A Namorada do Meu Sobrinho, A Tentação - Parte 8

Um conto erótico de pedrocamargo
Categoria: Heterossexual
Contém 5520 palavras
Data: 03/04/2025 00:40:20

Era meio-dia, e eu tava saindo da agência com o Lucas, a mão dele na minha, o sorriso bobo dele me puxando pro corredor enquanto o sol de Floripa batia forte lá fora. "Vamos naquele lugar de burger, amor?" perguntou ele, a voz leve, ainda carregada da ressaca do churrasco, e eu assenti, jogando o cabelo solto pra trás, os óculos grandes escorregando no nariz. "Claro, vamos lá", respondi, o tom doce que eu sei que ele gosta, mas minha cabeça tava a mil, girando com o que tinha rolado na sala de vidro do tio minutos atrás. Ele tentando mandar em mim, cortando o jogo como se pudesse apagar o que eu faço com ele. Engraçado, né? Ele acha que tá no controle, mas eu sei que não tá.

Enquanto o Lucas falava, minha cabeça foi pra trás, pro começo de tudo. A festa na casa do tio, meses atrás, quando eu dancei com ele pela primeira vez — o jeito que ele me olhou, o corpo dele duro contra o meu, o tesão que eu vi nos olhos dele mesmo ele tentando disfarçar. Depois veio o quarto de hóspedes, eu rasgando a roupa dele, gritando "me fode forte" enquanto o Lucas dormia em algum canto. São Paulo foi o ápice — o hotel, o vinho, a piscina, eu mandando nele como se ele fosse meu, o biquíni vermelho boiando na água enquanto ele me comia na espreguiçadeira. O carro na volta, eu no colo dele, o semáforo vermelho, o risco me fazendo gozar mais rápido. E o churrasco, a saia subindo, o sofá do Lucas, o boquete de manhã cedo com o ronco dele no fundo. Tudo um jogo, um prazer que eu criei, que eu controlo — ou pelo menos controlava, até ele tentar virar a mesa hoje.

Eu gosto disso, sabe? O jogo, o fogo, a adrenalina de ter ele na palma da minha mão. O Lucas é fofo, me ama de um jeito simples, mas ele não dá conta — apaga na cerveja, dorme quando eu tô pegando fogo, não tem o peso que eu quero. O tio tem. Ele é maduro, sabe o que faz, tem aquele jeito firme que me deixa louca, mesmo quando tenta esconder. Na cama, ele me pega como eu gosto — forte, sem medo, me deixa gritar até a voz sumir. Mas hoje, na sala dele, ele tentou botar um freio, disse que não precisa de mim, que manda aqui. Será? Eu vi o jeito que ele apertou os braços, o calor subindo no pescoço. Ele pode falar o que quiser, mas o corpo dele não mente.

De volta à agência, sentei na minha mesa, abri o laptop e cruzei as pernas, o pé parado no tênis branco enquanto o tio ficava na sala dele, as persianas abertas, mexendo nos papéis como se nada tivesse mudado. Eu sabia que ele tava me vendo — o cabelo solto, os óculos brilhando na luz —, mas não olhei pra ele. Deixa ele cozinhar, deixa ele achar que ganhou. Por dentro, eu tava pensando no que eu quero mesmo — um cara maduro, que dê conta do recado, que pegue esse fogo que eu sinto e não deixe apagar. O Lucas é um menino, dorme enquanto eu queimo. O tio é homem, mas tá lutando pra não admitir que me quer tanto quanto eu quero ele.

Aí a Camila apareceu na minha mesa, o cabelo preso num rabo de cavalo, os papéis na mão. "Tali, a gente tem uma tarefa importante. Cliente novo do Rio de Janeiro, campanha grande, precisa revisar o material pra amanhã. O chefe quer você e ele na sala de reuniões às 14h pra alinhar tudo", disse ela, apontando pro tio na sala de vidro. Eu assenti, o coração dando um pulo de novo, mas mantive o sorriso leve. "Beleza, Camis, eu vou. Pode mandar o briefing que eu olho agora." Ela me passou os arquivos no e-mail, e eu abri, os olhos correndo pelas linhas — uma marca de moda carioca, vibe jovem, precisava de reels e posts que pegassem fogo nas redes. Perfeito pra mim.

