People always leave - 18 anos

Um conto erótico de Gui
Categoria: Homossexual
Contém 1151 palavras
Data: 20/06/2016 16:29:42

Primeiro Ato

E se você pudesse escolher a pessoa que vai ficar ao seu lado? Você escolheria a que ama ou a que julga ser a pessoa certa?

Em um mundo de idas e vindas, nunca sabemos quem estará ao nosso lado e quem está apenas de passagem. É triste, mas talvez a vida se resuma àquela velha frase da série de “One Tree Hill”

“People Always leave”

Quem eu sou?

Meu nome é Guilherme Oliveira, tenho 22 anos, meço 1,73 e estou concluindo o curso de Educação Física no Rio de Janeiro. Sou leitor da CdC desde os meus 14 anos e sempre busco contos que me tragam algum tipo de emoção. Já chorei, sorri, senti tesão, entrei naquela bad pós capítulo final e dediquei MUITAS horas de leitura. Por fim, decidi contar um pouco da minha história. Vou colocar alguns fatores fictícios, mas a história e principalmente a minha rotina, são reais. Afinal, não quero me transformar em um personagem.

Minha história é bastante comum, talvez até clichê. Na verdade, ela não tem um fim e talvez meu ato principal ainda não tenha começado.

Convido você, leitor, a me conhecer um pouco daquele que é apenas um na multidão, mas, que agora, tem nome, sobrenome e uma história a lhe contaranos atrás

18 anos.

- Guilherme, você tem certeza de que esse lugar não é perigos? Quem vai com você? De quanto dinheiro você precisa?? Não aceita nada de estranhar e não beba muito, ein!!

- MÃE, CALMA! Eu vou com o pessoal do colégio e fique tranquila, não vou encher a cara. Acho que 50 reais é suficiente, já que aniversariante não paga entrada.

Minha mãe se chama Alice, é uma senhora, na época tinha 57 anos. Muito trabalhadora, além de fazer todo o serviço de casa, fazia deliciosos bolos para vender e conseguir uma renda extra.

Eu tinha acabado de completar 18 anos e essa seria minha primeira balada. Seria uma festa alternativa e por mais que eu me considerasse bissexual, não assumido pra minha família ou amigos e nunca tinha beijado um homem.

- Mãe, estou pronto! Vou encontrar o pessoal na esquina e, de lá, sairemos juntos!! Beijoss!! Te amo, fique com Deus!

- Tudo bem, filho. Tome cuidado e tenha juízo! Me ligue assim que chegar lá e voltem todos juntos, ein!

...

- PARABÉNS, AMIGO!! QUE SAUDADE DE VOCÊ!!! - Rafael disse.

- Ahh, obrigado, Rafa!! Também estava morrendo de saudade! Que bom que você vai com a gente. – Eu disse

- Lógico, não perderia sua primeira baladinha por NA-DA!

Rafa era um amigão na época. Fizemos teatro junto e ele meio que desconfiava da minha sexualidade. Apesar dele ser bissexual assumido, nunca me perguntou se eu curtia rapazes.

- GUIIIII!!! VAMOS QUEBRAR TUDO HOJE!

- OII, Júlia!!

Júlia era uma amiga minha, também do colégio. Não eramos tããão amigos, mas morávamos na mesma rua e eu gostava bastante da companhia dela.

- Guilherme, cadê seus outros amigos?? – Perguntou Rafael.

- Ah, a Andressa e Luana estão vindo com uma amiga, uma tal de Paula, e o Felipe já está chegando. – Respondi.

Logo Andressa, Luana chegaram com a Paula. Todas me cumprimentaram, eu apresentei uns aos outros e só faltava o Felipe que estava vindo a pé.

- Cadê aquele viado?! – Perguntou Andressa

- Não sei, ele disse que já estava chegando rs

- GUILHERME!!! Por acaso esse é aquele seu amigo modelo, gato, solteiro e gay?? – Perguntou Rafael

- KKKKKKKKKKKKKKKK Sim, Rafa. Por que?

