Minha esposa me traiu com o meu maior inimigo ( parte 3)

Um conto erótico de Lael
Categoria: Heterossexual
Contém 3510 palavras
Data: 04/04/2025 20:02:25

Passei aquela madrugada sentado deitado na rede na varanda, alternando entre momentos em que simplesmente olhava fixamente para o nada com outros em que chorava não querendo acreditar. Eu estava devastado e cogitei até mesmo acabar com a minha vida, cheguei a olhar para a pequena portinhola do sótão, que mais parecia uma janelinha, e pensei em pegar a arma. Perto de amanhecer, fui para o quarto, acho que só peguei no sono lá pelas 7 da manhã e às 11h já acordei.

Apesar de tentar disfarçar bem a dor e o ódio que estava sentindo, Evelyn percebeu que eu estava mal e me questionou, disse que não tinha dormido bem por causa de problemas no trabalho, mas devo admitir que tive que me segurar para não perder a cabeça e espanca-la com gosto.

Mais tarde, subi ao sótão para pegar a arma. Após o almoço, tentei tirar um cochilo, mas a cabeça não deixava. Fingi que fui trabalhar no horário de sempre, mas liguei para a churrascaria e avisei que teria que faltar, pois estava doente. Para a merda que estava prestes a fazer, pouco me importava com aquele empreguinho.

Eles tinham marcado para às 18h. Eu não poderia ficar de plantão na rua, esperando Fabio chegar, pois corria o risco dele me ver e simplesmente passar batido. Foi por isso que decidi ficar em outra rua e só entrar em casa após às 18h40.

Perto do horário, fui caminhando tenso rumo à minha rua, com a arma na cintura e a camisa a cobrindo. Já estava escuro, notei que havia um carro seminovo parado na porta, certamente, era da concessionária de Fabio. O canalha era tão abusado que nem se dava ao trabalho de deixar o veículo um pouco afastado e vir a pé para não chamar a atenção dos vizinhos.

Imaginei que eles já estavam começando a farrinha, mas era preciso ter cuidado, pois o portão da frente fazia um pequeno barulho quando era aberto e eu queria pegar ambos no flagra, sem tempo para gritaria ou quem sabe, fugirem. Coloquei a chave na fechadura e esperei pelo momento em que um carro ou uma moto barulhenta passassem, pois isso abafaria o som.

Deu certo e pouco depois já estava no quintal de minha casa, me encaminhando para perto da porta da sala, foi quando ouvi risos de ambos. Aguardei um tempo e depois me posicionei em frente a janela, os vidros estavam fechados e as cortinas azuis cerradas, mas não totalmente, dava para ver boa parte da sala. Minha intenção era pegar os dois no meio do ato sexual, quem sabe assim, não conseguisse escapar da prisão, alegando privação de sentidos ou ao menos pegar uma pena pequena, mas para falar a verdade, naquele momento, nem eu mesmo sabia se queria continuar vivendo, a única certeza é que os adúlteros mereciam morrer.

Quando olhei pelo espaço que cortina não cobriu, vi Evelyn simplesmente sentada de lado no colo de Fabio, que por sua vez estava sentado na minha poltrona de couro. Ela usava um baby-dool preto transparente e o beijava com vontade, enquanto o mesmo alisava as costas de minha esposa com uma mão e segurava uma latinha de cerveja com a outra.

A casa estava toda trancada, mas se abrisse a porta da sala, poderia imprensa-los de tal forma que dificilmente escapariam, entretanto, eu nunca tinha atirado na minha vida e um dos dois, poderia conseguir fugir pela porta da cozinha que era o cômodo seguinte ao da sala. Decidi esperar para pegá-los literalmente, na cama, pois no quarto e deitados, não teriam como escapar.

Os beijos continuaram por um tempo, até que Evelyn ficou de joelhos diante de Fábio e começou a tirar a cinta dele. O canalha ajudou e logo estava sem calças, esfregando a bunda na minha poltrona, onde não só eu ficava, mas também nosso filho. Pouco depois, minha esposa começou a punhetá-lo e seguida lhe fez um boquete.

