Tarde de sábado no Rio de Janeiro. O plano era uma resenha com a nossa trupe de sempre, mas, quando eu já estava na Avenida Brasil, veio o aviso: os atrasados de plantão ainda estavam enrolados em casa. Como meu crush era o motorista da vez e passaria para buscá-los, sugeri que encostássemos em um posto de gasolina. Afinal, esperar em certas áreas daquela via expressa é pedir para ser assaltado.
Ele estacionou em um canto do pátio. Eu, a Cibele — uma morena de curvas generosas, baixinha e assumidamente deliciosa —, já tinha calibrado o juízo com algumas cervejas em casa. Quem me conhece sabe: meu fogo é um evento à parte, e quando eu bebo, ele se torna um incêndio incontrolável.
Comecei a instigar o meu boy. Beijos quentes, mordidas no pescoço e palavras obscenas sussurradas no pé do ouvido. Minha mão boba logo encontrou o volume rígido sob a calça dele; apertei com vontade, sentindo a pulsação do desejo dele. Enquanto as pessoas transitavam entre as bombas de combustível e o vai e vem da Avenida Brasil seguia seu ritmo frenético, eu deixava meus seios escaparem pelo decote. O exibicionismo me excitava, mas a dúvida me segurava... até que ele confirmou: "O insulfilm é pesado, Cibele. Ninguém vê nada aqui dentro".
Foi o sinal verde que eu precisava. Caí de boca na hora. Pensa em um negão de tirar o fôlego: alto, sarado, careca de cavanhaque e com aquele jeito de "cachorro" que faz qualquer mulher perder a racionalidade. Fiz um vai e vem frenético naquela piroca pulsante; o risco de alguém bater no vidro a qualquer segundo era o tempero que faltava. Eu não era um ioiô, eu era uma possessão.
Eu estava de vestido, o que facilitou tudo. Afastei a calcinha para o lado e montei no colo do Carlos. Ele, tentando manter um pingo de sanidade, me chamou de louca. Minha resposta foi curta e grossa: "Cala a boca e chupa meus peitos". Arriei as alças, oferecendo meus mamilos rígidos à boca dele enquanto rebolava com uma luxúria que faria o carro balançar como se estivesse em uma estrada de terra.
Não sei se alguém notou o balanço rítmico do veículo sob o sol escaldante do Rio. Se viram, foram omissos ou estavam ocupados demais com a própria pressa. Se não viralizamos em nenhuma rede social, é porque o crime foi perfeito. Gozamos juntos, uma explosão que inundou minha grutinha. Quando recuperei o fôlego, ajeitei o vestido — sentindo a buceta melada de porra — e peguei o celular: centenas de mensagens do povo perguntando onde estávamos.
Minha desculpa foi clássica: "O trânsito deu um borogodó danado, mas já chegamos".
Na resenha, cercada de gente, eu olhava para o meu "cachorro" e balbuciava apenas para ele ouvir: "Quero mais. Quando chegarmos em casa, quero você me pegando por trás, sem piedade". Ele, sempre obediente aos meus desejos mais intensos, apenas sorriu, confirmando que eu seria atendida.
Nada foi planejado. Foi o acaso, o perigo e o cheiro de asfalto que criaram uma das fodas mais memoráveis da minha vida. Minha ppk ainda pulsa só de lembrar. E você? Já transformou um imprevisto em uma loucura inesquecível?
Beijos, e até o próximo relato!
