Eu estava deitado de costas na cama de um motel no Rio de Janeiro, sendo amassado, apertado, imobilizado. Em cima de mim, um negro delicioso, musculoso, me comia na posição papai-mamãe. Ele estava deitado sobre mim, colado em mim, com força. Ele me segurava com as duas mãos por baixo, abrindo minha bunda e metendo muito fundo em mim, num ritmo frenético. Eu estava extasiado de prazer e ainda assistia tudo pelo espelho de teto do pequeno quarto. Suas costas musculosas, sua bunda se contraindo, ele negro e eu a branquinha dele, uma visão maravilhosa que não me sai da memória.
Uma situação louca havia me levado até ali, eu nem podia acreditar. Na cama daquele motel, a nossa luta continuava, como se eu enfrentasse uma pantera, pronta para me devorar. Todo o peso dele sobre mim, eu quase sem ar, ofegante. A sensação era de estar sendo imobilizado e atacado, como num golpe de jiu-jitsu. Ali, porém, diferentemente de uma luta, não havia ganhador nem perdedor. Ambos ganhavam ali tudo o que desejavam.
Seu quadril estava encaixado entre minhas pernas. Minhas pernas totalmente abertas, às vezes abraçadas ao tronco parrudo dele. Ele todo dentro de mim. Foi nessa a posição que ele quis me comer. Eu apenas aceitei. A minha primeira vez naquela posição. Eu, marido, macho e pai, fazendo ali o papel da mulher, da mamãe, na posição papai-mamãe. Só eu e ele como testemunhas.
Eu estava adorando ser usado como mulher por aquele pedaço de mau caminho. Seu pau já deslizava gostoso, entrando e saindo de dentro de mim, com força e profundidade. Tudo mexia lá dentro da minha barriga, parecia alcançar meu estômago por dentro.
As nossas cabeças cruzadas, orelhas se tocando, se roçando num abraço ávido, carnal. Ora eu olhava para o lado e me segurava contra os empurrões dele na cama, pra apoiava meu queixo no ombro direito dele e o abraçava. No ritmo das investidas dele dentro em mim, minha cabeça por vezes se movia para o alto e voltava para a frente, ajustando-se à altura de seu ombro sobre mim. E as minhas retinas gravando aquele momento mágico em minha memória, pelo espelho oval no teto, de onde eu assistia a tudo, de camarote.
Não acreditava naquela visão, nem naquela situação. Conheci o cara na praia naquela mesma tarde. Tudo foi muito rápido. Eu e minha família estávamos de veraneio no Rio de Janeiro. Férias aguardadas há muito tempo. Um calor sufocante no Rio. Muita gente na praia.
Em dado momento, enquanto eu admirava a vista, meus olhos pararam num deus negro, em pé, por volta dos 40 anos de idade, cabeça raspada, cavanhaque, sunga vermelha, corpo de estátua grega, volume destacado entre as pernas. Meu coração subiu à boca imediatamente. Fiquei vidrado, desconcertado. Meu olhar parou ali e ficou, imóvel, atraído por aquele imã.
Perdi a noção do tempo, mas com esforço eu acordei do transe, depois de alguns segundos ou minutos, não sei. Desviei o olhar. Eu tinha de ser muito discreto naquele momento. Família toda na praia, e meu pai dava sinais de que estava aumentando de tamanho dentro da sunga. Eu esperaria um pouco e voltaria a olhar para aquele homem.
De repente, minha esposa me fez uma pergunta. Eu respondi com interesse enquanto virava os olhos à procura do cara. Não o encontrei onde ele estava há um minuto atrás. Disfarcei e conversei mais um pouco com a minha esposa. Voltei a ficar em silêncio.
Coloquei meus óculos escuros e agora eu já não admirava mais a praia. Os meus olhos agora voltavam para tentar localizar aquele deus novamente. Ele havia se movido na areia, logo o vi novamente, um pouco mais longe. Se virou de costas. Que costas..."Meu Deus do céu, o que eu estou fazendo???" Um pensamento e um sentimento ruim de culpa e remorso tomou conta de mim.