Com aquele baby-dool transparente que permitia ver sua calcinha fio dental preta, Evelyn subia e descia a cabeça chupando o pau de meu irmão que chegou a fechar os olhos e estampar um sorriso cafajeste. Não há como mensurar a minha tristeza vendo aquela cena, para outros, seria muito erótica, para mim, era como ver alguém que se ama morto, meu casamento tinha morrido ali e eu olhava devastado.

Um tempo depois, foram para o sofá maior, entretanto, o espaço da cortina não me permitia ver nada, não sei se ele a chupou ou se fizeram um 69, apenas ouvi alguns risos e gemidos dela que disse coisas:

-Ai! Que delícia, assim! Aí mesmo, safado gostoso. Quer comer meu cuzinho, quer?

-Claro que quero e vou!

-Então capricha, se eu gozar gostoso e mais de uma vez, te dou ele e na minha cama, como você gosta.

-Demorô! Ahahahaha!

Aquelas palavras foram ainda mais impactantes que as cenas que tinha acabado de ver. Sei que um mister perfeição diria, “Eu já entrava nessa hora e metia bala”. Eu também pensava assim, mas quando se vive a situação é diferente e a reação é inesperada, mesmo tendo tudo esquematizado para mata-los, naquele momento, perdi as forças e com os olhos marejados, fiquei inerte.

Até que os ouvi indo para a cama, e sem pensar em nada, dei a volta mecanicamente para o outro lado da casa no rumo do quarto. A nossa janela era de madeira estilo veneziana com aquelas pequenas aberturas horizontais. Como a cortina não estava esticada, consegui vê-los, quase que totalmente. Minha esposa estava sentada na cama e Fabio em pé de frente para ela oferecendo o pau para que a mesma chupasse. Pouco depois, se beijaram novamente, o filho da puta se deitou na cama e ela se sentou com a boceta no rosto dele passando a esfregar freneticamente em sua cara.

Um bom tempo depois, o canalha a colocou na posição de frango assado e passou a penetrá-la sem camisinha. Pude ver, bem de perto o pau dele entrando e saindo da boceta de Evelyn. Trepavam de maneira cadenciada, meu irmão não demonstrava uma performance extraordinária, mas também não era um fiasco, conseguia arrancar gemidos e falas de prazer de “sua cunhadinha” que já de boca aberta e o olhando com tesão disse:

-Gostosoooo! Você é meu comedor safado! Tava com saudades da minha bocetinha?

-Muito! A gente tem que trepar pelo menos umas duas vezes por semana. Respondeu Fabio com a voz já modificada pelo tesão.

A piranha gargalhou.

Um tempo depois, ele colocou Evelyn de quatro, beijou a linda bundinha dela e socou em sua boceta novamente de maneira cadenciada. De repente, passou a dar uns tapas fortes nas nádegas dela, deixando até marcas e passou a estocar mais forte, fazendo-a gemer alto. Minha esposa deitou a cabeça na cama, o que deixou seu bumbum mais empinado para ele que começou a socar insanamente. Depois, trocaram de posição, ela veio por cima e passou a quicar nele de um jeito gostoso que eu sabia bem. Creio que pouco mais de um minuto, minha os dois não aguentaram e gozaram juntos aos berros.

Evelyn tombou para o lado com a boceta cheia de porra do amante, riram um pouco e ainda se beijaram como um casalzinho feliz.

Tudo estava rodando e, admito, não consegui dar o flagrante e acabar com os 2, apenas saí, desci a rua como um doido, chorando. Entrei em umas 3 ou 4 ruas, até que exausto parei em frente a uma loja de material escolar, daquelas que a calçada é grande com espaço para dois carros estacionarem de frente e com um toldo grande para proteger da chuva.

