A Princesa e o Gigante 5

Um conto erótico de Alice no neverland
Categoria: Heterossexual
Contém 1013 palavras
Data: 17/03/2025 14:55:00
Última revisão: 17/03/2025 16:19:58

Capítulo 5 - sentidos a flor da pele

A semana passou sem que eu visse Bobby. Entre reuniões, prazos e demandas do meu trabalho, os dias foram se acumulando um sobre o outro e, quando percebi, já fazia uma semana desde que havíamos nos despedido naquela noite. Ainda assim, ele não saía completamente dos meus pensamentos. Às vezes, enquanto tomava café ou olhava pela janela, me pegava imaginando o que ele estaria fazendo no posto, se estava tendo um dia tranquilo ou se aqueles garotos tinham voltado a incomodá-lo.

No fim da tarde de sábado, enquanto tirava uma torta de maçã do forno, a ideia surgiu de repente. Peguei um prato, cortei um pedaço generoso e embalei cuidadosamente.

Já era noite quando cheguei ao posto. Estava mais silencioso do que de costume, sem clientes no abastecimento e apenas a luz fluorescente iluminando o espaço. Bobby estava atrás do balcão, concentrado em um livro de capa gasta, e levantou os olhos assim que ouviu meus passos.

— Oi — sorri, levantando o prato. — Fiz torta e lembrei de você.

Ele piscou algumas vezes, como se não soubesse se realmente estava me vendo ali. Depois, seu rosto se iluminou em um sorriso meio sem jeito.

— Pra mim?

— Claro. Você gosta de torta de maçã?

— Acho que nunca comi uma de verdade — ele coçou a nuca, rindo de leve. — Mas, vindo de você, deve ser boa.

— Então você vai provar agora.

Ele pegou um garfo e, após a primeira mordida, arregalou os olhos.

— Nossa… Isso tá muito bom.

Ri da reação dele, sentindo um calor bobo no peito.

Conversamos por um tempo ali no balcão e, em certo momento, ele olhou o relógio e depois desviou o olhar, meio hesitante.

— Tá… tá tarde já… — ele começou, mexendo distraidamente na borda do prato. — Eu, hã… eu tenho uma TV… no meu quartinho. Se quiser, a gente pode ver um filme… Quer dizer, só se você quiser mesmo.

Ele disse isso rápido, como se estivesse com medo de que eu achasse estranho.

Fiquei em silêncio por um instante, apenas observando a forma como ele desviava o olhar e mexia no próprio pulso, claramente envergonhado.

— Eu quero, sim — respondi, e ele pareceu surpreso, mas logo assentiu, me guiando até os fundos do posto.

O quartinho dele era pequeno e simples, mas, de algum jeito, parecia aconchegante. Havia uma cama encostada na parede, uma cômoda com a TV e um sofá pequeno no canto. Bobby mexeu no controle, colocou um filme qualquer, esperou eu me sentar e, em seguida, se acomodou ao meu lado. Por um tempo, assistimos em silêncio.

O sofá era menor do que eu esperava e, conforme o sono foi batendo, comecei a me mexer, tentando encontrar uma posição confortável. Bobby notou e olhou para mim, meio sem jeito.

— Hã… Se quiser, eu… posso sair pra você se deitar melhor.

Ele já estava começando a se levantar quando segurei de leve seu braço.

— Não, não precisa. Eu só… tô meio cansada. Você se importa se eu encostar aqui?

Apontei para seu colo, sentindo minhas bochechas esquentarem. Ele me olhou como se não tivesse certeza se tinha ouvido direito.

— Aqui?

Assenti, e ele ficou rígido por um instante, mas depois engoliu seco e acenou com a cabeça.

— T-Tá bom…

Me ajeitei devagar, deitando a cabeça em suas pernas. Ele ficou completamente imóvel, tenso, sem saber o que fazer com as mãos.

— Relaxa — murmurei, com um sorriso fraco, já sentindo o cansaço pesar.

No instante em que acomodei minha cabeça na parte inferior da sua coxa enorme, que parecia mesmo um travesseiro, percebi um aroma diferente vindo de suas calças.

Hesitei em levantar, o que ele pareceu notar, ansioso. Me contive; não queria envergonhá-lo, já que ele estava sendo tão gentil comigo.

Aquele era o cheiro íntimo de um homem? Minha mente estava um pouco confusa com todas aquelas ideias. Apesar de já contar 24 anos, não havia tido uma experiência íntima de fato. Sim... eu sei, uma mulher já formada fisicamente, iniciando minha própria vida em uma cidade distante, ainda não conhecia os carinhos íntimos de um homem.

Já havia beijado alguns garotos, mas nunca me sentira realmente pronta para tomar o próximo passo, apesar das investidas heroicas de pretendentes passados.

Bobby parecia ser do tipo que não tomava o devido cuidado com a higiene íntima. Mesmo sem nunca ter sentido antes, aquele era o cheiro de um pênis que não era lavado há algumas horas, para não dizer talvez dias. Comecei a me sentir ansiosa. Ele notaria se eu me levantasse abruptamente? Pensei: "Vou aguentar isso um pouco e depois me levanto. Já senti coisas piores."

A mistura embriagante daquele aroma, que lembrava um banheiro de posto sujo com um tom almíscarado e doce, aos poucos deixou de ser algo incômodo para se tornar curioso. Todos os homens tinham aquele cheiro lá embaixo? Ele não era tão ruim. Na verdade, era até um pouco viciante, como sentir o próprio cheiro íntimo.

Aos poucos, o desconforto pareceu dar espaço a uma curiosidade feminina e juvenil. Aceitei aquilo, e os minutos foram passando. Envolvida naquela atmosfera, senti o sangue descer pouco a pouco até a minha pelve. Estava tão relaxada que não percebi que estava ficando excitada.

Foi então que a realidade me atingiu de repente. Como se despertasse de um devaneio estranho, minha mente se reorganizou e a vergonha subiu instantaneamente pelo meu corpo. Me ergui abruptamente, saindo do colo dele sem nem conseguir olhá-lo nos olhos.

— Eu… hã… acho que preciso ir pra casa.

Notei que Bobby pareceu confuso. O receio de ter errado em alguma coisa estava estampado em seu rosto. Me compadeci e disse que estava muito cansada, apenas isso, forçando um sorriso acolhedor. Ele se tranquilizou.

Me levantei rapidamente. Eu não sabia ao certo o que estava acontecendo entre nós, mas, naquele momento, sentindo sua presença tão próxima, me sentia completamente atraída, agora de maneira mais íntima.

Ele me acompanhou até em casa. Ambos em silêncio, nos despedimos tímidos. Me joguei na cama e, abraçada ao travesseiro, tentava organizar meus sentimentos e emoções, temendo tomar decisões impensadas.

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