Minhas coleções de calcinhas, amantes e putinhas

Um conto erótico de Geraldo
Categoria: Grupal
Contém 8315 palavras
Data: 27/03/2025 14:13:50
Última revisão: 27/03/2025 20:17:33

Meu nome é Geraldo, mas aqui no prédio todo mundo me chama de seu Geraldo. Tenho sessenta e dois anos e trabalho como porteiro neste condomínio desde 1988. Ou seja, já vi esse prédio nascer, crescer e mudar com o tempo. E, claro, já vi muita coisa acontecer por aqui, umas boas, outras nem tanto, mas todas interessantes. Sou nordestino, de Pernambuco, cheguei nesta cidade quando era bem jovem, buscando trabalho e uma vida melhor. Nunca fui homem de muito estudo, mas sempre tive lá minha esperteza. E foi essa esperteza que me manteve por tanto tempo nesse prédio.

Fisicamente, tenho estatura mediana, corpo um pouco avantajado na barriga – culpa das cervejinhas no fim do expediente –, mas ainda dou pro gasto. A pele é morena queimada de sol, os cabelos são grisalhos, já raleando aqui e ali, mas ainda dá pra ver que um dia foram pretos. Os olhos são pequenos, ligeiros, sempre atentos. Mãos calejadas do trabalho e um sorriso fácil quando preciso ser simpático. Mas o que ninguém sabe – ou finge não saber – é que por trás dessa cara de porteiro prestativo, eu sou um verdadeiro colecionador. E minha coleção não é de selos, moedas ou figurinhas... é de calcinhas.

Tudo começou lá atrás, quando eu era jovem e descobri que nada me excitava mais do que uma peça de roupa íntima usada por uma mulher que eu havia levado para cama. O cheiro, o toque, a lembrança do momento... tudo isso me fascinava. Então, decidi guardar algumas, como lembranças de conquistas. Era quase como um troféu para mim. No começo, era só uma ou outra, mas com o tempo, virou um costume.

Mas não se engane, tenho minha ética. Nunca revelo os nomes das discretas para ninguém. O que acontece entre quatro paredes, fica entre quatro paredes. Além disso, nunca roubo nem pego calcinhas usadas sem permissão. Cada peça que entra na minha coleção foi dada de bom grado, como um presente da dona. É isso que faz a coleção ter valor: a lembrança de que cada uma foi conquistada de forma legítima.

Cada pedaço de renda, cada fiozinho de algodão, cada microfibra tem uma história. História de gemidos abafados, de beijos roubados no corredor de serviço, de tardes preguiçosas em apartamentos cujos maridos estavam longe.

Hoje, tenho uma coleção respeitável, bem escondida em um velho baú de madeira no quartinho dos fundos da minha casa. Cada peça fica separada em um saquinho plástico individual, devidamente etiquetado com o nome da dona e a data em que foi "conquistada". Assim, mantenho tudo catalogado e organizado, sem misturar os troféus. Toda semana, abro o baú para revisitar minhas conquistas, garantindo que cada uma esteja bem conservada. A minha esposa? Ah, ela não sabe de nada. Nunca desconfiou. Sempre deixei tudo bem organizado para não levantar suspeitas.

E aqui no prédio, sempre teve muita mulher bonita. Quando cheguei em 1988, as primeiras gerações de moradoras já tinham algumas que valiam a pena, mas foi com o tempo que a coisa ficou interessante. Trabalhar aqui me deu acesso a algumas das mulheres mais gostosas que já conheci. Algumas delas cederam fácil, outras foram desafios saborosos. Até hoje, lembro da primeira moradora que me deu essa honra: Dona Margarida, viúva, uns quarenta e poucos anos na época. Depois dela, vieram tantas outras...

Hoje em dia, a minha lista de conquistas no prédio é invejável. A Odete, claro, sempre foi uma das minhas favoritas. Mulher fogosa, cheia de vida, dona de casa com fogo imperecível. A Ângela também teve seus momentos de entrega, sempre com um sorrisinho maroto e uma desculpa na ponta da língua. E não foram só elas, não. Já passaram por mim a dona Lourdes, que hoje já tá beirando os sessenta, mas que há dez anos era um furacão; a dona Cida, que fazia bolos deliciosos e tinha um tempero ainda melhor na cama; e a Joélia, que foi zeladora aqui por um tempinho e gostava de um "chamego" depois do expediente.

Não posso esquecer da Dalva, que fazia faxina na cobertura e gostava de um carinho antes de voltar pra casa; da Irene, que apesar do jeitinho brabo, se derretia fácil na hora certa; da dona Vera, que tinha um marido molenga e buscava em mim o que ele não dava. E teve também a Lurdinha, que trabalhou um tempo no 1004.

Claro, por causa do meu físico e da minha idade, a maioria das mulheres que consigo pegar já passou dos quarenta e tantos anos.

Agora, tem umas três que eu gostaria de destacar. A primeira é a Andréia, que, apesar dos 40 anos completados há seis meses, ainda tinha um corpo de dar inveja, especialmente aquela bundona que balançava quando andava, hipnotizando qualquer um. Era a Paolla Oliveira da nossa cidade. O maridão dela viajava quase vinte dias por mês, e isso a deixava carente de sexo. Então, a grilo falante da putaria, Odete, lentamente a fez se tornar mais... liberal. Fazia um ano que ela aproveitava pra me chamar pra uma visita mensal, sempre me esperando com uma lingerie provocante.

Mas as duas maiores surpresas da minha coleção estão guardadas com carinho especial. A primeira é a Carolina, uma mulher inteligente, culta, sofisticada e de uma beleza que faz qualquer homem perder o rumo. Com seus 30 anos e recém-divorciada, num momento frágil, ela preferiu cair nos meus braços numa noite de conversa e carícia do que ter que sair procurando no Tinder. Uma mulher como ela, linda, inteligente e gostosa, acima de qualquer coisa que eu poderia sonhar, entregando-se a mim, foi algo que até hoje me deixa arrepiado só de lembrar.

E, claro, a Lisandra, essa sim foi um presente dos deuses! Com apenas 23 aninhos, estudiosa, fazendo curso de odontologia e cheia de planos para o futuro. Uma loirinha que deveria ser modelo de tão branquinha e magrinha. Ela era tão fora do meu alcance que, se não tivesse acontecido, eu jamais acreditaria. Mas aconteceu.

Essas duas calcinhas estão num lugar de destaque na minha coleção, como troféus raros e valiosos, símbolos de conquistas que ultrapassam qualquer expectativa realista que eu poderia ter.

Mas ainda tem algumas que são meu sonho de consumo. Jéssica, por exemplo, essa médica é um desafio e tanto. Seria um sonho. Se a Rebecca é a evangélica mais bonita que eu já vi morando por aqui, a Eliana é a mulher mais gostosa que eu já vi na vida.