Às 14h, levantei da mesa, ajeitei a blusinha branca e fui pra sala de reuniões, o quadril balançando enquanto carregava o laptop. O tio já tava lá, de pé perto da mesa, a camisa polo cinza esticada nos ombros enquanto mexia no projetor. "Oi, chefe", disse eu, a voz neutra como ele quer, mas com um bri

A tarde na agência virou um borrão depois da reunião das 14h. Eu voltei pra minha mesa, o laptop aberto, os dedos voando no teclado enquanto o cliente do Rio ficava na minha cabeça. Era uma marca grande, carioca, daquelas que não aceitam meio-termo — precisava ser impecável, algo que explodisse nas redes e fizesse o tio engolir aquele discurso de "quem manda sou eu". Eu queria mostrar que sou mais que a estagiária provocadora, que o fogo que eu carrego não é só na cama — é no trabalho também. Abri os arquivos, joguei o cabelo solto pra trás, ajeitei os óculos grandes no nariz e mergulhei na revisão, o calor de Floripa grudando na minha calça jeans enquanto o ar-condicionado lutava pra dar conta.

Os slides foram tomando forma — reels com funk carioca pesado, cores quentes de praia, um desafio de estilo que ia pegar fogo no Instagram. Coloquei os números que ele pediu, ROI detalhado, projeções de engajamento baseadas na campanha da MarcaViva. Cada linha, cada gráfico, eu caprichava, o sorriso sapeca dançando nos lábios enquanto imaginava a cara dele vendo isso. Ele quer mandar? Tá bem, mas eu entrego algo que ele não pode ignorar. O relógio na parede foi ticando, a agência esvaziando aos poucos — Camila saiu às 17h, a galera foi embora, e eu fiquei, o silêncio tomando conta enquanto o sol caía lá fora.

Por volta das 18h30, terminei. O material tava perfeito — impecável, digno de comemoração, o tipo de coisa que faz cliente assinar na hora. Salvei tudo, levantei da mesa, a calça jeans esticando nas coxas, e fui até a sala de vidro dele, o laptop na mão. Ele tava lá, as persianas ainda abertas, a camisa polo cinza escura amassada de um dia longo, mexendo numas anotações. "Chefe, tá pronto", disse eu, a voz firme mas com aquele toque doce que eu sei que mexe com ele, mesmo ele tentando fingir que não. Coloquei o laptop na mesa, abri os slides e me encostei na cadeira, cruzando as pernas devagar enquanto o olhava por cima das lentes.

Ele levantou os olhos, o rosto sério, e clicou no primeiro slide, o projetor jogando as cores na parede. Eu fiquei quieta, deixando ele absorver — o funk, os números, as ideias que eu sabia que eram ouro. Ele passou slide por slide, os braços cruzados, o silêncio dele pesando enquanto eu mordia o canto do lábio, esperando. "Tá bom, Talita", disse ele finalmente, a voz seca, quase forçada. "Muito bom, na verdade. O cliente vai gostar." Nada de parabéns, nada de sorriso — ele tava fazendo o difícil, tentando manter aquele muro que botou hoje cedo. Eu ri por dentro. Tá, tio, fica aí fingindo que não tá impressionado.

"Que bom que gostou, chefe. Acho que merece uma comemoração, né?" joguei, o tom leve, mas com um brilho nos olhos que ele não podia ignorar. Ele me olhou, os braços ainda cruzados, e balançou a cabeça. "É só trabalho bem feito, Talita. Pede pro Gabriel mandar pro cliente logo cedo antes de sair." Seco, duro, como se pudesse apagar o fogo que eu sei que ainda queima nele. Eu assenti, peguei o laptop e levantei, o quadril balançando enquanto saía da sala. Já eram 19h15, a agência vazia, o céu escuro lá fora. Ele quer jogar assim? Tá bem, mas eu não perco tão fácil.

Voltei pra minha mesa, joguei a mochila no ombro e bati na porta dele de novo. "Chefe, já tá tarde, perdi o ônibus. Pode me dar uma carona pra casa?" perguntei, a voz suave, quase inocente, mas os olhos castanhos brilhando com algo que ele conhece bem. Ele hesitou, o olhar dele me medindo por um segundo, mas assentiu. "Claro, vamos", respondeu, pegando as chaves, a voz firme como se quisesse manter o controle. Eu sorri de leve, seguindo ele até o estacionamento, o calor da noite me envolvendo enquanto entrava no SUV preto dele, o banco frio contra as coxas.

