Cara de Santa, Desejo de Pecadora

Um conto erótico de Carla
Categoria: Heterossexual
Contém 665 palavras
Data: 23/07/2024 06:42:10
Última revisão: 14/03/2026 09:55:00

Desde quatro de janeiro deste ano não nos víamos. Mas, nesse final de semana que passou, eu cedi. Sou a Carla, uma morena de baixa estatura com cara de santa — até porque eu sou santa. Olhando para mim, no primeiro, no segundo ou em qualquer momento, você diria que tenho cara de santa pura. Já ele é um negão chamado Elias; um pilantra, safado e cafajeste.

​Tivemos um caso no passado, mas, por conta de alguns percalços, nos afastamos. Desde então, nunca o esqueci, nem arrumei alguém que soubesse me levar ao ápice do prazer. Falo do orgasmo — aquele em que você fica sem saber o que aconteceu com seu corpo, dos espasmos ao choro. Já aconteceu de tudo comigo estando com ele. A forma como ele me conduz... ele sabe. Verdadeiramente, ele sabe. Aliás, o conto tem exatamente essa entonação. Cheguei a acreditar que algo poderia ter mudado, mas, graças a Deus, estava enganada. Vamos ao relato verídico.

​Resolvi dar uma chance a mim mesma; quero ser bem comida. Infelizmente, na ausência desse traste com quem me relacionei recentemente — e para quem tive que enviar quase um "passo a passo", já que a pessoa não sabia nem para que servia a língua além de falar —, fui obrigada a abrir mão do meu orgulho. Voltamos a conversar. Fui dando chance ao pilantra do Elias. Claro que me fazia de difícil, mas não tive êxito, até porque é impossível esquecer. Juro que tentei. O "tubete de henê pelúcia" é a forma carinhosa como chamo a piroca daquele cafajeste.

​Enfim, voltando ao assunto: marquei com ele. Estava muito nervosa, até comentei com a minha amiga Nata, que incentivou a ida. A piranha também estava feliz; tinha dado o rabo para o seu próprio "tubete de henê". Ela só me incentivava e ainda pediu para eu contar como foi. Eu parecia uma adolescente; senti um calafrio na barriga e um nervosismo aparente. Parecia minha primeira vez, tudo por conta dos seis meses de afastamento e contato zero com o canalha.

​À noite, ele me pegou no local marcado. Eu estava de vestidinho e jaqueta. No caminho para o lugar que ele sugeriu, ele disse que íamos "só conversar". Que mentira deslavada! Só conversar porra nenhuma. Eu estava cheia de maldade — não à toa fui de vestido. Pedi para ele parar o carro em um local deserto e tirei a jaqueta; a desculpa era o calor, mas era tesão mesmo. O pilantra me elogiou e pediu para me abraçar. Nossa, me senti acolhida nos seus braços. Ele aproveitou para me beijar e eu continuei me fazendo de difícil, lembrando que "era só conversa". Mas a mão boba já atuava com força. Ele dizia que eu era gostosa... aquela porra daquela voz no ouvido, arma infalível de todo cafajeste. Seguiu dizendo que não conseguia me esquecer...

​Não resisti, assumo. Começamos no carro mesmo e decidimos ir para outro local onde pudéssemos ficar mais à vontade — embora o vestido já estivesse na cabeça (kkkkk). No trajeto, a cada parada no sinal, era uma chupada naquela piroca linda, até que, no motel, o coro foi de verdade.

​Ele me comendo e dizendo que estava com saudades... mas ele sabe me maltratar. Nossa, hoje vejo como estou marcada. São vários hematomas pelo corpo; parece que fui atropelada por um rolo compressor. Gente, é um relato verídico: meu cu está em chamas! Parece uma couve-flor, não consigo nem tocar. O cara parecia que ia entrar pelo meu cu alma adentro. Pqp, tomei no rabo de todas as formas possíveis e imagináveis.

​Confesso que quase pedi arrego, mas não posso. Como diz a puta da minha amiga Nata: minha mãe não me fez fraca. Encarei, e bem encarado, por mais de uma hora. Já estou torcendo para encontrar o pilantra novamente e aproveito para deixar aqui a pergunta tradicional:

​Por que os piores seres masculinos do mundo fodem tão bem? Por que são tão marcantes e não conseguimos esquecê-los? Por que, por que, por que?

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