Aqui no prédio, rola uma pequena competição entre os porteiros e zeladores. Seu Zé Maria, por exemplo, também corre atrás das mesmas mulheres, mas ele é mais discreto, tem medo de ser pego. Eu já não tenho tanto medo assim. Sei me virar, sei como esconder meus rastros. No fundo, não me importo de ser o maior comedor ou coisa do tipo. Só com a minha coleção e as lembranças e histórias que vieram com ela.

E assim sigo minha vida, trabalhando como sempre, vigiando as idas e vindas do prédio, garantindo que ninguém perceba os meus pequenos segredos. Afinal, quem desconfiaria do velho seu Geraldo, o porteiro simpático e prestativo?

Era sexta-feira de tarde, por volta das 17h30, e eu e o Zé Maria távamos no estacionamento do prédio olhando um novo ponto de vazamento. Semana passada já tinha dado um baita problema bem em cima da vaga da Carolina. Eu e o Zé Maria não éramos engenheiros, mas de cano quebrado e infiltração a gente entendia.

— Isso aqui tá estranho, Geraldo. — disse o Zé Maria, passando a mão na parede úmida. — Parece infiltração, mas também pode ser encanamento velho.

— É, tá com cara de que essa água já tá correndo faz tempo. O condomínio devia ter trocado esses canos há anos.

Enquanto a gente discutia, ouvimos passos. Era o Lucério. Mas, rapaz, dessa vez ele tava diferente. Nunca vi aquele cabra tão arrumado. Geralmente, andava meio desgrenhado, camisa amassada, sapato gasto. Mas ali… Terno bem passado, sapato engraxado, cabelo alinhado. Até parecia gente! Fiquei até desconfiado.

— Boa tarde, senhor Lucério — cumprimentei, mantendo um tom respeitoso.

Ele parou, nos encarou com aquele olhar que sempre parecia que tava medindo as pessoas e cumprimentou com um aceno de cabeça.

— Boa tarde, senhores.

Ele então notou a mancha na parede e apontou para ela.

— Isso parece grave. Já estava assim ou é recente?

Zé Maria e eu trocamos olhares antes de eu responder.

— É o segundo vazamento que aparece nos últimos dias. E, pelo estado da parede, também tem infiltração.

Lucério coçou o queixo.

— Deve ser encanamento velho.

Zé Maria e eu concordamos, já tínhamos chegado na mesma conclusão. Lucério suspirou e ajeitou a gola do terno.

— Se a gente fizer manutenção preventiva, paga a mais agora, mas evita um prejuízo cinco vezes maior depois. Vou levar isso pra próxima reunião do condomínio. Melhor prevenir do que remediar.

— Mudando de assunto, senhor Lucério… O senhor está muito elegante hoje. Alguma ocasião especial?

Ele sorriu de um jeito quase descontraído, ajeitou a gravata e respondeu com um bom-humor incomum:

— Vou jantar com a mulher mais linda dessa cidade. Espero que seja uma noite memorável.

Eu e Zé Maria nos entreolhamos, curiosos.

— Mulher mais linda da cidade? — perguntei.

Lucério soltou uma risada baixa, deu de ombros e seguiu caminho. Eu e o Zé Maria ficamos olhando ele se afastar.

— Esse homem tá aprontando. — murmurou Zé Maria.

— Ele sempre tá aprontando. Só resta saber com quem.

Perto das 18h30, eu já tava na portaria, terminando meu turno. O sol já tinha sumido, mas ainda estava quente. Tava ali, de olho no movimento, quando vejo o síndico Alberto se aproximando.

Seu Alberto era um cara de 48 anos, quase em forma, mas não exatamente atlético. Tinha ombros largos, mãos grandes e um bigode feio, ralo e desalinhado, que parecia estar ali mais por teimosia do que por estilo. O cabelo começava a rarear nas têmporas, mas ele insistia em pentear para o lado.

— Seu Geraldo, boa noite! Preciso falar rapidinho com você sobre os elevadores. Alguns moradores tão reclamando que eles estão mais lentos em certos momentos do dia, mas eu mesmo não senti diferença. — Ele coçou o queixo, o bigode se mexendo junto.

— Boa noite, seu Alberto! Ih, rapaz, eu também não senti não. Mas tem hora que a portaria fica mais agitada, né? Pode ser só impressão.

— Pois é, tô nessa dúvida. Não sei se já chamo a manutenção pra dar uma olhada ou se espero mais um pouco pra ver se isso persiste. — Ele olhou distraidamente para o elevador, pensativo.

— Se quiser, eu fico de olho e anoto os horários que o pessoal reclama mais. Assim, a gente tem certeza.

Foi aí que a dona Jéssica apareceu na entrada. Rapaz... que visão!

Tava num vestido vermelho de tecido colado, daqueles que parece que foi costurado direto no corpo. Justo nos lugares certos, soltinho nos outros, um decote que não era exagerado, mas deixava claro que ela sabia que era tão bem feita quanto uma escultura. As pernas torneadas realçadas pelo salto fino, e aquele cabelo castanho caindo solto, balançando de leve com cada passo.

— Boa noite, seu Geraldo! Boa noite, seu Alberto! — falou, sorrindo, parando na frente do balcão. Até a voz dela parecia mais macia hoje.

— Boa noite, dona Jéssica! Mas que elegância toda é essa? Parece que vai pro Oscar! — soltei.

— Boa noite, Jéssica! — respondeu seu Alberto, com aquele olhar de bobo apaixonado que ele achava que escondia bem. — Você está... deslumbrante.

Eu só olhei de canto de olho e segurei o riso. Meu Deus do céu, o jeito como esse homem falava com ela, como se tivesse ensaiado a semana inteira no espelho... soava patético.

Ela riu, ajeitou uma mecha de cabelo.

— Vou jantar com um amigo. Achei que podia caprichar um pouquinho. — Pegou o celular e mexeu na tela, chamando um Uber.

Ah, um "amigo", hein? Eu podia até fingir que acreditava, mas conhecia bem esse papo. Jantar com "amigo" vestida desse jeito? Sei, sei.

— Amigo sortudo, viu? Se veste assim pra ir jantá comigo, dona Jéssica — falei, rindo.

— E o senhor ia me levar num restaurante bom? — rebateu ela, com aquele jeito brincalhão que ela tem.

— E-eu... com certeza levaria! — engasgou seu Alberto, a voz saindo um pouco mais fina do que queria. O olhar dele brilhou por um segundo, mas logo tentou disfarçar ajeitando o bigode. — Digo, um jantar assim... seria... memorável.

Meu Deus do céu, que vergonha alheia! Tive que tossir pra não rir. Se desse mais um passo, ele pedia a mulher em casamento ali mesmo.

— E precisa de restaurante caro pra jantá bem? Eu mesmo faço um baião de dois que dá de dez a zero nesses restaurante chique. — Falei, mas, no fundo, me bateu um pensamento. Primeiro, a Lisandra me cobrando o tal do date. Agora, a dona Jéssica soltando essa... Será que tá virando moda? Agora, toda mulher quer comer bem antes de ser comida?