No carro, o silêncio era pesado, o ronco do motor cortando o ar enquanto ele dirigia pras ruas da cidade. Eu reclinei o banco de leve, cruzei as pernas, a calça jeans subindo um pouco, e virei o rosto pra ele, o cabelo solto caindo no ombro. "Sabe, chefe, eu caprichei mesmo nesse material. Tô orgulhosa", disse eu, a voz baixa, quase um sussurro, enquanto mexia no cabelo devagar, os dedos traçando as mechas como se não fosse nada. Ele apertou o volante, os olhos na estrada, mas eu vi o pescoço dele ficar tenso. "Você fez um bom trabalho, Talita. Só isso", respondeu ele, seco de novo, mas eu sabia que ele tava lutando.

Eu ri baixo, me inclinando um pouco pra ele, o cheiro do meu perfume — baunilha com um toque doce — subindo no ar quente do carro. "Você é durão hoje, hein? Mas eu sei que gostou. Dá pra sentir", sussurrei, a voz rouca dançando no espaço entre a gente, as pernas descruzando devagar enquanto o joelho roçava no banco dele, quase tocando, mas não de verdade. Ele engoliu seco, o olhar dele piscando pra mim por um segundo antes de voltar pra estrada. "Talita, eu disse que acabou o jogo", retrucou ele, a voz firme, mas tremendo no fundo. Eu sorri, mordendo o lábio, e me aproximei mais, o cabelo caindo no rosto dele de leve enquanto falava no ouvido dele: "Você acha que manda, mas eu não preciso tocar pra te deixar louco, chefe."

O carro parou na frente do meu prédio, o silêncio pesando enquanto ele desligava o motor. Eu peguei a mochila, abri a bolsa e passei o perfume de novo — um borrifo no pescoço, outro nos pulsos —, o cheiro doce enchendo o carro enquanto ele me olhava, o controle dele rachando nos olhos. "Valeu a carona, chefe", disse eu, a voz lenta, e me inclinei pra ele, os lábios roçando o rosto dele num beijo demorado, quente, quase parando na boca mas não chegando lá. Senti o calor da pele dele, o jeito que ele prendeu o ar, e puxei devagar, o sorriso sapeca brilhando enquanto abria a porta. "Até amanhã", sussurrei, saindo do carro, o quadril balançando enquanto subia os degraus, sem olhar pra trás.

Eu sei que ele ficou ali, o perfume no ar, o beijo queimando no rosto dele, o tesão que ele tenta esconder explodindo no peito. O material pro cliente do Rio tava impecável, eu mostrei meu fogo no trabalho, mas na carona? Eu mostrei que ele não manda tanto assim. Ele pode fazer o difícil, pode dizer que acabou, mas eu provo sem tocar — com o cheiro, com a voz, com o jeito que eu saio e deixo ele querendo mais. O jogo mudou, mas eu ainda tô jogando, e ele vai sentir isso até não aguentar.

Ainda estacionado na frente do prédio da Talita, o motor desligado, o silêncio da noite me engolindo enquanto o perfume dela — baunilha doce, quente — ainda pairava no ar. O beijo lento no meu rosto, os lábios dela roçando minha pele, o sussurro rouco de "até amanhã" tava queimando em mim, o sangue pulsando nas veias, o tesão e a raiva brigando no peito. Eu não tava aguentando mais. Ela tinha entregado um material impecável pro cliente do Rio, algo que eu não podia negar, mas na carona? Ela me quebrou sem nem tocar, jogou aquele jogo dela de novo, e eu saí da agência querendo mostrar quem manda, mas agora tava aqui, duro, perdido, precisando extravasar antes que explodisse.

Peguei o celular no bolso, o coração batendo na garganta enquanto o cheiro dela grudava em mim, o quadril balançando dela subindo os degraus ainda na minha cabeça. Eu precisava apagar isso, tirar ela da minha pele, e só tinha uma pessoa que podia me salvar agora. Mariana. Minha ex, a mulher que eu amei como nunca amei ninguém, a única que já me trouxe paz quando o mundo girava demais. Abri o contato dela, o dedo hesitando antes de ligar, mas eu não tinha escolha — precisava descontar tudo, matar a saudade, tentar esquecer a Talita, mesmo sabendo que ela tava cravada em mim como um prego.

