Tudo começou com a chegada de uma nova professora ao departamento. Ludimila chegou para substituir Margarete, que passaria um tempo fora dedicando-se à pesquisa de seu pós-doutorado. Ludimila era recém-doutora e havia passado no concurso com ótimas notas. Sua pesquisa era tão relevante que a tese, além de ter recebido nota máxima, já havia sido publicada quando ela ingressou na universidade. Com a saída de Margarete, ficou estabelecido que eu seria o coordenador do curso. Acho que isso me ajudou a ter mais contato com Ludimila, afinal, ela precisava falar comigo sobre documentos, procedimentos referentes ao seu ingresso e até mesmo para discutir a bibliografia de sua disciplina.
Os dias foram passando e as idas da moça à minha sala tornaram-se cada vez mais frequentes. Eu estava sempre disposto a ajudá-la no que fosse possível para que se adaptasse ao nosso ritmo de trabalho. Um dia, Ludimila chegou à minha sala no exato momento em que eu também chegava: atrasado, correndo e muito mal-humorado devido a um problema no carro. Fiquei sem meu meio de transporte e, para piorar, descobri que ficaria sem ele pelo resto da semana.
— Olá, Ludimila. Estava me esperando há muito tempo?
— Oi, Paulo. Pra falar a verdade, acabei de chegar. Vim para tirar umas dúvidas sobre o modelo das provas, porque vou participar de um congresso na semana de avaliações e quero deixar tudo certinho para quem for aplicar as minhas.
— Entendi. O problema é que agora eu não vou poder te ajudar com isso. Como pode ver, estou atrasado e passei aqui apenas para buscar um texto. Já vou subir para dar aula de História do Direito.
— Poxa, Paulo. Eu realmente não sabia. Não foi minha intenção incomodar. Sei que minhas perguntas são muitas e você deve estar se cansando de mim, mas é que quero deixar tudo perfeito, sem erros. Quero dar o melhor aos meus alunos.
— Tá bom. Me procure depois. De repente, te ajudo nisso aí.
Entrei na minha sala, peguei o texto e já me dirigia ao elevador quando um aluno se aproximou e foi logo me questionando sobre um trabalho que eu havia passado para a turma dele.
— Professor, esse trabalho que você passou está muito complicado. Está tomando muito nosso tempo e eu acho que a nota nem é tão alta assim pra tanta exigência.
Sou conhecido na universidade por ser muito educado e cordial, mas naquele dia a cordialidade passou longe.
— Ué, se não está satisfeito com a nota e com a intensidade do curso, faça no semestre que vem. A faculdade não foi bater na sua porta, rapaz. Foi você quem veio. Então, cumpra com seu papel. E sempre há a opção de sair por uma das várias portas que temos por aqui.
Esse aluno, além de não estar entre os mais interessados, vivia bebendo; já houve um caso em que assistiu bêbado à aula de um colega. Juntei o fato de ele ser um problema com o meu mau humor, e o resultado foi aquela resposta. O garoto ficou vermelho, sem ação. Em outra oportunidade, eu o teria chamado para conversar, tentado tirar suas dúvidas e feito o possível para ajudá-lo. Afinal, sou pago pra isso. Educar é uma escolha e, sem dúvida, uma missão.
Entrei no elevador, mal dei boa noite à ascensorista e nem precisei falar o andar, pois ela já sabia que eu iria para o oitavo. Entrei na sala de aula e comecei logo a falar sobre o trabalho e sobre a atitude daquele aluno. Deixei claro que a nota era justa e que a minha exigência era um pedido de colaboração, não uma demonstração de força ou poder. A aula transcorreu normalmente e terminou com um pouco de atraso.
Essa turma teria um intervalo logo após a minha aula e, em seguida, Ludimila entraria. Como me atrasei, o intervalo foi suspenso. Quando saí, dei de cara com ela, que segurava suas coisas e não parecia muito feliz por estar ali plantada esperando.
— Desculpe, professora. Eu me atrasei. Pode entrar, boa aula.
— Obrigada, professor. Vou dar o que sobrou dela.
Aquilo me chamou bastante atenção. Outro professor no lugar dela não teria falado comigo daquele jeito, pois todos sabiam que atrasos nas minhas aulas não eram comuns, e eles nutriam um grande carinho por mim.