Ela riu, colocando a mão no quadril. A postura dela era sempre leve, mas hoje tinha um brilho diferente no olhar, um jeito de quem sabe que tá chamando atenção.

— Olha só! Então, qualquer dia vou cobrar esse jantar, hein?

— Pois é só marcá! Mas tem que vir vestida de acordo. Vou botar minha melhor camisa pra combinar.

O celular dela vibrou e ela olhou a tela.

— Meu carro tá chegando. — Olhou pra mim de novo, agora um pouquinho mais séria. — O senhor tá bem? Parece cansado hoje.

Suspirei. Ela tem disso, é atenciosa, não é só mais uma madame do prédio.

— Ah, é a idade pesando, dona Jéssica. Mas a gente vai levando, né?

Ela sorriu de leve, deu uma batidinha de leve no balcão.

— Cuida do senhor, viu? Amanhã, trago um docinho pra animar o dia.

— Se for aqueles brigadeiro que a senhora trouxe outro dia, pode trazer uma bandeja.

— Fechado! Boa noite, seu Geraldo! Boa noite, seu Alberto!

— Boa noite, dona Jéssica! Aproveita o jantar!

A Jéssica lançou um olhar divertido para o síndico e, antes de sair, piscou para ele de leve.

— Boa noite, Jéssica. — O síndico respondeu, com um sorriso que parecia mais bobo ainda agora. O rosto dele ficou vermelho na hora, e ele limpou a garganta, tentando disfarçar o brilho idiota no olhar.

Ela saiu pela porta, caminhando até o carro que parou ali na frente. Fiquei observando ela entrar e o veículo sumir na esquina. Bicho, aquele vestido vermelho ia ficar na minha cabeça por um tempo...

E aposto que na do seu Alberto também. Mas no caso dele, acho que até com trilha sonora romântica junto.

Meia-hora depois, eu continuava na portaria, quando vi a Odete saindo com aquele andar de mulher satisfeita. Dava pra ver que ela ia aproveitar a noite com gosto. Ajeitava os cabelos e sorria daquele jeito que só ela sabia, toda cheia de si. Quando chegou perto, trocamos um olhar rápido, e eu entendi tudo sem precisar de palavra.

— Amor, indo trabalhar essa hora? — Carlos perguntou, forçando uma cara de surpresa.

— Pois é, Carlos — Odete entrou na encenação sem nem piscar. — Um serviço extra de última hora. Não posso recusar.

A Rebecca, coitada, nem desconfiava de nada. Só sorriu, achando que era conversa normal.

— Ah, que coisa. Mas pelo menos é bom ter algo fixo, né? Sempre ajuda.

— Sempre — respondeu Odete. Ah, essa mulher era um perigo.

Olhei pras duas que chegavam e me apoiei no balcão. Carolina e Rebecca. Que visão, meu Deus. A Carolina tava com uma blusinha amarela de alcinha grudada no corpo. Seios fartos, arrebitados, pele lisinha e bronzeada, daquele tipo que o sol beijava com carinho. Usava um shortinho preto justo que deixava aquelas coxas à mostra.

Já a Rebecca era outra história. Mais recatada, mas não menos tentadora. Vestia uma legging preta bem justa e uma camiseta preta de academia também justa, que deixava bem claro que os peitinhos eram firmes. Aquela era do tipo que nem sabia o estrago que fazia num homem.

— Boa noite, seu Carlos. Boa noite, dona Rebecca. Boa noite, dona Carolina — cumprimentei, ajeitando o boné.

— Boa noite, seu Geraldo — responderam todos.

Meus olhos foram pra Rebecca. Lembrei que ela tava hospedada com o Jonas e família.

— Dona Rebecca, a senhora ainda tá lá no apartamento do Jonas, né?

Ela confirmou, sem entender muito bem.

— Pois então, o Jonas, a dona Cinthia e o seu Raimundo saíram. Não tem ninguém lá.

Rebecca franziu a testa, confusa.

— Ué… mas a Cinthia sempre fica em casa.

Fiz cara de quem lamentava e comecei a remexer as chaves na gaveta, só pra garantir.

— A senhora tem uma cópia da chave?

— Não… nunca precisei, sempre tem alguém lá — ela respondeu, já percebendo que tinha se lascado.

Carlos, que também viu o problema, tentou ajudar.

— Você quer mandar uma mensagem pra eles?

— Vou tentar — Rebecca pegou o celular, enquanto eu seguia mexendo nas chaves só por desencargo.

— É, dona Rebecca, não deixaram nada comigo, não.

Ela suspirou ao olhar o celular.

— O único que respondeu foi o senhor Raimundo. Disse que só chega em quatro horas.

A Carolina fez uma careta.

— Quatro horas? Nossa, mas eles foram pra onde?

— Alguma coisa de família, parece. Esqueceram completamente que eu estava aqui — ela balançou a cabeça. — E agora?

Foi quando a Odete, antes de sair, sugeriu:

— Ah, Rebecca, fica lá em casa. Não tem problema nenhum.

— Jura? — Rebecca sorriu, aliviada. — Eu aceito, então. Obrigada.

A Carolina olhou pro Carlos, zombeteira.

— Olha aí, Carlos, ganhou companhia.

— Pois é… — resmungou ele, enquanto iam embora.

Fiquei ali mais um instante, vendo ele e Rebecca sumirem pelo corredor. Depois, puxei uma caixinha pequena de dentro do balcão e chamei a Carolina.

— Dona Carolina, quase esqueço, isso aqui chegou pra senhora hoje de tarde. Pequena encomenda.

Ela pegou a caixa e sorriu.

— Obrigada, seu Geraldo. Sempre atento, né?

— Ah, obrigada, seu Geraldo! Nem lembrava disso. — Ela pegou o envelope e sorriu. Sorriso bonito, aquele olhar esperto…

— Opa, é meu trabalho, né?

Quando ela saiu, olhei para o relógio e depois pro zelador, Astolfo, que descansava ali perto.

— Ô, Astolfo, fica na portaria aí um pouquinho. Lembrei de uma coisa que preciso resolver lá no 15º andar.

Ele me olhou meio desconfiado, mas deu de ombros.

— Beleza, seu Geraldo.

E assim, ajeitei o boné e segui pro elevador.

Quando cheguei no elevador, dei de cara com a Carolina e a Andréia.

Se os seios fartos da Carolina faziam o tecido da sua blusinha de academia esticar, a Andréia não ficava atrás. Com um shortinho jeans e uma blusa decotada que deixava parte do sutiã rendado à mostra, ela parecia provocar só de existir. Seu shortinho mal dava conta de conter o volume generoso do seu belo rabão, redondo e empinado, que parecia desafiar a gravidade.

A conversa ia tranquila. Coisas sobre o calor, sobre a academia do prédio, sobre como o síndico era muito atrapalhado. Eu apenas sorria e respondia com meu jeitão.

— Rapaz, vocês não vão acreditar — disse eu, já rindo. — O Lucério saiu dizendo que ia jantar com a "mulher mais linda da cidade" essa noite!

