatas também, esqueceu?

- Ah, é mesmo!

Ficamos em silêncio enquanto terminávamos de comer.

- Como é gostar de um cara?

- É normal! O sentimento é o mesmo, tudo é o mesmo, o que muda é o corpo da pessoa.

- E como é o sexo?

- Normal também! A diferença é que com o casal hetero somente o homem penetra, já no casal homossexual, dependendo do casal, os dois penetram. Os dois tem prazer, não que os heteros não tenham.

- Mas não é meio estranho, não?

- Pra quem é hetero pode até ser estranho, mas para nós e a coisa mais natural do mundo. Assim como tu sentes tesão com a vagina da mulher, nós sentimos tesão com o bumbum e o pênis do nosso parceiro. Mas, por que tanta curiosidade? Tá querendo mudar de time? – Eu disse rindo.

- Não! Tá doido! Eu só queria entender melhor tu e o Bruno. Só isso! Posso?

- Deve!

Ele com certeza não estava querendo mudar de time, nem vergonha ele teve ao perguntar essas coisas. Acho que ele só estava mesmo preocupado comigo e com o Bruno, só isso!

- Ei, vamos? Ainda tenho que me arrumar.

- Vamos, sim!

- Ei, a gente precisa marcar mais vezes pra conversar. Eu estava com saudade de ti, minha quenga!

- Verdade! Eu também já estava com saudade de ti, neguinha! – Ele disse passando o braço no meu pescoço quando a gente levantou da mesa.

- Mano, acho que as pessoas tão pensando que a gente é um casal.

- Que se fodam! Eu abraço meu amigo onde eu quiser e como eu quiser, fodam-se os outros.

Isso que é um cara não ter preconceito.

- Conquistou meu coração, agora!

- Ainda não tinha conquistado, não? Porra! Tanto esforço pra nada?

- Palhaço!

- Sinto informar, mas a Jujuba perdeu o posto dela pra mim. Quem mandou fazer cagada!

- Só tu mesmo, Dudu! – Eu disse rindo dele.

Nós fomos andando pelo shopping e ele não tirou o braço dele. Nós fomos até o carro assim, íamos conversando sobre como a Jujuba estava agindo e eu tive que contar para ele de novo toda a conversa, rica em detalhes, que eu tive com ela.

- E aí? Tu perdoaste mesmo ela? – Ele perguntou quando entramos no carro.

- Perdoei! Não tinha por que ficar brigado com ela, mas como te falei, para ela reconquistar minha amizade vai demorar bastante.

- Ela que tente roubar meu lugar pra ela vê.

- Queeeeee bonitinhooooo!!! – Eu disse pegando na bochecha dele.

- Para, caralho! – Ele disse sorrindo – Sério, gosto muito de ti, parça!

- Eu também gosto para caralho de ti, Dudu!

Nós fomos trocando ideia até chegarmos na casa do Bruno, chegando lá o Dudu ainda resolveu entrar e falar com meu namorado.

- Prontinho, ele está entregue em segurança e sem nenhum arranhão.

- Assim que eu gosto! – Disse o Bruno me abraçando.

- Vocês dois, viu? Não vou deixar vocês conversarem mais.

- E desde quando a gente precisa da tua autorização, neguinha?

- Por que ele tá te chamando de neguinha? – Perguntou o Bruno.

- Por que eu voltei preto do Ceara?

- Por isso?

- E por qual outro motivo seria?

- Sei lá! Vocês se chamam de cada coisa...

- Bom, rapaziada, deixa eu ir, ainda vou encontrar uma gata mais tarde.

- Já vai, né safado? Lembra do que eu te falei!

- Sai pra lá, Antoine! Eu não vou me amarrar tão cedo.

- Unrum! Tá bom!

- Falow, aí pra vocês! Vamos marcar algo para amanhã? Afinal, vai ser o último dia de férias de vocês.

- Pode ser, a gente vai se falando. – Disse o Bruno.

O Dudu foi embora e nós fomos nos arrumar, já ia dar 18h30 quando eu cheguei em casa e como o Bruno tem um tipo de “complexo britânico”, nós tivemos que nos arrumar bem cedo, pois ele adora chegar na hora certa nos seus compromissos. Às vezes eu até me irrito com isso, mas no fim ele está certo.

- Eu adoro quando tu passas esse creme! – Ele disse enquanto eu me arrumava.

- Eu não sabia!

- Eu gosto do cheiro dele na tua pele.

