AMOR DE PESO - 01X12 - SIM, SOU GAY!

Da série AMOR DE PESO
Um conto erótico de Escrevo Amor
Categoria: Gay
Contém 2689 palavras
Data: 08/09/2016 03:18:33
Última revisão: 04/03/2025 05:14:29

Pai e Mãe,

Eu abri meu coração. Foi difícil, mas, ao mesmo tempo, senti um alívio. Pensei muito sobre tudo na minha vida e senti que precisava contar para a titia.

***

"Eu sou gay." Usei essas palavras para sair do armário.

Tia Olívia ficou parada diante da porta. Então, respirou fundo, fechou-a novamente e sentou-se ao meu lado. Eu não conseguia dizer mais nada; apenas chorava, esperando sua reação.

— Eu sei — disse ela, com a voz serena. Inspirou profundamente antes de continuar: — Só estava esperando o seu momento, filho.

Ela acariciou meus cabelos enquanto eu soluçava.

— Oh, querido, nem posso imaginar tudo o que passou na sua cabeça. Eu te amo. Você é quase um filho para mim. Estava com medo? — ela questionou.

— Pensei muito na forma como a senhora reagiria. Fiquei com medo de ser expulso de casa. — admiti em prantos.

— Amor, não. Você nunca deveria imaginar isso — falou, enxugando minhas lágrimas. — Você é um menino tão especial. Ser gay não te diminui em nada, entendeu? Foi por isso que você sumiu? Por isso tratou seus amigos daquela forma?

— Eu precisava de um tempo para pensar. Estava me sentindo sufocado.

Tia Olívia chorou e me abraçou ainda mais forte.

— Yuri... — sua voz embargou. — Eu nunca te expulsaria desta casa. Afinal, ela é sua e dos seus irmãos. Não tenho motivos para ter preconceitos, não sou igual à minha mãe. Seus pais também não eram. E, Yuri, você não está fazendo nada de errado, entendeu? Nunca deixe ninguém fazer você se sentir assim.

— É que eu sou gordo, louco e gay. A senhora não entende.

— Meu amor... Infelizmente, a sociedade é assim, mas nós, que te amamos, sabemos quem você realmente é. — Ela me envolveu num abraço demorado e beijou minha testa. — Eu te amo demais.

— Eu sei, tia... Desculpa. Eu não estou de castigo, né? — perguntei, forçando um riso.

— Ah, claro que está. Uma semana sem sair de casa — disse, levantando-se e pegando meu notebook. — Sem internet também. Cadê o seu celular?

Peguei o telefone e entreguei, resignado.

— Agora vai tomar um banho e dormir. Já passou da hora.

Foi melhor do que eu imaginei. Pelo menos agora eu não devia mais nada para o Vando. Quero ver a cara dele quando contar que saí do armário e sou, oficialmente, gay. Ter o amor da minha família é muito mais importante que qualquer outra coisa. Eles são meu alicerce e minha bússola nesta jornada confusa que chamamos de vida.

Enquanto isso, meus amigos conversavam sobre minha atitude. Estavam preocupados, ainda mais depois de descobrirem sobre meus problemas psicológicos.

Para o Brutus, o verdadeiro problema era o Diogo, que, de alguma forma, teria me levado para "o lado negro da força". Já Letícia e Ramona lamentaram não ter me dado mais atenção na escola. O Zedu sentiu-se o pior melhor amigo do universo.

— Caraca, o mano escondeu essa parte da internação, né? — comentou Brutus.

— Brutus, todos nós temos segredos — respondeu Letícia, pousando a mão no ombro de Ramona. — Vocês querem contar para o Yuri o que aconteceu no ano passado?

— Verdade... — concordou Ramona. — Agora, precisamos agir naturalmente na frente dele. Vamos dar todo o apoio que ele precisar.

Tia Olívia conseguiu apagar um incêndio, mas ainda restavam mais dois. Na sala de casa, Orlando e Carlos a esperavam. Depois de avisar que estava tudo bem, ela agradeceu a presença deles e os dispensou.