A Carolina soltou uma gargalhada.

— O quê? O Lucério? Ah, para! Só se ele estiver pagando um jantar para o próprio ego.

A Andréia se abanou, ainda rindo.

— Coitada dessa mulher. Já imaginou? A criatura passa a noite ouvindo ele contando vantagem das besteiras que faz.

— E ainda tenta dividir a conta no final! — completei, arrancando mais risadas delas.

Eu estava à vontade, mas acabei me empolgando.

— Ah, mas aquele Lucério não engana ninguém. Um cabra desses não tem pegada. Não é que nem eu, que já provei do mel das melhores daqui do prédio...

Foi só eu soltar isso que percebi meu erro. A Andréia e a Carolina ainda riam, mas, aos poucos, o riso de uma foi se encontrando com o da outra. Primeiro, apenas um olhar de relance, quase sem intenção. Mas então, lentamente, a percepção se instalou. Uma captou a hesitação da outra. A risada foi diminuindo, o ecoando de forma mais espaçada, até restar apenas um silêncio carregado.

Elas se olharam de verdade dessa vez. Uma troca de olhares que falava mais que palavras, como se engrenagens invisíveis se encaixando na mente das duas e uma estivesse deduzindo o segredo que eu tinha com a outra. O elevador começou a parecer sufocante. Meu coração bateu um pouco mais rápido.

Então, as duas viraram o rosto para mim ao mesmo tempo. Olhos semicerrados. Expressões avaliativas. Algo entre curiosidade e cobrança.

Eu estava cercado.

— Seu Geraldo... — Andréia apoiou uma mão no quadril. — O que você quis dizer com isso?

— É, seu Geraldo. — Carolina apoiou a mão na parede do elevador, inclinando um pouco o corpo na minha direção. — Que “mel” você andou provando?

— O senhor anda fazendo turnos dobrados em vários apartamentos pelo visto — comentou Andréia, com um sorriso malicioso.

Tossi para ganhar tempo. As minhas mãos suaram um pouco, mas eu era um veterano nisso. Não podia vacilar. Dei um sorrisinho safado, entrei no meu modo malandro e fui para o all-win. Fiz um longo "tsc tsc" e balancei a cabeça, sorrindo como se elas fossem duas danadas aprontando comigo.

— Minhas lindas... — falei, numa voz mansa. — Isso tudo é ciúmes?

Carolina bufou.

— Ciúmes? Aquilo foi só uma vez!

A Andréia se aproximou mais um passo.

— Eu não sabia que o seu harém andava tão bem frequentado...

Aquilo soou mais como um desafio do que uma acusação.

— Foi só uma vez! — repetiu Carolina.

— Sempre começa com uma vez, querida... — retrucou Andréia.

Como a Carolina não respondeu nada, meus olhos saltaram discretamente para os lábios dela, depois para os da Andréia. A morena estava vacilando. Estava curiosa. Talvez estivesse há umas boas semanas na seca, sem um pau para chamar de seu. A minha última cartada precisava ser certeira.

— E se, em vez de brigar por bobeira — falei, deixando minha voz mais rouca —, vocês duas se juntassem para testar se esse velho aqui dá conta de duas beldades ao mesmo tempo?

O silêncio foi denso. As duas se entreolharam novamente, mas dessa vez o olhar era outro. Algo havia mudado. A Andréia mordeu o lábio inferior e a Carolina soltou um risinho nasalado, aquele típico de quando a ideia perigosa começa a parecer interessante.

— Duvido que consiga — disse Carolina.

— Eu já dei conta das duas em separado. Dou conta das duas juntas.

— Tá se gabando, hein, seu Geraldo? Vai que não aguenta o tranco — comentou Andréia, passando a língua nos lábios. — A gente bem que podia testar isso.

— Se vocês duas duvidam, a gente podia testar isso agora, né?

Elas se entreolharam e eu sabia que tinha vencido.

Eu já tinha até esquecido do que ia resolver no 15º andar, porque em menos de cinco minutos, já estávamos eu, Andréia e Carolina completamente nus e fodendo que nem loucos na cama da Andréia.

A Andréia era uma cavalona, mais alta, com a maior e mais suculenta bunda do condomínio e um belo de par de coxas. Sua bucetona depiladinha era daquelas que fariam uma bela de uma pata de camelo numa legging, além disso seus mamilos eram bem grandes.

Já a Carolina tinha os peitões firmes, de tamanho perfeito para uma espanhola. Seu mamilos marrom escuros eram grandes, mas não tanto quanto os da Andréia e com bicos pontudo. Sua bucetinha tinha um risquinho de pelinhos perto da entradinha. Sua bunda era pequena e suas coxas, torneadas porém discretas, mas proporcionais.

As duas começaram com um boquete duplo. A boquinha quente da Carolina junto com a boca experiente da Andréia, as duas revezando e eu não qual delas chupava melhor. Enquanto a Andréia engolia o meu pau, a Carolina passava a língua nas minhas bolas.

Parei aquela loucura antes que eu acabasse gozando ali, e elas passassem a me zoar por não dar conta das duas. Botei uma camisinha. Puxei a Carolina para mim e ela veio sentando, com aquela buceta maravilhosa engolindo a minha rola. A Andréia se posicionou entre as nossas pernas, se revezando entre chupava meu pau e a buceta da morena. De vez em quando, tirava o pau todo para chupar.

Trocamos. Era a vez da Andréia sentar e quicar no meu colo. A Carolina não teve coragem de ir para o lugar da Andréia e se limitou a mais assistir enquanto trocava beijões comigo.

Logo, foi a vez de trocarmos mais uma vez e coloquei a Carolina de quatro na cama. A Andréia segurou o meu cacete e foi o posicionando na entrada da buceta da Carolina. Entrei com vontade e logo estávamos em um gostoso vai e vem. A Andréia parecia delirar com a visão, batia uma siririca me assistindo foder a Carolina. Não conhecia esse lado voyeur da Andréia, talvez nem ela conhecesse. O nosso tesão aumentava a cada gemido da Carolina, a cada rebolada que a Carolina dava no meu pau, a cada estocada mais forte que eu dava.

Mais uma vez, parei. E, agora, a virei deitada na cama e comecei a chupar sua buceta. Enquanto a chupava, a Andréia começou a chupar os seios da Carolina. Logo, nós dois estávamos nos revezando. Uma hora eu chupava a buceta e a Andréia os seios. Depois, ela chupava a buceta da morena e eu me acabava naqueles peitões.

Eu sabia que a dona Andréia já tinha tido suas experiências bi, principalmente com a Odete. Ela gostava muito mais de rola e muito raramente chupava uma buceta. Mas já era acostumada.

