​O Ingressos, o Cinema e a Largada Queimada

Um conto erótico de Vanessa
Categoria: Heterossexual
Contém 581 palavras
Data: 27/07/2024 17:17:32
Última revisão: 14/03/2026 09:26:25

Caramba, o que você fez?

​Sou a Vanessa, uma ruiva linda de 35 anos, um pouquinho acima do peso. Este relato aconteceu em uma oportunidade na qual — sabe como é — a gente não quer, mas acaba vencida pelo cansaço. Pois bem, fui vencida pela insistência e resolvi dar uma chance para o Sérgio. Ele era um amigo, era assim que eu o via; não tinha o menor interesse nele, mas o cara era xavequeiro, insistia, batia na minha porta todos os dias: "vamos fazer isso", "vamos aquilo".

​Eu disse por diversas vezes que não queria e cheguei a comentar meu interesse em outra pessoa (mal sabia ele que o outro era o maior "piranha" e não queria nada comigo), mas o Sérgio seguia firme na ideia de me conquistar. O famoso ditado popular "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura" era o seu lema. Resolvi aceitar o convite, embora tenha desmarcado duas vezes, mas o caboclo estava certo de que ia conseguir.

​Sérgio era uma pessoa do bem, trabalhador, devia ter a minha idade, honesto, alto e magrelo. Não fazia o meu tipo. Já sem nenhum argumento ou desculpa esfarrapada — e ele já sabia que eram esfarrapadas —, eu fui ao cinema. Isso já tem algum tempo; resolvi contar porque gosto de ler contos e o meu, com certeza, tem uma conotação diferente do que se espera.

​No horário marcado, lá estava ele. Cumprimentos com beijos no rosto, a frase dizendo que eu estava linda e, de braços dados, fomos para o shopping. Pipoca, refrigerante, ingressos comprados... o filme começa. No escuro, ele segurou minha mão e começou a sussurrar no meu ouvido que eu estava cheirosa. Virei o rosto e o beijei.

​Ele era muito "marcha lenta", devagar. Já que eu estava ali, achei que ele deveria ser mais incisivo, mais direto, mais macho. Lasquei um beijo na boca dele que fez o balde de pipoca virar no chão. Depois disso, o menino despertou! Tive que contê-lo, pois o "fogo na rabiola" acendeu. Meu medo era chamarmos a atenção de quem estava próximo à nossa poltrona e, como eu estava de saia, já vi a hora de ele enfiar a mão na minha calcinha.

​O filme acabou, lanchamos na praça de alimentação e voltamos para casa. Aí sim, dei uns amassos gostosos nele. Caramba, o Sérgio era bom na pegada! Beijo aqui, beijo ali, a pobre da mão boba ficou fadigada. Rolou até chupada nos peitos em plena rua; deu até calor! Fiquei feliz porque, já que no início ele estava patinando, algo finalmente engrenou.

​Como já estava tarde e eu não ia transar com ele naquele dia, resolvi enfiar a mão no bolso dele para pegar a minha chave. Estava tudo melado.

​— Eu sujei a minha mão com a sua porra! Caramba, o que você fez? — perguntei em alto e bom som.

​Ele ficou sem graça. Limpei a chave e a minha mão na roupa dele. Ele pediu desculpas, entrei pelo portão e o deixei na rua. No outro dia, ele mandou mensagem pedindo desculpas novamente; eu disse que não tinha problema. Ele já insiste no próximo encontro, mas eu estou com medo: só no beijinho ele "estourou a champanhe" antes da hora (kkkkk).

​Imagina se eu prendo o cabelo e "caio de boca" agachada... será que o menino aguenta? Ah, eu vou descobrir. Se ele gozar rápido, geral vai saber. Só espero que, da próxima vez, ele não queime a largada.

​Beijos e até a próxima!

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