— Boa noite, meninos — desejou, fechando a porta.

Foi então que se assustou ao ver Giovanna.

— Eu contei para eles, tia — disse minha irmã, atravessando a sala de pijama e com uma máscara verde no rosto. — São dois teimosos.

E subiu as escadas.

***

Já se sentiu leve? Não falo do peso corporal, mas daquela sensação de que nada está errado? Apesar do sono, naquela segunda-feira acordei invencível. Claro, ainda existia a possibilidade de meus amigos serem assassinos homofóbicos, mas, só pelo fato de ter saído do armário, já me sentia feliz.

Tia Olívia deixou o café da manhã pronto. Acho que ninguém dormiu bem. Giovanna e Richard pareciam zumbis. A gente nem tocou no assunto do meu desaparecimento. A Van chegou, e eles foram para a escola.

Encontrei a turma no ponto de ônibus. Tentei agir naturalmente, mas, por um momento, quase não consegui. Segui em silêncio durante a maior parte do caminho e, ao chegar à escola, vi Diogo parado na entrada. Foi um alívio.

Para minha surpresa, ele me abraçou e deu um beijo no meu rosto. O Zedu passou por nós e viu tudo. Notei que Diogo gostava de provocá-lo sem motivo aparente, já que era hétero e tinha namorada.

— Oficialmente fora do armário. Yeah! — anunciei para o Diogo, como se comemorasse um gol, mas de forma contida. Afinal, a escola ainda era um território perigoso.

— Parabéns, ursão. Agora posso te namorar?

— Diogo! — repreendi.

— Brincadeira. Somos só amigos com benefícios. Você prometeu.

— Idiota — murmurei, subindo as escadas.

— Ei, você prometeu! Ei, Yuri! — Diogo chamou, vindo atrás de mim.

Meus amigos me esperavam na entrada do colégio, mas, por receio, acabei desviando minha atenção para o Diogo e entrei com ele. Os quatro ficaram surpresos com a minha atitude—geralmente, o excluído era eu. Eles comentavam sobre o que havia acontecido, porém a voz de Alicia fez com que mudassem de assunto.

— Ele nem se despediu — pensou Zedu, lançando um olhar para mim e para Diogo.

Antes de entrar na sala, meu celular tocou. Pedi licença a Diogo e atendi. Era a tia Olívia, fazendo uma enxurrada de perguntas. Garanti que estava tudo bem—e, de fato, não menti. Aquela semana tinha tudo para ser maravilhosa.

Sentei perto do Diogo e logo percebi que, com ele ao meu lado, o grupo dos implicantes nem sequer olhava na minha direção. Acho que ter uma expressão séria e exibir tatuagens contribui para essa fama de bad boy que o Diogo tem.

Passamos o dia trocando recadinhos e desenhos. No intervalo, fomos para o nosso esconderijo secreto e, confesso, acabei pegando no sono enquanto Diogo copiava a lição de matemática.

No segundo tempo, continuamos nos comunicando por bilhetes. Geralmente, eram piadas, comentários ácidos (da parte do Diogo) e desenhos da bandeira ursina. Notei que tenho um ótimo traço e uma perspectiva aguçada. Ah, e Diogo também aproveitava para me pedir em namoro.

***

Diogo: (mensagem) – Quando você vai aceitar namorar comigo?

Yuri: (mensagem) – Calma. Te conheço há pouco tempo.

Diogo: (mensagem) – Não quero te perder.

Yuri: (mensagem) – Bobo. Bobo demais.

Diogo: (mensagem) – Bobo por você.

***

Eu não conseguia evitar sorrir perto do Diogo. Toda aquela marra e ironia eram apenas uma fachada para esconder alguém doce, mas incompreendido. Quem não estava gostando nada da nossa aproximação era o Zedu, que temia perder o posto de melhor amigo, ainda que isso fosse impossível de acontecer.

