Sempre morei de favor com minha irmã. Mas, depois que meu cunhado foi embora e conquistei o emprego que tanto desejava na minha área, finalmente pude pagar meu próprio aluguel. Ter privacidade é fundamental e faz um bem enorme. Mudei-me para perto do trabalho em busca de qualidade de vida, já que minha irmã mora bem distante do meu laboratório.
Sou a caçula da família. Tenho 25 anos, chamo-me Carla — mas todos me tratam por Carlinha. Sou morena, tenho 1,60m, sou magra, mas com curvas acentuadas, fruto de muito esforço na academia e de uma alimentação regrada devido ao diabetes tipo 1. Fiz um "limonada do limão" que a vida me deu: hoje ostento um corpo do qual me orgulho muito.
Era minha folga e eu estava perto da casa da minha irmã. Aproveitei para encerrar meu contrato com a academia local e buscar algumas roupas e calçados que haviam ficado para trás. Avisei por mensagem que passaria lá; minha irmã disse que não estaria, mas que o Betinho estaria em casa.
Betinho é meu sobrinho, apenas um ano mais novo que eu. Ele é lindo, dono de um físico invejável e um tom de pele maravilhoso. Confesso que, se não fôssemos parentes, ou se surgisse uma chance na surdina, eu não pensaria duas vezes. Ele é realmente atraente.
Como ainda tinha a chave, fui entrando. Thor, o labrador, fez a maior festa, mas não vi meu sobrinho. Imaginei que estivesse treinando, já que eram quase 10h da manhã. Fui até o quarto onde eu dormia, peguei uma bolsa de viagem e comecei a separar o que precisaria para o cotidiano. No meio do processo, precisei usar o banheiro e entrei direto.
Foi quando o flagrei: ele estava sentado, em um momento de intimidade total, focado no que via no celular. Fiquei paralisada por alguns segundos, hipnotizada pela cena inesperada. Ele deu um pulo e gritou:
— Tia!
Fechei a porta imediatamente, sentindo meu rosto queimar de vergonha. Algum tempo depois, ele saiu do banheiro. O volume no short denunciava que ele ainda estava sob o efeito do que fazia. Senti um calafrio percorrer meu corpo; o desejo que eu já nutria por ele despertou com força total.
Ele parou na minha frente e pediu desculpas. Eu, nervosa e gaguejando, tentei me justificar: disse que eu deveria ter batido, que a mãe dele tinha avisado que ele estaria ali, que eu deveria ter gritado seu nome... Ele começou a rir da minha aflição e da forma repetitiva como eu falava.
Meus olhos não conseguiam sair daquele volume evidente. Àquela altura, o juízo já tinha ido embora. Betinho me abraçou e disse que estava com saudades. Senti seu corpo contra o meu e minhas pernas fraquejaram. Ele me conduziu até o sofá e perguntou se eu estava bem, notando que eu parecia "quente".
Decidi ser direta:
— Roberto, veja bem... Sou jovem, sou mulher e estou há meses sem ninguém. Você aparece assim na minha frente, em um momento desses... Como quer que eu fique?
Ele, com um sorriso audacioso, não disse nada. Apenas se aproximou e permitiu que o desejo guiasse o resto. O que aconteceu naquele sofá foi uma explosão de adrenalina e entrega. Deixamos de lado os rótulos de tia e sobrinho para sermos apenas dois adultos tomados pela curiosidade e pelo prazer. A tensão de estarmos na sala, com o Thor nos observando da varanda, só tornou tudo mais intenso.
Quando terminou, nos beijamos. Brinquei dizendo que ele nunca mais deixasse a porta aberta... a menos que eu estivesse por perto.
Voltei para casa com a cabeça nas nuvens. No caminho, só conseguia pensar se ele teria o mesmo desempenho em um encontro mais calmo. Assim que cheguei, não resisti: mandei uma mensagem convidando-o para conhecer meu novo apartamento na próxima semana. Fiz questão de lembrar que ele guardasse as energias, pois adoro "degustar" cada momento.
Em breve, conto como foi essa visita.