Já a dona Carolina, eu sabia que não era bi e nunca tinha demonstrado qualquer tesão ou atração em mulheres. No máximo do máximo, se permitiu um selinho de carnaval, daqueles bem rápidos. Me perguntava como ela se sentia com os avanços da Andréia. Seriam um tabu? A sua hesitação parecia estar ruindo aos poucos, com as chupadas da loira. Aos poucos, a Andréia foi seu rosto do dela e as duas começaram a trocar selinhos, que foram evoluindo lentamente para beijos mais quentes à medida que a Carolina se permitia mais.

Puxei a Andréia e a deitei na cama, fazendo um papai-mamãe delicioso. Ela gemia alto, pedindo para socar mais forte. Quando a senti gozando e seu corpo estremecendo enquanto me abraçava, trocando um beijo mais quente.

Logo, puxei a Carolina mais uma vez e a joguei na cama. Era a vez dela gozar. Cai de boca na sua bucetinha por um tempo, até que achei que ela tava pronta para mais e passei a meter com vontade na sua buceta.

— Você quer ser minha putinha? — perguntei para a Carolina, enquanto metia nela.

Ela não respondeu nada.

Então, pensei que era o momento de tentar um tudo ou nada com aquela gostosa. Tirei o meu pau de dentro da buceta e, com a voz bem autoritária, ordenei que a Andréia ficar de quatro na cama. A Andréia entendeu o que eu tinha em mente e obedeceu como uma putinha. Passei a meter nela, fazendo mas um vai e vem com vontade. Os dois queriam que a Carolina escutassem os quadris se chocando.

— Você quer ser minha putinha, Andréia? — perguntei para a loira, mas olhando para a morena.

— Eu já sou putinha, seu Geraldo — respondeu Andréia.

— Só hoje ou para sempre? — perguntei olhando nos olhos da Carolina.

— Para sempre!

— Lá fora, você é a minha patroa e eu sempre a trato todo o respeito que a patroa merece? — perguntei, sem parar de bombar na bucetona da Andréia e sem tirar os olhos da Carolina.

— Sim! Mas na cama, eu sou sua putinha.

— Os vizinhos sabem? Os zeladores sabem?

— Não! É o nosso segredo!

— Você gosta de ser a minha putinha? — perguntei, ainda olhando pra Carolina.

— Eu amo!

Eis que a Carolina finalmente se rendeu, talvez porque o tesão estava passando por cima da sua racionalidade, talvez porque no fundo sempre quisesse isso.

— Eu também quero ser sua putinha.

Sem tirar os olhos dela e sem parar de meter na Andréia, disse excitado com esse pequeno triunfo.

— Você já é minha putinha. E quero te comer sempre que eu quiser!

Tasquei um beijão na minha nova putinha e a mandei ficar de quatro ao lado da colega. Tirei minha rola da buceta da Andréia e a enfiei com vontade na da Carolina. Ficamos assim por um tempo, comigo metendo nas duas de modo alternado, dando dedadas na mulher que não estava comendo no momento. Eu estava me sentindo no paraíso com aquelas duas putinhas só para mim!

Depois de algum tempo nessa brincadeira, me afastei das duas e, aproveitando que a Andréia já estava de costas, fui descendo para aquela maravilhosa e gigantesca raba. Ela sabia o que eu queria e não era a primeira vez que fazíamos isso.

Depois de dar uns belos beijos naquela bunda, separei as nádegas dela e comecei a chupar o cuzinho dela. Guiada pela Andréia, a Carolina se levantou e foi buscar o lubrificante que ela guardava para momentos assim. Passei com gosto e paciência. Eu sabia que, de todos, a Andréia só deixava eu e o marido comerem o seu cuzinho, pois eram os dois que sabiam fazer direito.

Com o cuzinho lubrificado e prontinho, posicionei a minha rola no buraquinho, esfregando a cabeça na entradinha. A Carolina acompanhava tudo com certa apreensão. Aos poucos, ia enfiando. Depois que a cabeça atravessou, eu parei e esperamos a Andréia recuperar o fôlego.

Pouco a pouco, o meu cacete ia sumindo naquele cuzinho apertado e quente. A Carolina nos observava com os olhos arregalados, a apreensão se misturando com curiosidade. Depois que consegui enfiar tudo, dei mais um tempinho para a Andréia se acostumar o caralho latejando em seu cu e comecei o vai e vem.

— Que delícia de cu! — comentei — Que saudades estava dele!

Eu socava com vontade no cu da Andréia, que já era acostumada com essa minha pequena tara em seu rabão. Enquanto socava no rabo da loira bunduda, virei meu rosto para a morena peituda.

— Você já fez anal?

— Não.

— O seu ex nunca comeu teu no cu?

— Não, o cuzinho não — respondeu Carolina, sem parar de olhar a enrabada. — Ele até tentou comer meu cu, mas eu nunca deixei.

— Quer tentar fazer?

— Não. Deve doer muito.

Porém, dava para notar que a forma como a Carolina assistia ao enrabamento da loira e o prazer que isso proporcionava à Andréia com certeza estava a dando certa curiosidade. Ela parecia admirada como a colega estava gostando tanto de dar a bunda.

— Outro dia, você também vai experimentar — sentenciou Andréia para a Carolina, como se não houvesse outra alternativa. — Eu vou te ajudar, não vai precisar ter medo. Mas até lá, guarde esse rabinho para o nosso porteiro favorito, certo?

A Carolina não respondeu nada. Eu tinha certeza de que ela estava curiosa vendo como a Andréia estava adorando.

Enquanto isso, eu continuava socando minha rola no cu da loira com vontade para a Carolina escutar o barulho dos quadris se chocando. Mordia a sua nuca, chupava o seu pescoço, fazia tudo do jeitinho que a Andréia gostava.

Foi quando parei mais uma vez, sai de cima da Andréia e deitei a Carolina na cama. A morena pensou que eu ia meter em papai-mamãe, mas eu puxei a Andréia para que se deitasse a Carolina. Com uma sobre a outra, desci e passei a chupar as duas, alternando cu e buceta de ambas.

Chupava as duas, ora a buceta ora o cu. Aos poucos, a excitação e a proximidade dos rostos prevaleceu e as dois começaram a se beijar. Eu assistia as duas se entregando e ficava mais e mais excitado. Eu sabia que a Carolina estava se permitindo muito mais do que esperava, era uma experiência inédita para ela.

Então, me afastei e forcei a junção dos corpos das duas, para que as bucetas se tocassem, buceta com buceta. Elas entenderam a mensagem e se olharam em silêncio. As duas pareciam conversar por troca de olhares. De certa forma, era um tipo de virgindade que a Carolina e que, com um sorriso, estava disposta a perder com a Andréia.

Então as duas mulheres começaram a se esfregar, friccionando os lábios molhados das bucetas. A duas colocavam toda sua energia nisso.

Ver as duas roçando suas bucetinhas, se entregando uma à outra, se beijando, chupando os seios da outra, trocando palavras foi uma das cenas mais bonitas que já vi na vida. As duas se beijavam com fervor, suas línguas entrelaçando, suas bucetas esfregando uma na outra com um som molhado.

