Transição - Capítulo 3 - Assumindo meu namorado, para familia.
Transição, Transex, Crossdresser, Aventuras e Bissexualidade
(Esta série é uma continuação de Aventura na Universidade e Sendo Livre, muitos fatos aqui relatados tem relação com elas, recomendo ler, mas pode ser lida separadamente.)
– Vamos jogar então.
– Bobo, nós vamos transar, daí depois desço e durmo, por favor, prometo sentar gostoso nele, até deixo você gozar lá dentro da buceta e você limpa com a boca.
Realmente era uma ideia gostosa, ela sabia que eu adorava o jeito dela me dar, bom então ficamos ali jogando, eram quase 23hs quando paramos, fomos pra cama e começamos a fazer carinho uma na outra.
Dos carinhos pro beijo nos seios, desci e fiz ela gozar na minha boca, pois sabia que fazendo isso ela já ficaria mais suscetível a gozar me galopando e eu queria logo isso.
Pouco antes das 23h30 ela saiu do quarto, me deixando com a cara toda lambuzada e rindo disse.
– Agora vê se não desperdiça, tá na cara que gosta!
Eu entendi o trocadilho e passando o dedo fui vagarosamente chupando, limpando até tudo ficar ok, fui pro banho me lavei e dormi.
Pela manhã mamãe foi me acordar, mas acho que foi mais na intenção de ver se tinha dormido com Vanessa, ela fez um sorriso de que aprovou estar dormindo sozinha, tadinha, eu não sabia se ela se fazia de boba, ou se pelo menos sabia que eu não deixava nítido a putaria com a minha prima.
Eu lembrei que era dia do Robson me visitar mas tinha a consulta, então tratei de remarcar ele, pra depois umas 21hs, visto que a consulta seria no fim da tarde.
Fiquei com mamãe e Vanessa preparando um bolo, depois o almoço e tiramos o início da tarde pra uma soneca e depois um filme, na hora da consulta já estava pronta uns 40 minutos antes, dado a ansiedade, mas desta vez fui sem os seios, uma roupa mais feminina, uma calça jeans mais justa, calcinha marcando, uma camiseta babylook, apertando o sutiã com bojo e a cintura aparecendo.
Ajustei o penteado, coloquei um batom rosinha claro, um lápis discreto, perfume e uma sandália rasteira, pulseira, colar, brinco lindo de pingente em chuva que eu achava extremamente feminino.
Na consulta entrou primeiro eu, sozinha, tivemos uma conversa de 20 minutos, depois foi chamado mamãe e minha prima onde a médica iria repassar parte de nossa conversa, pois pedi pra médica deixar alguns pontos no sigilo médica/paciente, então elas foram postas a par do que iria tomar, efeitos, prazos previstos, etc.
Ficou assim:
Iria tomar um anti testosterona, de 2mg, ela indicou também uma dieta a base de produtos fitoestrogênios e após 2 meses acompanhando exames a cada 15 dias iria avaliar as taxas hormonais e daí sim entrar com os hormônios femininos, essa parte é a que foi transmitida para mamãe e prima, elas iriam me auxiliar na alimentação evitando que eu esquecesse destes alimentos, bem como analisar se estava tomando os remédios pela manhã, a dica era preparar um suco e ingerir o comprimido e depois uma fruta ou algo relacionado a lista, no almoço balancear alimentação evitando ganho de peso e a noite outro remédio fitoterápico.
A Dra, deixou claro para as duas que teríamos que evitar o ganho de peso, pois quando entrássemos com hormônios femininos, seria natural esse ganho e ele sendo controlado podiamos junto a exercícios específicos direcionar esse ganho para potencializar as regiões denodadamente femininas, como seios, bunda e face.
Saímos dali com uma lista de exames, a Dra já havia passado para mim 1 receita específica, de algo que apenas eu e ela conversamos, afinal era uma decisão minha e algumas coisas seria do jeito que eu desejasse.
Em casa tomei o primeiro comprimido, depois mamãe foi no mercado e garantiu para os próximos 3 dias, que era o tempo que ainda ficaremos em casa para as minhas refeições.
Em uma loja de produtos naturais ela encontrou alguns pacotes fechados de aveia, e outros produtos que a médica havia indicado como auxiliares, ou que poderiam acompanhar alguns alimentos para dar sabor e como a médica disse, evitar que ficasse enjoada de comer a mesma coisa sempre. Destes produtos mamãe comprou algo pra 2 meses, segundo ela, evitar que eu esquecesse e perdesse o foco, tadinha mal ela sabia que estava muito mais focada do que todos imaginavam.
