Desde quatro de janeiro deste ano não nos víamos. Mas, nesse final de semana que passou, eu cedi. Sou a Carla, uma morena de baixa estatura com cara de santa — até porque eu sou santa. Olhando para mim, no primeiro, no segundo ou em qualquer momento, você diria que tenho cara de santa pura. Já ele é um negão chamado Elias; um pilantra, safado e cafajeste.
Tivemos um caso no passado, mas, por conta de alguns percalços, nos afastamos. Desde então, nunca o esqueci, nem arrumei alguém que soubesse me levar ao ápice do prazer. Falo do orgasmo — aquele em que você fica sem saber o que aconteceu com seu corpo, dos espasmos ao choro. Já aconteceu de tudo comigo estando com ele. A forma como ele me conduz... ele sabe. Verdadeiramente, ele sabe. Aliás, o conto tem exatamente essa entonação. Cheguei a acreditar que algo poderia ter mudado, mas, graças a Deus, estava enganada. Vamos ao relato verídico.
Resolvi dar uma chance a mim mesma; quero ser bem comida. Infelizmente, na ausência desse traste com quem me relacionei recentemente — e para quem tive que enviar quase um "passo a passo", já que a pessoa não sabia nem para que servia a língua além de falar —, fui obrigada a abrir mão do meu orgulho. Voltamos a conversar. Fui dando chance ao pilantra do Elias. Claro que me fazia de difícil, mas não tive êxito, até porque é impossível esquecer. Juro que tentei. O "tubete de henê pelúcia" é a forma carinhosa como chamo a piroca daquele cafajeste.
Enfim, voltando ao assunto: marquei com ele. Estava muito nervosa, até comentei com a minha amiga Nata, que incentivou a ida. A piranha também estava feliz; tinha dado o rabo para o seu próprio "tubete de henê". Ela só me incentivava e ainda pediu para eu contar como foi. Eu parecia uma adolescente; senti um calafrio na barriga e um nervosismo aparente. Parecia minha primeira vez, tudo por conta dos seis meses de afastamento e contato zero com o canalha.
À noite, ele me pegou no local marcado. Eu estava de vestidinho e jaqueta. No caminho para o lugar que ele sugeriu, ele disse que íamos "só conversar". Que mentira deslavada! Só conversar porra nenhuma. Eu estava cheia de maldade — não à toa fui de vestido. Pedi para ele parar o carro em um local deserto e tirei a jaqueta; a desculpa era o calor, mas era tesão mesmo. O pilantra me elogiou e pediu para me abraçar. Nossa, me senti acolhida nos seus braços. Ele aproveitou para me beijar e eu continuei me fazendo de difícil, lembrando que "era só conversa". Mas a mão boba já atuava com força. Ele dizia que eu era gostosa... aquela porra daquela voz no ouvido, arma infalível de todo cafajeste. Seguiu dizendo que não conseguia me esquecer...
Não resisti, assumo. Começamos no carro mesmo e decidimos ir para outro local onde pudéssemos ficar mais à vontade — embora o vestido já estivesse na cabeça (kkkkk). No trajeto, a cada parada no sinal, era uma chupada naquela piroca linda, até que, no motel, o coro foi de verdade.
Ele me comendo e dizendo que estava com saudades... mas ele sabe me maltratar. Nossa, hoje vejo como estou marcada. São vários hematomas pelo corpo; parece que fui atropelada por um rolo compressor. Gente, é um relato verídico: meu cu está em chamas! Parece uma couve-flor, não consigo nem tocar. O cara parecia que ia entrar pelo meu cu alma adentro. Pqp, tomei no rabo de todas as formas possíveis e imagináveis.
Confesso que quase pedi arrego, mas não posso. Como diz a puta da minha amiga Nata: minha mãe não me fez fraca. Encarei, e bem encarado, por mais de uma hora. Já estou torcendo para encontrar o pilantra novamente e aproveito para deixar aqui a pergunta tradicional:
Por que os piores seres masculinos do mundo fodem tão bem? Por que são tão marcantes e não conseguimos esquecê-los? Por que, por que, por que?
