Tratada Como Puta

Um conto erótico de Marcos
Categoria: Heterossexual
Contém 548 palavras
Data: 25/06/2024 09:20:25
Última revisão: 14/03/2026 15:45:04

Esta história verídica é bastante inusitada, mas como nada acontece por acaso, contextualizo que tudo ocorreu em 2011. Eu tinha 35 anos, era recém-formado na área da saúde e cobria plantões para amigos que evitavam trabalhar em finais de semana e feriados prolongados. Nessa rotina, acabei atrapalhando, sem querer, os ganhos extras de Gioconda — uma jovem senhora que exercia a mesma função na unidade e arrematava todos os extras disponíveis.

​Eu não sabia da insatisfação dela até tomar conhecimento de uma queixa formal que ela fez à responsável da unidade. Isso gerou um constrangimento que interrompeu meus plantões ali. Acabei indo trabalhar em outro hospital, logo ao lado, onde tive outros embates que prefiro não detalhar para não cansar a leitura. O importante começou quando ela passou a visitar meu novo setor de forma aleatória. Mesmo alertado por amigos de que ela havia me prejudicado, continuei tratando-a com educação e gentileza.

​A aproximação real aconteceu quando ela confessou que sua irmã estava muito doente e precisava de um exame caro. Usando meus contatos, consegui o procedimento. A amizade se estreitou. Ela nunca admitiu ter me prejudicado, e eu nunca a indaguei. Tornamo-nos íntimos a ponto de trocarmos beijos e carícias ousadas no próprio ambiente de trabalho.

​Com receio de sermos flagrados, ela me convidou para sua casa. Como morava sozinha, aceitei prontamente. Ao chegar no conjunto habitacional, fui autorizado a subir. Quando ela abriu a porta, estava apenas de camisola. Eu estava indo, literalmente, para o "abate".

​Entramos nos beijando com desejo logo na entrada. Ela me serviu um whisky puro. Embora eu não aprecie a bebida, não quis quebrar o clima. Retirei sua camisola e derramei o líquido por seu pescoço; lambi e suguei cada gota que escorria, descendo pelos seios até chegar à sua intimidade, depilada e perfumada. O clima ferveu. Ela, em pé, tomava o whisky usando o meu membro como "canudo".

​Fomos para o quarto e nos entregamos de todas as formas possíveis. Durante uma pausa para o cigarro, ela revelou que vivia um relacionamento onde o companheiro não a satisfazia, chegando a chamá-la de frígida e forçá-la a buscar terapia. Confessou que, desde nossos primeiros contatos no hospital, sentia algo diferente. Ela gostava de quando eu a prensava contra a parede; dizia que meu jeito agressivo a fazia se sentir desejada de uma forma crua, quase primitiva. Ela não queria que eu pedisse permissão; queria que eu invadisse.

​Voltamos para a cama, desta vez com mais vigor. Atendi aos seus pedidos por tapas, puxões de cabelo e uma intensidade que a deixou marcada, enquanto o cachorro dela arranhava a porta, inquieto.

​Não dormi lá naquela noite. Nosso caso foi breve, mas marcante. Ela sempre me agradecia, dizendo que eu a fiz sentir prazer e orgasmo novamente, fazendo questão de elogiar minha dedicação ao seu corpo — algo que o namorado negligenciava. Provavelmente, o parceiro era cauteloso demais, e ela buscava o oposto.

​Nunca perguntei por que ela tentou me prejudicar com a chefia. Para mim, a satisfação de tê-la dominado na cama era resposta suficiente. Deixava-a exausta no setor de trabalho, e ela adorava a dualidade de ser tratada com rispidez entre quatro paredes. Às vezes, o desejo feminino é um labirinto que nem todo homem tem a audácia de percorrer.

​Até a próxima.

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