O hóspede

Um conto erótico de Gilberto
Categoria: Homossexual
Contém 3677 palavras
Data: 06/06/2017 09:16:12
Última revisão: 06/06/2017 16:58:55

– Meu Deus, que dia mais atribulado! – falou a tia do menino franzino que estava ajudando-lhe com a organização da cozinha.

– Não se preocupe, tia, tudo vai melhorar. A senhora verá! – disse querendo despreocupa a tia que saindo da cozinha estava ao batente da porta.

– Oxalá! – falou a tia.

– Cacete! – O sangue escorreu pela lâmina da faca e pelo dedo – Droga! – exclamou enquanto o telefone tocava as músicas dos anos 70 preferidas, do garoto desastrado que abrira a válvula da torneira.

Aquele dia estava fugindo totalmente do planejamento cotidiano: a cozinheira faltara, a varredeira tampouco aparecera.... Assim como os demais empregados: um piscineiro e um faz-tudo. Havia uma greve de ônibus geral no estado de Usina Leste e a D. Gracinha, tia do acidentado Gilbertinho, liberou todos seus empregados; ao menos por aquele dia, pois, havia sido pega de supetão. Exceto o jovem carregador de malas, Leônidas.

Contudo, como o pessoal estava reduzido a quase nada por conta das demissões e Gilbertinho que estava no interior de Santa Piedade, logo decidiu ajudar. Havia feito meio quarto de atividades e ainda ia ver o que mais tinha mais por fazer. Até o momento em que terminando de fazer a salada para o almoço feriu-se.

– Gilbertinho! – falou a tia, com as mãos apertando sua própria face gorducha e vermelha devido ao calor, exasperada com o ferimento enrolado em um pedaço de gaze empapada em sangue. – Vou pegar a caixa de curativos!

Mas antes que ela saísse, respondeu-lhe:

– Não se preocupe, tia, depois eu cuido disso! – falou pondo as vasilhas ferventes no carrinho de mão.

– Eu escutei o barulho e vim ver, deixa que, ao menos, eu ponha isso aí! – Tentou aliviar para o sobrinho.

– Deixe disso, já passou. Aliás, meus ferimentos curam rápido e tudo já está organizado. Não fique preocupada! – Gilberto começou a empurrar o carrinho.

– Quanta teimosia! – Bateu as mãos em protesto contra a cintura.

– E a recepção? Está só? – Falou enquanto passava primeiro pela porta da cozinha.

– O Tetê está lá enquanto vim ver o que havia acontecido, porque fiquei preocupada, e com razão!

O menino somente fez questão de suspirar forte, enquanto o carrinho fazia o seu ric-ric normal. Sabia que Tetê era um macho folgado e que adorava as farras da praia de Lourenço, ali próximo. Logo a tia de Gilbertinho fora chamada o que não era de estranhar-se: ”MÃE!” Dois hóspedes novos haviam chegado; um casal. A mulher parecia ser antipática e o marido, um homem que estava num misto de ansioso e cansado.

– Odeio a natureza! – exclamou a mulher.

– Calma. Parece ser um ótimo lugar, tranquilo... – falou o homem bem aparentado que entregava desatentamente seus documentos para Graça. Parecia ser um jovem empresário no vigor de seus 27 anos. Usava camisa de linho e mostrava um corpo magro, contudo marcado.

– Tanto faz! Tinha que ser presente do teu pai – falou em um tom de deboche. A loira segurava a bolsa entre o braço e o antebraço e passava os dedos pela tela do seu telefone prata e com o símbolo da maçã. Uma verdadeira perua, porém seu comportamento não causava estranheza no rapaz.

– Posso? – Perguntou Leônidas para a mulher e ela olhou o mulato de cima a baixo como se não houvesse nada que pudesse ser comparado. No entanto, logo desfez-se de qualquer expressão que denotasse algo além de petulância.

– Claro. – respondeu o empresário.

