ludimila

Um conto erótico de espectador do prazer
Categoria: Heterossexual
Contém 2731 palavras
Data: 10/11/2015 13:04:04
Última revisão: 18/04/2026 15:15:06

Tudo começou com a chegada de uma nova professora ao departamento. Ludimila chegou para substituir Margarete, que passaria um tempo fora dedicando-se à pesquisa de seu pós-doutorado. Ludimila era recém-doutora e havia passado no concurso com ótimas notas. Sua pesquisa era tão relevante que a tese, além de ter recebido nota máxima, já havia sido publicada quando ela ingressou na universidade. Com a saída de Margarete, ficou estabelecido que eu seria o coordenador do curso. Acho que isso me ajudou a ter mais contato com Ludimila, afinal, ela precisava falar comigo sobre documentos, procedimentos referentes ao seu ingresso e até mesmo para discutir a bibliografia de sua disciplina.

Os dias foram passando e as idas da moça à minha sala tornaram-se cada vez mais frequentes. Eu estava sempre disposto a ajudá-la no que fosse possível para que se adaptasse ao nosso ritmo de trabalho. Um dia, Ludimila chegou à minha sala no exato momento em que eu também chegava: atrasado, correndo e muito mal-humorado devido a um problema no carro. Fiquei sem meu meio de transporte e, para piorar, descobri que ficaria sem ele pelo resto da semana.

— Olá, Ludimila. Estava me esperando há muito tempo?

— Oi, Paulo. Pra falar a verdade, acabei de chegar. Vim para tirar umas dúvidas sobre o modelo das provas, porque vou participar de um congresso na semana de avaliações e quero deixar tudo certinho para quem for aplicar as minhas.

— Entendi. O problema é que agora eu não vou poder te ajudar com isso. Como pode ver, estou atrasado e passei aqui apenas para buscar um texto. Já vou subir para dar aula de História do Direito.

— Poxa, Paulo. Eu realmente não sabia. Não foi minha intenção incomodar. Sei que minhas perguntas são muitas e você deve estar se cansando de mim, mas é que quero deixar tudo perfeito, sem erros. Quero dar o melhor aos meus alunos.

— Tá bom. Me procure depois. De repente, te ajudo nisso aí.

Entrei na minha sala, peguei o texto e já me dirigia ao elevador quando um aluno se aproximou e foi logo me questionando sobre um trabalho que eu havia passado para a turma dele.

— Professor, esse trabalho que você passou está muito complicado. Está tomando muito nosso tempo e eu acho que a nota nem é tão alta assim pra tanta exigência.

Sou conhecido na universidade por ser muito educado e cordial, mas naquele dia a cordialidade passou longe.

— Ué, se não está satisfeito com a nota e com a intensidade do curso, faça no semestre que vem. A faculdade não foi bater na sua porta, rapaz. Foi você quem veio. Então, cumpra com seu papel. E sempre há a opção de sair por uma das várias portas que temos por aqui.

Esse aluno, além de não estar entre os mais interessados, vivia bebendo; já houve um caso em que assistiu bêbado à aula de um colega. Juntei o fato de ele ser um problema com o meu mau humor, e o resultado foi aquela resposta. O garoto ficou vermelho, sem ação. Em outra oportunidade, eu o teria chamado para conversar, tentado tirar suas dúvidas e feito o possível para ajudá-lo. Afinal, sou pago pra isso. Educar é uma escolha e, sem dúvida, uma missão.

Entrei no elevador, mal dei boa noite à ascensorista e nem precisei falar o andar, pois ela já sabia que eu iria para o oitavo. Entrei na sala de aula e comecei logo a falar sobre o trabalho e sobre a atitude daquele aluno. Deixei claro que a nota era justa e que a minha exigência era um pedido de colaboração, não uma demonstração de força ou poder. A aula transcorreu normalmente e terminou com um pouco de atraso.

Essa turma teria um intervalo logo após a minha aula e, em seguida, Ludimila entraria. Como me atrasei, o intervalo foi suspenso. Quando saí, dei de cara com ela, que segurava suas coisas e não parecia muito feliz por estar ali plantada esperando.

— Desculpe, professora. Eu me atrasei. Pode entrar, boa aula.

— Obrigada, professor. Vou dar o que sobrou dela.

Aquilo me chamou bastante atenção. Outro professor no lugar dela não teria falado comigo daquele jeito, pois todos sabiam que atrasos nas minhas aulas não eram comuns, e eles nutriam um grande carinho por mim.

