Aquário de Desejos

Um conto erótico de A anja
Categoria: Heterossexual
Contém 461 palavras
Data: 22/06/2024 21:48:14
Última revisão: 14/03/2026 16:28:52

Por volta das 16h de uma tarde de junho, o cafajeste que me perturba diariamente com áudios e vídeos explícitos — sempre prometendo o "ataque" que faria ao meu corpo — avisou que cobriria um plantão próximo ao meu trabalho. Minha mente, que se diz santa e ingênua, sabe que a verdadeira contaminação não vem dos arquivos do WhatsApp, mas do que ele desperta em mim.

​Confirmamos o setor. Eu estaria no mesmo local da primeira vez. Após alguns imprevistos sanados, estacionei. O aviso no celular — "Já estou a caminho" — acelerou meu pulso. Eu estava ansiosa, ignorando o fato de que meu carro é um verdadeiro aquário. Mas, como dizem: quem não comete loucuras não tem história, muito menos memórias que queimam. Coloquei um pano sobre as pernas, disfarçando um frio que, na verdade, era puro tremor de antecipação.

​Ele passou pela calçada oposta e, ao notar o rádio ligado, soube que era eu. Assim que entrou no carro, seus olhos pousaram no pano sobre minhas coxas. Sem pedir licença, sua mão deslizou para baixo do tecido, mergulhando direto para dentro da minha calça. Senti seus dedos invadirem minha intimidade, que já estava — nas palavras dele — "molhadinha, quente e saborosa". Ele não se deu por satisfeito: chupou os próprios dedos, me olhando nos olhos, antes de afundar dois deles no calor da minha gruta.

​O beijo foi voraz. Enquanto apertava meus seios, ele sussurrou que queria me possuir ali mesmo, no banco de trás. Imagine o cabimento! Enquanto ele perdia o juízo, eu tentava manter o que me restava. Pessoas passavam com seus pets sob a luz clara dos postes; a visibilidade era total. Essa tensão de ser flagrada a qualquer momento, no entanto, agia como um combustível excitante. Eram 20h, a rua estava viva, e nós estávamos em transe.

​Perto dele, a resistência é inútil. Quando ele libertou o membro para fora da calça, a centímetros da minha boca, eu simplesmente apertei o botão do "foda-se". Eu o desejei com força. Mamei com vontade, sentindo cada centímetro daquela urgência. Uma, duas, três vezes... Na quarta, o ápice da adrenalina: um casal parou e ficou olhando na direção do carro. Meu coração disparou com ele ainda na minha boca. Por sorte, eles seguiam o olhar para o prédio ao lado e logo se foram.

​Ali, decidimos não arriscar mais. A cota de insanidade já tinha sido estourada com louvor. Se no primeiro encontro foram beijos e mãos bobas, e no segundo houve declarações ao pé do ouvido, esse cafajeste — que certamente paga anuidade para manter o título — provou que sabe exatamente como me incendiar.

​Nos despedimos com a promessa de uma noite inteira. Uma noite em que o tempo será nosso e nós seremos os protagonistas desse jogo.

​Beijos, e até a próxima.

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