Nos afastamos alguns centímetros. Sua mão toca meu rosto carinhosamente. No impulso minhas mãos seguram sua cintura e beijo sua boca. Sua mão vai á minha nuca me puxando para si. Nossos corpos colados, sinto sua respiração junto a minha. Sua língua envolve-me numa dança viciante. Com o corpo a guio para um reservado. Ainda com os lábios grudados aos meus Anna tranca a porta. A prendo na parede. Beijo sua boca e sigo num caminho de beijos até seu pescoço. Beijo-a ali e ouço um gemido escapar de sua garganta enquanto suas unhas cravam levemente em minha nuca e a outra desce meu blazer sobre o ombro. Minha mão direita desce ate sua coxa, parando bem onde seu vestido termina. Minha boca volta a sua. Nosso beijo é intenso, eu a quero. A imagem mal entra em minha cabeça e já some, a presença de Anna toma toda minha razão. Minhas mãos sobem por sua pele até chegar a popa de sua bunda, sua pele se arrepia sob a pressão. Batidas na porta nos trazem à realidade novamente e saímos do mundo só nosso.
-Aqui não é lugar para nada disso. - Anna sussurra ao meu ouvido e relutantemente nos afastamos.
Saímos do reservado sem medo e fico aliviadas ao constatar que as únicas pessoas estão utilizando os outros box. Saímos apressadas em direção ao bar. Seu humor esta elevado, assim como o meu. Sinto meus olhos faiscarem ao olhar seu rebolado a minha frente.
Anna vira o rosto em minha direção e sorri, sorrio de volta para ela pegando em sua mão.
Eu pego uma água e ela um refrigerante. Ainda de mãos dadas, ela me puxa até os sofás. Senta-se em um e me puxa ao seu lado.
-Então vai parar de fugir de mim? - pergunta em meu ouvido.
-Não conseguiria fugir nem se quisesse. - respondo em seu.
Com a musica alta a única forma de ouvir o que se é falado é ao pé do ouvido. A todo momento trocamos carinhos disfarçados. Suas mãos tocam as minhas, seus lábios o lóbulo de minha orelha, minha boca o seu pescoço, minhas mãos suas coxas.
-Acho que o Matheus nem vai chegar perto de nós hoje. - Anna diz em tom de divertimento.
Não posso evitar sorrir ao ver sua expressão faceira.
-Você não precisava ter me beijado só para ele se afastar.
-Não foi só por isso Julia. - Seus olhos faíscam de desejo. Me sinto tremer levemente.
-Primeiro me segue até o mercado e agora me rouba um beijo? Devo tomar cuidado com você. - brinco - Vem, vamos dançar.
-Quem diria que você se soltaria tanto assim. - Anna diz com humor.
-Na verdade é só para te ver dançar. - respondo piscando o olho para ela.
Anna da risada se levantando e me puxando. De mãos dadas ela me leva até a pista. A fumaça é tão espessa que enxergo somente ela ao meu redor. Para em minha frente com as mãos ao redor de meu pescoço. Minhas mãos e sua cintura. Anna me coloca na batida da música, me levando junto com seus movimentos. Seus olhos brilham ao me olhar. Mordo meu lábio inferior de tanto desejo. Ao ver meu movimento aqueles castanho-claros reluzem mais. Dançamos até cansarmos.
Pego na mão dela e a trago até os pufes. Despencamos uma em cada. Ofegamos muito, mas o sorriso não sai de meus lábios.
Anna pega seu celular e vê as horas: Uau, está muito tarde. Daqui meia hora meu tio nos buscará.
-Tudo bem. Vai ir me ver amanhã? - pergunto animada.
-Vejo o que posso fazer por você. - Seu corpo levanta um pouco em minha direção. Seus lábios chegam aos meus e me beijam rápido e carinhosamente.