Sou profissional da saúde há algum tempo e nossa equipe sempre promove eventos para celebrar o aniversário dos colaboradores. Saindo daquela esfera de "bolo da tarde" no estar, feita de forma corrida com um parabéns em tom baixo para não chamar a atenção do chefe, passamos a adotar algo mais extravagante, como passeios e eventos em sítios.
Este relato aconteceu na minha casa. Sou a Carina, casada com o Paulo. Meu marido aceitou receber a equipe de trabalho para uma tarde com piscina e churrasco. A equipe veio quase toda; havia cerca de vinte pessoas na minha casa. Foi uma tarde animadíssima! Rimos muito, as histórias do plantão reinaram, as gafes também e, claro, sobraram comentários sobre a chefia, os pacientes e os acompanhantes que vão ao hospital atazanar o trabalho do povo.
O pagodinho comeu solto, cerveja gelada, povo se esbaldando na piscina... Suzane, como sempre, abusou no biquíni cavado; também, uma morena linda com uma bunda de respeito tem que exibir. Até eu admirei — que rabo! Que fique registrado: gosto de macho. Os meninos estavam bem-comportados, até porque a maioria levou suas parceiras, já o Luiz e o Davi ficaram "manjando" as rolas dos rapazes de sunga. Os dois são gays, estavam sozinhos e, sempre que podiam, falavam putaria sobre o tamanho da piroca dos rapazes. Até para o meu marido eles olharam, e eu mandei que canalizassem o foco para outro lugar. Meu marido atacou de garçom na festa, ajudou muito, e eu aproveitei para beber e curtir, obviamente, além de ser a anfitriã. Dancei, brinquei, pulei na piscina... me esbaldei. Precisava relaxar o corpo.
No cair da tarde, algumas pessoas foram embora e três colegas — a "tanajura" da Suzane, o Luiz e o Davi — preferiram ficar, por conta da distância e por morarem em áreas de difícil acesso. Paulo e eu aceitamos de boa. Coloquei a Su no quarto de hóspedes e os outros dois dormiram na sala. Perguntaram se podiam dormir de cueca; eu não me incomodei, e o maridão também não. Guardamos tudo, ainda varri todo o espaço e, já de madrugada, tomei banho e caí na cama exausta.
Provavelmente pelo cansaço, apaguei. Confesso que peguei no sono rápido por conta da bebida alcoólica. No meio da noite, deu uma sede — a ressaca já dominando meu corpo. Levantei e não vi meu esposo na cama. Desci as escadas ainda sonolenta. São uns 18 degraus que saem direto na sala. Quando cheguei lá, deparei-me com uma cena em que não quis acreditar. Antes fosse um sonho; pensando melhor, foi um grande pesadelo: meu marido mamava o Luiz, enquanto o Davi penetrava o seu rabo.
Como eles estavam de costas para a escada, eu voltei andando de costas e sentei em um degrau. Deu-me um negócio estranho, um nó na garganta; não sabia como agir e não tinha forças. As lágrimas desceram pelos meus olhos. Meu maridão de passivo? Nunca percebi que ele gostava de chupar e tomar no rabo. Sempre foi macho comigo, sempre me saciou. Passou um filme na minha cabeça.
Levantei e, gritando, fiz a tradicional pergunta: que porra estava acontecendo ali? Meu marido deu um pulo. O Davi, sem cerimônia e de pau duro, disse que o meu esposo o acordou mamando e masturbando o Luiz. Ele me pediu desculpas. O Luiz, mais sonso, só ria — não sei se de nervoso. Eu só pensava: "Caralho, meus colegas de plantão!". O FDP do Paulo saiu correndo para o quarto. Expulsei os dois pilantras da minha casa. Graças a Deus a Suzane não acordou. Fiquei chorando na sala.
Dois dias após o ocorrido, meu esposo tentou explicar o inexplicável. Eu estava me arrumando para trabalhar e encarar os dois cafajestes no plantão de 24 horas. Eles são da minha equipe. Imaginem: a dupla que enrabou meu esposo dentro da minha casa.
Resumindo: não me separei, mas não tenho mais tesão no meu marido. Ele dorme no quarto de hóspedes e a cena que visualizei não sai da minha mente. Acredito que ele deveria se assumir, porque eu preciso encontrar um macho que me domine e, principalmente, me faça feliz. Tudo isso foi verídico. Não consigo esquecer e, no trabalho, poucos ficaram sabendo do episódio.
