"Quem está encostando essa piroca na minha bunda, Rosângela?"
Essa foi a frase que meu marido disparou, a voz misturando excitação e susto, enquanto estava completamente vendado. Era dezembro, mês de festas, mas para o Paulo, o aniversário dele é sagrado e ele não abre mão de uma comemoração intensa.
Casada com ele há mais de dez anos, conheço bem o meu homem. Ele é trabalhador, o porto seguro da família, e embora o tempo tenha deixado algumas marcas no físico e ele esteja um pouco fora de forma, o fogo entre nós nunca apagou. Nossos finais de semana são regados a churrasco, cerveja gelada e a bagunça garantida com os amigos. E, claro, nunca falta a presença da Samyra.
Samyra era minha "best friend", mas o Paulo praticamente se apossou da amizade. Ela é uma preta de corpo escultural, passista da Mocidade Independente de Padre Miguel. Quando ela aparece de biquíni minúsculo na beira da churrasqueira, o Paulo não consegue disfarçar os olhares devoradores naquela bunda monumental. Depois de tanto tempo de casada, o ciúme deu lugar à cumplicidade.
No ano passado, conversando com "Samy" sobre o presente dele, ela sugeriu, entre risos, se entregar a ele "embrulhada para presente". O que era brincadeira virou plano. Como o Paulo viaja a trabalho e só volta nas sextas, organizei tudo para a chegada dele.
Às 21h, Samy já estava escondida no meu quarto, exalando um perfume inebriante. Levei o Paulo para a rua com a desculpa de comprar carnes e o seu inseparável litrão de Brahma. Ao voltarmos, o clima já estava quente. Disse que tinha uma surpresa. O "negão" ficou louco. Vendei seus olhos, algemei suas mãos para a frente e o conduzi, trêmulo de antecipação, até o quarto.
Lá, Samy o esperava deitada, apenas de calcinha, exibindo seus seios perfeitos e a pele acetinada. Deixei os dois a sós e fui tomar banho no banheiro do quintal para que o som da água não entregasse meus movimentos. Samy foi mestre: começou a alisá-lo com malícia, provocando cada centímetro do seu corpo. Ela o despiu com dentes e mãos ágeis, envolveu o membro dele em uma boca quente e experiente, enquanto distribuía beijos úmidos pelo seu pescoço.
O Paulo, em pé e entregue ao prazer do desconhecido, tentava tatear o corpo dela com as mãos presas. Foi quando a Samy, já completamente excitada pela situação, roçou seu próprio membro ereto contra as nádegas dele. Eu entrava no quarto, apenas de toalha, quando ouvi o grito:
— Quem está encostando essa piroca na minha bunda, Rosângela?
Eu ri baixinho, negando, enquanto ele insistia, em pânico e desejo, pedindo para tirar a venda. Quando a luz finalmente atingiu seus olhos e ele viu a Samyra ali, nua e imponente, o choque foi visível. Antes que ele formulasse a dúvida, eu sentenciei:
— Sim, Paulo. A sua amiga Samyra é trans. E ela é o seu presente de hoje.
Samyra se aproximou dele por trás, os braços contornando seu peito, e sussurrou ao pé do ouvido com uma voz rouca e sedutora:
— Você gostou da mamada, negão? Posso te dar outra para você relaxar...
O Paulo pediu para tirar as algemas. Eu obedeci. Ele me puxou pelo braço até a sala, os olhos em brasa, e pediu que a Samy esperasse no quarto. Na sala, o clima explodiu...