"Oi, Mari", falei quando ela atendeu, a voz rouca saindo mais pesada que eu queria. "Oi! Tudo bem por aí?" respondeu ela, o tom quente dela me acertando como um abraço, e eu fechei os olhos, respirando fundo. "Tô precisando te ver. Hoje, agora. Posso passar aí?" perguntei, direto, sem rodeios, o desespero vazando na voz. Ela ficou quieta por um segundo, o som dela mexendo em algo ao fundo, e depois riu baixo. "Tá bem, vem. Tô no hotel ainda. Me avisa quando chegar." Desliguei, joguei o celular no banco e liguei o carro, o ronco do motor cortando a noite enquanto acelerava pro Beiramar, o peito apertado com uma mistura de alívio e culpa.

Cheguei no hotel dela em 15 minutos, o lobby vazio me recebendo enquanto subia pro quarto que ela tinha me passado por mensagem. Bati na porta, a camisa polo cinza amassada do dia, o cabelo bagunçado, e quando ela abriu, eu quase caí pra trás. Mariana tava de calça legging preta, uma blusa larga cinza caindo no ombro, o cabelo castanho solto, os olhos verdes me olhando com uma surpresa que virou um sorriso. "Você tá com uma cara...", começou ela, mas eu entrei, fechei a porta e a puxei pra mim, as mãos na cintura dela enquanto colava a boca na dela, o beijo saindo faminto, desesperado, como se eu pudesse apagar tudo com ela.

"Porra, Mari, eu precisava disso", murmurei contra os lábios dela, o corpo dela quente contra o meu, o perfume floral dela — leve, tranquilo — invadindo o ar enquanto eu a empurrava pro sofá do quarto. Ela riu baixo, as mãos no meu peito, me seguindo no ritmo enquanto caía comigo, as pernas dela se abrindo pra me encaixar. "Calma, o que aconteceu?" perguntou ela, a voz suave me puxando pro passado, mas eu não respondi — só beijei ela de novo, mais fundo, as mãos subindo pela blusa dela, sentindo a pele macia que eu conhecia tão bem.

Eu queria extravasar, descontar tudo nela — a provocação da Talita, o perfume no carro, o beijo no rosto que me deixou louco —, e Mariana me deixava fazer, gemendo baixo enquanto eu tirava a blusa dela, o sutiã bege caindo no chão, os seios dela livres pras minhas mãos. "Saudade de você", gemi, a boca no pescoço dela, o calor dela me envolvendo enquanto ela puxava minha camisa, as unhas leves nas minhas costas. Era diferente — ela era doce, lenta, os gemidos suaves dela enchendo o quarto enquanto eu a comia ali no sofá, o ritmo firme mas controlado, o amor que eu sentia por ela voltando em ondas.

Mas a comparação veio, inevitável, como um soco no estômago. Talita era selvagem — gritava "me fode forte", cravava as unhas em mim até sangrar, me dominava com uma força que me deixava tonto. No hotel em São Paulo, ela rasgou meu controle, me fez comer ela na piscina, no carro, no sofá do Lucas, sempre no limite, sempre arriscado. Mariana era paixão quieta — os olhos verdes me olhando com ternura, o corpo dela se movendo comigo como uma dança que eu já sabia os passos. Talita me queimava, me fazia perder a cabeça; Mariana me segurava, me trazia de volta. Eu gozei com a Mari, o corpo dela tremendo debaixo de mim, o gemido dela suave no meu ouvido, mas enquanto eu caía no sofá, ofegante, a imagem da Talita — a saia subindo, o perfume doce, o "chefe" sussurrado no carro — voltou, mais forte que nunca.

"Você tá bem mesmo?" perguntou Mariana, deitando do meu lado, o cabelo castanho caindo no rosto enquanto me olhava, os olhos verdes cheios de preocupação. Eu assenti, puxando ela pra perto, o cheiro dela me acalmando enquanto tentava mentir pra mim mesmo. "Tô, Mari. Só precisava te sentir de novo", respondi, a voz rouca, mas por dentro eu tava em pedaços. Queria apagar a Talita, descontar tudo na Mariana, matar a saudade do que a gente teve, mas ela tava lá — o fogo dela, a provocação dela, o jeito que me fazia querer mais mesmo quando eu tentava parar.

