Um mês depois daquela noite, Genésio tentou se justificar, mas eu o cortei suavemente. Não havia necessidade de explicações; eu estava radiante por sua honestidade e deixei claro que, desde que eu fosse a voyeur, ele teria meu apoio total. Quando perguntei sobre novas fantasias, ele confessou que queria ir além. Eu, saboreando a ideia tanto quanto o vinho, propus o cenário: ele no meu colo, sendo possuído por dois homens enquanto me descrevia cada sensação.
Genésio parecia uma criança em manhã de Natal. A alegria era nítida. Pouco tempo depois, o "elenco" estava montado: Fernando voltaria, trazendo um amigo. O valor seria dobrado, os noventa minutos seriam de luxúria pura e o meu acompanhante de luxo seria um Pinot Noir 2017.
Desta vez, não fui apenas professora; fui a espectadora de lingerie. Na suíte, o clima mudou assim que eles chegaram. Fernando, discreto como sempre, apresentou Geraldão: um homem de quase dois metros, rústico, de barba por fazer e uma aura de dominação que exalava virilidade bruta. Fui ignorada por eles no início, o que só serviu para aguçar meu prazer enquanto eu me acomodava no sofá com minha taça.
Geraldão não perdeu tempo. Arrancou a roupa do meu marido e desferiu um tapa no rosto dele que o fez ver estrelas — e a mim também. Sob ordens ríspidas, meu "menino" agachou-se para servir aos dois. Geraldão era agressivo, o tipo de mestre que Genésio desejava. Enquanto meu esposo se perdia entre os dois membros, Fernando mantinha os olhos em mim. Aquele olhar devorador atravessava o quarto, ignorando a boca do meu marido para focar na minha postura de pernas cruzadas.
Aos cinquenta anos, sei o valor do meu corpo, e Fernando claramente também sabia. Geraldão ordenou que Fernando se sentasse ao meu lado no sofá enquanto Genésio continuava a servi-lo de joelhos. Geraldão então preparou-se e invadiu a intimidade do meu marido com estocadas secas e potentes. A proximidade de Fernando era eletrizante; ele começou a deslizar a ponta dos dedos pelos meus braços, provocando arrepios que competiam com o calor do vinho.
Genésio, entregue àquela sodomia brutal, gemia que estava amando a dor e o prazer de ser possuído daquela forma. Fernando, sem desviar o olhar do meu, ousou tocar meus seios por cima da lingerie. Eu o encarava, sentindo o pulso acelerar, quase perdendo o fôlego quando via meu marido chupando o pau dele a poucos centímetros de nós.
Eles trocaram. Fernando passou a penetrar Genésio com uma profundidade que o fazia perder os sentidos. Desci do sofá, sem soltar minha taça, e ajudei masturbando meu esposo enquanto ele era devorado. Ele agradeceu com o olhar, preso na posição de "quatro" exigida por Geraldão. No ápice, ambos gozaram no rosto do meu marido, que aceitou cada gota como um troféu de sua submissão.
A ordem final foi clara: Genésio deveria dar banho neles e secá-los. Assisti a tudo da porta do box, vendo meu marido servir aos seus mestres. Ao sair, Fernando roçou propositalmente sua virilha ainda pulsante na minha perna. Genésio viu, mas o silêncio dele foi um consentimento silencioso.
Depois que eles foram embora, deixei Genésio descansando — ele estava exausto e maltratado demais para qualquer outra coisa. Pedi o número do Fernando.
— Você quer transar com ele? — Gê perguntou, com a voz falha.
— Vou pensar... mas o meu presente de aniversário já está escolhido — respondi, com um sorriso malicioso. — Quero um cintaralho. Vou ser eu quem vai te possuir na nossa noite especial.
Ele concordou imediatamente; ultimamente, ele não nega nada aos meus desejos. De madrugada, enquanto ele dormia, mandei a mensagem para o Fernando. Perguntei o valor para duas horas na minha casa. Ele demorou, mas a resposta veio, e o jogo agora mudou de patamar.