Gilbertinho, que já estava sentindo algo, parou de olhá-lo. Seu olhar para o mais novo hóspede estava muito notável. Terminou de dar um jeito no salão de refeições e foi devolver o carrinho para a cozinha. De maneira inconformada. Como um homem maravilhoso como aquele estava casado com uma vaca daquelas e ele estava sozinho? Não que Gilbertinho não tivesse seus pretendentes, mas aquele homem que parecia tão recém-saído de um relato... suspirou, bateu as mãos na pia e foi cuidar: botar o lixo para fora, botar a louça na máquina, organizar os pratos.

***

Na manhã seguinte, quando Gilbertinho punha o lixo no contentor, escutou uma reclamação de alguém que estava na janela lateral:

“Mal casei e já quero que esse desgraçado morra. ”, falou com ar áspero. Pausou.

Gilbertinho tinha uma ótima audição e por mais que as pessoas pensassem que ninguém as escutara, ele já havia escutado; mas não por que quisesse, e sim por ter boa audição. Ele olhou para cima e viu a jararaca que mal conhecia e já não a suportava no terceiro andar. Ele estava imperceptível para ela. “Eu odeio quando tenho que trepar com ele. “, reclamou e continuou: “Não é que ele foda mal, mas pela falta de interesse... A não ser bancário” abriu a gargalhada. “Se eu pudesse, mataria esse traste e ficaria por aí com o Wanceslau. Uma pena que seja pobre, mas acho que é melhor assim...Gosto de Wanceslau, mas não tem como cobrir meus gostos.”

Ele foi esquivando-se até voltar à área de serviço. Com uma expressão reflexiva no rosto, pensou: Como é que pode existir alguém dessa natureza! Protestou mil vezes em pensamento. O marido parecia ser tão carinhoso, tão ardente e no mínimo deveria ter ao menos um sentimento recíproco.

O telefone da copa tocou:

– Olá, boa tarde! Eu gostaria de saber se você teria alguma fruta que ajudasse nesse calor?

– Claro, sim. Temos melancia. Seria do seu gosto?

– Pode ser. É aqui para o quarto 305.

– Ok, anotado.

Gilbertinho que já tinha uma “grande admiração”, “grande entusiasmo” pelo hóspede empresário cortou de N maneiras a melancia. Em forma de bola, fatiada, cubo, triangular... e pôs tudo dentro da melancia que em formato de pote tinha a borda serrilhada, colocou no ascensor de comida e programou para o 3 andar. Em menos de dois minutos já estava a bater à porta do quarto e viu a megera descer pelo elevador de maneira produzida e com mala. Ninguém atendia. Tomou a decisão e abriu a maçaneta. Quando entrou e escutou suspiros fortes, olhou para cama viu a tentação. O marido perfeito estava gozando e havia uma poça de porra escorrendo pelo escroto dele. O homem jogou o travesseiro sobre seu colo, ficou surpreso e envergonhado. Gilbertinho botou a mão sobre a boca e pediu desculpas de modo quase imperceptível.

– Rapaz! – falou o hóspede desconhecido à porta enrolado.

– Desculpe, senhor. Eu não tenho experiência com isso de camareiro. Não se preocupe! – O garoto atordoado já estava descendo a escadaria de serviço.

Após o susto, D. Graça logo solicitara que Gilbertinho fosse trocar as roupas de cama que ela tinha de ir fazer as compras que sempre eram imensas e muito cansativas. Ele até pensou em contestá-la para pedir uma troca de funções, mas nem deu tempo...

E assim seguira à troca de roupa de cama, abertura de janelas e passagens de aspirador. Carregou a chave mestra e não teve pausa; até chegar no quarto dele... DELE! Engoliu em seco e pôs a chave mestra... E nada havia a não ser a leve marca que ele sabia ser de esperma. Deslizou os seus dedos por cima e não resistiu deixar de aproximar seu rosto da colcha, escutou a porta abrir. Pôs-se a fingir que estava com dificuldade para tirar a roupa de cama.

– Ei, garoto do serviço de quarto. – disse brincando com um chaveiro barulhento na mão. – O serviço daqui é muito, muito bom. Parabéns. – completou.

– Ah, obrigado. – falou sem jeito. – Espero que continue a gostar.

– Certamente. Estas paragens são ricas em lindeza. – Sentou na poltrona e ficou a olhar para mim.

– Ah, sim! Pura verdade. – afirmou Gil. – Já conhece o paraíso escondido? – perguntou.