Fiquei com a Mari até meia-noite, o corpo dela contra o meu no sofá, o silêncio do quarto me envolvendo enquanto ela dormia no meu peito. Voltei pra casa depois, o carro cheirando a baunilha da Talita, o rosto dela no retrovisor da minha mente enquanto o perfume floral da Mariana ficava na camisa. Eu tava tentando apagar uma com a outra, mas as duas tavam me segurando — a Talita com o caos que eu não conseguia largar, e a Mariana com o amor que eu nunca superei. Eu precisava extravasar, e extravasei, mas o controle que eu queria? Esse eu ainda não tinha encontrado.

Era quarta-feira, 9h da manhã, e eu cheguei na agência com o peso da noite passada ainda no peito. O encontro com Mariana — o beijo faminto, o sexo no sofá do hotel, o calor dela contra mim — tinha sido um escape, uma tentativa de apagar a Talita da minha cabeça, mas o perfume de baunilha dela no carro, o beijo lento no rosto, tavam grudados em mim como uma sombra. Eu não dormi direito, o corpo exausto mas a mente girando, e entrei na sala de vidro com uma camisa polo preta e calça jeans, tentando me segurar no trabalho pra não desmoronar. Precisava de foco, de controle, mas sabia que ela ia estar lá, e que o dia não ia ser fácil.

A agência tava viva — teclados clicando, o sol entrando pelas janelas, o cheiro de café fresco no ar —, e eu tava revisando e-mails quando ouvi o burburinho no corredor. Levantei os olhos, e lá vinha ela. Talita entrou como se o mundo fosse dela, e por um segundo eu esqueci como respirar. Ela tava vestida como um monumento esculpido naquele corpo maravilhoso — uma saia lápis preta que abraçava as coxas morenas, subindo até a cintura fina, uma blusa de seda branca com mangas leves que caía nos ombros, marcando os seios sem mostrar demais, e um salto baixo que dava um clique firme no chão. Nada vulgar, tudo elegante, mas tão perfeito que faria carros baterem na rua, cabeças virarem, o ar parar. O cabelo solto caía em ondas, os óculos grandes brilhavam na luz, e o batom rosa claro nos lábios era um detalhe que matava devagar. Ela era arte, e eu era o idiota preso na galeria.

Ela jogou a mochila na mesa, acenou pra Camila com um sorriso leve, e sentou, cruzando as pernas devagar enquanto abria o laptop. O movimento da saia subindo um pouco nas coxas, o jeito que a blusa caía no decote sutil, tudo era calculado — não pra ser óbvio, mas pra me acertar em cheio. Eu sabia o que ela tava fazendo. Ontem, na carona, ela me provocou sem tocar, me deixou louco com o perfume e o beijo no rosto, e hoje ela tava aqui pra mostrar quem tem mais poder de barganha. Eu tentei cortar o jogo, mas ela tava jogando em outro nível, e eu tava perdendo feio.

O e-mail do cliente do Rio chegou às 9h30, e eu abri, o coração já acelerado. "Material excepcional, engajamento projetado acima do esperado, queremos fechar por seis meses. Parabéns à equipe!" O trabalho dela — os reels, os números, as ideias — tinha sido aprovado, e não só aprovado, mas celebrado. Ela entregou algo impecável, e eu não podia negar. Levantei da cadeira, respirei fundo e chamei ela pra sala de vidro, a voz firme mas tremendo no fundo. "Talita, vem aqui um segundo." Ela virou o rosto, os óculos refletindo a luz, e veio, o quadril balançando na saia lápis enquanto entrava, o salto clicando como um aviso.

"O cliente do Rio aprovou. Gostaram muito", falei, encostado na mesa, os braços cruzados enquanto tentava manter o tom neutro. Ela sorriu — não o sorriso sapeca de antes, mas algo mais calmo, mais poderoso, como se soubesse que tinha me vencido. "Que bom, chefe. Eu disse que ia arrasar, né?" respondeu ela, a voz suave mas carregada, sentando na cadeira e cruzando as pernas de novo, a saia subindo o suficiente pra me fazer engolir seco. "É, você fez um ótimo trabalho. Parabéns", retruquei, seco, tentando não olhar, mas os olhos dela me prendiam, castanhos e brilhantes por cima das lentes.

