Com a sequência de vitória do Flamengo, nós estávamos bem ansiosos pela final da Libertadores, seria como uma grande coroa para finalizar o ano de ouro.
- Amor, vamos apostar? - Perguntei.
- Mas o Flamengo não tá só ganhando, não faz sentido? - Júlia me questionou.
- Faz, vai ser um jogo difícil... - Tentei.
- Tá, o que apostamos? - Ela me perguntou animada.
- Se o Flamengo ganhar, você deixa eu usar outros brinquedinhos??? - Perguntei, já grudando no pescoço dela e enchendo de beijinhos porque ela negava com a cabeça e ria de mim.
- Não, não, naaaao!!! - Juh falava em voz alta, ainda rindo e agora fingia tentar sair dos meus braços.
- Por favor, gatinha... - Eu pedi no ouvido dela, enquanto a cheirava tal qual uma usuária de substâncias químicas.
- E se perder? O que eu ganho? - Juh me perguntou.
- Qualquer coisa, você escolhe! - Exclamei, vendo que havia alguma chance de rolar.
- Se o Flamengo perder, eu jogo tudo que a gente não usa fora! - Ela decretou, empolgada.
- Malvada... - Falei, cerrando os olhos para Juh.
- Fechado? - Ela me perguntou satisfeita erguendo a mão em minha direção.
- Fechado! - Respondi, apertando-a e a puxando para selarmos da maneira correta, com um beijo.
Quando a gente começou a namorar, eu apresentei a minha caixinha mágica para ela e nós testamos tudo só que Júlia não curtiu nada, até às contas que usamos, primeiramente foi rejeitada. De início por minhas mãos poderem ficar livres e termos um contato maior, porém depois Juh criou uma afinidade com os instrumentos e mesmo assim precisa ter um material bem específico. O restante, ela não deu segundas chances.
Vibradores e bullets? Vibram!
Plugs, dildos e dedeiras? Corpos estranhos!
Sugadores, estimuladores, massageadores? Muito artificiais!
E eu a respeitei, para mim estava de bom tamanho. Seria legal utilizar outras coisinhas de vez em quando, porém eu até a entendo, também sou apreciadora e tenho preferência pelo toque pele a pele.
~ Em mim, ela sempre teve liberdade para usar o que quisesse, sou uma muié desbloqueada, embora eu prefira manipula-los.
Enfim chegou o dia, a casa estava bem animada somente com Kaká e Mih, mas quando meus irmãos e cunhados chegaram, a empolgação foi a mil, principal quando ouvimos o barulho dos fogos.
- Se eu receber multa, vou mandar para vocês - Falei e eles riram.
Quando meu pai tocou na casa de Loren, comemorando a gravidez gemelar, ela recebeu um simpático recibo.
O jogo começou, era pipoca para lá e para cá, gritos, parecia que todos nós havíamos virados técnicos e ali próximo dos primeiros quinze minutos de jogo o River faz um gol. De início ainda existia esperança, algumas músicas eram cantadas, mas com o passar do tempo, aquele ímpeto inicial foi murchando.
- Não fiquem assim, ainda dá tempo... - Juh falou para as crianças.
- Isso aí é Victor secando - Brinquei, para tentar descontrair, porque ele não torce para o Flamengo.
- Tchau, tioooo - Falou Kaká o empurrando para fora do sofá e nós rimos.
- Ou então você querendo jogar os brinquedos de sua criança fora - Disse bem baixinho no ouvido de Juh.
- Você quem inventou isso - Ela me respondeu com um sorriso convencido e me deu um selinho.
No intervalo, Júlia levantou para repor a pipoca e os petiscos e eu fui junto para ajudá-la.
- Tá quietinha assim porque o Flamengo tá perdendo ou porque eu vou jogar tooooda a sua caixinha fora? - Juh me perguntou rindo, se enfiando embaixo do meu braço.
- Você tá adorando todo esse poder, não é? - Perguntei apertando a boca dela e a beijei, enquanto ela sorria.
- Acho que vou ganhar a aposta, mas não vou ficar feliz vendo vocês tristonhos... - Disse-me Juh.
- Quão triste eu tenho que ficar para você desistir? - Perguntei.
- Não vou desistir... - Ela me garantiu.
Terminamos de pegar tudo e retornamos para sala.
- Hoje tem... - Brincou Lorenzo.
- O quê? - Perguntou Mih.
- Pipoca a noite inteira! - Improvisou o meu irmão.
- A cozinha estava esquentando já - Complementou Loren.
- Vocês são bestas demais - Falei, rindo.
O jogo voltou e o Flamengo não ia bem, acho que partilhávamos do mesmo sentimento de frustração, porque o time havia feito uma ótima campanha durante o ano, dava a sensação que eles se colocaram em uma uma situação injusta. Quando o último fio de esperança de esvaía, no finalzinho do jogo, gol do Flamengo.