Desviei o olhar. Meu pau começou a responder mais fortemente aos meus pensamentos proibidos. Nesse momento, eu decidi sair correndo para dar um mergulho no mar. Esfriar a cabeça. Assim fiz. Quando eu mergulhei, meu pau já estava duro, bem marcado na sunga. Bem na hora. Agora, dentro da água, ninguém me veria daquele jeito. Ufa. Fiquei ali, desfrutando da água salgada e do movimento das ondas. Pensando no suor salgado daquele homem metendo com força em mim. Meu pau ainda muito duro. Eu teria de esperar um pouco mais para voltar para a areia. Paciência. Onde os pensamentos pode nos levar, não?
Lá do mar, procurei novamente por ele. Avistei. Estava na areia e caminhava na direção do mar, com outra pessoa ao lado. Entraram na água, vindo mais para o fundo, mais próximos de onde eu estava. Conversavam, amigavelmente. E nada do meu pau acalmar...De repente, a pessoa que estava com ele começa a sair do mar. Ele fica. Agora, a dez ou quinze metros de mim. Olhei novamente na direção da areia. Minha família estava lá. Ocupada com brincadeiras na areia. Não sei de onde tirei coragem, nadei até perto dele, me aproximei e, com ele de costas, disse um rápido "Olá!".
Ele se virou para mim. Eu sorri e perguntei "tudo bem?" Ele sorriu em retribuição. Disse "tudo bem, e você?" Com muito calor. Ele riu. "Não está fácil." "Eu te vi lá na praia, na areia, há pouco." Ele olhou para mim, bem fundo nos meus olhos, desconfiado. Disse "Olhos azuis bonitos os seus...". Eu fiquei vermelho na hora, mas adorei o elogio. Eu respondi que ele também tinha olhos muito bonitos. E perguntei logo em seguida se ele era judoca. "Sim", ele respondeu, "...faço judô, mas só como hobby, para manter a forma e a saúde." Eu, sem perder tempo, emendei: "Na minha academia tem uns caras com o seu porte, um corpão assim...Você deve ser muito bom..." Ele sorriu, fez-se de modesto.
Conversamos um pouco mais enquanto eu o admirava, em silêncio. Seus olhos, seu nariz, sua boca, seu pescoço, seus ombros e parte do peitoral que estava fora d'água. Ele logo notou e me olhou de um jeito diferente. Fiquei sem jeito. O olhar dele para mim agora era outro. Passou a ser um olhar de desejo, de caçador, de pantera à espreita da presa, não sei explicar. Me perguntou o que eu estava fazendo ali. Expliquei que estávamos em veraneio, eu e minha família. Apontei para a areia. Ele só respondeu um breve "ah...", enquanto olhava para a direção apontada por mim.
Ficamos novamente em silêncio. Acho que eu dei muita corda, avancei muito o sinal e eu comecei a me sentir constrangido. "Bom, eu vou sair agora!", eu disse para quebrar o gelo. Ele se despediu de mim com um breve "falou". Eu respondi "prazer" olhando diretamente em seus olhos, e sai do mar vagarosamente, de costas para ele. Meu pau já estava normal dentro da sunga. Eu torcia para ele ficar me olhando de costas e para aquilo de alguma forma provocar mais o interesse dele. Eu era nadador, corpão também. Eu também estava só de sunga, e minha bunda sempre foi motivo de admiração geral. Saí do mar lentamente e voltei para a barraca junto da minha família.
Pedi uma cerveja e me sentei na cadeira por uns 30 minutos. Por volta do meio-dia, a minha esposa me diz que vai voltar para a casa alugada com as crianças, preparar o almoço. Eu quase pulei de alegria por dentro, mas fiz cara de sério e perguntei "Por que? É cedo!" Ela disse que a caçula tinha vomitado há pouco e ela mesma estava um pouco enjoada. Me prontifiquei a ir com ela, mas ela disse para eu ficar e aproveitar mais a praia. Minha sogra estava esperando por eles na casa, e a ajudaria com tudo. Afinal, tínhamos poucas oportunidades de aproveitar o mar assim. Ela só me pediu para pagar a conta do aluguel do guarda-sol e das cadeiras, além da conta dos comes e bebes. Eu concordei com tudo e fiquei...