"Então, merece uma comemoração, não acha?" disse ela, inclinando a cabeça, o cabelo caindo no ombro enquanto mexia nos óculos com o mindinho, um gesto que me matava mesmo sendo tão simples. Eu apertei os braços, o calor subindo pelo pescoço, e balancei a cabeça. "Talita, é só trabalho. Não precisa exagerar." Tentei ser firme, manter o controle que eu jurei retomar, mas ela riu baixo, levantando da cadeira e se aproximando da mesa, o perfume de baunilha dela me acertando como um soco. "Você diz isso, chefe, mas eu sei que tá orgulhoso. E eu sei que sentiu minha falta ontem", sussurrou ela, baixo o suficiente pra ninguém fora da sala ouvir, o corpo dela a centímetros do meu, o poder dela me esmagando sem nem encostar.

Eu fiquei parado, o coração batendo no peito, o tesão e a raiva brigando enquanto ela me olhava, o sorriso leve nos lábios. "Volta pro trabalho, Talita", murmurei, a voz rouca, e ela assentiu, o quadril balançando enquanto saía, o salto ecoando no silêncio da sala. Voltei pra cadeira, as mãos esfregando o rosto, o e-mail do cliente na tela me lembrando que ela era boa — boa demais, no trabalho e no jogo. Tentei apagar ela com a Mariana ontem, mas aqui tava ela, vestida como um sonho, mostrando que o poder de barganha era dela, que eu podia lutar o quanto quisesse, mas ela ainda me tinha na mão.

O dia passou num nevoeiro. Ela ficou na mesa dela, digitando no laptop, as pernas cruzadas, o cabelo solto caindo no rosto enquanto ria com a Camila, alheia ao caos que jogava em mim. Eu revisei contratos, marquei reuniões, mas cada vez que levantava os olhos, ela tava lá — a saia lápis, a blusa de seda, o jeito que mexia na caneta como se soubesse que eu tava olhando. O trabalho do Rio era um triunfo, mas a vitória era dela, e eu sabia disso. Mariana tava na minha cabeça, o sexo de ontem, o amor que eu queria resgatar, mas Talita tava na minha frente, esculpida como um monumento, me provocando sem dizer uma palavra, e eu não conseguia parar de comparar — a paz da Mari, o fogo da Tali, e eu preso no meio, sem controle nenhum.

Era quarta-feira, quase meio-dia, e eu tava na agência tentando me segurar depois da manhã com a Talita. Ela tinha chegado como um monumento — a saia lápis preta, a blusa de seda branca, o corpo esculpido que me derrubava sem esforço —, e o trabalho impecável dela pro cliente do Rio só reforçava o poder que ela jogava na minha cara. Eu precisava sair dali, respirar, encontrar um chão que não tremesse debaixo de mim. Peguei o celular, o coração ainda acelerado do jeito que ela me olhou na sala de vidro, e mandei uma mensagem pra Mariana: "Oi, Mari. Tá livre pra almoçar hoje? Quero te ver." A resposta veio rápido: "Oi! Tô sim, que tal 12h30 no bistrô da Beira-Mar? Te vejo lá." Sorri, o alívio me acertando por um segundo, e saí da sala, avisando a Camila que voltava às 16h.

Cheguei no bistrô às 12h25, o ar fresco do mar entrando pelas janelas abertas, o lugar calmo com mesas de madeira e um cheiro de ervas no ar. Mariana já tava lá, sentada num canto, o cabelo castanho solto caindo nos ombros, uma blusa leve azul que marcava a cintura, os olhos verdes brilhando quando me viu. "Oi, você", disse ela, o sorriso tímido me puxando pra um tempo em que eu sabia quem eu era. "Oi, Mari", respondi, a voz rouca enquanto sentava na frente dela, o peso da manhã aliviando um pouco com o jeito que ela me olhava. Pedimos um risoto de limão e uma taça de vinho branco cada, e a conversa fluiu — ela falando de um projeto novo, eu contando do cliente do Rio, o passado voltando em pedaços que me faziam lembrar por que eu a amei tanto.