- Vou usá-lo mais, então!

Eu sempre tive muito cuidado com meu corpo, nunca gostei de andar com unhas grandes ou sujas, cabelo grande e, principalmente, sem estar muito bem perfumado, para mim o cheiro é tudo. Eu sou atraído muito mais pelo cheiro do que pela fisionomia da pessoa. Não suporto falar com alguém e a pessoas estão com algum cheiro desagradável ou com mal hálito. Muitos falam que eu sou fresco, mas bem, se prezar pela higiene é ser fresco, então eu sou com todo prazer.

Nós terminamos de nos arrumar e partimos para casa de Maman.

- O que tu fizeste de tarde, amor? – Eu perguntei quando já estávamos dentro do carro

- Eu fiquei assistindo televisão.

- Que chato, hein? Era pra ti ter indo comigo jogar uma bolinha, foi bem legal.

- Não estava afim de jogar bola. Mas que bom que tu gostaste!

- Gostei ainda mais em matar a saudade do Dudu, nós conversamos um bom tempo lá no shopping.

- Como assim matar saudade? Olha que eu fico com ciúmes disso, hein?

- Bobo! A gente tá falando do Dudu, esqueceu?

- Não, mas tu tens o dom de fazer as pessoas se encantarem por ti.

- Tá me chamando de sereia, Bruno? – Eu dei um tapa na perna dele.

- Sim, meu sereio!

- Palhaço!

- Não, tô brincando em relação ao sereio, mas em relação a tu encantares as pessoas, não. Tu sempre encantas quem está ao teu redor.

- Não é assim, amor! Tem muita gente que não gosta de mim.

- Quem? Fala uma pessoa aí.

Eu fiquei pensando e não me veio ninguém à cabeça. Não tinha ninguém que não gostasse de mim, não que eu soubesse. Tinha o Carlinhos, mas eu acho que não era o caso dele não gostar e sim o contrário. De resto, não me veio ninguém mesmo.

- Tá vendo? Não tem ninguém. Isso é bom! Isso significa que tu te preocupas com as pessoas.

- Eu me preocupo mesmo.

- E é por isso que eu tenho que ficar de olhos abertos. – Ele disse sorrindo.

- Só não vai surtar e começar a me vigiar.

- Isso nunca! Não tenho paciência para isso, eu confio em ti e isso me basta. Tô só brincando.

- Eu sei, meu amor! Eu confio em ti também.

Nós fomos conversando sobre confiança até chegarmos na casa dos meus pais.

- Eu estou um pouquinho nervoso. Será que teu pai vai aceitar? – Ele disse quando estacionou o carro na frente da casa dos meus pais.

- Não sei! Vamos entrar e ver no que vai dar.

COMENTÁRIOS.

Boa tarde! Aproveitando meu horário de almoço para publicar o capitulo novo, por isso não comentarei o que vocês escreveram, tá? Beijo em todos!

Até a próxima!

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Comentários

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Será que os seus pais irão aceitar?É bom que sim! Não sei se irei aguentar.(Dramático,Eu né?)Queria que me perdoasse por está comentando agora.VOU TENTAR(TEENTAAR)Nãodemorar pra comentar.Beijos Pai 💝

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Esse Dudu é uma figura, como é bom ter amigos que nos amam independente de qualquer coisa e que demonstram esse amor. Esses amigos são poucos e raros, mas valem por um exército. Aguardando o próximo. Bjos querido!!

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Quero ver o que o sograo dira ao DR. Fofo. Porque desconfio de que vcs estao juntos e casados hoje em dia,,hein? ;)

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Nossa, atualizou rápido, heim? Nem tive como comentar o anterior. Enfim, aprovei mais uma vez a sua decisão (para variar). De fato o Bruno foi muito apressado no pedido e agiu no impulso, mas fico feliz que conseguiu domar ele, mozão. Ele e o Dudu são simplistas demais pelo que reparei... O que pode ser até bom pra ti, que ta sempre pensando muito antes de agir. E por falar nele, devo dizer que estou adorando a amizade de vocês. Ele é a maior figura, haha. E como assim ele comeu comida japonesa com a mão?! Ameaça bater ele com o peão roxo da próxima! E tinha que acabar logo agora, né? Argh. Ansioso pelo próximo!

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Apenas esperando pra ver seu Papa recepcionando o Bruno com uma espingarda =D Beijo lindão!!

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Aproveitando o meu para ler rsrs...

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