- Nada não... só queria ter certeza.

Finalmente, avisto o atrasado do Felipe do outro lado da rua.

- Ei, Guilherme! Parabéns, cara. Tudo de bom! -Disse Felipe

Bom, Felipe era moreno, estatura média, tinha um corpo atlético, graças aos anos de natação na marinha e era meu amigo da academia. Nessa época não eramos tão próximos, mas depois as coisas foram mudando...

- Ok, todos aqui? Então VAMOS!!

Pegamos um taxi e partimos rumo ao Centro do Rio de Janeiro. Cidade maravilhosa(mente perigosa.)

- CARALHO! ESSA É A FILA VIP?? KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK - falei, rindo para não chorar

- Sim, mas até que anda rápido. – Disse Rafa

Ficamos todos conversando, enquanto não dava a hora da entrada. Assim que a fila começou a andar, minha ansiedade foi aumentando.

“Só falta me dar uma crise e eu ter uma dor de barriga na balada” – Pensei melancolicamente.

Finalmente entramos. Era um lugar bem bacana. Uma festa temática e o lugar tinha 4 andares, o ar condicionado era melhor que o do meu quarto e tinha muita gente bonita. Definitivamente eu guardaria aquele lugar no meu coração. (Na verdade nunca mais fui lá).

As músicas eram ótimas e a todo momento eu me pegava olhando pra algum carinha. Logo tratava de disfarçar e voltar a atenção para os meus amigos.

- Nossa, Gui!! Não sabia que você dançava tão bem! – Disse Andressa.

Andressa é morena, tem quase a minha altura e era divertidíssima. Também amiga de academia.

- NOSSA ISSO AQUI É BOM DEMAIS! VOU ME ACABAR DE DANÇAR!!! AHAHA - Gritei animado

- GUILHERME! PARA DE SE ESFREGAR EM MIM!!! KKKKKKKKKKKKK – Disse Felipe

- Caraca... foi mal... é que tá apertado... não foi...

- Relaxa, cara!! To brincando contigo. – Felipe me interrompeu

Nossa, que vergonha que fiquei!!

Depois subimos para ver o que tinha nos outros andares.

O 4º andar tinha outra pista, onde tocava Rock. Nesse momento, Andressa, Luana e Paula resolveram ficar nessa pista.

Eu, Rafael e Felipe descemos para ficar na pista POP.

- Ei, vou ao banheiro rapidinho, esperem aqui. – Felipe disse

- Ok, não demora não. – respondi

Felipe saiu

- Guilherme do céu, que amigo é esse?! – Rafael disse se abanando com as mãos

- KKKKKKKKKKKK – Só consegui rir, a verdade é que eu não era muito de elogiar homem.

- Será que tenho chances?? – Indagou

- Ahhh, não tenho a menor ideia. Ele nem sabe que a Andressa me contou que ele é gay, nem dá p eu te ajudar nessa, mas chega nele, pow!

Em determinado momento, vi um cara me olhando. Ele era um pouco mais alto que eu, tinha cabelo curto e uma barba por fazer. Era forte e não parava de me olhar. O cara não era lindo, mas me chamou a atenção. Sustentei seu olhar firmemente e ele veio em minha direção.

Meu coração acelerou, ele continuou vindo, deu aquele friozinho na barriga, tudo virou um misto de tesão e medo dos meus amigos saberem da minha sexualidade.

O homem se aproximou, olhou nos meus olhou,com uma mão segurou minha nuca, enquanto o outro braço enlaçou minha cintura.

CONTINUA.

___________

Oi, pessoal! Espero que gostem da introdução. Aos poucos vou descrevendo melhor meus amigos e eu mesmo.

Não tenho o costume de escrever, portanto, estou aberto a críticas, dicas e tudo mais.

Digam se devo continuar ou não. Como disse, estou concluindo a faculdade agora e pra fazer algo bem feito, tenho que dedicar um tempinho. Portanto, a opinião de você é de suma importância para que eu continue ou não a a contar minha história.

Um grande abraço!!

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