"Você tá mais leve hoje", disse ela, mexendo no garfo, os olhos verdes me estudando enquanto tomava um gole de vinho. "Tô tentando, Mari. Você me faz bem", respondi, sincero, a mão dela roçando na minha por um segundo enquanto ria de algo bobo que eu disse. Era verdade — ela me acalmava, trazia uma paz que a Talita nunca ia me dar. O almoço passou devagar, o risoto quente no prato, o vinho gelado na garganta, e por um momento eu quase esqueci o fogo da agência, o perfume de baunilha, o jeito que a Talita me quebrava sem nem tentar. Quase. Saímos às 15h30, eu a levei de volta pro hotel, e ela me deu um beijo rápido no canto da boca antes de descer do carro. "A gente se vê de novo antes de eu ir embora, tá?" disse ela, e eu assenti, o calor dela me segurando enquanto voltava pra agência.

Cheguei às 16h, o prédio silencioso. Entrei na sala de vidro, joguei as chaves na mesa e sentei, o cheiro do mar da Mariana ainda na camisa, mas o peso da Talita voltando como um soco. Abri a gaveta pra pegar uma caneta, e foi aí que eu vi — uma calcinha preta, minúscula, dobrada com cuidado, o tecido brilhante me acertando como um tiro. Em cima, um bilhete num papelzinho amarelo, a letra dela redonda e provocadora: "Chefe, guardei isso pra você lembrar quem eu sou. Não resiste, eu sei. Beijo, T." O perfume de baunilha tava impregnado na calcinha, subindo no ar enquanto eu pegava o bilhete, o coração disparando, o pau duro na calça antes que eu pudesse pensar.

Eu fiquei parado, o papel tremendo na mão, o cheiro dela me envolvendo enquanto a imagem dela na saia lápis, o beijo no carro, o boquete no sofá do Lucas, tudo voltava em flashes. Era impossível resistir — ela sabia disso, sabia que me tinha na palma da mão, e aquele bilhete, aquela calcinha, era a prova. Tentei apagar ela com a Mariana, o almoço, o risoto, os olhos verdes que me acalmavam, mas a Talita tava ali, na minha gaveta, na minha cabeça, no meu corpo, me provocando de um jeito que eu não conseguia lutar. Amassei o bilhete, joguei na gaveta com a calcinha e fechei com força, as mãos esfregando o rosto enquanto tentava respirar.

Ela tava na mesa dela quando levantei os olhos, a blusa de seda brilhando na luz, as pernas cruzadas na saia lápis, digitando no laptop como se nada tivesse acontecido. O trabalho do Rio tava aprovado, ela tinha me vencido ali, e agora isso — a surpresa, o bilhete, o poder dela me esmagando de novo. Mariana era paz, amor, um passado que eu queria resgatar, mas Talita era fogo, caos, um presente que eu não conseguia largar. Eu tava tentando mostrar quem manda, mas ela me lembrava, sem nem abrir a boca, que o controle era dela — e eu, por mais que odiasse admitir, não resistia.

Quase 18h, e a agência tava esvaziando, o sol já baixo no céu de Floripa enquanto eu tentava me recompor na sala de vidro. A calcinha preta na gaveta, o bilhete da Talita — "Chefe, guardei isso pra você lembrar quem eu sou. Não resiste, eu sei" —, tavam me queimando desde as 16h, o perfume de baunilha dela grudado na minha cabeça, o tesão e a raiva me comendo vivo. Eu tinha tentado apagar ela com a Mariana no almoço, mas ela me puxava de volta, me provocava sem nem estar na sala, e eu tava no limite. Chega. Ela queria jogar? Eu ia mostrar quem manda, de uma vez por todas.

Levantei da cadeira, joguei as chaves no bolso e saí da sala, o coração batendo forte enquanto via ela na mesa, arrumando a mochila. A saia lápis preta abraçava as coxas morenas, a blusa de seda branca caía nos ombros, o cabelo solto brilhando na luz fraca. "Talita, vamos descer juntos", chamei, a voz firme, quase um comando, e ela virou o rosto, os óculos grandes refletindo a luz, o sorriso sapeca aparecendo por um segundo antes de assentir. "Claro, chefe", respondeu ela, o tom doce carregado de provocação, enquanto pegava a mochila e vinha atrás de mim, o salto clicando no chão.