Durou uns quatro minutos. Elas gozaram forte, com a Carolina mordendo o ombro da Priscila em seu forte orgasmo. Enquanto se recompunham, a Carolina e Andréia se olharam, sorrindo uma para outra. Eu tinha certeza de que, depois dessa transa, as duas nunca mais se veriam apenas como simples amigas ou colegas vizinhas.

Refeita do seu orgasmo, a Andréia voltou a sentar no meu pau. Enquanto a loira cavalgava, a morena se revezava entre beijar a minha boca e a dela. A vontade de gozar tava alta, mas eu resistia bravamente!

Troquei e voltei a comer a Carolina, agora de ladinho. Ela gemia de tesão, enquanto eu continuava bombando, bombando e bombando até ela gozar de novo. Logo, passei de novo para a Andréia, chupando a sua bucetona antes de voltar a meter nela.

Olhei para o lado. A Carolina já estava rindo de nervosa. Eu me mantinha firme porque queria provar a elas que dava conta do recado. De certa forma, aquele riso nervoso já tinha provado meu ponto. As duas estavam suadas de prazer e vários orgasmos e eu metendo e metendo.

Porque esse era um dos segredos do meu sucesso com a mulherada. Não sou o homem mais gostoso do mundo. Nem tenho um pau de jegue. Mas eu consigo aguentar o tranco por muito tempo, além da experiência de quem sabe o que tá fazendo e a discrição de quem também tem muito a perder se for descoberto.

Por mim, eu passaria bem mais tempo com essas duas, mas eu tinha compromisso marcado e não gosto de voltar com a palavra dada. Mandei que as duas ficassem ajoelhadas lado a lado e dei o meu cacete em riste para que elas finalizassem logo.

A Andréia e a Carolina se revezaram entre punhetar o meu pau enquanto seus lábios, quase se unindo em um beijo, chupavam juntas a cabeça inchada dele. Vez por outra, uma delas descia para lamber e chupar as minhas bolas.

Então, em um gemido mais forte, comecei a gozar sobre as duas, com os jatos de porra esguichando intensos sobre o rosto, o torso e os seios da Andréia e Carolina. As duas ao receberem a porra sobre seus corpos e, percebendo o final do meu gozo, chuparam as últimas gotas de esperma que ainda brotavam da cabeça do meu pau, deixando-o completamente limpo. Me permiti ficar ali, curtindo aquele resto de prazer que as duas me proporcionavam.

Só, depois, esbagaçado, me deitei na cama.

O quarto cheirava a suor e luxúria, com os lençóis amarrotados e as respirações ainda descompassadas. Eu me recostei na cabeceira da cama, observando as duas mulheres exaustas, porém satisfeitas, ao meu lado. As duas jogadas na cama, rindo e se provocando, seus corpos entrelaçados.

A Andréia já era minha havia tempos. Pelo uma vez por quinzena, ela estava pronta para me receber com aquele sorriso safado e aquele rabo perfeito. Mas agora, a Carolina finalmente também tinha se entregado como a minha putinha. E eu não fazia ideia de como seria a nossa relação a partir de agora.

— Você realmente provou que dá conta de duas ao mesmo tempo — disse Andréia, enquanto esticava o corpo como uma gata preguiçosa. — Agora, isso aqui vai virar tradição?

A Carolina soltou um riso curto, mas sua expressão aos poucos, como se a ficha fosse caindo devagar. Estava com o olhar de quem tinha cruzado certos limites, se permitido demais durante o prazer e agora não sabia como se sentia sobre isso.

Lembrava do encontro com a Lisandra, por isso não tinha muito tempo. Olhando para o relógio, levantei e juntei minhas roupas espalhadas pelo chão. A Andréia se apoiou no cotovelo, me observando vestir a calça. A Carolina também se sentou, com seus peitões nus e ainda melados com a minha gala. Com a atenção e a permissão delas, peguei as calcinhas das duas do chão e as guardei no bolso.

A da Andréia era vermelha, rendada, cheia de malícia. Pequena, provocante, igual ela. Já a da Carolina era preta, de tecido macio, mais sóbria, mas igualmente excitante. Um contraste interessante entre as duas. Um troféu duplo de uma noite que valeria boas lembranças.

As duas se se olhavam, fixamente. Percebi que aquela introdução da Carolina ao mundo da bissexualidade e do lesbianismo não terminaria de forma casual. E talvez as duas também muito o que conversar uma com a outra, para acertarem como seria a amizade delas a partir a agora. Não que a Carolina tivesse se descoberto lésbica ou se apaixonado pela Andréia. Mas ela claramente estava olhando a loira de uma forma diferente da de antes, do mesmo jeito que ela tem me olhado desde a nossa primeira transa.

— Já vai, seu Geraldo? — perguntou Andréia.

— Tenho compromisso, mulher. Sou homem ocupado!

— Ôxi, e a gente não conta como compromisso, não? — Carolina riu, jogando um travesseiro em mim.

— Claro que conta! Mas hoje tem jantar romântico. Sou um homem que também sabe ser galante.

As duas caíram na risada.

— Quero só ver quem é a felizarda! — debochou Andréia.

— E por que ela ganha um jantar romântico e nós duas não? — perguntou Carolina.

— Só conto depois — respondi. — Se ela permitir. Além de galante, também sou um homem que sabe ser discreto com as damas.

Antes de sair, dei um beijo na boca de cada uma, demorado, saboreando o gosto delas uma última vez. Antes de sair, fiz um cafuné na Andréia e um carinho no rosto da Carolina, seus cabelos bagunçados espalhados pelo travesseiro.

Corri para o elevador, ajeitando a camisa amassada, mas com um sorriso sacana no rosto. Na portaria, onde tomei um banho rápido no vestiário, esfregando com vontade para tirar o cheiro da diversão. Vesti minha melhor roupa — uma camisa azul, meio apertada na barriga, e uma calça jeans escura que me deixava com menos cara de porteiro. Dei uma ajeitada na barba no espelho e me mandei para o ponto de ônibus.

Cheguei na pizzaria e, rapaz, o lugar era chique! Rodízio bom, mas caro. Não sabia se meu salário ia aguentar o tranco, mas promessa era promessa. Eu estava nervoso. Fazia tempo que não saía com ninguém para jantar. No meu tempo, nem chamavam isso de "date" ou "crush", era só sair e pronto.

Quando a Lisandra chegou, eu perdi até a fala. A jovem tava um espetáculo. Alta, esguia, com aqueles cabelos loiros de comercial de shampoo, pele clarinha, olhos grandes e brilhantes. Parecia uma boneca de porcelana. Ela vestia um vestido azul clarinho, justo, com um decote que fazia até um velho barrigudo como eu sentir o coração dar uma acelerada. Os cabelos estavam soltos, caindo em ondas, e o perfume dela chegou antes mesmo que ela abrisse a boca. Olhei pra mim mesmo de camisa social meio apertada e pensei: "Tá bem desnivelado, mas vamo simbora."

