Casa dos Contos Eróticos

Oito dias para Michele - cap.2

Categoria: Homossexual
Data: 11/08/2017 15:36:54
Última revisão: 19/08/2017 06:23:23
Nota 10.00
Ler comentários (7) | Adicionar aos favoritos | Fazer denúncia

Entramos no carro. Imediatamente após colocar o carro em funcionamento mamãe falou:

- Michele, preste bem a atenção. Não gostei nem um pouco do que você fez agora com os meninos. Não gostei nada mesmo. Você agiu muito errado, nenhuma menina age daquele jeito, dizendo aqueles xingamentos em público. Então vou deixar bem claro para você, desde já. Se você continuar assim, se você fizer isso de novo, seu castigo será aumentado mais uma semana, entendeu?

Não respondi nada.

Ela continuou:

- Seu castigo é esse - nessa semana você será Michele, uma menina. Então deve agir como menina todo o tempo, entendeu? Nada de xingamentos, nada de agressões!

- Mas mamãe, eu não sou menina! E eles estavam implicando comigo.

- Não me interessa o que eles estavam fazendo. Uma menina não sai correndo para bater nos meninos, nem fala todos aqueles desaforos que você disse. Então preste muita atenção - para cada vez que eu ver você agindo como menino, resmungando, choramingando que não é menina, dizendo desaforos ou brigando, vou adicionar um dia a mais no seu castigo. Isso vai até você aprender, entendeu?

De novo não respondi. Eu não concordava, mas que diferença isso fazia? Ela continuou.

- E começa agora mesmo. Aliás, já começou. Nós vamos agora no Shopping comprar umas roupinhas para você, e se você não se comportar direito lá, já vai sabendo que vai passar mais tempo ainda como menina.

Ainda tentei um protesto.

- Não é justo! Eu não sou menina! Eu sou menino! Eu não quero!

- Bom, com essa reclamação você acabou de ganhar mais um dia de castigo. Quer mais? Se continuar assim vai voltar das férias para a escola ainda como Michele, é isso que você quer? Suas férias acabam em dez dias, seu castigo já tem oito.

Opa, ir para a escola como menina? Nem pensar. Parei de contestar para não piorar as coisas.

Chegamos no Shopping, e ela me conduziu pelos corredores segurando na minha mão. Eu, morto de vergonha de andar na frente de todo mundo vestido de menina, evitava até levantar o olhar para as pessoas.

Fomos direto para a loja C&A, na seção de roupas infantis femininas. Mamãe passeou pelas araras de roupas, pegando um vestido aqui e outro ali, uma sainha, blusinhas. Vez ou outra estendia o vestido em mim para ver se o tamanho servia. Eu morria de vergonha toda vez que ela fazia isso. Quando ela estava já com uma porção de roupinhas acumuladas no braço, me disse:

- Michele, agora é hora de você provar essas roupas. Precisamos ver se ficam bem. Vamos ali nos provadores.

Eu falei baixinho:

- Mamãe, eu não vou experimentar roupas de menina na loja!

- Com certeza vai.

Pegou minha mão e me puxou até lá. Eu pensei em resistir, chorar, fazer uma cena, mas me dei conta que só ia atrair atenção para mim, o que piorava a situação. Todo mundo ia descobrir que eu era um menino vestido de menina. E ainda podia me render mais dias de castigo.

Ela me levou para os provadores femininos. A funcionária da loja contou a quantidade de peças e fomos para a cabine. Lá dentro mamãe me fez experimentar cada vestido, saia e blusinha que tinha pego. E a cada roupa, ela fazia eu sair do provador para olhar com maior distância no espelho de corpo inteiro no corredor entre os provadores.

Ela se encantou com algumas das roupas:

- Michele, esse vestidinho ficou lindo em você! Olha que graça! Vira para eu ver, minha filha!

Eu tinha que virar, como se fosse uma modelo, para ela ver de todos os lados.

