O Presente Inesquecível

Um conto erótico de Roberta
Categoria: Heterossexual
Contém 623 palavras
Data: 06/06/2024 06:19:01
Última revisão: 15/03/2026 19:04:30

​"O que é isso, Roberta?!"

​Essa foi a frase que o Marcos gritou, em choque, quando entrou no quarto e deu de cara com o seu "presente" de aniversário em cima da cama. Quando ele saiu do cômodo para me procurar, eu já tinha batido em retirada. Só me restava torcer para que ele aproveitasse a festa.

​Eu sou a Roberta, uma jovem senhora de 46 anos, gordinha, linda e muito bem resolvida. Marcos e eu já estamos casados há duas décadas. Ele tem a mesma idade que eu e, para este aniversário, decidi chutar o balde e superar todas as expectativas dele.

​Com a ajuda das minhas amigas, consegui o contato de uma acompanhante de luxo e a contratei por duas horas. Pensei comigo: "Ele que lute!". No nosso dia a dia, o sexo raramente passa dos trinta minutos — o galo perde feio para ele! Mas, no aniversário, o bonito teria cento e vinte minutos pagos para fazer o que quisesse. Se não desse conta do recado, que jogasse dama, xadrez ou assistisse a um filme.

​A moça era o oposto de mim: magrinha, 25 anos, uma loirinha com tudo no lugar. Pedi que ela fizesse de tudo. O valor ficou acessível e o combinado foi certeiro: ela chegaria antes dele voltar da lida e ficaria no meu quarto, escondida debaixo do lençol, como um presente esperando para ser desembrulhado. Ela adorou a ideia e assim fizemos.

​Marcos é um negro alto, gostoso e que se cuida. Geralmente, ele chega do trabalho, toma um banho e desaba no sofá. Para garantir o plano, eu disse que tinha reservado um restaurante maravilhoso para comemorarmos, tudo por minha conta. Ele adorou a surpresa, sem imaginar que o verdadeiro "banquete" estava no quarto.

​No dia esperado, uma sexta-feira, ele chegou às 20h. Eu já estava pronta, perfumada e de saída. Ele me beijou, estranhando minha pressa, mas eu apenas sorri, peguei a chave do carro e meti o pé. Deixei o recado na geladeira, preso com aquele imã de drogaria: "CURTA SEU PRESENTE". Deixei também salgadinhos e cerveja gelada para dar sustância. Do carro, ainda ouvi os gritos de surpresa dele, mas o deixei sozinho com a sua nova "amiga".

​Fui para a balada com minhas amigas. Quando perguntaram pelo aniversariante, dei a desculpa clássica de que ele estava exausto do trabalho. Não bebi, pois estava dirigindo, mas aproveitei cada segundo: dei gargalhadas, paquerei e coloquei o esqueleto para balançar. No celular, várias ligações e mensagens do Marcos, todas ignoradas com sucesso.

​Cheguei em casa às 22h30 e encontrei o Marcos sentado na sala com uma cara péssima. Pensei logo: "Deu ruim". Perguntei, sarcástica: "E aí, como foi a festa? Curtiu muito? Usou o presente até cansar?".

​Ele, com a voz baixa, confessou que brochou. Ficou nervoso, a ansiedade tomou conta e ele não conseguiu "subir a bandeira". A moça até tentou ajudar, foi paciente, mas durante as duas horas pagas, nada aconteceu. Talvez a surpresa tenha sido forte demais para o coração (ou para o "amigo") dele.

​Eu não sabia se ria da cara dele ou se chorava pelos duzentos reais perdidos. Apenas o beijei, desejei feliz aniversário e abri uma das cervejas que ele nem sequer tocou. Comi os salgadinhos que ainda estavam mornos, curtindo o aniversário dele muito mais do que ele mesmo. Tomei um banho demorado e deitei nua naquela cama que ele não teve coragem de usar.

​Só espero que agora ele não queira enfiar aquela "vela mole" no meu bolo. O que era para ser comido já passou da hora! Tentar, eu tentei. Infelizmente, não consegui agradar o maridão com o mimo... e o pior é que esse tipo de presente a loja não aceita troca!

​Até a próxima!

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Comentários

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Flopou...kkkk. Agora resta ao marido retribuir o presente no aniversário dela.

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