Como eu tinha o resto da noite programado para planejamento e assuntos da coordenação, fui até a sala do coordenador, peguei alguns papéis e voltei para a minha sala. Não gosto de ficar na coordenação; é muito impessoal, e toda hora entra alguém puxando assunto, o que reduz o tempo de trabalho.
Por volta das 22h40, escutei um barulho vindo da sala ao lado e fui verificar. Quando cheguei, Ludimila estava guardando suas coisas e pegando a bolsa para ir embora.
— Nossa, estou tão acostumado a ver a Margô nessa sala que até esqueço que agora ela é sua.
Ludimila esboçou um sorriso, mas em seguida fechou o semblante e continuou se arrumando para deixar o campus.
— Algum problema, Ludimila?
— Além de você ter falado alto comigo mais cedo e ter tomado meia hora da minha aula? Não, nenhum.
— Eu falei alto com você aquela hora? Meu Deus! Me desculpe, por favor.
— Vai pedir desculpas pro rapaz também?
— Rapaz? Que rapaz?
— Aquele que você maltratou enquanto esperava o elevador.
— Ao André eu não peço desculpas. Esse cara é um sem-noção, não se interessa por nada e até assiste à aula bêbado. Posso ter errado ao descontar meus problemas nele, mas vamos ver se assim ele toma jeito.
— Se você diz... Quem sou eu para questionar o coordenador, né?
— Olha, Ludimila, eu sempre te tratei com todo o respeito. Posso ter tido uma postura ruim com você mais cedo, mas não foi nada tão grave para você se sentir no direito de falar comigo desse jeito. E isso não tem nada a ver com o fato de eu ser o coordenador, mas sim com o Paulo, o cara que faz de tudo pra te ajudar por aqui. Até material que não é problema meu eu procuro pra você; te empresto livros, enfim, faço o que posso.
— É, tem razão. Me desculpe também. Hoje não é um bom dia para mim.
— Tudo bem. Agora deixe-me ir, porque eu tenho que pegar um ônibus até o metrô.
— Metrô, ônibus? Mas você não vem de carro todos os dias?
— Ficarei sem carro por uma semana. Vou ter que encarar ônibus e metrô por enquanto.
— Onde você mora?
— Moro em Botafogo, e você?
— No Flamengo.
— Isso não está certo. Eu sou torcedor do Flamengo morando em Botafogo, e você torce para o Botafogo morando no Flamengo.
Demos risada. Fui até a minha sala fechar as coisas e pegar a pasta. Quando saí, Ludimila estava na porta me esperando.
— Ainda por aqui?
— Vou te dar uma carona. Te deixo na Voluntários da Pátria e você segue o seu caminho. Tudo bem?
— Não vou nem me fazer de difícil. Vou aceitar porque moro bem pertinho dali.
Entramos no carro. Ela ligou o rádio em uma música leve e tranquila, que embalou nossa conversa até o final do trajeto. Antes de eu descer, Ludimila perguntou se eu trabalhava na manhã seguinte. Disse que sim, e ela se dispôs a passar para me pegar às 7h naquele mesmo lugar. Claro que aceitei, porque uma carona daquelas é irrecusável. Chegar no horário sem precisar enfrentar o transporte público era maravilhoso.
No horário combinado, ela chegou e me viu cumprimentando minha vizinha Amanda com um abraço caloroso. Amanda era sempre muito efusiva: elogiava meu perfume, dava um beijinho no canto da boca... Aquela garota era pura sedução.
— Que isso, professor. Carinho assim logo de manhã é só para os privilegiados.
— Bom dia, Ludimila. A Amanda é uma vizinha muito querida.
— É, eu vi.
Chegamos à universidade. Ludimila foi dar suas aulas e eu, as minhas. Ao fim da manhã, eu caminhava para o ponto de ônibus quando um carro parou. A porta se abriu e era ela.
— Indo pra casa?
— Sim, obrigado.
Entrei no carro e tudo seguia normal, até sermos fechados por outro veículo. A batida foi inevitável e o susto foi imenso. Ludimila começou a chorar, muito nervosa. Tentei acalmá-la. Peguei em sua mão, saí do meu lado, abri a porta dela e a tirei lá de dentro. Ela me abraçou. Chorava tanto que seu corpo tremia; cheguei a pensar que fosse desmaiar. Ela foi se acalmando e ligou para o seguro para dar um jeito nos pequenos danos na lataria. O causador do acidente fugiu, e nós, com o susto, nem pensamos em anotar a placa.