Assim que a família saiu da praia, eu me sentei na cadeira de sol, vesti meus óculos escuros, e passei a procurar meu deus negro novamente com os olhos. Olhei para o mar, onde estávamos. Nada. Olhei para os lados. Também nada. Puxa...que frustração. Achava que ele tinha ido embora. Então, relaxei e voltei a curtir aquela vista maravilhosa.
Pedi mais uma cerveja long neck. Tomei uma. Tomei duas. Tomei três. Olhei no relógio do celular. Quase 15 horas. De súbito, escutei uma voz máscula logo atrás de mim: "Encontrei meu amigo bom de papo!". Olhei surpreso para trás e vi meu deus negro se aproximando, sorriso aberto, corpo molhado. "Posso sentar aqui ao seu lado?" Meu coração disparou novamente. "Opa, claro! Tranquilo...senta aí".
"Onde está a família?" Eu, agora olhava para a frente, para não dar pinta. Respondi: "Foram para a casa alugada aqui perto." Contei-lhe que uma das crianças passou mal. Ele se mostrou preocupado, mas eu disse que era só o calor, que estava tudo bem. Voltamos a conversar. Ele pediu uma cerveja, e me perguntou se eu queria outra. Aceitei. Tomamos duas. Já era a minha quinta cerveja e eu já me sentia alto. Provocado por ele, logo o papo foi na direção do sexo.
Ele disse que já tinha tido esposa, mas que com o tempo a relação esfriou. Abertamente, disse que depois do fim do casamento ele passou a se abrir para novas experiências de sexo. Confessou, baixinho, que até com homens ele já tinha transado, e riu para mim. Eu, já meio alto, e já querendo avançar o sinal, respondi "Deve ter sido muito bom..." Ele ficou sério, olhou para mim, olhos de tigre novamente. Eu, desconcertado depois de dizer aquilo, tentei corrigir, mas piorei: "quer dizer, bom para o outro cara..." Quando ouvi aquelas palavras saindo de mim, não acreditei. Abaixei os olhos, constrangido.
Ele caiu na gargalhada e, com isso, eu relaxei e também eu junto com ele. Depois ele disse "foi bom para os dois!!". E em seguida me perguntou: "Mas por que você acha que foi bom especialmente para ele?" Titubeiei, mas eu já tinha ido longe demais e, incentivado pela cerveja, respondi: "porque você é lindo e ainda tem esse corpão...sei lá...rs".
Ele imediatamente ficou sério, olhou diretamente para meus olhos, e me disse em voz baixa: "Também te achei uma delícia!" Diante do elogio certeiro, fiquei sem ar, sem chão, sem orientação. Comecei a tremer, deixei a cerveja cair na areia e fiquei calado, olhando para a frente.
Vi que ele olhou para os lados e para trás, como quem se certifica de que ali perto ninguém poderia escutar. Então, sentou-se mais perto de mim, esticou o pescoço e falou na direção do meu ouvido, em tom ainda mais baixo: "Vamos sair daqui agora, ir pra algum lugar mais tranquilo?" Foi tudo o que eu esperava. Olhei para ele, agora sem medo de demonstrar meu desejo, e respondi na lata: "Vamos!". Nos levantamos, pegamos nossas coisas, pagamos a conta. "Meu carro está aqui perto", ele disse enquanto apontava para a avenida bem em frente à praia.
Caminhamos em silêncio até a ducha de água doce, já no calçadão. Tomamos uma ducha para tirar a areia do corpo. Naquele momento, e só naquele momento, percebi que ele também olhava para mim de um jeito especial. Me senti desejado e desejando. Tão boa essa combinação. Comecei a pensar na família e na hora de estar de volta em casa. Fiquei preocupado. Falei para ele que eu não poderia me demorar. Ele respondeu "Relaxa, vamos num lugar aqui pertinho."
Fomos juntos para o seu carro. Antes de entrar, eu perguntei se ele tinha uma toalha para eu não molhar o assento. Ele disse que não tinha, e com um olhar maroto disse que era melhor entrar no carro e tirar logo as nossas sungas, para não estragar os bancos, piscando seu olho maroto para mim...O vidro do carro tinha película, ninguém nos veria de fora. Amei a ideia.