- Olha que coisa linda que você ficou com esse conjunto de blusa e sainha! E essa saia combina também com a blusinha de coração que você já tem, né?

Quando experimentei um vestidinho amarelo todo cheio de babadinhos, mamãe perguntou para a funcionária da loja:

- Moça, esse vestido aqui você teria no tamanho 12? Achei que o tamanho 10 ficou um pouco pequeno nela, não acha?

A moça foi prestar atenção em mim, o que só me deixou mais envergonhado.

Ela falou:

- Vou ver para a senhora... mas olha, ao meu ver esse tamanho ficou ótimo na sua filha! Tem certeza que quer maior? Pode ficar folgado.

- Você acha, é? Michele, dá uma voltinha para a gente ver melhor!

Lá fui eu dar voltinhas para elas verem se o vestidinho estava bem em mim... no final parece que a moça foi convincente, pois mamãe desistiu de buscar um tamanho maior.

- Michele, que você acha? Tá confortável ou está lhe apertando? Gostou?

Eu não esperava ter que responder essas coisas. O que fazer? Se eu reclamasse ou resmungasse podia me denunciar para a moça, que parecia achar que eu era mesmo uma menina. Então me olhei no espelho, passei as mãos pela roupa, senti como estava com ela. Não era desconfortável, não me apertava em nada. Só era uma roupinha muito, muito, muito feminina com todos aqueles babadinhos na barra! Mas disso eu não podia reclamar. Então respondi baixinho:

- Tá bom esse, mamãe, não aperta nada.

- Mesmo? Mas diz, você gostou? Achou que ficou bonita? Prefere esse amarelinho ou aquele outro rosa?

Mas que sacanagem dela me fazer responder essas coisas na frente da moça! Tive que seguir fingindo ser menina.

- Ah, mamãe, qualquer deles... o outro também não incomoda nem aperta.

- Você ficou uma graça com eles. Vou levar os dois. E mais essas blusinhas e essas saias.

Saímos do provador. Achei que tinha terminado, mas mamãe lembrou que faltavam outras peças.

- Michele, vamos ali naquele setor, você precisa de mais calcinhas e uma ou duas camisolinhas para dormir.

Ela mesma escolheu as calcinhas. Para minha idade a maioria era de algodão e estampadas, e mamãe comprou duas dessas. Uma era cheia de coraçõezinhos vermelhos e tinha as bordas com uma rendinha fininha. A outra era branca com detalhes rosa. Mas mamãe procurou outras de lycra com rendinha, como a que eu estava usando. Comprou duas dessas brancas.

- Essas de lycra são mais bonitas, muito mais femininas. Eu sei que não são bem da sua idade, mas você ficou bem com essa que está usando, né? Não é gostosa?

Eu pensei na calcinha que eu estava usando, toda apertadinha... mas não respondi nada.

Ela ainda escolheu duas camisolinhas de dormir. Eram como uns vestidinhos bem curtos, de algodão estampado, e tinham babadinhos na borda inferior. Ela mais uma vez colocou uma sobre meu corpo para ver o tamanho na frente de todo mundo.

Depois dessas compras todas, mamãe parecia muito animada:

- Michele, você ficou tão bonitinha com essas roupas novas! Uma graça! E dessa vez você se comportou muito bem, muito bem mesmo. É assim que tem que ser!

Saímos daquela loja e eu quis tomar um sorvete. Mamãe me deu o dinheiro para comprar uma casquinha no quiosque que tinha próximo, e falou que enquanto eu tomava o sorvete ela iria numa loja próxima. Era para eu esperar por ali.

Eu fui no quiosque, e quando chegou minha vez, o atendente perguntou:

- E você, menina, o que vai querer?

Eu, menina. Pelo jeito ninguém percebia que eu era um menino. Bom, menos mal. Pedi meu sorvete e fiquei no banco esperando mamãe voltar da outra loja.