— Que engraçado — comentou Zedu, fazendo uma careta e olhando para trás.

— O que foi agora? — cochichou Alicia para o namorado.

— Nada.

— Está olhando muito para o fundão... É para a Luciana? — perguntou Alicia, desconfiada.

— Não viaja, Alicia — respondeu ele, pegando o caderno e fingindo estudar.

***

Na escola de Giovanna, uma novidade deixou todos os alunos animados: o professor de artes estava escrevendo um espetáculo baseado na história da Cinderela. É claro que minha irmã logo se imaginou no papel da protagonista.

— Você vai mesmo participar? — perguntou Cláudia, a primeira e única amiga de Giovanna na vida.

— Claro! Já pensou, irmã? Eu, estrelando a peça da escola! — Giovanna exclamou, levantando-se e se imaginando no palco.

— Tem gente se achando... — comentou Niadra, uma das muitas rivais de Giovanna na escola.

— Eu não me acho, querida. Eu sou. — respondeu ela, piscando e soprando um beijo para Niadra.

— Você sabe que existe uma audição, né? — provocou Niadra com ironia.

— Uma audição na qual eu vou arrasar, querida. — Giovanna enfatizou o "querida" de maneira sarcástica, o que deixava qualquer um irritado.

Nesse momento, o professor apareceu e fixou um cartaz para que os alunos interessados pudessem se inscrever. Giovanna, como sempre, tomou a dianteira, quase empurrou Niadra e assinou seu nome em letras garrafais — e, claro, com um coração no "i".

***

Durante a aula de Biologia, Letícia recebeu uma mensagem de Arthur, filho do diretor da produtora responsável pelo comercial dela. No dia da gravação do vídeo, eles trocaram contato, mas o rapaz não aguentou o silêncio da minha amiga.

***

Arthur: (mensagem de texto) – Oi?

Letícia: (mensagem de texto) – Oi, tudo bem?

Arthur: (mensagem de texto) – Puxa... Se eu não mandar mensagem, morro esperando.

Letícia: (mensagem de texto) – Desculpa, mas estou com muitos trabalhos da escola. Vida de estudante é difícil.

Arthur: (mensagem de texto) – Quero te ver. Será que você pode arrumar um tempo para mim nessa sua vida de estudante/modelo?

Letícia: (mensagem de texto) – Posso sim. Hoje à noite te falo.

Arthur: (mensagem de texto) – Fala mesmo? Ou vai me enrolar?

Letícia: (mensagem de texto) – Falo mesmo.

***

Xereta, Ramona deu um jeito de ler a mensagem e aprovou a atitude de Arthur. Elas começaram a bisbilhotar as redes sociais do garoto e, sim, Arthur era gato, mas eu prefiro o meu Zedu, que ganha em beleza e simpatia.

— Vocês estão felizes hoje, né? — comentou o professor, chamando a atenção da classe. — Yuri, Diogo, Letícia, Ramona, Zedu e Alicia, sem conversa paralela, por favor — pediu.

Olívia e Carlos. Carlos e Olívia. Havia atração mútua naquela relação, porém o medo de estragar tudo gritava mais alto. Nos corredores da empresa, minha tia mantinha certa distância do estagiário, só que nem sempre o plano funcionava.

— E o teu sobrinho, o que aprontou? — perguntou Carlos, abordando tia Olívia na escada.

— Ai, Carlos... — soltou tia Olívia, chorando.

— Ei, calma. — O estagiário a levou para um lugar mais tranquilo. — O que aconteceu?

— Sou uma péssima tia.

— Como assim? Eu não vi isso ontem. Você estava tão preocupada... Ele te falou isso?

— Não. Na verdade... ele... ele... ele contou que é homossexual — revelou minha tia, tirando os óculos e enxugando as lágrimas.

— Você está preocupada?

— Estou. Sabe quantos gays morrem no Brasil? — questionou tia Olívia.