Ele entrou primeiro e lá de dentro destravou a porta para eu entrar. Eu entrei e vi que ele começava a abaixar a sua sunga. Joguei minhas coisas de praia no banco de trás e também comecei a abaixar a minha sunga. Nos olhamos, totalmente nus, nos admiramos, sorrimos em cumplicidade, o carro estava um calor só...Seu pau gigante já dava sinais de vida. Que rola maravilhosa ele tinha. Grande, roliça, circuncisada, glande parecendo um uma bola de tênis, saco grande. Da mesma forma, tive meu corpo avaliado de cima abaixo. Ele elogiou a marquinha da minha sunga. Eu agradeci. Ele sugeriu: "Vamos pra um motel aqui perto e você me mostra a sua marca melhor lá, pode ser?" Respondi que sim.
Ele deu partida e começou a manobrar o carro. Em minha cabeça veio a música "Pelado", do Ultraje a Rigor. Cantarolei para ele: "que legal, nós dois pelados aqui..." Ele me olhou de lado, afastou o banco dele, abriu as pernas, colocou sua mão em minha nuca e me puxou para baixo, dizendo "vem, me mama gostoso, safado". Caí de boca.
Aquele pau era simplesmente grande demais, mas muito bonito e perfeito. Como o motel era próximo, chegamos rápido. Quando eu percebi que o carro diminuiu a marcha, eu quis me levantar para ficar sentado. Ele me segurou e disse para eu ficar ali, mesmo. Iríamos entrar no motel daquele jeito e ninguém veria meu rosto. Afundei seu pau mais em minha garganta e senti mais ele latejando dentro da minha boca.
Na garagem do quarto, depois de estacionar o carro, eu fiquei mamando aquela tora mais um pouco. Ele então abriu a porta e disse: "agora solta um pouquinho e vem aqui fora". Descemos pelados do carro. Ele me mandou botar as mãos no capô. Não entendi. Ele, agora de forma mais bruta, repetiu "bota as duas mãos no capô do carro e fica de costas pra mim, porra". Fiquei com medo, mas obedeci. Ele me segurou pelas cintura, puxou minha bunda para trás e me mandou empinar meu rabo para ele. Fiz como ele me mandou. Ele abriu as minhas pernas, me fez deitar o tronco no capô do carro, e caiu de boca em mim. A lataria do carro ainda estava quente. Para evitar me queimar, apoiei-me em meus dois braços. Ele me mordiscou, me elogiou, me chamou de branquinha do negão. Me arrepiei, gemi, rebolei na sua língua áspera. Logo ele cuspiu em mim e meteu dois dedos para dentro. Eu soltei um pequeno "ai". Ele começou enfiar e tirar os dedos, meu cuzinho piscando a mil. Me disse que ele queria todos as pessoas dos quartos vizinhos escutando os gemidos da puta dele naquela tarde. Eu estava ansiosa pelo que estava por vir.
Em dado momento ele parou, entendeu a mão para mim, me tirou da posição sobre o carro, e me conduziu como um cavalheiro para o quarto. Era um quarto bem simples, com um espelho oval em cima da cama. Ele me jogou na cama. Veio e se ajoelhou no colchão, oferecendo-me seu pau para mamar novamente. Eu me deliciei naquele mastro...
Logo ele interrompeu a mamada e me disse que me comeria na posição papai-mamãe. Falou que há muito tempo ele sonhava foder uma branquinha como eu naquela posição. Eu adorei a ideia, não discuti, nem pensei duas vezes. Fiquei de costas e logo abri minhas pernas para ele, me oferecendo toda. Ele procurou uma camisinha e vestiu. Jogou um tubo de gel lubrificante para mim. Eu peguei bastante gel, espalhei e enfiei uma boa quantidade em mim. Depois, sorri, abri os braços para ele e disse "vem, estou pronta". Ele sorriu, acabou de vestir a camisinha e veio para cima de mim.