Depois disso, caminhávamos pelo corredor do Shopping quando passamos por um salão de beleza. Mamãe imediatamente parou uns segundos olhando lá para dentro, pensando alguma coisa. E daí me perguntou:

- Michele, que acha de um corte de cabelo? Podemos pintar suas unhas também! Vamos?

O que eu podia responder? Eu achava uma tragédia um corte ainda mais feminino no meu cabelo, e outra tragédia pintar minhas unhas! Mas eu podia reclamar? Que adiantava minha opinião? Se eu dissesse não ela não ia considerar mesmo!

Ela entrou no salão comigo pela mão, e perguntou para o rapaz que apareceu:

- Vocês fazem corte infantil ou só de adultos? Tem manicure?

- Senhora, não somos especializados em cortes infantis, mas podemos fazer, claro. É para sua filha? E temos manicure, sim.

- Ah, então vamos. Eu quero que você acerte o corte do cabelo da minha filha. Tá um pouco bagunçado o cabelo dela, sem corte.

- Entendo. Como é o nome dela?

- Michele.

Ele se agachou para falar comigo:

- Olá Michele, tudo bom? Vamos cortar o cabelo? Vou deixar você linda! Vamos lá?

Eu não falei nada, o que ele entendeu como um “sim”. Pegou minha mão e me levou para a cadeira de lavagem. Lavou meu cabelo cuidadosamente, e depois fomos para o corte e penteado. Aí ele me perguntou:

- Como você quer que eu corte? Que você acha de cortar seu cabelo com uma franjinha?

Não respondi. Ele falou com mamãe:

- Ela é bem quietinha, né?

- Sim, é muito tímida. Mas ela adora ficar bem bonita!

- É mesmo? Ela tem um rosto muito bonito, não vai ser difícil deixar bem bonita! Olha, tive uma ideia! Que tal a gente fazer duas mechas rosa no cabelo dela, caindo ao lado do rosto? Bem moderno!

Pensei desesperado: “Meu deus, que é isso? Vou sair daqui com cabelo rosa? Esse pesadelo só piora?” Tive que falar alguma coisa:

- Ai, mamãe, não sei se eu quero mechas rosa no meu cabelo!

- Por que não, Michele? É moderno, as meninas estão usando!

O carinha falou:

- Podemos fazer sem as mechas, só com a franjinha, também fica uma graça. Que você prefere, Michele?

Não tive como escapar. Escolhi a franjinha. E ele assumiu o controle. Cortou as pontas, alisou e depois cortou uma franjinha bem na altura das sobrancelhas. Ao final, enquanto minha mãe lia uma revista, ele falou só comigo:

- Ela disse que você gosta de ficar bem bonita... vamos fazer uma surpresa? Eu sei que meninas de sua idade não precisam de maquiagem, mas um pouquinho só não vai fazer mal algum, né? Acho que você gosta de maquiagem, pois está de batonzinho, né?

Dito isso, e sem esperar resposta minha, ele pegou uns produtos e passou no meu rosto. Um pozinho nas minhas bochechas, depois uma coisinha colorida, rosa, sobre os olhos, e por fim retocou meu batom. Aí me virou para o espelho e disse:

- Michele, você está uma graça! Olha só!

Eu olhei no espelho e fiquei desconcertado. O que eu via ali era uma menina! Meu cabelo, cortado, alisado e de franjinha estava absolutamente feminino. E o rosto, com a maquiagem, mais ainda. Não era uma maquiagem pesada, nada exagerado, eram só uns toquinhos coloridos. Mas já tinha feito uma diferença! Nem eu me reconhecia!

Ele chamou mamãe:

- Senhora, venha ver como ficou linda a sua garotinha!

Ela veio, e me vendo pelo espelho abriu um sorriso enorme.

- Ai, mas tá absolutamente linda!! Michele, olha como você está bonita!!

Virando para ele mamãe falou:

- Olha, ficou melhor que eu esperava! Está sensacional! Muito obrigado! Agora só falta a manicure!

- Ah, sim. Carmem está logo ali, é só levar Michele lá.

