Depois dos quarenta anos — sim, aliás, na véspera dos 41, para ser bem exata — passei a viver a "Síndrome de Estocolmo".
Lembro que no dia 11 de julho de 2022, ao final da tarde de uma segunda-feira, eu estava na casa de uma amiga e comentei pelo WhatsApp que estava próxima à casa dele. Fui convidada de uma forma áspera para conhecê-la; me refiro ao meu algoz. Ele foi bem rude. Logo na entrada, fui beijada de forma inesperada: sem preliminares, toques ou gracejos. Fui jogada contra a parede, ali mesmo, no portão de entrada de uma vila de casas, e fui "atacada", kkkk. Já dentro do "alçapão", levei um tapão na cara. Quando fui questionar, levei outro. Nunca imaginei levar tapas na cara durante o sexo, mas hoje não vivo sem. Pqp, já saí de transas com esse cafajeste com a face inchada de tanto apanhar. Pasmem: eu já cheguei ao ponto de pedir para apanhar.
Façamos jus: nesse dia ele me chupou divinamente e, claro, me comeu gostoso, sem frescuras e sem pedir autorização. Saí da casa dele sabendo que iria tomar no cu no próximo encontro. Mais uma vez, fui surpreendida pela ação dessa síndrome: eu não gostava de dar o cu. Dei no passado, mas sem qualquer tesão; dei apenas para agradar. Desta vez, eu daria sem saber o que me esperava, imaginando o quanto sofreria, já que carinho passa longe desse algoz.
Pensem em uma piroca grossa e enorme entrando no seu cu: era exatamente o que eu pensava. Hoje, eu tenho orgasmos múltiplos. Não foi uma, nem duas vezes... eu já "perdi o endereço de casa" depois de uma tarde fodendo no motel. Só dando o cu! Já cheguei em casa destruída, esgotada, com vários hematomas pelo corpo e com meu rabo arrombado. Aliás, ele me chama de "arrombada". Só quer comer meu cu, sem qualquer aditivo facilitador; nada de gel ou cuspe, é verdadeiramente a seco. Às vezes ele dá uma linguada, mas geralmente recebo um "spoiler" antes do encontro. Mais uma vez — sim, impressionante — eu gozo de verdade. Como citei, tenho orgasmos múltiplos, outra novidade que meu corpo apresentou. As pernas ficam trêmulas, não consigo controlar, a buceta pulsa de forma involuntária e ele ainda me chupa, ingerindo toda a gosma e passando a língua na minha vulva como se estivesse limpando a tampa de um iogurte.
Seu lema: "Cu é para comer, e a buceta foi feita para ser chupada". Ele me chupa de uma forma que eu nem imaginava ser possível; ele não erra o local. Eu não preciso ficar dizendo "não para" ou "aí, aí"; tudo parece sincronizado.
Outra coisa que nunca fiz — e confesso que tinha nojo — foi engolir. Quando ouvi que iria fazer, fiquei sem reação. No primeiro momento, cuspi. Ele segurou meu pescoço e levei um tapa na cara. Da segunda vez em diante, nem ousei recusar; virou desejo. Que coisa, gente! Abrindo um parêntese: tenho uma amiga que comenta: "Você sempre foi puta, o negócio é que agora foi ativada por conta desse canalha". Acho que ela está certa. Voltando ao assunto: sim, estou falando do esperma. Nunca imaginei, tinha nojo. Mas o dele é doce, é saboroso, dá água na boca. Eu engulo e deixo o pau dele limpinho. Eu pergunto: o que está acontecendo comigo?
Eu peço para ele me marcar com chupões no pescoço. Não sou mais adolescente, mas eu gozo com isso. Tudo o que jamais imaginei fazer, eu fiz. Chupei o pau dele no trabalho — local que sempre respeitei e onde sempre andei segundo as normas. Lembro do dia em que ele me puxou pela roupa, beijou minha boca, colocou meus seios para fora e os chupou. Enfiou a mão dentro da minha calça e me masturbou. Eu fiquei estática, sem ação. Sinto-me dominada por ele, submissa. Nos meus relacionamentos anteriores, eu é que dava as coordenadas, ouvia pedidos de "pode isso, pode aquilo". Hoje sou invadida, e era o que eu sempre quis, mas não sabia se podia querer essas coisas.
Já andei imitando cadela com coleira no pescoço — como a cadela no cio que sou. Tive squirts e nem sabia que porra era aquela acontecendo comigo: a cama toda molhada e ele me chupando. Antes, eu implorava por uma chupada que não passava do nível "mais ou menos". E as reações dos orgasmos? Perda de sentidos, pernas bambas, contorções como se estivesse sendo eletrocutada. Ele diz que estou "incorporando algo". Eu sei que é indescritível, transcendental; sinto choques pelo corpo.
E as ligações dele? Refiro-me às inesperadas. O poder que a voz de um homem tem não é de conhecimento de todos, mas ele sabe usar a dele. Que voz grave! O FDP já sabe: atendo ouvindo o "spoiler" do próximo encontro, xingamentos... acordo com áudios de dois minutos detalhando tudo o que eu sou. Algumas vezes, precisei trocar de calcinha porque molhou.
Outra etapa nova na minha vida sexual pós-quarenta: eu me masturbo. Eu nunca tinha feito isso e condenava quem fazia; achava desnecessário. E tem o nude: hoje eu envio nudes! O sexo não começa na cama; aprendi isso com ele. Algumas amigas não acreditam, e eu as entendo perfeitamente, pois já fui assim. Geralmente só acreditamos quando vivemos. Hoje entendo que, sem entrega, não chegamos a lugar nenhum.
Já estou desejando os próximos tapas, os próximos orgasmos e as próximas experiências. Se houver dor, ela passará, mas a experiência vívida nem o Alzheimer apagará.
Sou a Nata: uma preta linda, maravilhosa, gostosa e bem comida. Fui!