Foi um verdadeiro furdunço o que aconteceu, gritos, palavrões, comemorações, todo mundo correndo sem acreditar, alguém chutou o balde e foi pipoca para todo lado e ainda em meio a comemoração a voz do narrador se sobressaiu e ouvimos: "Ih, Ih, olha a virada Gabriel...", outro gol nosso. Esse foi inexplicável, lembro de todos ficarmos paralisados encarando a televisão sem acreditar no que víamos. O nosso time simplesmente virou nos últimos segundos e éramos campeões.
- Meu Deus! Como? - Juh quebrou o silêncio, e tinha um sorrisinho nos lábios.
No fundo ela estava mesmo feliz por nós, deve ser o mesmo que eu sinto torcendo/sofrendo pelo Minas.
Olhei para Milena e Kaique e eles estavam emocionados e só então a ficha caiu. Realmente estava acontecendo, era hora de vibrar.
Eu nasci dias antes da primeira conquista na Libertadores, então obviamente não tenho memórias do jogo, estar ali assistindo em família e vendo a consagração de um ano incrível e bem jogado foi muito especial.
Ficamos horas parecendo malucos, comemorando de todas as formas, zoando os secadores e postando nas redes sociais. Somente a noite o pessoal foi para casa e mesmo assim nossos filhos não paravam de falar empolgados, chegou a madrugada e a bateria dele no talo conversando.
Juh estava no quarto deles tentando fazê-los dormir para que eu não desse corda já que o assunto Flamengo Campeão também né empolgava, porém percebi que eles conseguiram a enrolar e fui até eles.
- Vai, Senhor, derramando sono nessas crianças, vai jogando cansaço, vai enchendo de melatonina, Pai... - Brinquei colocando as mãos nas cabeças deles, simulando uma oração e eles riram.
- Melhor ir cada um para seus quartos, assim vocês não vão dormir - Juh falou fazendo carinho neles.
- Ahhhh naaaao - Disse Kaká, abraçando Mih.
- Nós vamos ficar quietinhos e dormir - Garantiu Milena.
- Posso ir para escola com essa camisa, mãe? - Perguntou meu filho, eles dois usavam uma minha nesse momento.
- Deveria poder... - Falei, refletindo em qual eu usaria para trabalhar.
- Amor! - Exclamou Juh, e eu percebi que estava fugindo do foco.
- Vão dormir... Vocês só podem ir de uniforme, mas deixo levarem na mochila - Falei e eles comemoraram.
Saí puxando minha gatinha pela mão e quando fechei a porta do quarto, a encostei na parede para um beijo bem gostoso e cheio de malícia.
- Pronta para pagar o que me deve? - Perguntei, respirando propositalmente próximo ao seu pescoço.
- Hoje? Tá tarde, amor... - Ela me respondeu, tentando olhar nos meus olhos.
- Tá bom... Mas, eu não vou esquecer... - Disse-lhe e fomos para o quarto.
Tirei a minha singela caixinha de cima da cama e coloquei no chão para uma tranquila noite de sono.
Porém, Juh ficou bastante inquieta, nós trocamos alguns beijos bem molhadinhos, mas em algum momento aquilo ficou mais intenso, ela segurou no meu rosto e deslizou o a boca para minha orelha e deu uma micro mordida nela.
- Mudei de ideia - Júlia sussurrou e começou a dar beijinhos sobre a lateral do meu rosto.
- De repente ficou cedo? - Perguntei rindo e iniciando carinhos nas suas costas.
- Não, mas vai valer a pena ficar cheia de sono o resto do dia... - Ela me respondeu, já arrancando a blusa.
- Sempre vale... - Falei, antes de encaixar minha boca no bico do seu peito, vendo-a sorrir, como se fosse exatamente o que ela queria que eu fizesse.
Aos poucos, fomos tirando a roupa uma da outra, alternando entre uma peça, um beijo ou uma chupada.
- Não usa tudo - Juh pediu, toda manhosinha.
- Deixo você escolher o que quiser, gatinha - Disse, enquanto passava o meu nariz em sua pele.
Ela deitou sobre mim, sorrindo, enquanto esticava seu braço para dentro da caixa. Segurei-a com firmeza pelo cabelo, apertando sua bunda e a puxei para um beijo mais quente.
Eu não sei dizer o que era mais gostoso; a vontade das nossas línguas, ter o corpo dela sobre o meu, suas mãos passeando pelo meu ou os nossos pequenos movimentos. Só nas preliminares, o tesão já estava nas alturas!
Juh desceu a boca beijando toda extensão do meu rosto até o pescoço.
- Lore... - Ela tentou dizer.
- Se você não quiser, a gente faz amor gostosinho, nós sabemos nos divertir sem auxílio - Eu a interrompi.
- Eu só estou com um pouquinho de vergonha de continuar, mas se você me ajudar, eu consigo - Júlia falou, no meu ouvido, em um tom envergonhado.