Quando ela chegou, abri um sorriso e levantei para cumprimentá-la. Ela se inclinou e me deu um selinho rápido, me pegando de surpresa. Mas depois pensei, já tinha até comido ela mesmo, gozado dentro e tudo. O que um selinho perto daquilo?

— Uau, cê tá um espetáculo, Lisandra. Deixou o lugar até mais bonito.

Ela riu, se sentando com leveza.

— E você, hein? Se esforçou pra não parecer tanto um tiozão. Tá quase lá, seu Geraldo.

— Quase? Ô mulher exigente! — brinquei, puxando a cadeira para ela.

Pegamos os cardápios, e antes mesmo que eu falasse algo, ela já adivinhou.

— Claro que um tiozão gordo ia marcar numa pizzaria com rodízio — brincou ela. — A outra opção seria uma churrascaria, né?

Fiz cara de ofendido:

— Ué, mas é ruim, é? Pensa bem: pizza liberada, garçom trazendo coisa boa na mesa, um ambiente desse ajeitado… Fino, né?

— Vai pedir rodízio?

— Se eu vim aqui, é pra aproveitar, né? Passar vontade eu passo em casa!

Ela balançou a cabeça, debochada:

— Eu vou pedir uma pizza individual, à la carte. Sou chique, seu Geraldo.

Engoli seco, porque o rodízio já ia me custar um rim, mas fingi que tava tudo certo. Como era o tal date, eu ia pagar sozinho. Fizemos o pedido. Ela apoiou o cotovelo na mesa e me olhou com um sorrisinho esperto.

— Seguinte, seu Geraldo. Já que você me comeu, esta noite, você é meu ficante e vai me tratar como se fosse um cavalheiro perfeito. Quero romance, charme, e pelo menos UMA fala bonita que me faça pensar que valeu a pena ter transado com você.

— Rapaz, mas cês tão exigente hoje em dia, né? Antigamente, um "gostou?" já resolvia.

Ela riu.

— Pois é, só que agora estamos nos tempos modernos. Quero ver se esse teu jeitão de conquistador de condomínio aguenta uma mulher deste milênio.

— Ôxi, é desafio, é? Pois eu vou te encantar, minha jovem. Se prepara.

Ela riu alto.

— Quero ver então, príncipe encantado do rodízio!

A noite seguiu com ela me testando de todas as formas. Eu dizia palavras bonitas? Fazia elogios inteligentes? Eu tentava, mas do meu jeito.

— Seus olhos brilham mais que a gordura da pizza quatro queijos, Lisandra.

Ela revirou os olhos.

— Péssimo. Tenta de novo.

— Esse vestido azul... combina com o céu. E eu tô aqui, só te admirando como um passarinho voando livre.

— Ruim. Mas menos ruim.

A pizza chegou e eu comi como um condenado, enquanto ela comia com delicadeza. Ela pegou uma fatia e mordeu devagar, me olhando de canto.

— Cê é meio bronco. Mas até que tem seu charme.

— Bronco nada, sou um homem de atitude.

Ela riu.

— Tá bom, tiozão.

E assim, a noite seguiu. Eu já tava na quarta ou quinta fatia quando percebi que a Lisandra ainda tava na primeira. Enquanto eu mandava ver no rodízio, ela comia daquele jeito todo delicado, pegando a pizza com a pontinha dos dedos, mastigando devagar, como se estivesse analisando a textura da massa e a harmonia dos sabores. Eu, por outro lado, parecia um trator desgovernado num milharal.

— Mulher, cê come que nem passarinho! — comentei, entre uma mordida e outra.

Ela riu, limpando o canto da boca com um guardanapo.

— E você come que nem um pedreiro na hora do almoço. Nem respira entre uma fatia e outra!

— Ué, pizza boa tem que aproveitar. Vai que o garçom desiste de trazer mais? — falei, dando uma olhada ao redor pra ver se ninguém tava querendo me sabotar.

Ela revirou os olhos, mas eu percebi que tava se divertindo. Foi aí que resolvi apelar para o meu talento: contar causos. Afinal, se tinha algo que eu tinha era história com os moradores para contar. Comecei falando de um dia que um morador me chamou pra ajudar a tirar um gato do motor do carro, e no fim o gato era uma meia velha embolada.

— O pior foi o dono do carro jurando que a meia miou! — disse, gesticulando. — "Seu Geraldo, eu juro, ela fez miau!". Eu olhei bem pra ele e perguntei: "O senhor por acaso tá tomando algum remédio controlado?".

Ela explodiu numa gargalhada.

— Também teve o dia que a dona Marieta me pegou no flagra... — comecei, já sabendo que essa história ia render.

A Lisandra pareceu interessada.

— No flagra? Fazendo o quê?

— Dessa vez, não era nada demais... Problema no encanamento.

— Encanamento, sei...

— Sério. Eu não teria que mentir para você. Você sabe de mim e da dona Andréia.

— Então, continue seu flagra.

— Eu tava saindo do apartamento da Andréia, ajeitando a camisa toda molhada, e a coitada apareceu bem na hora. Ficou pálida que nem folha de papel e começou a rezar em voz alta. Eu nem sabia se eu tentava explicar ou se saía correndo antes dela me atacar com uma cruz.

— Meu Deus, imagina a cena! Aposto que ela foi direto pro síndico pedir a tua cabeça.

— Ó, até hoje ela me olha torto no elevador.

A conversa seguiu assim, entre uma história e outra, ela rindo, eu me empanturrando, e o garçom já me olhando meio desconfiado porque eu parecia não ter fundo. Eu, satisfeito? Nem perto disso! Cada vez que o garçom passava, eu pedia mais um pedaço, como se fosse um campeão de um torneio de comilança.

— Seu Geraldo, eu juro que nunca vi ninguém comer tanto. Você tem um buraco negro dentro do estômago? — brincou Lisandra.

— Mulher, comida boa tem que ser valorizada! — respondi, pegando mais uma fatia. — Meu lema é: enquanto tem, a gente manda pra dentro.

Quando finalmente paramos, eu já tava encostado na cadeira, satisfeito, e ela me olhava com um sorriso de canto.

— Tá vendo? — falei, me ajeitando. — Cê veio toda cheia de exigência, mas no fim, admito: eu sou um ótimo ficante.

Ela balançou a cabeça, ainda rindo.

— Vou admitir, esse date valeu a pena. Me diverti mais do que esperava.

— Isso quer dizer que vai ter repeteco? — perguntei, animado. — Vou te comer de novo, né?

Ainda sorrindo, ela respondeu:

— Mas nem que a vaca tussa, seu Geraldo.

Eu fiz cara de ofendido, mas por dentro já tava satisfeito. Fazer ela rir daquele jeito já valia a noite toda.

Quando o garçom veio com a conta, peguei a carteira antes que ela pudesse contestar, mas quando vi o total da conta, quase engasguei com a última fatia de pizza. Cento e oitenta reais?!

— Eita, que facada, viu... — murmurei, olhando pra conta como se ela fosse explodir na minha cara.

Ela me olhou com certa pena.

— Quer rachar?