– Não, não. – disse. – O que seria?

– Ah, é uma cachoeira muito bonita. Poucos conseguem descobri-la até o final de suas férias. – respondeu Gil.

– Espero que eu possa ter a chance de que alguém mostre para mim. – falou alisando o braço da poltrona.

– Se der, eu posso fazer... isopor – gaguejou – isso por você – completou.

– Quando? – Abriu um sorriso que Gil evitava olhar.

– Ainda não sei. – Enrubesceu.

– Vou ir embora daqui a cinco dias... – calou. – Espero que até lá tenha rolado...

Gil estava a ponto de enfartar e escondia-se o máximo possível entre os panos.

– Quer que eu troque as toalhas ou estão boas para você?

– Não, não. Está tudo bem. – Deu de ombros.

– Então, já vou. E... ham... – Estava quente – Desculpe pelo inconveniente de hoje pela manhã. – Tomou a coragem de tocar no assunto.

– A culpa foi toda minha.... Irresponsável. – falou tirando a camisa e mostrando toda sua definição e pelos. Isso fez o coração do jovem camareirozinho disparar a ponto de ficar notável. – Mas não foi nada. Relaxa.

– Bom, de todas formas, obrigado pela paciência. Até e.. mais uma vez desculpa. – falou à porta em frente aquele homem sem nome e descamisado.

– Não foi nada. Hum... – estalou os dedos – Meu nome é Cristóvão. – Estendeu a mão, a mesma mão que Gil queria lamber...

– Um nome lindo – comentou Gil. “Para um homem igualmente lindo e surpreendentemente charmoso, simpático, educado..”, pensou – Prazer - finalizou.

– Uhm... Mas como... – Cristóvão fora interrompido.

– Gilberto. Gilbertinho ou somente Gil. – falou ansiosamente. – Você escolhe.

– Um nome poético para um garoto extremamente carismático e ao que me parece com uma alma encantadora. – falou com um ar galante.

– Muito obrigado, Cristóvão.

– Pode falar Tovão. – Riu.

– Ok, até mais, “Tovão”. – disse Gil andando, agora “calmamente”.

– Até, Gil! – disse à soleira, já abrindo a calça. – Vou ficar olhando até sumires...

Seria apenas imaginação sua ou aquele homem demonstrara algum interesse nele? Como pôde imaginar aquilo? Será que ele alisava o pênis enquanto Gil estava de costas? Todo esse turbilhão de perguntas o sufocara enquanto caminhava com um sorrisinho que era contrariado pelo seu senso moral********Dias depois *********[14:30]

Ah, “Tovão”, se fosse de outro seria ridículo, mas como é dele... É magnífico. Ficara com aquela cena na mente, não conseguia esquecer... Já havia tentado fazer de tudo para parar de pensar naquela cena que admitia, era linda! Ele queria tomar o lugar daquela mão e ser o motivo daquele orgasmo. Protestou contra si. Como podia pensar em um homem casado novamente?! Certo que a mulher dele não lhe tinha tanto zelo, no entanto, ainda era casado! Gilberto balançara-se por horas a fio no balanço de pneu que adorava quando pequeno.

“Já sei! ”, veio para si uma luz à mente.

Foi fazer uma coisa que, apesar de nunca ter feito, sempre ouvia as pessoas dizerem que dava uma calma interior. Calçou-se e seguiu até a trilha que era inundada de frescor e levava até uma estrondosa e límpida queda d’água. Ali a vida pulsava, Gilberto podia sentir as coisas boas que lhe seriam proporcionadas, a energia daquele lugar invadia o seu ser. E ao fechar os seus olhos, sentiu um abraço molhado e uma voz sussurrante:

– Parece que as coisas encaixam-se naturalmente mesmo – disse o sedutor Cristóvão que aproveitou-se do momento. – Vamos dar um mergulho? Só solto se disser que sim... E aí, sim ou não?

– Desculpa, mas eu não sei nadar. Em geral, quando me aproximo da água só molho os pés... – disse envergonhado Gilberto enquanto Cristóvão, por trás, virava o rosto de Gil. – É a primeira vez que venho aqui. – deu um sorriso amarelo.