Mesmo depois de tudo resolvido, ela ainda estava nervosa. A situação piorou quando ela olhou para mim e viu sangue no meu rosto e na minha camisa.
— Meu Deus, Paulo! A sua testa está ferida. Tem sangue no seu rosto e na sua camisa!
— Não é nada, fique tranquila. Foi só uma batidinha de leve. Vou procurar um banheiro para me lavar. Ou melhor, vou pra casa. Chegando lá, tomo um banho e descanso um pouco.
Como eu morava a apenas uns três minutos dali, convidei Ludimila para me acompanhar, beber água e se acalmar. Ao chegar em casa, toquei a campainha. Ela me olhou incrédula, pois o dono da casa tocar a própria campainha não é o mais usual. Logo Dona Altiva abriu a porta e me receberia com o sorriso de sempre, se não fosse pelo sangue.
— Paulinho! O que aconteceu, meu filho? Foi assalto? Te bateram? Você está bem?
Tudo isso acompanhado de lágrimas escorrendo pelo rosto. Abracei Dona Altiva, expliquei o ocorrido e apresentei Ludimila. Disse a ela que Dona Altiva já trabalhava comigo há dez anos e não era uma simples funcionária, mas sim o meu anjo da guarda, conhecendo minha casa e meus objetos melhor do que eu mesmo. Dona Altiva fez uma série de recomendações e sugeriu que eu fosse tomar banho para que ela pudesse limpar e cuidar do ferimento.
— Eu vou, mas fique aqui fazendo companhia para a professora Ludimila. Ela me deu uma carona porque meu carro quebrou.
— Paulinho, o mecânico ligou. Está faltando uma peça e ele vai levar mais uns dias para deixar o carro pronto.
— Porra, a senhora falou pra ele que eu preciso do carro pra ir trabalhar?
— Falei, filho, mas o irresponsável disse que não podia fazer nada.
Ela me deu um beijo no rosto, um tapinha na bunda e me mandou pro banho. Quando saí, escutei risos na sala. Encontrei Ludimila com um copo de suco e um sanduíche que Altiva a havia obrigado a comer.
— Opa! Também quero.
— Vai comer só hoje, porque se machucou. Vive comendo porcaria lá na faculdade e depois fica aí passando mal.
— Paulo, eu já vou embora. Não quero incomodar e você deve ter suas coisas pra fazer.
— Pior que não. Hoje é a tarde que tiro para acompanhar Dona Altiva ao supermercado, mas, sem carro, a gente não vai.
— Eu também preciso fazer umas compras. Minha geladeira está vazia, não tem nada.
— Bom, então vamos os três ao mercado, e o Paulinho te leva em casa de táxi depois pra ajudar a subir com as compras — sugeriu Dona Altiva.
— Boa ideia, Dona Altiva — concordou Ludimila, abrindo um belo sorriso.
Nunca havia reparado o quanto Ludimila era bonita. Tinha cerca de 1,65m de altura, cabelos cacheados até a cintura, seios fartos e um bumbum redondo e muito empinado. Tudo isso valorizado por roupas elegantes que conferiam uma seriedade jovial à sua aparência.
Fomos ao mercado. Peguei as minhas compras com Dona Altiva, Ludimila pegou as dela, e fomos ao caixa. Pagamos, passamos na minha casa para deixar Dona Altiva com nossas sacolas, dei uma gorjeta para o porteiro ajudá-la a subir e seguimos para a casa de Ludimila.
— Você mora sozinha?
— Sim, moro.
Descemos do táxi, peguei as sacolas mais pesadas e subimos. O apartamento dela era bem decorado, com um toque muito feminino e delicado.
— Senta aí. Vou pegar algo pra gente beber. Minha geladeira não tinha comida, mas vinho eu tenho. Quer uma taça ou prefere esperar eu fazer um café?
— Tomamos um vinho, então. Quero ver o que você vai me oferecer.
— Tenho um chileno branco aqui. Acho que você vai gostar.
Era um Santa Rita 120, vinho que conheço e do qual gosto bastante.
