Fui confundida com uma homossexual. Segundo ele, eu era "fechada e rude". Veja se isso é parâmetro para avaliar alguém! Mas não demorou para que o safado passasse a dar em cima de mim. Em um encontro casual, nos beijamos — nada combinado, mas com tanta vontade que cheguei a imaginar que seria engolida. Fui fisgada pelo Marcos. Eu sou a Darly: branca, peituda, linda e inteligente.
O tempo passava e nos encontrávamos com frequência; a proximidade do trabalho facilitava tudo. Ele é um negro alto, com aquele legítimo rosto de safado e um jeito de cafajeste que, confesso, é irresistível. Meus filhos e meu pai o adoravam, e nossos encontros aconteciam onde a vida permitia: ora em motéis, ora no banco de trás do seu carro.
Mas houve um momento ímpar. Convidei-o para uma festa de família e ele aceitou. Fomos no carro dele, levando meus filhos e meu irmão. Chegando lá, ele se recusou a entrar; preferiu ficar no carro. Para não estragar meu dia, deixei-o lá e fui curtir, embora a vontade fosse de esganá-lo. Meus familiares perguntavam por ele e eu, constrangida, dizia que não sabia o que tinha acontecido.
No final da festa, trouxe um pedaço de bolo para ele e iniciamos o retorno. Meus filhos entraram em casa, meu irmão se despediu e ficamos a sós no carro para uma DR que prometia ser pesada. O bate-boca foi intenso, mas discussão de casal com química sempre termina da melhor forma: sexo.
Ali mesmo, no banco de trás, a raiva se transformou em luxúria. Ele começou a me chupar. Como sou pequena, a posição encaixou perfeitamente. De repente, uma sensação estranha e avassaladora tomou meu corpo. Incontrolavelmente, esguichei um jato que foi parar no teto do carro. Ele se assustou, e eu mais ainda; me senti um verdadeiro chafariz humano. Ele, em um reflexo cômico, tentava entrar na frente do jato para não molhar o estofado. Transamos loucamente e fomos dormir.
Na manhã seguinte, antes de ele sair para o plantão na área da saúde, ele me pegou na cozinha. Foi rude, grosseiro, sem qualquer zelo — me maltratou com uma virilidade que me deixou sem pernas. Era assim que ele gostava de possuir, e eu, rendida ao prazer, o agradava. Quando ele retornou do plantão de 12 horas, estávamos sozinhos. O assunto do "chafariz" voltou à tona. Ele me chupou novamente e a cena se repetiu. Dessa vez, ele bebeu cada gota daquele líquido.
Era 2012 e descobrimos, após algumas pesquisas, que eu tinha experimentado o squirt. Para mim, aquilo só existia em filmes pornôs mentirosos. Tentei repetir o feito sozinha, me masturbando, mas sem sucesso; só o toque daquele canalha conseguia me fazer jorrar daquela forma. Como "pagamento" pelo prazer que me dava, ele exigia o meu rabo. No início foi difícil, mas ele me possuía de quatro, com força e a seco, revelando meu segredo: com o tempo, passei a sentir um tesão absurdo naquilo. O prazer migrou da frente para trás, e eu mesma passei a implorar pelo sexo anal. Ele sempre dizia, com aquele sorriso de canto: "Anal vicia".
Tivemos outros encontros depois disso, mas o último prefiro nem lembrar. Sinto saudades dele, daquela pegada bruta e das descobertas que fizemos juntos, mas a vida seguiu caminhos diferentes. Fico aqui, no aguardo de que o destino nos cruze novamente.