Entramos no elevador, o espaço pequeno me sufocando com o cheiro dela — baunilha, calor, perigo. Apertei o botão do térreo, as portas se fecharam, e o silêncio caiu, pesado, enquanto ela se encostava na parede, o quadril balançando de leve, me olhando por cima das lentes. "Dia cheio, hein, chefe?" disse ela, a voz rouca dançando no ar, e eu apertei os punhos, o bilhete dela na gaveta ecoando na minha mente. Antes que eu pudesse responder, um estrondo veio do prédio — as luzes piscaram, o elevador deu um solavanco, e tudo apagou. Escuridão total, o gerador não ligou, e o elevador travou, preso entre os andares, o silêncio cortado só pela respiração dela.

"Porra, que merda", murmurei, mas ela riu baixo, o som me acertando como um tiro. "Parece que ficamos presos, chefe. E agora?" perguntou ela, o tom provocador me desafiando, e eu perdi o controle. Chega de jogo, chega de provocação. Virei pra ela, o escuro me guiando pelo calor do corpo dela, e agarrei ela pela cintura, as mãos firmes enquanto a empurrava contra a parede do elevador, o metal frio rangendo com o impacto. "Agora você vai ver quem manda, sua putinha", rosnei, a voz grossa saindo rouca, e ela gemeu baixo, o som ecoando no espaço enquanto eu rasgava a blusa de seda dela, os botões voando, os seios livres pras minhas mãos.

"Porra, chefe", gemeu ela, mas eu não dei espaço — puxei a saia lápis pra cima, as coxas morenas nuas contra mim, e rasguei a calcinha que ela nem devia estar usando, o tecido cedendo enquanto eu abria minha calça, o pau duro pulando pra fora. "Você queria me provocar? Agora aguenta", mandei, levantando ela contra a parede, as pernas dela se abrindo enquanto eu entrava nela de uma vez, forte, selvagem, sem margem pra nada. Ela gritou, o som ecoando no elevador, rouco e alto, as unhas cravando no meu pescoço enquanto eu metia com força, o ritmo brutal, o metal tremendo com cada estocada.

"Quem manda aqui, Talita? Fala", rosnei no ouvido dela, uma mão na bunda dela, a outra no cabelo, puxando a cabeça dela pra trás enquanto eu a comia como ninguém nunca comeu — magistral, animal, o tesão explodindo em mim enquanto ela gritava de novo, o corpo pequeno tremendo contra o meu. "Você, porra, você manda, chefe", gritou ela, a voz quebrando, os gemidos ecoando no espaço fechado enquanto eu acelerava, o calor dela me engolindo, o prazer me cegando. "Isso, minha putinha, agora goza pra mim", ordenei, os dentes no pescoço dela, e ela obedeceu, o orgasmo dela explodindo nas coxas, o grito rouco reverberando no elevador enquanto eu gozava logo depois, forte, selvagem, o mundo apagando por um segundo enquanto caía contra ela, ofegante.

O silêncio voltou, pesado, só o som da nossa respiração cortando o ar enquanto eu a segurava contra a parede, o corpo dela mole contra o meu, o perfume de baunilha misturado com suor. "Você não me provoca mais, entendeu?" murmurei, a voz rouca no ouvido dela, e ela riu baixo, fraca, os óculos tortos no rosto enquanto assentia. "Tá bem, chefe", sussurrou ela, mas o tom dela ainda tinha aquele brilho, mesmo quebrada. As luzes piscaram de volta, o elevador deu um solavanco e desceu, as portas se abrindo no térreo como se nada tivesse acontecido.

Ela ajeitou a saia, a blusa rasgada coberta pela mochila, e saiu, o quadril balançando devagar enquanto me olhava por cima do ombro, o sorriso sapeca voltando por um segundo. Eu fiquei parado, a calça ajeitada, o peito subindo e descendo, o eco dos gritos dela na cabeça enquanto saía atrás. Eu a comi como nunca, selvagem, magistral, mostrei quem manda — mas no fundo, o fogo dela ainda tava lá, e eu sabia que o jogo não tinha acabado. Mariana tava na minha mente, o almoço, a paz dela, mas Talita tava no meu sangue, e eu tinha acabado de provar que podia dominá-la — pelo menos por agora.

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