Mamãe me levou para essa outra moça. Sentei numa cadeira, ela pegou minhas mãos e reclamou com mamãe:

- Nossa, as unhas dela estão muito malcuidadas! Parecem até unhas de menino!

Pensei comigo: “São unhas de menino!” Mas não falei nada, obviamente. Imagina se eu ia dizer que era um menino com aquelas roupas e todo maquiado como menininha?

Mamãe não gostou do comentário da moça.

- Ela é uma criança, ela brinca, não fica preocupada com as unhas. Por isso estão assim. Mas você pode melhorar elas, não pode? É para isso que estamos aqui.

- Ah, sim, posso. Não vou fazer milagres, mas dá para melhorar. Vamos limpar, lixar e colocar uma cor. Pelo que vejo um esmalte rosa ficaria bom, não?

Eu novamente não opinei. Elas não precisavam de minha opinião para seguir em frente. Mamãe decidiu.

- Ah, sim, rosa ficará ótimo. Mas, por favor, um tom de rosa leve, pois ela é só uma menina de 10 anos. Não quero nada forte.

A moça fez as minhas unhas dos pés e das mãos. E ao final eu estava com todas as unhas bem pintadinhas de rosa. Coloquei minhas Melissinhas de volta e dava para ver algumas unhas do pé pintadas. As da mão mais ainda. A manicure falou:

- Michele, cuidado com suas unhas na próxima hora, tá? O esmalte ainda não está completamente seco, qualquer coisa pode estragar.

Eu fiquei olhando minhas mãos, meio sem saber o que fazer com elas. Mamãe me tirou do transe:

- Michele, venha cá! Olhe você ali naquele espelho! Minha filha, olha como você está linda! Nem acredito!

Era um espelho de corpo inteiro. E eu estava na frente dele, uma menininha em todos os sentidos. O cabelo lisinho, leve e solto, meu rosto maquiado, a minissaia soltinha e bem colorida, a blusinha de coração, as unhas pintadinhas, as sandálias. Tudo que eu via na minha frente era feminino. Não tinha um único detalhe visível que lembrasse que eu era um menino!

Mamãe pegou meu rosto, me olhou bem nos olhos, me deu um beijo na bochecha e falou baixinho no meu ouvido – “minha filha, você está tão linda, mas tão linda!” E eu fiquei pensando que não lembrava de nenhum outro momento na minha vida que eu tivesse visto ela tão feliz comigo.

xxxxxxxxxxxxxxx

Este conto completo pode ser encontrado em e-book na Amazon.com.br, com o mesmo nome. Agradeço se aqueles que gostarem do conto puderem avaliar o livro no site da Amazon. Ajuda a dar visibilidade!

xxxxxxxxxxxxxxx

Na Amazon também tem outro e-book meu, "De repente, Laura". A história já foi publicada aqui como "A historia de Paulinha" e "A historia de Renato". No e-book foi revisada e ganhou um capítulo a mais.

Comentários

19/08/2017 11:36:11
Adorandooooo
16/08/2017 12:50:49
Kell, obrigada pelo comentário! Adoro quando vocês leitores comentam meus contos!
15/08/2017 21:40:08
Lindo conto. Estou apaixonada
13/08/2017 09:04:52
Ain meu Deus! Que conto maravilhoso!! Uau fico agradecida pela lembrança! Pode me chamar só de Veri querida, acho que já somos íntimas hein? Rs Vou ler o próximo que já vi que foi postado
11/08/2017 20:52:47
essa historia é real ou ficção? Ela ta muito interessante.To curioso pelo que vem pela frente.
11/08/2017 16:29:04
Aiii! Tava com saudades de seus comentários, Suellen! Você e Veripassiva nunca falham!
11/08/2017 16:22:33
Amei, achei melhor q a história de Betinha, continue essa história, quero saber o q vai acontecer com a Michele, sinto na história q o Michel ja era.

Comente!

  • Desejo receber um e-mail quando um novo comentario for feito neste conto.