— Infelizmente, milhares. Olívia, o teu sobrinho é um garoto esperto e tem uma família muito boa. Ele vai superar, principalmente com a ajuda de vocês. Agora, posso fazer uma pergunta?

— Pode.

— Por que você me ligou?

— Bem... — Tia Olívia se afastou de Carlos. — É que você é uma das poucas pessoas que eu conheço em Manaus. Carlos, acho melhor a gente voltar ao trabalho, por favor — desconversou minha tia.

Naquela tarde, não esperei por ninguém e peguei a condução sozinho. Queria evitar a turma, afinal, ainda não havia sanado todas as minhas dúvidas em relação ao Mascarenhas. Também evitei sair de casa para não encontrar o Vando, aquele ridículo.

Durante a semana, recebi a visita do Diogo. Nós estávamos bolando uma ideia para o projeto de História. Ele sugeriu que pedíssemos ajuda ao George, que possuía os equipamentos certos.

Adorava conversar com o Diogo. Ele tinha várias sacadas legais e sempre demonstrava interesse em debater as coisas comigo. Antes de ele ir embora, a gente deu uns beijinhos... ou melhor, beijões. Só não contávamos com a presença da tia Olívia, que ficou constrangida ao nos flagrar.

Praticamente expulsei o Diogo de casa. Tadinho… Mas ele precisava entender que eu ainda estava engatinhando no universo gay.

Tia Olívia me chamou até a sala e, cara, tivemos mais uma daquelas conversas sobre responsabilidade e sexo.

— Yuri, meu filho, o mundo está cheio de pessoas e… elas são, como eu posso dizer… hummm… perigosas. Isso, perigosas. Então, você não deve confiar em ninguém. O sexo pode ser algo bom, mas precisa ser feito com responsabilidade — disse ela, enquanto me entregava um pacote de preservativos.

— Tia! — gritei, em um misto de desespero e vergonha. — Eu já pesquisei muito sobre isso, não se preocupe.

— O que está acontecendo? — perguntou Giovanna, surgindo na sala como um fantasma.

— Nada! — gritamos, tia Olívia e eu, ao mesmo tempo.

— Que sintonia… — comentou Giovanna, sentando no sofá e ligando a TV.

— Vou arrumar a horta — falei, escapando da sala.

— A Zuleide está me chamando, com licença — inventou titia, saindo logo em seguida.

— Horta? Zuleide? Esses dois estão estranhos… — soltou Giovanna, rindo.

Eu deveria ter contado para a titia que não era mais virgem, mas de que adiantaria? Talvez ela já desconfiasse. Que vergonha… Nunca gaguejei tanto na minha vida.

Apesar de tudo, não conseguia tirar da cabeça aquela história do Mascarenhas. Será que fizeram aquilo por maldade?

A vida é estranha. No dia a dia, a gente convive com um misto de emoções, mas minhas preocupações ficavam em segundo plano por causa dos trabalhos escolares.

Graças a Deus, George nos emprestou seus equipamentos de filmagem. Ele ainda teve a paciência de nos dar um minicurso sobre como manusear as câmeras. Logo peguei o jeito. Era complicado, mas prazeroso. Aprendi sobre foco, ISO, enquadramento e áudio.

Conseguimos também o contato de uma pianista para interpretar Chiquinha Gonzaga, então iniciamos os ensaios para a gravação oficial. E, além de tudo, o anjo do George ainda liberou o estúdio para usarmos como cenário.

Após o ensaio, começamos a fechar o estúdio. Diogo ficava com uma cópia da chave. E ali mesmo, no chão daquele espaço, transei com ele pela segunda vez.

Às vezes, sentia culpa por usar o corpo do Diogo. Ele era atencioso, carinhoso… Mas, no fundo, eu não o amava. Nem queria um relacionamento. Será que sou um lixo de pessoa?