Deviam ser umas 19h40, cedo ainda, mas a loja já estava fechada e a rua bem morta. Sentei-me no degrau e encostei na porta de ferro. Eu amava Evelyn mais do que esperava e ao ver tudo aquilo, cheguei a conclusão que aquela dor não cessaria se a matasse, o jeito era eu dar cabo da minha própria vida. Sem pensar em mais nada, coloquei a arma apontada para a minha cabeça. Minha mão tremia, muito comecei a chorar e fiquei naquela hesitação, já com o dedo no gatilho. Entretanto, nesse momento pensei em meu filho e em como seria difícil para ele crescer naquele lugar sem um pai. Acabei afastando um pouco mais a arma da minha têmpora, mas sem querer, acabei disparando para o alto e me levantei assustado. No mesmo momento, ouvi alguém gritando do outro lado:

-Por favor, não atire! Não atire! Pode levar tudo! Carro, dinheiro, cartão...

Era o pastor Josias pulando feito uma pipoca com as mãos para o alto e olhando para o local em que eu estava. Apesar de não ser dia de culto, ele estava saindo da sua igreja que ficava em frente à loja em que eu tinha parado.

De repente, o pastor me olhou e mesmo assustado me reconheceu:

-Renatinho!? Perguntou ainda desconfiado.

Vendo que eu nada dizia, ele voltou a falar:

-Pra que isso, filho? Fomos vizinhos! Vai atirar num homem que só faz pregar a Palavra de Deus?

Novamente, não respondi nada, estava em choque com o disparo acidental. Creio que o pastor Josias percebeu e refeito do verdadeiro cagaço que tinha sentido, atravessou a rua e se aproximou de mim. Chamou-me umas 3 vezes, mas eu seguia em silêncio. Ele colocou a mão em minhas costas e começou a me levar lentamente para o outro lado em direção à sua igreja.

Como não esbocei nenhuma reação, o pastor conseguiu pegar a arma de minha mão. Entramos na igreja, ele me trouxe um copo d’água. Estava falando sem parar, mas eu seguia em transe.

Vale aqui explicar quem era o pastor Josias, um homem de 58 anos, que até os 46, 47, era um tremendo boêmio, ligado a uma escola de samba da região, mulherengo e cachaceiro de primeira. Entretanto, um dia disse que “ouviu um chamado”, começou a frequentar uma igreja e pouco depois criou a sua própria, “prosperando” rapidamente. Tanto que além daquela que estávamos, tinha mais 4 grandes. Não era tão super milionário ou famoso com um desses pastores e bispos da TV, mas, certamente, estava montado na grana e era conhecido como o pastor 171 por muitos no bairro. Fisicamente lembrava muito o saudoso ator Milton Gonçalves, quando esse tinha por volta dos 55, 60 anos. Era negro, tinha um pouco de barriga e bem comunicativo.

Antes de passar a ganhar dinheiro sem fazer nada, quer dizer, antes de montar sua igreja, Josias era vizinho da casa do meu pai. Conheci seus muitos filhos, especialmente o Gilzinho, que era surdo e mudo e tinha algum tipo de deficiência mental que eu nunca soube de fato o que era.

Josias seguiu tentando me fazer falar, até que saí do meu transe e decidi contar tudo, não só dá traição que acabara de ver mas também da vida de merda que estava levando, mesmo tendo me preparado tanto. Ele tentou me dar alguns conselhos sobre tentar tal área, empresa, tudo que eu já havia feito há anos.

Vendo que apesar de eu não ter conseguido me matar naquela noite, poderia tentar novamente, o pastor 171 respirou fundo e me olhou com cara de tristeza por longos segundos. Josias cheirava a farsa, mas notei que estava realmente apiedado de mim. Nessa hora pensei “Olha o fundo do poço que cheguei, até um picareta que toma dinheiro de velhinha consegue sentir pena de mim”.

O pastor então falou levantando do banco e erguendo a mão, disse:

-Pois eu sei como te ajudar!

Pensei comigo: “Ah! Não vai começar com batatada de pedir que eu entre para a sua igreja ou vai fazer uma oração! Cadê a arma?”

-Com todo respeito, Josias, quer dizer, pastor, mas não sou religioso e não tô com cabeça para ouvir pregação.