Pincelou meu cuzinho, me chamou de delícia duas ou três vezes, me beijou um beijo ardente e começou a meter aquilo tudo dentro de mim. A entrada foi meio difícil, mas em poucos minutos ele já estava todo dentro de mim. Ele se ajeitou sobre mim, me abraçou forte, me pegou de jeito, e passou a entrar e sair lentamente de mim. Eu já estava me acostumando e passei a gemer mais mais alto. Ele disse "Isso, puta, geme..." Logo eu me acostumei e estava achando linda a visão que o espelho de teto me oferecia.
Ficamos fodendo nessa posição por vários minutos, cada vez mais forte. Em dado momento, ele parou de meter, olhou para mim, me beijou de leve, e com o pau todo atolado me disse: "que saudades desta posição, mano..." Eu ri e retruquei: "que gostoso ser a mamãe...rs" O cara me fitou e me perguntou: "Mamãe? Você gosta de ser a mamãe??". Eu, já usado e abusado, respondi, em tom meigo, "Uhumm, amor, eu estou AMANDO!!"
Ele então me abraçou bem forte, praticamente me imobilizou, me disse que iria dar muito prazer para a sua mulherzinha, e passou a meter com toda a força que ele tinha. Agora, parecia que o quarto todo balançava muito. Eu dei um jeito de esticar meus braços para trás e segurar a bunda dele enquanto me via fazendo isso pelo espelho de teto. O pau dele ia muito fundo e forte dentro de mim. Era como se algo se mexesse dentro da minha barriga, bem lá dentro. "Vem, mete forte em sua mulherzinha...me fode...meu homem, meu macho...caralho, que delícia!!!! NÃO PÁRA!!!" Minhas mãos subiram e seguraram suas costas musculosas. Era muita areia para meu caminhão. Eu estava nas nuvens. Comecei a gritar, sentindo a aproximação de um orgasmo sem igual, eu não reconhecia mais a minha voz...
Ele continuou agarrado em mim, bombando com força, e dizendo obscenidades ao meu ouvido. Em certo ponto, o cara começou a me dizer que ia me engravidar e, com tudo aquilo se mexendo lá dentro da minha barriga, eu acabei entrando na história. Pedi para ele me encher de leite e me emprenhar ali naquela cama, mesmo. Ele me xingou de puta, de vadia, de safada , desceu novamente as mãos até minha bunda, abriu mais meus glúteos para os lados, e me estocou sem misericórdia. Minha respiração foi se tornando muito ofegante. O cara continuava metendo forte. Não parava. De repente, um calor estranho subiu por mim. Eu não sabia o que era, mas era muito bom. Eu não me tocava, mas o meu pau rígido estava em contato intenso com o abdômen dele.
Em poucos segundos, eu percebi que eu estava a caminho de um orgasmo sem me tocar. Nunca havia experimentado isso na vida. Não sei o que me deu nessa hora, mas eu comecei a gritar e urrar com uma voz interna muito aguda que eu até então desconhecia. Um som que vinha de minhas entranhas mais profundas, um som de fêmea no cio. Senti o quarto rodar, minhas mãos e meus pés formigando, acho que perdi os sentidos por uns poucos segundos. Quando dei por mim, ele estava olhando para mim, com um sorriso aberto, dizendo: "acho que todo o mundo do motel te escutou...rs" Eu não me contive e o beijei ardentemente, ávido por aquele homem que havia me proporcionado aquele prazer, aquela descoberta. Então ele voltou a meter em mim, sem sair de dentro e, em poucos segundos, gozou copiosamente e ferozmente dentro de mim. Gozou tanto que eu me preocupei com a resistência da camisinha.
Quando ele se acalmou, eu finalmente perguntei seu nome. Rimos. Ele respondeu "Paulo, e você?" "Oscar", eu disse. "Prazer" dissemos ao mesmo tempo e rimos novamente. "Preciso ir. Minha família deve estar preocupada." Ele me convidou para tomar uma ducha rápida. Pagamos o motel no próprio quarto. Voltamos pelados para o carro, entramos, vestimos nossas sungas e eu peguei minhas coisas que estavam no banco de trás.
Ele me levou de volta ao ponto da praia de onde saímos, e nos despedimos rapidamente, sem dar bandeira nenhuma. Não trocamos contato. Nunca mais nos vimos. Mas a memória ficou, até hoje, marcada por aquela trepada divina. Tenho certeza de que para ele também o encontro ficou na memória.