Fizemos sexo ali, no estúdio do George. Estávamos nus no chão. Eu gostava da companhia do Diogo, mas, ao mesmo tempo, sentia que faltava alguma coisa. Ele era incrível, mas eu não o amava. E, às vezes, isso me fazia sentir uma pessoa horrível.

— Eu gosto de estar com você, Yuri — ele disse, encostando a cabeça no meu ombro.

— Eu também. Você é um bom amigo — comentei, tentando não dar margem para outras interpretações.

— E o Zedu?

— O que tem ele, Diogo? — respirei fundo, tentando manter a paciência.

— Ele sabe que você é gay?

— Não, ainda não.

— Está esperando o quê?

— Não sei… — soltei.

Mas, na verdade, eu sabia. Tinha medo da reação deles. Medo de perder tudo o que conquistei nos últimos meses. Diogo sempre teve essa mania irritante de interpretar meus sentimentos. Eu detestava isso.

Richard encontrou no meu quarto as camisinhas que a tia Olivia me deu. Ele guardou no bolso e resolveu levar para a escola. Mostrou para todos os amigos. As crianças começaram a encher os preservativos e usaram como bola de vôlei; algumas meninas amarraram nos cabelos.

Quando a professora do Richard entrou na sala de aula, deparou-se com várias camisinhas cheias. Revoltada, a mulher gritou com os alunos e exigiu uma explicação.

— Foi você, né? Seu enviado do mal!!! — ela gritou, apontando para o meu irmão.

— Não fui eu, professora. — disse o Richard, fingindo uma inocência que não existia dentro dele. Alguns alunos riram da situação.

— Aaaaah! — gritou a mulher, estourando os preservativos.

A semana passou correndo, entre os trabalhos e os encontros com o Diogo. Não tinha muito tempo sobrando. Desde o dia em que descobri que os meus amigos haviam atacado o Mascarenhas, eu não falava direito com eles. Na hora do intervalo, sempre inventava algo para escapar deles.

Um dia, o Diogo me beijou no nosso lugar secreto. Ele falou que ia pegar refrigerante para nós. Quando olhei para trás, o Zedu, a Letícia, o Brutus e a Ramona me olhavam perplexos.

— Por isso que você está nos evitando? — perguntou Zedu, aparentemente chateado.

— Eu posso...

— Caraca, grandão. — soltou Brutus, se aproximando de mim.

— Por que você não contou pra gente, Yuri? — quis saber Ramona.

— O que vocês estão fazendo aqui? — questionei, me afastando deles.

— Era por causa disso? — quis saber Zedu, se aproximando de mim. — Era por causa disso que você estava estranho?

— A gente te seguiu para saber o que você estava aprontando e... — Letícia não conseguiu terminar a frase.

— Eu pensei que fossemos melhores amigos, Yuri. Você faz isso comigo?

Eles começaram a chegar perto demais. De repente, alguns flashes do vídeo com o Mascarenhas apareceram na minha cabeça. Os socos que o Zedu deu, as palavras que as meninas gritaram, o Brutus puxando o cabelereiro pelos cabelos.

— Se afastem. Fiquem longe de mim! — gritei em desespero.

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 9 estrelas.
Incentive Escrevo Amor a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários

Foto de perfil genérica

Tinha deixado de ler esse conto não sei por que, mas voltei a acompanhar, estou com muita pena do Yuri, mas é como dizem o que não te mata te deixa mais forte.

0 0
Foto de perfil genérica

eITA, ancioso pra continuação....espero que poste logo, estava ancioso pela continuação... se eles tentarem algo o Diogo não vai deixar... eu acho...

0 0
Foto de perfil genérica

Você deveria ter conversado com eles. Não achei essa atitude bacana!

0 0
Foto de perfil genérica

EXCITANTE HJ. GRANDES REVELAÕES. GRANDES DESCOBERTAS.

0 0
Foto de perfil de Bem Amado

Adorei a narrativa, e te o amor sincero é o que importa!

0 0