Não há absolutamente nenhuma razão para que ela sentisse vergonha, já vivemos e experimentamos tantas coisas juntas. No entanto, de uma forma incomum, essa vulnerabilidade acaba me atraindo ainda mais. É como se cada olhar ou desvio de olhar tímido, fosse uma forma de conexão profunda que só aumenta a intensidade do momento. Ao mesmo tempo, é impossível não achar fofo essa timidez, e até me excita a coragem dela de admitir isso, especialmente naquele momento. Isso só deixa tudo ainda mais íntimo, ainda mais real, criando um clima único entre nós e isso só contribui de maneira positiva para o que estávamos vivendo, tornando tudo mais prazeroso.
- Vergonha? - Perguntei, sorrindo e nos posicionando uma de frente para outra.
Gosto de tentar encara-la e vê-la fugir ou evitar o contato visual.
- Hunrum... - Ela me respondeu, fixando seus olhos nsa minhas mãos.
- O que você acha... - Suspendi seu rosto com um dedo, fazendo-a me fitar - ... de começarmos com a cinta que você já curte e quando estiver bem gostosinho a gente trocar para algo novo? - Perguntei, enquanto me aproximava de seu rosto, sentindo o seu cheiro, que é afrodisíaco para mim e depositando leves mordidas em sua mandíbula.
- Acho ótimo assim - Juh respondeu baixinho e com um sorriso nos lábios.
Esse jeitinho manhoso, sincero e até puro de Júlia sempre me atiçou e me atraiu. Sempre mexeu comigo. Por mais que no início talvez eu não a compreendesse tanto quanto hoje em dia, incessantemente isso me cativou desde o princípio, desde a nossa primeira vez.
E não é e nem nunca foi um joguinho de sedução, é o comportamento real dela. Quando Júlia quer brincar de me provocar, ela deixa claro as suas manobras.
De lado, uma de frente para a outra eu vesti a cinta e ela uma das pernas por cima de mim, brinquei um pouco na entrada da sua pepeca e começamos a nós beijar, conforme os centímetros a invadia deslizando com a sua lubrificação natural.
Juh se movimenta muito bem, rebolava subindo e descendo ao mesmo tempo que as minhas mãos a apertavam, buscando maior contato e controle do fluxo. As suas mãos por outro lado, seguravam o meu rosto, de início com delicadeza, mais com alguns minutos naquela posição, passou a me puxar com firmeza até não conseguirmos mais dar continuidade aos beijos, nossos suspiros eram fortes e descontrolados e isso nos fazia sorrir. Senti a sua boca fria no meu pescoço e em um gemido mais potente, parando lentamente a penetração, eu soube que a gatinha havia gozado.
Juh ficou um tempinho ali naquela posição e eu comecei a fazer carinho em seus cabelos, ela só esticou a mão até a caixa e puxou dois vibradores. Arrancou a cinta de mim e começou um oral esplendoroso, que não demorou muito, logo Júlia começou a fazer movimentos circulares no meu clitóris, usando o vibrador. Me posicionei melhor, sentando na cama e flexionei a minha perna para que ficasse de apoio para minha gatinha, ela logo entendeu o que eu pretendia e já se encaixou entre a minha coxa e o meu abdômen, coloquei o segundo vibrador e fomos, simultaneamente, fudendo uma a outra, centímetro a centímetro, em rápidos movimentos. Juh chegou ao orgasmo primeiro, se debruçou, ofegante, segurando a minha nuca com uma das mãos, enquanto tentava manter o ritmo.
Em uma atitude atípica, ela começou a falar coisinhas no meu ouvido e fazia isso mordendo e chupando ora lóbulo da minha orelha, ora o meu pescoço.
Que coisinhas? Bom... Vocês terão que imaginar ou nunca mais minha esposa apareceria aqui nesse site. Mas foi uma putariazinha gostosa que me fez entrar em êxtase e delirar de prazer e proporcionou-me um exaustivo gozo 😌
~ Eu amo a timidez, mas também amo quando ela se despede. Na verdade eu amo tudo nessa minha muié! 🤣
Me joguei na cama, segurando em sua cintura para que Júlia viesse junto comigo e nós recompomos ali.
- Gostou, gatinha? - Perguntei, enquanto, ainda com os olhos fechados, ela acarinhava a minha pele.
- Tenho minhas preferências... Mas hoje... - Juh sorriu, sem finalizar a frase.
- Foi uma delícia... - Disse e dei um tapa em sua bunda.
- Acabaram os jogos decisivos do Flamengo? - Ela me perguntou.
O Brasileirão já estava ganho, tanto que foi comemorado já em cima do trio.
- Tem a final do mundial, acho que chegaremos lá - Respondi, passando o dedo indicador em seu rosto.
- Vamos apostar de novo então, mesma proposta - Juh disse, decidida.
Eu ri e concordei, a abraçando para uns beijinhos.
~ A melhor estratégia dos jogos é sair enquanto se está ganhando... Mas, eu ignorei o ditado e fui para o tudo ou nada 🤣
No outro dia, de hora em hora, eu me pegava olhando para nada e lembrando da noite incrível, das palavras ditas e das vezes que não conseguimos dizer nada porque a excitação não deixava.