Xeque-Mate no Motel: O Dia em que a "Michele" foi Desmascarada
O Xavier relutou, reclamou e questionou por que colocar um homem entre nós. Sinceramente, não sei como, mas resisti. Não revelei que tinha visto a depravação na minha própria casa com outro homem — e pior, com o meu amante.
Passei os dias que antecederam o nosso aniversário de casamento me sentindo uma rainha. Ele fez tudo o que eu queria, inclusive me deu a atenção que faltava. Não sei se alguma "entidade" avisou que eu sabia da traição (risos), mas mantive o silêncio. Sempre que podia, voltava ao assunto da fantasia, e ele resumia dizendo que estava "vendo como seria".
Faltando trinta dias para a data, passei a exigir uma definição. O cínico do Xavier disse que não tinha encontrado ninguém e que imaginava que eu esqueceria a ideia. Perguntou de onde eu tinha tirado aquilo. Resumi dizendo que era um desejo meu, que toda mulher já fantasiou com dois homens e que o vizinho Carlos tinha um corpo atraente. Aproveitei para provocá-lo:
— "Não acha?"
Xavier engoliu seco a água que bebia e disse que daria tudo certo.
Faltando sete dias para o aniversário, perguntei sobre o local e o horário. Xavier, já mais flexível, me surpreendeu: seria em um hotel maravilhoso. Ele contou que conversou com o Carlos e que ele aceitara, mas cobrou pela noite — e o Xavier já tinha até pago! Pensei comigo: "Que canalha, o Carlos ainda cobrou do infeliz!" (risos). Sorri e pedi dinheiro para comprar uma lingerie de luxo, perfume e fazer uma produção completa.
Liguei para o Carlos e o xinguei por ter cobrado do meu marido. O cachorro caiu na gargalhada e disse que ia realizar a fantasia de me comer na frente do corno. Eu apenas respondi que a surpresa seria ainda maior. Ele ficou sem entender nada, morto de curiosidade, e eu desliguei.
No dia marcado, fiz o Xavier buscar o Carlos em casa. O vizinho veio básico: bermuda, camisa de time e tênis. Eu estava de vestido longo, lingerie preta, cabelo em rabo de cavalo e muito perfumada. O babaca do meu marido estava de terno. Quando o Carlos entrou no carro e sentou atrás, eu saí do banco da frente e fui para o lado dele. Assim que o Xavier saiu do condomínio, abri a bermuda do Carlos sem pedir licença. Ele ficou atônito. Caí de boca na ferramenta que eu já conhecia bem. Xavier ficou perdidinho, e eu só disparei entre uma mamada e outra:
— "Presta atenção na direção, corno!"
Fui trabalhando o Carlos até o motel. Entrei na suíte ainda fazendo o serviço nele enquanto o outro estacionava o carro. Na suíte, havia um espumante. Mandei o Xavier servir a gente e ordenei que o Carlos ficasse nu — ele já estava explodindo de desejo. Mandei o Xavier colocar "nossa música" no Bluetooth e ficar nu também. Ele obedeceu em segundos.
Eu, ainda de salto e vestida, era a única no comando. Mandei o Xavier ficar de quatro na cama e ordenei que o Carlos o possuísse. O Carlos ficou nervoso, tentou negar, mas mandei ele calar a boca e dei um tapa na cara dele. "Eu quero assistir!", gritei. O Carlos já estava acostumado (quem leu meu relato anterior entenderá).
O Xavier tentava se fazer de rogado, dizendo que era só para "me agradar", mas eu via nos olhos dele que ele queria o macho. Sentei na poltrona de pernas cruzadas, assistindo ao meu amante estocar o meu marido, que me olhava com cara de cachorro que caiu da mudança. O Carlos metia com força, só não o chamou de "Michele" porque eu estava ali. Curiosamente, o Xavier não gemeu nem pediu "leite" como fez no dia em que os flagrei escondida.
Mandei o Carlos gozar na cara do Xavier enquanto eu filmava tudo — poupando apenas o rosto do meu amante na gravação. Terminada a cena deplorável, beijei o Carlos, peguei a chave do carro que estava com o "corno" e saí para me divertir na noite, largando a "Michele" com o vizinho no motel.
Encontrei uma boate LGBTQIA+ maravilhosa na Lapa e fui celebrar minha liberdade. No próximo relato, conto como foi essa madrugada...
Até lá!
