A noite no Rei do Bacalhau, na Rodovia Washington Luiz, tinha sido maravilhosa. O dia já estava raiando quando decidi ir embora, sentindo o peso do cansaço. Moro a cerca de 30 km de distância e o retorno parecia um desafio: vários motoristas de aplicativo cancelavam, provavelmente pela distância, já que não resido em área de risco.
Passava das seis da manhã. Recusei várias caronas de desconhecidos; segurança vem sempre em primeiro lugar. Eu sou a Julia: uma morena jambo de 35 anos, com curvas equilibradas e cabelos negros que descem até a cintura. Naquela manhã, eu vestia um básico — mas fatal — vestido preto frente única, sandálias douradas e uma bolsa de mão. Finalmente, o Sr. Barcelos aceitou a corrida.
Dez minutos depois, ele encostou. Entrei no banco de trás e o impacto foi imediato: o carro era impecavelmente cheiroso e o motorista, um espetáculo à parte. Um homem negro de uns 45 anos, porte atlético, cavanhaque bem desenhado e uma educação impecável. Perguntou sobre a temperatura do ar e a estação de rádio de minha preferência. Respondi que estava tudo ótimo; eu só queria o conforto do meu lar.
No trajeto, um engavetamento travou a rodovia. Barcelos, com o dom da palavra, puxou assunto para amenizar o tédio do trânsito lento. Perguntou se meu "esposo" não tinha ciúmes de uma mulher tão linda solta na balada. Revelei que era solteira e que minha família se resumia aos meus pais. Foi o gatilho. O interrogatório de "cafajeste experiente" subiu de tom rapidamente, mas ele sabia conduzir a conversa com um charme envolvente que tornava tudo leve.
Quando percebi que estávamos perto do meu destino, comentei o quanto a companhia dele tinha sido agradável. Ele brincou, dizendo que eu poderia retribuir com cinco estrelas e, quem sabe, uma gorjeta. Sorri com malícia e respondi à altura:
— "Vou te dar as cinco estrelas... e a sua gorjeta vai ser um boquete inesquecível agora mesmo."
O malandro quase perdeu o fôlego. O susto durou segundos até ser substituído pelo desejo. Ele parou o carro em uma rua tranquila próxima à minha casa. Ignorei a falta de insulfilm e o movimento matinal; passei para o banco da frente e me concentrei no que estava diante de mim. O cara tinha uma joia bruta entre as pernas. Fiz o membro crescer na minha boca com a maestria de quem sabe o que faz — e, como dizem, galinha boa faz o pinto crescer.
Enquanto ele vigiava os retrovisores com o coração na boca, eu trabalhava. Descia e subia com ritmo, sentindo minha própria intimidade ficar encharcada com a adrenalina do momento. Ele gozou fundo, uma explosão que denunciava sua abstinência. Cuspi pela janela, enquanto ele, num impulso de possessividade, puxou-me para um beijo e explorou meus seios com mãos firmes e quentes.
Ele tentou meu número, mas mantive o mistério. Antes de sair do carro, na porta de casa, dei o golpe final: levantei o vestido por trás, revelando minha bunda adornada por um fio-dental vermelho que não passava de uma linha. O homem ficou louco. Peguei o cartão que ele me estendeu, mas o destino dele foi o lixo assim que entrei.
Já em casa, a adrenalina ainda queimava. Arranquei a roupa e me entreguei a um filme de gang bang: cinco homens negros possuindo uma mulher pequena. É a minha fantasia recorrente, o ápice do meu prazer. Enquanto os gemidos preenchiam o quarto, eu me masturbava pensando no Barcelos, gozando intensamente antes de um banho gelado. Dormi nua, com a alma leve. Loucuras, às vezes, são o melhor remédio.