– Não tem problema, eu ensino para ti. – falou carinhosa fazendo o coração de Gil disparar. – Não precisa ficar ansioso – beijou o pescoço de Gilbertinho.

– Tu és casado, eu não posso. – Apesar de sentir-se com tesão e uma vontade intensa de cair nos braços daquele homem, resistiu.

– E se eu disser que é tudo encenação? – falou virando Gilberto, pondo-o frente a si.

O olhar profundamente provocador de Cristóvão mexeu com o mais íntimo do seu amante e segurando a nuca deste aproximou-o e, pelas narinas, aspirou fortemente. Percorrendo a bochecha direita, seus lábios arrastaram-se até encontrar os lábios do seus desejado mancebo. Vagarosa e excitantemente a boca de Gil cedeu ao encantador hóspede que se aproximava ousadamente, e os dois pouco a pouco foram para ali sobre a relva macia.

Gemendo e arfando, Gil alisava o peitoral daquele homem magro e ardente. As pernas abertas davam plena liberdade para que Cristóvão roçar-se no assolho pélvico do tímido garoto. Que já era refém de todas aquelas sensações alucinantes, prisioneiro de suas próprias vontades. Contudo, reagiu.

– Não posso... – falou mansinho. – Nem camisinha tu tens! – prosseguiu olhando para o ávido Cristóvão.

– Puta que pariu! – deitou-se ao lado – Esqueci... – lamentou. – Bom, nem sabia que tu ias estar aqui... Claro que traria, se soubesse... – completou.

– Posso dizer uma coisa? – riu de leve Gil.

– O quê? – perguntou olhando para o céu azul.

– Eu adorei tudo isso, por mais errado que seja estar ficando com um cara casado... – A vontade de acariciar o mastro pulsante que estava na sunga de Cristóvão veio à tona, mas Gil somente deslizou os dedos sobre a grama.

– Eu queria ir muito além, tu ias gostar muito mais... – falou com um sorriso safado.

Gil passou a perna por cima da cintura de Cristóvão sobre ele ficou, sentiu o cuzinho ficar dilatado em cima do pau rijo do seu macho. O desejo de dominar e ser dominado fazia com que ele rebolasse sua cadeira. Provocando delírios no tarado Cristóvão que dizia para Gil não parar e segurava sua cintura imitando o movimento de pôr e tirar. Até que Cristóvão deixou o pau, que só estava separado por algumas peças de roupas de Gil e pela sunga de Cristóvão, bem encostado no traseiro do passivo.

– Tenho que ir! Vão dar falta de mim! – disse Gil dando um último beijo no extasiado empresário. – Queria tanto poder conhecer mais de ti e ficar mais.

O seu senso de moral tinha diminuído inversamente ao seu tesão, mas sua noção das suas responsabilidades estava ali intacta.

– Hum... – Cristóvão refletiu por um momento – Que tal se aparecesses à noite no meu quarto?

– Não sei. – Gil pôs a mão na fronte – Mas só sei que tenho que ir! Tchau! Beijos! – Olhou para o homem risonho que alisava seu próprio peito veludo.

[16:00]

Gilbertinho andava a passos largos ainda com um gostinho de quero mais. E assim era, queria mais, mais e muito mais... O mais importante e que desde já começara a pensar: Apareço ou não apareço? Outro ponto que não lhe saía da cabeça era: seria mesmo um casamento de mentira; tudo fingimento? Cristóvão parecia tão empolgado quando chegara. No entanto, qual casal que dorme em quartos separados? E que noiva fala de maneira tão repugnante do seu noivo?

O dia andava a passos de lesma, lesma essa que Gil queria tacar uma mão de sal para acabar logo. A ansiedade o consumia vivo e mal podia esperar para chegar a madrugada. Ele teria que mentir para todos, mas a paixão era tão dominante dentro de si que poderia fazer qualquer coisa por mais tempo com seu affair.

[20:00]

– Beijo, tia! Até mais! Tenho que ir andando senão a mamãe vai querer minha morte se eu chegar tarde em casa, a senhora já conhece a peça... Deixe só ver umas coisas aqui – e fingiu mexer no seu telefone.