-Não! Eu tô falando de outra coisa! Sei como te ajudar! Certamente, você conhece o deputado estadual Kikinho? Era do bairro e tá sempre por aqui visitando a escola de samba, os times de várzea, as associações e principalmente, a minha igreja. Ele vai arrumar a sua vida! Com a sua formação, tenho certeza que se dará bem. O homem tem um império na área de construção de imóveis, fora outras coisinhas aqui e ali...

-Pastor, agradeço novamente, mas esse negócio de entregar currículo para político, já cansei de fazer e o único retorno que tive após meses foi de uma vaga para arrumar gôndolas de supermercado.

-Não, não, mas eu pedindo será diferente, Kikinho e eu somos amigos de longa data, desde os tempos de putaria no carna..., opa, da vida pregressa, que felizmente estou liberto, me deve muitos favores, vou falar com ele amanhã mesmo e se você não estiver num emprego excelente no máximo em 10 dias, pode vir me xingar aqui e na hora do culto!

Josias parecia estar falando sério, mas continuei desconfiado:

-Por que o senhor faria isso por mim?

Josias se sentou novamente de frente para mim:

-Tem um dito popular que é assim: "Quem meu filho beija, minha boca adoça" e nos tempos em que eu ainda era um homem não liberto, lembro-me bem do jeito que você tratava o Gilzinho. Enquanto toda molecada da rua, inclusive seu irmão cafajeste, fazia troça da cara dele ou o desprezava, você o tratava como um igual a todos, levava-o para jogar bolar, brincar, dar uma volta. Para quem tem um filho nessas condições, esse tipo de atitude não tem preço, aliás já deveria tê-lo recompensado antes, mas sabe como é, nessa correria da vida, a gente acaba se esquecendo. Considere feito, você terá o emprego dos sonhos em poucos dias.

-Se for realmente verdade, agradeço ao senhor, mas isso não resolve o restante, meu casamento acabou, minha mulher e meu irmão...

-Vingue-se deles! – Berrou o pastor revirando os olhos e jogando as mãos para o alto de maneira estrambólica.

-Isso mesmo! Vingue-se deles, mas não como queria fazer. Dê tempo ao tempo, um degrau por vez. Quando estiver com poder nas mãos, use sua inteligência para ir destruindo-os aos poucos. Matar é burrice! Você vai em cana e seu filho crescerá te odiando. Acabar com a sua vida seria mais burrice ainda! Na hora certa e com as rédeas nas mãos, haja!

Apesar das caretas e dos berros, até que o que o pastor dizia tinha sentido. Fazer uma merda não resolveria, mas uma vingança bem pensada seria maravilhoso.

Ao término da conversa, o pastor me convenceu a ficar em um hotel e só voltar para casa no dia seguinte de preferência na parte da tarde para ter uma conversa séria com Evelyn, porém sem violência.

Mandei uma mensagem de áudio bem seca para minha esposa: Dormirei fora esta noite. Volto amanhã. Um tempo depois, começaram a chegar áudios dela. Era um misto de fúria por pensar que talvez eu estivesse com outra e ainda tendo a cara de pau de avisar que não iria para casa, com um pouco de medo de eu ter descoberto sua traição em nossa cama. Ignorei todas as mensagens e tentei dormir.

Apesar de todo estresse que passei, decidi quebrar a cabeça sobre como agiria no dia seguinte. Após pensar muito, consegui pegar no sono e descansei por algumas horas.

Acordei por volta das 10h30 e já tinha mais uma penca de mensagens no meu celular. Ignorei novamente. Tomei um banho, seguido de um café bem reforçado e só aí respondi com outra mensagem curta e seca: “Precisamos conversar. Leve o Thiago para a casa de seus pais. Chego dentro de uma hora”.

Certamente, Evelyn sacou que eu tinha descoberto seu caso com meu irmão e não mandou mais nenhum áudio. Por volta das 14h, cheguei em casa. Ao me ver, ela, que estava sentada na cozinha, ficou pálida, mas tentou manter a pose:

-O senhor pode me explicar que novidade é essa de mandar uma mensagem dizendo que dormirá fora sem explicar o motivo? O que aconteceu? Após tantos anos, finalmente conseguiu ficar com a sua paixãozinha de adolescência e agora vai abandonar a família?

