Casada há cerca de oito anos com Genésio, optamos por não ter filhos. Ele é militar da reserva, um cearense atencioso, educado e sempre impecável em seus modos. Eu leciono desde a minha formação. Somos um casal de 50 anos com uma vida matrimonial alegre, saudável e plena.
Em uma tarde de happy hour, o clima descontraído deu lugar a uma confissão inesperada. Genésio disse que precisava externar algo que o incomodava e que o diálogo teria cunho sexual. Pedi que ficasse à vontade. Ele revelou que, aos 18 anos, teve uma experiência homossexual que nunca esqueceu. Embora se sinta heterossexual no cotidiano, confessou que ainda nutre o desejo latente de ser dominado por outro homem.
Ele reafirmou seu amor por mim e pelo nosso casamento, mas foi honesto: queria sentir um macho o penetrando. Ouvi com atenção e, para surpresa dele, aceitei com uma condição: eu seria a espectadora. O voyeurismo é um desejo que eu também guardava, e a ideia de ver meu marido entregue a outro homem me causou um frisson imediato. Afinal, por que não? Se muitos homens fantasiam com duas mulheres, nós também temos o direito de apreciar o vigor de dois homens se pegando.
Exigi apenas que o encontro fosse regado a uma boa garrafa de vinho, escolhida por mim.
Passados noventa dias, Genésio contratou Fernando: um acompanhante moreno, alto, forte e de um magnetismo animal. Fomos ao motel e, pouco depois, o rapaz chegou. Educado e belíssimo, ele recusou o álcool, aceitando apenas água e acendendo um cigarro antes de se preparar. Quando voltou do banho, vestindo apenas uma cueca boxer branca que marcava sua virilha generosa, a temperatura do quarto subiu.
Abri o vinho e me acomodei na poltrona. A cerca de três metros de mim, a cena começou a se desenrolar. Genésio, ainda de terno e gravata, foi despido por Fernando com uma voracidade que me deixou sem fôlego. O beijo entre eles foi profundo. Meu marido, então, revelou um talento que eu desconhecia: entregou-se a um deepthroat magistral no membro imponente de Fernando. Ele mamava com uma devoção divina, enquanto eu, entre um gole e outro de vinho, perdia-me na visão daquela entrega.
Genésio ficou de quatro na beira da cama, de frente para o espelho. Minha visão era privilegiada: eu via o reflexo do rosto do meu marido, transformado pelo prazer, e as costas largas de Fernando o dominando. O misto de tesão e surpresa ao ver meu parceiro de vida sendo "enrabado" com tanto vigor era indescritível. Eu estava amando cada segundo.
Fernando colocou a proteção e penetrou meu esposo com força. Genésio gemeu alto, um som que eu nunca tinha ouvido em casa. O "macho ativo" representava seu papel com perfeição, dando estocadas secas e potentes que faziam o corpo do meu marido sacudir. De vez em quando, Fernando olhava fixamente para o espelho, buscando minha reação, enquanto eu assistia, de pernas cruzadas, meu marido se transformar em uma "putinha" submissa e bissexual sob o peso dele.
Na terceira taça de vinho, o calor já não era da bebida, mas de um desejo avassalador. Ver aquela "trozoba" entrando e saindo, enquanto Genésio pedia para ele "arrebentar", mudou minha percepção sobre nós. Ele estava assumindo sua verdadeira essência naquele momento. No ápice, Genésio pediu que Fernando gozasse em seu rosto, selando o ato com uma última chupada voraz.
Fernando foi embora após o serviço executado com maestria. Assim que ele saiu, a tensão acumulada em mim transbordou. Entrei no box com meu marido, tirei o vestido e o saboei com urgência. Chupei-o até que ele gozasse na minha boca, finalizando aquela noite de descobertas.
Pela manhã, tomamos café em silêncio, mas com uma cumplicidade renovada. Mal posso esperar pela próxima vez. Na verdade, já planejo sugerir algo mais ousado: quero estar mais perto, talvez tocando o acompanhante enquanto ele possui o meu marido.
Beijos, e até a próxima visita ao paraíso.