– Tudo bem, tudo bem, tudo bem! – disse a tia dando um último abraço – Mais uma vez não sei como agradecer o apoio do meu sobrinho! Beijo da tia. – Deu um beijo estrondoso e deu um último aviso: – Só termine de arrumar aqui e você já sabe o que fazer, não é?

– Sei, tia! Sei! – falou rindo.

Quando a tia foi embora da cozinha, começou a operação secreta e foi fazendo o passo a passo: primeiro ligou para a mãe dizendo que iria para a casa de uma amiga, depois foi arrumar-se para ficar esperando até tudo ficar calmo. Sentia-se como em um filme de ação e dava atenção ao menor detalhe possível.

Do lado de fora, a luz do quarto de Cristóvão estava acesa e assim ficou até meia-noite, quando Gil tomou coragem e subiu a escadaria na ponta de seus pés. Sorrateiramente deslizava como uma serpente até a sua porta-destino. Girou a maçaneta e como esperava, estava destrancada. Entrou e deu de cara com uma figura que o deixara transparente.

– O que você estava fazendo aqui? Ninguém solicitou nada! – falou a antipática e luxuosa esposa do homem de quem estava ficando loucamente enamorado.

Perante aquela mulher e Cristóvão, Gil engoliu em seco e; todo o seu carinho, empolgação, tesão foram por água abaixo. Não sabia o que dizer, ficara estático e sem resposta.

– Ah, claro, desculpe-me. – Sentiu-se humilhado. – Foi engano... - Fora que ele não estava com nenhum tipo de identificação.

– Não, não foi engano algum. – intrometeu-se – Eu pedi o serviço muito antes de tu chegares. Tchau, meu assunto contigo acabou! – falou ‘Tovão’, notando o incomodo causado a Gilbertinho, enxotando a sua esposa de figuração que mais parecia apropriada para uma reunião social de compradoras da Louis Vuitton.

– Não há problema. – disse Gil saindo, mas foi impedido por Cristóvão.

– Não terminamos ainda, mas prefiro ir ao meu quarto. Cansada de tudo! – disse a mulher, que entortava os dedos da mão, e saiu batendo pé.

– Desculpa – falou Cristóvão sem jeito. – Sabes que não é a minha intenção que tu fiques constrangido, óbvio. – Deixando Gil entre si e a parede. Alisou o rosto deste e continuou – Fico feliz que tenhas vindo. – fez Gilbertinho sorrir.

– Eu estava empolgado, não vou mentir. – disse Gilberto pondo as mãos nos ombros de ‘Tovão’ que vestia um roupão. – Eu não sei se devia ficar, ou se devia ir... – Encostou a cabeça no ombro de ‘Tovão’ que acariciou seus cabelos.

– Claro que deve ficar! – falou de sobressalto. – Não vai, não. Passa a noite comigo, por favor – beijou-lhe a bochecha e fechando os olhos beijou-lhe a boca.

As mãos vorazes de Cristóvão logo tiraram a calça jeans de Gil. Deslizando pelas costas do apaixonante rapazinho, desceu para a apalpar seu traseiro. O roupão já não conseguia segurar o tesão de Cristóvão, abriu-se e o seu cacete extremamente duro mostrou-se enquanto a perna esquerda de Gil era levantada. A piroca roçava entre as pernas de Gilbertinho que tinha seu pescoço beijado por inteiro fazendo seu pomo de Adão descer e subir. A respiração deles começava a ficar mais rápidas e Gilberto tomado de atrevimento começou a alisar o membro grosso de ‘Tovão’ que começava a tirar a cueca de Gil.

– Chupa meu pau, chupa, neném. – disse Cristóvão dando-lhe um selinho durante a punheta que lhe era proporcionada. Sua rola estava melada de pré-semen. – Quero foder contigo desde quando cheguei e ficaste olhando para mim.

Gilbertinho, em pé e de frente para Tovão, aproveitava a lubrificação do pau para acariciá-lo; estava teso e pulsante, trocava pulsações com as veias de seu pulso.

– Fode, então! Deixa meu cuzinho todo abertinho, amorzão! Come de jeito vai... Uh... – disse encaixando o pau que era bem grosso como se o prepúcio desse um beijo na flor do cuzinho. – Põe a camisinha, meu caralhudo.