Bebemos a primeira taça, depois a segunda. Na terceira, Ludimila perguntou se eu me importava de esperar um pouquinho, pois também precisava de um banho. Quando retornou, estava com os cabelos soltos, vestindo um vestido azul leve, e exalava um perfume fresco e apaixonante. Sentou-se e me viu folheando uma revista que trazia um artigo de sua autoria sobre os 20 anos do Tratado de Assunção. No texto, ela fazia um apanhado histórico e político do tema, analisando seus desdobramentos e contribuições para o comércio entre os países membros.
— Está gostando?
— Sim. Posso levar a revista?
— Pode. Leia e depois me diga o que achou.
Um bom tempo se passou e ficamos mudos. Fiquei um tempão apenas olhando para o rosto dela, até ser interrompido:
— Por que me olha tanto? Há algo de errado?
— Não. É paz.
— Como assim?
— Eu olho pra você e sinto paz. Você é linda, Ludimila. Me espanta não ter visto isso antes.
— Assim você me deixa sem graça.
— Não, é sério. Você é realmente linda.
— Quer mais vinho?
— Não, obrigado. Foi o suficiente.
Quando ela se aproximou para pegar a taça da minha mão, eu disse que levaria a garrafa para a lixeira — uma desculpa meio idiota, né? Mas foi justamente quando me levantei que ficamos próximos. O beijo foi inevitável. Foi leve, cheio de sabor, com vontade de conhecer e intenção de seduzir.
Fomos até a cozinha, deixamos as coisas na bancada e voltamos para a sala nos beijando. Eu acariciava seus cabelos, e ela os meus. Sentamo-nos no sofá e a situação esquentou. Passei a mão por sua perna e ela acariciou minhas costas. Não resisti e coloquei a mão nos seios dela; ela suspirou.
— Que é isso, safadinho?
— Estou louco por você. Não sei o que é, mas você me tira do sério.
Ludimila sentou-se no meu colo e as carícias ficaram mais intensas. Logo eu já tinha os dedos na buceta dela, masturbando-a, arrancando gemidos e muito mel dali. As roupas foram retiradas e nossos corpos, além de nus, estavam famintos. Fome de carne, sede de prazer, e não fugimos. Olhamos mutuamente nos olhos e eu a penetrei.
— Ah, gostoso... Que pau é esse! Sabe há quanto tempo eu procurava por uma sintonia assim? Sabe o que meu corpo sente agora?
Eu não conseguia dizer nada. Apenas me fartava com a sua cavalgada e com os espasmos da buceta dela apertando o meu cacete. Em pouco tempo, jorrei porra num gozo sincronizado com o dela.
Depois, ficamos ali nos beijando, curtindo, conversando e nos espantando com o quanto havíamos gostado do que acabara de acontecer.
Passados alguns minutos, tive vontade de tomar banho e Ludimila me acompanhou. Já no chuveiro, as mãos bobas recomeçaram: nos seios, na bunda, na buceta... Ela pegava no meu pau, dava tapinhas na minha perna e me chamava de "puto cadeludo". Engraçado, mas foi exatamente esse o termo que ela usou. Abaixei-me, abri bem as pernas dela e iniciei um chupão. Quando ela gozou, perdeu as forças e só não caiu porque a segurei nos braços. O corpo todo tremia e seus olhos estavam revirados.
Quando se recuperou, começou a bater punheta no meu cacete e iniciou um boquetão que tinha de tudo do bom e do melhor. Não era só o movimento básico de vai e vem; tinha sucção, lambida no saco, beijo grego, tudo! Quando gozei, gozei fartamente de novo, chegando a quase perder os sentidos. Ao me recompor, ela estava lá, linda, olhando para mim com um belo sorriso no rosto.
Nós nos enxugamos, comemos uns biscoitos e eu não resisti.
— Mila, eu nunca fiz o que vou fazer agora, mas não consigo evitar. Quer namorar comigo?
— Namorar? Poxa, eu não esperava por isso. Mas a verdade é que eu também não consigo evitar. Gosto de estar com você e adorei o que rolou entre nós. Eu quero sim.
Ela me deu um puta beijo e transamos de novo, e de novo...
Hoje, temos um relacionamento muito bacana e já abrimos nossa relação para outras experiências, que lhes conto em breve.