Seis meses se passaram desde o dia em que Lina me abraçou daquele jeito e plantou uma semente de desejo que crescia cada vez mais dentro de mim. Desde então, todos os nossos encontros aconteciam em meio à família, sempre com aquela troca de olhares intensos e carregados de algo que só nós dois sabíamos. Nossos olhos conversavam o que nossas bocas não podiam.
Apesar disso, nunca ficamos a sós novamente. Na presença de outros, éramos apenas Sérgio e tia Lina, familiares como qualquer outro, mas no fundo havia uma tensão latente, algo que pulsava entre nós a cada vez que nos cruzávamos.
Eu mantinha uma rotina matinal de tomar café com dona Glória, mãe de tia Lina, antes de ir para a academia. Adorava a senhora como se fosse minha própria mãe, e aquele momento do dia era sempre reconfortante. Às vezes, Lina nos fazia companhia na mesa. E, quando aparecia, era sempre uma surpresa. Algumas vezes vestia roupas comuns, mas em outras... Lina sabia provocar.
Mas aquele dia... aquele dia foi diferente.
Cheguei à casa de dona Glória cedo, como de costume, e ela me recebeu com um sorriso caloroso. Sentamos à mesa, e estávamos no meio de uma conversa sobre trivialidades quando Lina surgiu do quarto. Meu corpo inteiro travou.
Ela usava um micro short que deixava todo o contorno de suas coxas à mostra, subindo o suficiente para expor a metade de sua bunda. A blusa estilo nadador rosa era solta, bem fina, praticamente transparente, com um decote tão profundo que era convidativo. Pela lateral, dava para ver parte dos seios volumosos e até a sombra da auréola enorme que ela tem. Fiquei estático. Não sabia para onde olhar, e ao mesmo tempo, sabia exatamente onde meus olhos queriam ficar.
Lina parou na porta, deu aquele sorriso malicioso, que só ela sabia fazer, e me cumprimentou.
— Bom dia, meu sobrinho! — A entonação carregava uma provocação descarada.
Engoli seco e respondi, tentando parecer casual:
— Bom dia, tia Lina!
Dona Glória levantou a cabeça, olhou para a filha, e franziu a testa.
— Minha filha, que roupa é essa? Respeita o Sérgio, ele é casado! E com a sua sobrinha.
Lina deu de ombros, fingindo inocência.
— Mãe, é só uma roupa de dormir! Sérgio vive aqui, ele é de casa. Aposto que nem repara mais.
Eu balancei a cabeça, tentando aliviar a situação.
— Sem problemas, dona Glória. Estou acostumado.
Por dentro, estava longe de estar acostumado. Meu coração batia forte, e o suor na minha testa denunciava o quanto eu estava afetado. Lina se sentou de frente para mim, cruzou as pernas lentamente e começou a tomar seu café. Durante toda a conversa, ela mantinha seus olhos nos meus, deslizando o dedo pelo copo ou ajustando discretamente o decote, deixando ainda mais evidente o que eu já não conseguia parar de imaginar.
Tentei desviar o olhar várias vezes, mas a cada vez que o fazia, ela ria baixinho e me provocava ainda mais, fingindo que nada estava acontecendo. Era um jogo perigoso, mas Lina sabia exatamente o que estava fazendo.
Quando o café terminou, me levantei para ir embora. Dona Glória, como sempre, agradeceu pela companhia e pediu um favor à filha:
— Lina, leva o Sérgio até o portão, por favor.
— Claro, mãe! — respondeu com um sorriso que, para mim, dizia muito mais.
Ela foi na frente, e cada passo era uma provocação. O short subia ainda mais conforme ela andava, revelando mais do que deveria. Meu corpo inteiro estava em alerta. Eu estava à beira de perder o controle de tão excitado.
Ao chegarmos ao portão, Lina fez questão de se inclinar exageradamente para olhar para fora, como se quisesse garantir que não havia ninguém. Era óbvio que era apenas um pretexto, e eu sabia disso. Quando ela voltou à posição normal, me virei para ela. Não resisti.
A puxei para um abraço, tentando controlar a intensidade, mas Lina fez questão de apertar nossos corpos. Eu me inclinei para perto do ouvido dela e sussurrei:
— Sua sorte é que dona Glória está em casa. Se não estivesse, não iria passar de hoje.
Ela se afastou um pouco, com um sorriso cheio de malícia.
— Será? — respondeu, me dando um beijo no rosto que parecia ter a intenção de incendiar meu corpo.
Antes que eu pudesse reagir, ela abriu o portão, ainda com aquele sorriso, e o fechou logo em seguida.
No caminho para o trabalho, meus pensamentos estavam completamente tomados por ela. Eu revivia cada detalhe daquele encontro: o sorriso dela, as provocações, a roupa ousada, o calor do abraço. Lina era um furacão, e eu estava no olho da tempestade.
Mais uma vez, minha mente não conseguia escapar da vontade insaciável de descobrir tudo o que aquele corpo prometia. Aquele jogo estava ficando cada vez mais intenso, e eu sabia que, cedo ou tarde, um de nós iria ceder.
(Continua...)