Como eu tinha o resto da noite programado para planejamento e assuntos da coordenação, fui até a sala do coordenador, peguei alguns papéis e voltei para a minha sala. Não gosto de ficar na coordenação; é muito impessoal, e toda hora entra alguém puxando assunto, o que reduz o tempo de trabalho.

Por volta das 22h40, escutei um barulho vindo da sala ao lado e fui verificar. Quando cheguei, Ludimila estava guardando suas coisas e pegando a bolsa para ir embora.

— Nossa, estou tão acostumado a ver a Margô nessa sala que até esqueço que agora ela é sua.

Ludimila esboçou um sorriso, mas em seguida fechou o semblante e continuou se arrumando para deixar o campus.

— Algum problema, Ludimila?

— Além de você ter falado alto comigo mais cedo e ter tomado meia hora da minha aula? Não, nenhum.

— Eu falei alto com você aquela hora? Meu Deus! Me desculpe, por favor.

— Vai pedir desculpas pro rapaz também?

— Rapaz? Que rapaz?

— Aquele que você maltratou enquanto esperava o elevador.

— Ao André eu não peço desculpas. Esse cara é um sem-noção, não se interessa por nada e até assiste à aula bêbado. Posso ter errado ao descontar meus problemas nele, mas vamos ver se assim ele toma jeito.

— Se você diz... Quem sou eu para questionar o coordenador, né?

— Olha, Ludimila, eu sempre te tratei com todo o respeito. Posso ter tido uma postura ruim com você mais cedo, mas não foi nada tão grave para você se sentir no direito de falar comigo desse jeito. E isso não tem nada a ver com o fato de eu ser o coordenador, mas sim com o Paulo, o cara que faz de tudo pra te ajudar por aqui. Até material que não é problema meu eu procuro pra você; te empresto livros, enfim, faço o que posso.

— É, tem razão. Me desculpe também. Hoje não é um bom dia para mim.

— Tudo bem. Agora deixe-me ir, porque eu tenho que pegar um ônibus até o metrô.

— Metrô, ônibus? Mas você não vem de carro todos os dias?

— Ficarei sem carro por uma semana. Vou ter que encarar ônibus e metrô por enquanto.

— Onde você mora?

— Moro em Botafogo, e você?

— No Flamengo.

— Isso não está certo. Eu sou torcedor do Flamengo morando em Botafogo, e você torce para o Botafogo morando no Flamengo.

Demos risada. Fui até a minha sala fechar as coisas e pegar a pasta. Quando saí, Ludimila estava na porta me esperando.

— Ainda por aqui?

— Vou te dar uma carona. Te deixo na Voluntários da Pátria e você segue o seu caminho. Tudo bem?

— Não vou nem me fazer de difícil. Vou aceitar porque moro bem pertinho dali.

Entramos no carro. Ela ligou o rádio em uma música leve e tranquila, que embalou nossa conversa até o final do trajeto. Antes de eu descer, Ludimila perguntou se eu trabalhava na manhã seguinte. Disse que sim, e ela se dispôs a passar para me pegar às 7h naquele mesmo lugar. Claro que aceitei, porque uma carona daquelas é irrecusável. Chegar no horário sem precisar enfrentar o transporte público era maravilhoso.

No horário combinado, ela chegou e me viu cumprimentando minha vizinha Amanda com um abraço caloroso. Amanda era sempre muito efusiva: elogiava meu perfume, dava um beijinho no canto da boca... Aquela garota era pura sedução.

— Que isso, professor. Carinho assim logo de manhã é só para os privilegiados.

— Bom dia, Ludimila. A Amanda é uma vizinha muito querida.

— É, eu vi.

Chegamos à universidade. Ludimila foi dar suas aulas e eu, as minhas. Ao fim da manhã, eu caminhava para o ponto de ônibus quando um carro parou. A porta se abriu e era ela.

— Indo pra casa?

— Sim, obrigado.

Entrei no carro e tudo seguia normal, até sermos fechados por outro veículo. A batida foi inevitável e o susto foi imenso. Ludimila começou a chorar, muito nervosa. Tentei acalmá-la. Peguei em sua mão, saí do meu lado, abri a porta dela e a tirei lá de dentro. Ela me abraçou. Chorava tanto que seu corpo tremia; cheguei a pensar que fosse desmaiar. Ela foi se acalmando e ligou para o seguro para dar um jeito nos pequenos danos na lataria. O causador do acidente fugiu, e nós, com o susto, nem pensamos em anotar a placa.

