Capitulo 2 - Hi Hi
Era uma típica segunda feira, com duas aulas seguidas de matemática, como eu odiava a professora e ela correspondia mutuamente com um ódio a mim. Então durante a aula eu ficava em off do mundo pensando na vida ou conversando com a Cecília via bilhetes e cochichos. Ate que a prof. chamou a atenção dos alunos para um comunicado.
Prof. - Bem classe esse e um aluno recém transferido para a nossa sala...
Eu voltei a terra e foquei na professora insuportável e depois foquei no aluno novo. Ele era tão estranho, não estranho ruim, um estranho digamos... Bom [?!]. Todo engomadinho [alguém ainda fala isso?] pra um adolescente. Parecia que a mãe dele tinha vestido ele de manha e penteado ele também, como se faz com um boneco Ken. Mas tirando toda a vibe estranha era até digamos... Fofo... Mas estranho... Fofamente Estranho. Ele era uns 5cm menor que eu, o cabelo meio loiro escuro com umas partes mais claras. Tinha uma bochechas rosadas e os olhos cor de mel bem escuros. Mas o mais marcantes era as sobrancelhas que complementavam o olhar dele. Dando um ar adulto e misterioso a ele.
Prof. – O nome dele e Luís ... Você pode de escolher um lugar e se sentar...
Ele passou por mim e pela Cecília e ficou encarando a nós dois com uma expressão estranha. Então parou e se sentou atrás de mim. Eu como uma pessoa bem educada e extrovertida fui receptivo com ele. :P
Ro – Opa , tudo beleza? Meu nome e Roberto essa e a Cecília.
L – Oi, me chamo Luís. Disse ele sério.
Ro – Você foi transferido pra nossa escola por causa de que, desculpa a curiosidade? Eu disse sorrindo e curioso
C – nossa!!! Vai interrogar o coitado garoto agora. Falou a Ceci virando os olhos
L – Sem problema. Respondeu um pouco mais simpático. Minha família mudou pra esse bairro, e com isso é muito longe pra ir para minha outra escola. Tem que pegar ônibus e tudo mais então fica mais fácil estudar aqui.
Ro – Hm... Então seja bem-vindo nossa escola e bairro Luís.
Prof. – Roberto... Você pode fazer o favor de fazer silêncio
Ro – Desculpa professora. Falei cinicamente :]
C – essa vaca te persegue hein?? Meu deus...
Ro – Normals... Normals
L – ela é sempre assim
Ro – não, ela vacona assim comigo mesmo.
L – Hm...
Seguindo a conversa entre nós três durante as aulas o Luís falou mais um pouco sobre ele. Tinha 15 anos, gostava de jogar GTA nas horas livres, odiava inglês e matemática na escola, curtia rock nacional, animes e mangás. Nada de diferente dos outros garotos da nossa idade ao meu ver.
Naquele dia fomos os três embora juntos eu, Luis e Cecília. Ele morava bem próximo da minha casa eu descobri. Apenas umas 5 quadras de distância entre nossas ruas. Então combinamos que nos próximo dia iríamos passar pela casa dele para irmos junto para a escola. Depois disso seguimos apenas eu e Cecília.
Ro – Gente boa o Luis né?
C – É... Ele parece ser um cara legal... Falou Ceci meio que com desdém.
Ro – muito convincente esse seu tom de voz. Disse eu provocando ela.
C – Uai, num é nada. Eu só não... Sei lá... Tem algo nele que eu não curti... Não sei. Mas sei lá deve ser só impressão minha... Disse ela meio na defensiva.
Ro – É... Pode ser... Então você passa aqui mais tarde pra fazermos o trabalho? Falei mudando de assunto
C – Sim... As 3 né? Manda um beijo pra tia Fernanda. Tia Fernanda era minha mãe, ela obrigava todos os meus amigos a chamarem assim.
Ro – Sim e sim... até mais tarde
Eu me despedi da Cecília, com um abraço como de costume, mas fiquei encucado com o jeito dela. Mas durou apenas alguns minutos ate eu ter outras coisas na cabeça pra ocupar minha mente. Como um trabalho enorme de química que eu e a Ceci tínhamos que fazer. Sobre ácidos e bases.
Com isso era 3 horas da tarde em ponto quando a Cecília chegou para começarmos o trabalho, então fomos os dois pro meu quarto. Porém como todo trabalho em casa teve muita jogação de papo fora e conversa vai e vem, ela começou a se explicar sobre estrar estranha sobre o Luís. Isso sem eu nem perguntar alguma coisa. Ela disse que foi bobagem da cabeça dela ficar na defensiva com o Luís, que ela só conhecia ele e um dia e já tava julgando ele, julgamento esse que ela não falou se era bom ou ruim. Então eu disse que tava tudo bem que e normal isso acontecer às vezes, que o santo não bate de primeira e ficamos na defensiva e por fim o assunto morreu ai e começamos a fazer nosso trabalho.
Bem gente esse o comecinho do conto, e digo que ele e bem longo. E como a minha e vida é um tanto corrida vou tentar atualizar pelo menos um capítulo por semana. Espero que todos gostem