Vulcão

Um conto erótico de moleque
Categoria: Homossexual
Contém 847 palavras
Data: 10/08/2016 12:37:16

Desde pequenos somos criados sob um prisma de que o correto para os outros tem que ser o nosso correto, que a lógica seguida pela maioria tem que ser a nossa, por eles serem mais experientes etc.

Essa ideia é relativamente seguida , apenas pelas crianças que não se frustram de modo familiar ou por algum outro motivo.

As crianças que sofrem com algum problema de estrutura elementar em sua vida , logo , tem sua percepção do que vem a ser superficialidade ampliada , das mentiras estruturais e todo o resto postiço que nos cerca, causando no âmago de quem sente isso, uma dor, um desequilíbrio e um extremo descontentamento, tudo que é repassado a essa criança é analisado mais friamente , tornando-a , diferente das alienadas, que no caso não passaram por essa experiência dolorosa, um verdadeiro choque de realidade, um banho de gelo.

Uma criança baixinha, tagarela, de cabelos e olhos castanhos escuros , olhos brilhantes, bem analista, ‘ingênuo’, sempre interessada coisas novas.

Muito curioso, lá pelos meus 9/10 anos era ‘influenciado’ a deitar com as amiguinhas (filhas de amigas de minha mãe), a beijá-las , mas , nessa época , nem tinha noção do que significava sexo, o pau já endurecia, embora novinho , sentia um leve calor na barriga e um aceleramento dos batimentos, eu gostava da sensação de sentir um calor externo ao meu, e da sensação de estar fazendo algo proibido

Até que um dia minha mãe me pegou no flagra, com uma amiguinha deitado nu, aos beijos e me deu uma bela surra de cipó.

O tempo foi passando eu era bastante solitário, e a sensação de querer sentir outro corpo só aumentava, aquilo era bom demais, me culpava as vezes, , eu queria sentir toques e tocar, me achava muito malicioso e pra mim aquilo resultaria em castigos de Deus.

Meus pais quase não me deixava sair por ser muito novo e aquilo que aprendi sentindo, cultivei na penumbra dos meus anseios mais intrínsecos .

O tempo foi passando e tentei esquecer esses tais pensamentos de líbido juvenil.

Quando estava com aproximadamente 11 anos , minha situação social mudou por completo, fui morar num lugar extremamente desestruturado tanto fisicamente como populacional , uma verdadeira favela, eu que sempre fui muito pensativo e analista, me sentia extremamente triste e quando nós nos mudamos, a situação só fez piorar em minha cabeça.

Ali, foi onde tive o contato mais aprofundado da hipocrisia e mentira humana, da pobreza , da violência, pois me vi num universo , totalmente oposto ao meu, e minha cabeça virou um ninho de contradição e dúvidas sem resposta por ainda ser novo e inexperiente.

Por outro lado ganhei mais liberdade que antes, brincava muito com os novos amigos que conheci, com eles descobri centenas de xingamentos rsrs, brincadeiras e o que mais gostava, conversas safadas e as vezes rolava até umas revistinhas pornô em quadrinhos , eu gostava muito de vê-las , mas, gostava ainda mais de vê-las com um amigo do lado, tinha um em especial, eu não entendia o porque disso...

Uma certa vez quando acordei, ainda em minha antiga casa meu pai estava preparando o almoço, de calça tactel, não sei bem dizer o que senti, era um cheiro muito característico , não sabia dizer o que era, mas, toda hora passava ao seu lado , sentia e meu pau endurecia. Me senti extremamente culpado por isso, mas ao mesmo tempo eu sabia que não tinha culpa (hoje consigo entender plenamente a teoria de Freud), isso fez com que eu olhasse o sexo masculino de forma diferente, de uma maneira mais íntima.

Talvez minha curiosidade pelo mesmo sexo tenha começado exatamente aí, uma coisa bem Freudiana, não que eu sentisse atração pelo meu coroa, mas sim pelo cheiro, não sei explicar.

Passou-se 2 anos, e já havia me adaptado com aquele estilo de vida, casa sem piso, paredes desgastadas, o rudimentar do todo.

Meu conhecimento a respeito de sexo e afins , cresceu muito, e meu tesão só crescia, sempre fui muito precocemente safado, ainda mais com hormônios a flor da pele, nessa época tinha descoberto o cine privê, e sempre que dava assistia escondido numa televisão velha, ainda com o sinal analógico e de umas 18 polegadas, bem pequena, nas noites que dava, eu viajava tanto , morria de tesão , mas ainda não conhecia a masturbação.

Eu fui passando a gostar muito dos meus amigos, pois no dia a dia era tudo espontâneo, não tinha comportamentos montados ou falsos, eu gostava muito disso, entre eles tinha um em especial, se chamava Ricardo (fictício) , éramos mais cúmplices um do outro, andávamos juntos sempre, conversávamos muito sobre putaria , isso começou a despertar uma coisa por ele que eu não sabia dizer o que era(uma relação homoafetiva) , um carinho esquisito rsrs, e intensificou ainda mais quando aconteceu algo inesperado entre o grupo de amigos, que me fez sentir um tesão inexplicável.

Essa é minha história de como minha atração pelo mesmo sexo se evidenciou ao longo de minha infância e entrada de minha adolescência. Esse relato é verídico, sou novo ainda, críticas são bem vindas, irei tentar reparar os erros, na medida do possível. pretendo continua-lo.

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Comentários

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FORMA INTERESSANTE DE ESCREVER. GOSTEI. O CONTO ME PARECE BOM. CONTINUE SIM.

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Legal.ele sentiu o cheiro do pau do pai dele?

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