Cristóvão pôs Gil de quatro com uma fantástica agilidade e carinho que fizeram o garoto ficar mais entregue as manhas de Tovão que por si controlavam toda a foda. As mãos dele percorriam todo o corpo de Gilbertinho que se contorcia resvalando-se no seu. Prontamente acomodou um travesseiro para que Gilberto ficasse melhor acomodado no assoalho. Ficara empinado e esfregando loucamente o pau do seu macho entre as suas nádegas voluptuosas. Apertava o travesseiro contra si. A sensação de ter uma rola tão grossa e juntinha ao seu rabo despertava uma energia que ele não sabia ter dentro de si.

– Esse cuzinho, ah, eu quero sentir cada milimetrozinho dele. Quero que hoje seja a nossa noite, uh... – Esfregou o botãozinho do cu de Gil.

– Eu quero teu pauzão todo dentro de mim, ‘Tovão’. – falou sem fôlego agarrado ao gordo travesseiro branco de plumas.

Cristóvão besuntou o seu pau com K.Y e começou a testas enfiando os dedos no cuzinho quentinho de Gilbertinho que gemia a cada pequeno movimento, com cada um daqueles ágeis dedos. Entre suspiros dizia ”mais além, mais além”. Enfim, ‘Tovão’ decidiu que o seu fascinante amante estava pronto. Nunca havia lidado com um rapaz mais apaixonante que aquele que estava em seus braços; nunca houvera tido momentos tão incomparáveis como aqueles.

O rabo estava ali pronto e abertinho para acolher pedaço de perdição pulsante. E Cristóvão começou a pôr, mas não aguentou ficar de olhos abertos e boca fechada, o prazer fora intenso e celestial. O garoto era como nuvens por dentro, nuvens quentinhas e macias; a tal ponto como algodão. Enquanto aquela distensa rola entrava, Gil punha-se igualmente de joelho fazendo com que o seu traseiro ficasse rente à cintura de ‘Tovão’.

‘Tovão’ suspirando a nuca de Gilberto, envolvera a cintura deste com paixão. Gilbertinho voltou a reclinar-se e apoiou-se nas suas mãos. Cristóvão começou a bombar com vigor, tirando sorrisos de Gil que pedia por mais. A rola melada deslizava com facilidade dentro do rabo que não apresentava nenhuma resistência, mas sim receptividade. Cristóvão fazia questão de enfiar até o talo e fazer o pau inchar mais dentro daquele rabo.

Gilberto levantou-se surpreendendo a ‘Tovão’, mas ele logo voltou a aninhar-se no colo do seu caso de uma semana. Sentado nas coxas do seu cacetudo, começou a rebolar com as mãos envoltas em seu pescoço. As suas bocas ociosas dominaram-se com incandescência. O sobe-desce era rápido e ritmado, a fricção da pele de Gil nos pelos de Cristóvão deixava-o extasiado e fissurado no seu parceiro. Cada centímetro dele era precioso e descoberto de maneira apaixonada.

Os seus tórax melados e colados um no outro fazendo com que os batimentos de seus corações entrassem em sincronia. Tomando a dianteira, Gilbertinho, em cima de Cristóvão, fez com que este deitasse no chão e cavalgou como um hipista cavalga. Até que seu amado empresário soltou um ‘oh’ gutural que fora abafado com um beijo intenso e molhado.

– Eu vou foder mais esse buraquinho, quero foder dia e noite. – falou inebriado de prazer.

– Eu sou todo teu... – interrompeu Gilberto enquanto era posto em frango assado.

– Hoje, a madrugada será pouca para tanta vontade... – Completou ‘Tovão’.

A noite tornou-se dia, o dia tornou-se tarde e quase que a tarde torna-se noite... E foi aquela noite que ficou como eterna fonte de inspiração para um grande caso de amor...

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 0 estrelas.
Incentive Letras a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários

Foto de perfil de Bem Amado

Amigo vi que vc enviou uma msg mas não consigo ler pois não sou premium, se quiser pode enviar pro meu email: aj-trovao@hotmail.com, um abraço

0 0
Foto de perfil genérica

Que delicia de aventura, merece uma continuação

0 0