Mesmo depois de tudo resolvido, ela ainda estava nervosa. A situação piorou quando ela olhou para mim e viu sangue no meu rosto e na minha camisa.

— Meu Deus, Paulo! A sua testa está ferida. Tem sangue no seu rosto e na sua camisa!

— Não é nada, fique tranquila. Foi só uma batidinha de leve. Vou procurar um banheiro para me lavar. Ou melhor, vou pra casa. Chegando lá, tomo um banho e descanso um pouco.

Como eu morava a apenas uns três minutos dali, convidei Ludimila para me acompanhar, beber água e se acalmar. Ao chegar em casa, toquei a campainha. Ela me olhou incrédula, pois o dono da casa tocar a própria campainha não é o mais usual. Logo Dona Altiva abriu a porta e me receberia com o sorriso de sempre, se não fosse pelo sangue.

— Paulinho! O que aconteceu, meu filho? Foi assalto? Te bateram? Você está bem?

Tudo isso acompanhado de lágrimas escorrendo pelo rosto. Abracei Dona Altiva, expliquei o ocorrido e apresentei Ludimila. Disse a ela que Dona Altiva já trabalhava comigo há dez anos e não era uma simples funcionária, mas sim o meu anjo da guarda, conhecendo minha casa e meus objetos melhor do que eu mesmo. Dona Altiva fez uma série de recomendações e sugeriu que eu fosse tomar banho para que ela pudesse limpar e cuidar do ferimento.

— Eu vou, mas fique aqui fazendo companhia para a professora Ludimila. Ela me deu uma carona porque meu carro quebrou.

— Paulinho, o mecânico ligou. Está faltando uma peça e ele vai levar mais uns dias para deixar o carro pronto.

— Porra, a senhora falou pra ele que eu preciso do carro pra ir trabalhar?

— Falei, filho, mas o irresponsável disse que não podia fazer nada.

Ela me deu um beijo no rosto, um tapinha na bunda e me mandou pro banho. Quando saí, escutei risos na sala. Encontrei Ludimila com um copo de suco e um sanduíche que Altiva a havia obrigado a comer.

— Opa! Também quero.

— Vai comer só hoje, porque se machucou. Vive comendo porcaria lá na faculdade e depois fica aí passando mal.

— Paulo, eu já vou embora. Não quero incomodar e você deve ter suas coisas pra fazer.

— Pior que não. Hoje é a tarde que tiro para acompanhar Dona Altiva ao supermercado, mas, sem carro, a gente não vai.

— Eu também preciso fazer umas compras. Minha geladeira está vazia, não tem nada.

— Bom, então vamos os três ao mercado, e o Paulinho te leva em casa de táxi depois pra ajudar a subir com as compras — sugeriu Dona Altiva.

— Boa ideia, Dona Altiva — concordou Ludimila, abrindo um belo sorriso.

Nunca havia reparado o quanto Ludimila era bonita. Tinha cerca de 1,65m de altura, cabelos cacheados até a cintura, seios fartos e um bumbum redondo e muito empinado. Tudo isso valorizado por roupas elegantes que conferiam uma seriedade jovial à sua aparência.

Fomos ao mercado. Peguei as minhas compras com Dona Altiva, Ludimila pegou as dela, e fomos ao caixa. Pagamos, passamos na minha casa para deixar Dona Altiva com nossas sacolas, dei uma gorjeta para o porteiro ajudá-la a subir e seguimos para a casa de Ludimila.

— Você mora sozinha?

— Sim, moro.

Descemos do táxi, peguei as sacolas mais pesadas e subimos. O apartamento dela era bem decorado, com um toque muito feminino e delicado.

— Senta aí. Vou pegar algo pra gente beber. Minha geladeira não tinha comida, mas vinho eu tenho. Quer uma taça ou prefere esperar eu fazer um café?

— Tomamos um vinho, então. Quero ver o que você vai me oferecer.

— Tenho um chileno branco aqui. Acho que você vai gostar.

Era um Santa Rita 120, vinho que conheço e do qual gosto bastante.