Vanessa foi embora eram umas 19 horas, assim que ela saiu, eu disse que ia dar uma volta e fui na farmácia, tomei minha primeira injeção de hormônios, embora fossemos esperar, eu pedi para a médica dar uma acelerada, pois se demorasse muito, a mudança cairia no meio do semestre seguinte e eu queria nas férias já estar feminina o suficiente pra virar a chave.
Retornei, tomei um banho me preparei toda feminina, com minisaia, top, saltinho 5cm, as unhas estavam pintadas, coloquei um sutiã com bojo e um fio dental, o menor que tinha, maquiagem mais pra noite e desci toda perfumada.
Mamãe reclamou que estava mais piriguete do que ela gostaria, disse que meu pai não aprovaria, então, subi e troquei por uma minissaia um pouco maior, coisa de 2 dedos, realmente quando analisei no espelho, conforme sentava ou me mexia a antiga saia mostrava muito da minha bunda.
Papai chegou, me deu um beijo na testa, elogiou meu perfume, que era na verdade uma variação do que mamãe usava, mas a versão teen, então ele subiu, se trocou para algo mais caseiro, mamãe trocou de roupa, como ela mesmo disse, não iria ficar mais feia do que eu.
Rimos pois ela era linda, então era difícil eu competir, mas me achava linda na medida do possível.
Robson chegou, trouxe um buquê para mim, um vinho para mamãe e para papai um jogo de copos de chopp, ele sabia que papai gostava, foi uma dica minha quando pediu o que dar para o sogro, disse que não precisava mas ele disse que seria uma boa impressão.
– Obrigada, disse mamãe, já levando a garrafa para a cozinha onde ela tinha uma área de vinhos, era um costume ela tomar vinho, vinha de sua descendência italiana.
Papai pegou o jogo, abriu, foi na cozinha, lavou e já pegou uma cerveja para testar os copos, ofereceu para meu namorado que aceitou, eu fiquei olhando, como ele não me ofereceu eu falei.
– Ei, eu estou aqui, quer dizer agora que não sou mais sua parceira de cerveja?
– Ai filha, desculpe, achei que não podia por causa dos remédios.
– Remédios, você está bem, aconteceu algo, puxa me falasse que remarcaremos. Disse Robson todo preocupado.
– Não são remédios Papai, fica tranquilo Robson, fomos na médica, exames que serão agora de rotina, para uma mulher em transição, então ela deu uma medicação, para controle hormonal, depois te explico.
Papai deu aquela esticada de sobrancelha, típica de quem entendeu, mas sei que não, que iríamos novamente ter este mesmo discurso em breve.
Mamãe voltou, pediu para tomar um gole, papai lhe serviu na nova aquisição, brindamos os 4, eu e Mamãe apenas uma quantidade para brindar e papai e meu namorado um copo cheio, que tomaram um gole após brindar.
– Bom pessoal, um dos motivos de estar aqui, é pedir oficialmente ao senhor e a senhora, permissão para namorar sua filha Valentine.
– Ai que fofo, por mim está mais que permitido. Disse mamãe toda ofegante, parecia que era ela que estava recebendo o pedido.
– Bom rapaz, peço que me entenda, Filha leve sua mãe para cozinha, preciso ter um particular com seu este rapaz.
Bom o tom da voz, já era uma indicação que papai já havia aceitado, eu não entendi, se era assunto de homem, eu poderia participar, fui resmungando isso até a cozinha quando levei um beliscão da mamãe.
– Ei, assunto de homem minha filha, ou eu estou errada, não foi exatamente isso que decidiu com a médica hoje, com assinatura de tratamento e tudo mais?
– Ai mãe, mas é referente a mim, eu tinha que estar lá.
– Pode até ser referente, mas diz respeito ao seu namorado, papai sabe o que está fazendo além do mais fui eu que pedi algumas pautas nesta conversa então, sossegue e não quero mais saber da mocinha vir com um ai sequer sobre questões masculinas, que dizem respeito a você, já se forem questões referentes ao que desejamos ou queremos de nossos homens, aí estarei sempre aqui.
Ouvi papai me chamar, entrei na sala e ele resumiu que iríamos namorar, mas teriam alguns limites, algumas situações a serem ultrapassadas, como dormirmos juntos, que sabia ser inevitável, mas teria que ser com respeito a todos na casa, que nas próximas reuniões de família ele teria que estar junto, que você não passaria nunca mais nenhuma situação sem ele estar presente.
– Mas pai, eu sei me cuidar.
– Valentine, não é você, nem ele, é vocês juntos, para que todos entendam que são um casal, que estão felizes e que assim os respeitem, entendeu, nada de acharem que um de vocês está se escondendo ou vice versa.
– Entendi papai, desculpe.
– Bom podem subir, para conversar, eu disse conversar!