Moro em um conjunto habitacional no melhor estilo "pombal" — termo antigo para esses aglomerados de prédios onde a privacidade é um luxo raro. Resido aqui há dois anos e, com a chegada dos novos vizinhos no condomínio da frente, a rotina mudou. Além da poeira e das obras intermináveis, o posicionamento dos imóveis, um de frente para o outro, tornou inevitável espiar a vida alheia. A varanda deles virou a minha tela de cinema.
Costumo levantar de madrugada para beber água ou urinar. Certa noite, por volta das 3h, o cheiro de cigarro de algum vizinho viciado me incomodou. Fui até a sala para fechar a porta da varanda, que sempre deixo aberta para aproveitar a brisa do 15º andar, quando notei um movimento diferenciado no prédio vizinho. Uma silhueta se destacava na penumbra, exatamente na altura do meu campo de visão.
Aproximei-me sem fazer barulho. A mulher era fácil de identificar: ela estava debruçada no guarda-corpo da varanda, com o tronco projetado para fora e as costas voltadas para a sala dela. Estava completamente empinada. Atrás dela, um rapaz moreno segurava firmemente sua cintura. Ele não estava apenas transando; o malandro estava macetando com vontade em plena madrugada. Um fetiche audacioso e excitante.
Fiquei estático na minha varanda, assistindo a tudo. Com certeza eles me notaram, pois a luz da minha sala estava acesa, iluminando o meu espaço e revelando minha presença. Como durmo sempre pelado, não perdi tempo. Aproveitei o estímulo daquela cena real e comecei a me tocar, acompanhando o ritmo das estocadas dele.
O silêncio da rua era absoluto, sem o barulho de carros, o que permitia que o eco dos gemidos dela chegasse nitidamente aos meus ouvidos. Eram sons abafados, mas carregados de prazer. Eu admirava a "paulada" que o cara dava, sem pressa de acabar, enquanto o vento frio da noite batia no meu corpo excitado.
Depois de um tempo naquela posição de entrega, ela se abaixou. Vi a silhueta dela ajoelhar-se diante dele. Começou a mamá-lo com voracidade. O momento culminante veio logo depois; ele deve ter gozado em sua boca, pois ela se levantou limpando os lábios, entrou no apartamento e ele a seguiu imediatamente, fechando as cortinas e apagando as luzes. O show tinha acabado.
A mim, restou terminar o que comecei, sentindo o clímax sob o luar do Rio. Tomei um banho gelado para baixar a adrenalina, apaguei as luzes e voltei a dormir com a imagem daquela bunda empinada na mente.
Agora, toda vez que levanto na madrugada, minha primeira parada é a varanda. O hábito virou vício. Se eu flagrar outra cena dessas, farei questão de registrar para compartilhar os detalhes com vocês.
Forte abraço e até a próxima.