Bebemos a primeira taça, depois a segunda. Na terceira, Ludimila perguntou se eu me importava de esperar um pouquinho, pois também precisava de um banho. Quando retornou, estava com os cabelos soltos, vestindo um vestido azul leve, e exalava um perfume fresco e apaixonante. Sentou-se e me viu folheando uma revista que trazia um artigo de sua autoria sobre os 20 anos do Tratado de Assunção. No texto, ela fazia um apanhado histórico e político do tema, analisando seus desdobramentos e contribuições para o comércio entre os países membros.

— Está gostando?

— Sim. Posso levar a revista?

— Pode. Leia e depois me diga o que achou.

Um bom tempo se passou e ficamos mudos. Fiquei um tempão apenas olhando para o rosto dela, até ser interrompido:

— Por que me olha tanto? Há algo de errado?

— Não. É paz.

— Como assim?

— Eu olho pra você e sinto paz. Você é linda, Ludimila. Me espanta não ter visto isso antes.

— Assim você me deixa sem graça.

— Não, é sério. Você é realmente linda.

— Quer mais vinho?

— Não, obrigado. Foi o suficiente.

Quando ela se aproximou para pegar a taça da minha mão, eu disse que levaria a garrafa para a lixeira — uma desculpa meio idiota, né? Mas foi justamente quando me levantei que ficamos próximos. O beijo foi inevitável. Foi leve, cheio de sabor, com vontade de conhecer e intenção de seduzir.

Fomos até a cozinha, deixamos as coisas na bancada e voltamos para a sala nos beijando. Eu acariciava seus cabelos, e ela os meus. Sentamo-nos no sofá e a situação esquentou. Passei a mão por sua perna e ela acariciou minhas costas. Não resisti e coloquei a mão nos seios dela; ela suspirou.

— Que é isso, safadinho?

— Estou louco por você. Não sei o que é, mas você me tira do sério.

Ludimila sentou-se no meu colo e as carícias ficaram mais intensas. Logo eu já tinha os dedos na buceta dela, masturbando-a, arrancando gemidos e muito mel dali. As roupas foram retiradas e nossos corpos, além de nus, estavam famintos. Fome de carne, sede de prazer, e não fugimos. Olhamos mutuamente nos olhos e eu a penetrei.

— Ah, gostoso... Que pau é esse! Sabe há quanto tempo eu procurava por uma sintonia assim? Sabe o que meu corpo sente agora?

Eu não conseguia dizer nada. Apenas me fartava com a sua cavalgada e com os espasmos da buceta dela apertando o meu cacete. Em pouco tempo, jorrei porra num gozo sincronizado com o dela.

Depois, ficamos ali nos beijando, curtindo, conversando e nos espantando com o quanto havíamos gostado do que acabara de acontecer.

Passados alguns minutos, tive vontade de tomar banho e Ludimila me acompanhou. Já no chuveiro, as mãos bobas recomeçaram: nos seios, na bunda, na buceta... Ela pegava no meu pau, dava tapinhas na minha perna e me chamava de "puto cadeludo". Engraçado, mas foi exatamente esse o termo que ela usou. Abaixei-me, abri bem as pernas dela e iniciei um chupão. Quando ela gozou, perdeu as forças e só não caiu porque a segurei nos braços. O corpo todo tremia e seus olhos estavam revirados.

Quando se recuperou, começou a bater punheta no meu cacete e iniciou um boquetão que tinha de tudo do bom e do melhor. Não era só o movimento básico de vai e vem; tinha sucção, lambida no saco, beijo grego, tudo! Quando gozei, gozei fartamente de novo, chegando a quase perder os sentidos. Ao me recompor, ela estava lá, linda, olhando para mim com um belo sorriso no rosto.

Nós nos enxugamos, comemos uns biscoitos e eu não resisti.

— Mila, eu nunca fiz o que vou fazer agora, mas não consigo evitar. Quer namorar comigo?

— Namorar? Poxa, eu não esperava por isso. Mas a verdade é que eu também não consigo evitar. Gosto de estar com você e adorei o que rolou entre nós. Eu quero sim.

Ela me deu um puta beijo e transamos de novo, e de novo...

Hoje, temos um relacionamento muito bacana e já abrimos nossa relação para outras experiências, que lhes conto em breve.

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Comentários

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Muito bom. A continuação da Amiga da Enteada já está publicada.

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Ótimo conto, nota 10. Leia os meus da série: "EU, MINHA ESPOSA E MEU AMIGO DA ADOLESCÊNCIA"

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Ótimo Paulo!!!estou esperando pra ler os outros relatos

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Muito bom, excelente escrita! Espero que conte mais...

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