Respirei fundo, sentindo uma lágrima interna escorrer na alma, mas mantive a pose.

— O combinado nunca é caro! — afirmei, tentando não tremer enquanto entregava o cartão pro garçom, que me olhava com aquela cara de "só lamento".

Tiramos algumas fotos juntos para registrar essa noite inusitada para ambos. Saímos do restaurante e eu dei um sorriso satisfeito, estufando a barriga.

— Quer que eu te acompanhe até em casa?

— Não precisa, seu Geraldo. Vou de Uber mesmo — disse ela, abrindo o aplicativo.

Fiquei olhando pra ela por um instante, pensando num jeito de encerrar a noite com chave de ouro. Me aproximei e dei um selinho rápido, que a pegou de surpresa.

— Pronto, um beijinho de despedida pra selar o date — falei.

Ela me olhou incrédula por um segundo, depois riu.

— Isso é um beijo de despedida.

Então, ela me tascou um beijão daqueles que eu não era acostumado a receber sem ser quando as mulheres tavam gozando no meu pau. As nossas línguas ficaram brigando uma com a outra até eu perder o fôlego.

— Você fez por merecer, seu Geraldo. Mas não pense que vai ter outro.

— Mulher, eu sou igual rodízio: quem prova uma vez, sempre volta!

— Pois então eu sou igual salada: tem gente que nunca toca — respondeu ela, entrando no carro.

Fiquei parado ali, vendo o Uber se afastar, ainda rindo. No fim, acho que tinha sido um date e tanto. Nada mal pra um velho barrigudo como eu.

Cheguei em casa perto das 23h20, larguei as chaves na mesa e me joguei na cadeira. Só então fui ver as mensagens que o Zé Maria tinha me mandado.

Zé Maria: "Rapaz, olha isso."

[Foto 1: Lucério e Jéssica descendo do carro juntos.]

[Foto 2: Jéssica meio descabelada no estacionamento.]

Abri as imagens e ampliei com os dedos. Meu sangue ferveu de curiosidade.

Eu: "Oxente, Zé, tu tá me dizendo que o Lucério passou a vara na doutora Jéssica?"

Zé Maria: "Tô te dizendo que a mulher saiu de casa parecendo que ia pra um casamento e voltou parecendo que saiu de um motel. Tu acha o quê?"

Eu: "Esse Lucério é um desgraçado mesmo. Deve ter alguma sujeira contra ela, só pode. A Jéssica não ia dar pra ele de graça."

Zé Maria: "Pois é, também acho. Mas que ela deu, deu. Olha a cara dela na foto, saia meio torta... Isso aí é coisa de quem tomou um trato."

Eu: "E o marido dela? Tu acha que ele faz ideia?"

Zé Maria: "Nadinha. E se descobrir, capaz de matar o Lucério. Ou morrer de chifre mesmo."

Balancei a cabeça.

Eu: "Seu Felipe não merecia uma tristeza dessas na vida."

Zé Maria: "Também acho."

Eu: "Rapaz, essa história ainda vai explodir. E eu que não vou me meter."

Pois bem, leitor. Você vai decidir se eu mereço ou não um próximo capítulo. Diga nos comentários se você quer ou não uma continuação.

Se você torce para que eu consiga comer mais condôminas, coloque nos comentários quais as suas favoritas.

Se você prefere que as minhas histórias sejam mais sobre os perrengues de conciliar ou satisfazer tantas mulheres, com a Carolina e a Andréia exigindo um jantar romântico igual ao que eu dei para a Lisandra, coloque nos comentários. Afinal, comer tantas mulheres, nunca ser descoberto e ainda continuar amigão de todas elas para que nenhuma me denuncie ao síndico é uma aventura e tanto.

AVISO AOS LEITORES: Este conto/capítulo faz parte do crossover da sexta-feira muito louca. Todos os contos abaixo se passam ou terminam na mesma sexta-feira e, embora possam ser lidos de forma independente, há encontros e desencontros entre os personagens e interações inesperadas.

Fazem parte deste crossover os seguintes contos:

* Quem vai Comer a Advogada Evangélica? - Capítulo 03

* Passando a Vara nas Vizinhas. Ou não. - Capítulo 06

* Eu e Minha Esposa Pulamos a Cerca... E o Caos Explodiu - Parte 04

* Minhas coleções de calcinhas, amantes e putinhas

* Eu, minha esposa e nossos vizinhos - Parte 09

* Apostei que Faria Aquela Médica Certinha Virar Minha Putinha - Parte 02 (ainda não publicado)

Coloquem nos comentários para quais os personagens do condomínio que vocês gostariam que tivessem um conto one-shot. Muito provavelmente, o próximo será o zelador Zé Maria ou o síndico Alberto.

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Comentários

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Acho que o seu Geraldo tem que comer também outras mulheres, pelo visto, vai ter seu próprio harém também...rs. E também seria legal ver as aventuras dos outros funcionários, zeladores e porteiros.

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Espero que o Lucério realmente tenha feito a médica ceder e tenha se entregado a ele, e ele tenha botado pra moer com ela. Parabéns os contos estão show de bola, ansioso pela continuação de todos os contos. Esse aqui ficou muito bem escrito, pode ter sequência e mais colchão de calcinhas kkk

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Muito bom. Gostei muito do conto. Ansioso pela continuação e agora mais ansioso para o conto do Lucério, torcendo para ele ter mesmo comido a Jéssica

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Caraca, as mulheres só escolhem os caras velhos e rejeitam os novos. Até agora não vi nenhum cara mais novo e gostoso se dar bem. É estranho, rejeitam Enéas e outros bonitoes que pegam os coroas? A Jéssica rejeita o amigo que curte ela e que é boa pinta e vai dar pro coroa mais escroto e feio do condomínio quem nem a valoriza? Estranho, depois do que foi falado dela, ela se entregar sem amor. O marido de Andrea deveria trair ela com uma amiga bem mias bonita e gostosa dela, ela o trai com o condomínio todo e o cara vai deixar barato?

Os caras deveriam se pegar tb, numa brotheragem bacana e sem tabus.

Os cornos dos maridos lidam numa boca com a traição de suas esposas e só pegam velhas carentes de sexo? A conta com a realidade não fecha.

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Concordo!!! O Carlos comendo todas de forma fácil...agora o seu Geraldo pegando as mais gostosas de uma vez!!!

Mas...vamo ver o que vai rolar entre o veljao e a Jéssica e entre o Rogério e a mulher do Érico...mas tô ficando bodeado TB!!

Vamo aguardar...

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Achei mesmo que pelo menos uma vez ia ver um casal optando por fazer a coisa certa !!! Todo conto é isso pelo amor de Deus que decepção

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Não acredito que estragou a história mesmo colocou a Jéssica pra sair com esse Lucofercério desanimei pensei que esse conto ia ser diferente dos outros ! Desisto

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Assumo q curti esse conto kkkkkk mais cadê vez mais estou ansioso para os 2 q faltam kkkkk

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