Evelyn morria de ciúmes de Monica, minha ex-namorada que já citei anteriormente. Entretanto, ela tinha se casado e muito bem com um alemão, há uns 5 anos, morava na Europa e vinha 2 vezes por ano ao Brasil para visitar os pais que seguiam no mesmo bairro. Em umas 2 ou 3 ocasiões, conversamos, mas como amigos, porém minha esposa acreditava que nós dois ainda tínhamos um olhar diferente um para o outro, Só que agora, o que ela tentava fazer era um teatro desesperado para mudar o foco da conversa. Sentei-me calmamente e fui direto ao ponto:

-Eu vi tudo, Evelyn...

-Tudo o quê?! – Perguntou em um tom de voz aflito, como quem já sabe o que ouvirá.

-Fabio e você trepando aqui, ontem, ele esfregando o rabo na poltrona que gosto e você o chupando, depois foram para o quarto e foderam sabe-se lá quantas vezes, só consegui ver a primeira.

Evelyn nem teve como negar, apenas disse, quase sem voz:

-Como...

Em seguida, ficou totalmente perdida, parecia que ia desmaiar. Tentou se levantar, sentiu um fingiu sentir uma forte tontura e se sentou. Em seguida, começou a chorar copiosamente, enquanto eu assistia resignado. Foram longos minutos assim. Creio que até ela se espantou com o fato de eu não dizer nada e isso deve ter lhe dado a esperança de que no fundo, fosse a perdoar, mesmo magoado. Evelyn pegou fôlego e começou a falar:

-Eu juro foram poucas vezes, não mais do que 3 encontros...

-Seis meses. Respondi olhando para o nada.

Evelyn se assustou:

-Como você sabe?! Tem certeza disso?!

-Isso não vem ao caso, mesmo que ontem tivesse sido a 1ª vez, fato é que você matou a nossa família. Nosso casamento acabou e poupe-me do velho show que muitas vagabundas fazem quando são descobertas, de pedirem perdão, se ajoelharem...

Meu tom de voz era calmo e era assim que me sentia, um contraste com minhas atitudes do dia anterior.

-Mas você precisa me ouvir.

-Pode falar, mas nada mudará a minha decisão.

Evelyn chorou mais um tempo depois começou a dizer com a voz enrolada por causa do choro:

-Você sabe que eu te amo! O Fabio vive me cantando desde antes de eu engravidar, sempre quis ter algo comigo. Os anos se passaram e ele seguiu com essa fixação...A gente tava numa fase ruim, brigando por qualquer coisa, pouco dinheiro, ficando dias sem transar...E de tanto ele insistir, um dia cedi, passamos a ter um caso, era uma fuga dessa vida sem graça, mas juro pelo Thiago, eu não deixei de te amar e só agora percebi o tamanho da burrada que fiz, sem você não sou nada.

-Foi uma grande filha da putice, sua e dele e para dobrarem a aposta, ainda tinha que ser na nossa casa?

-Isso foi coisa dele, dizia que dava mais tesão, mas acho que agora é porque deve estar mesmo duro, ele falou por alto que a concessionária está prestes a falir, contas atrasadas, só que, Renato, você tem todos os motivos do mundo para estar com ódio, mas te peço um tempo para deixarmos as coisas esfriar, juro que nunca mais se repetirá nem com ele nem com outro, estou sentindo como se tivesse morrido uma pessoa muito próxima.

-E morreu mesmo, nosso casamento morreu, nossa família acabou. Explique isso para o Thiago quando ele estiver maior, diga “A mamãe estava chateada com os problemas que todo casal tem e resolveu trepar com o tio Fabio, seu pai descobriu e não gostou”. Tenho certeza que ele entenderá.

A partir daí, Evelyn passou a fazer um longo monólogo que só era interrompido pelo choro. Falava, falava, falava, por um momento achei que quebraria o recorde do discurso mais longo do mundo. Ela tentou me abraçar, pedindo perdão, somente nesse momento, me irritei e a empurrei forte.

-Vai pra lá! Você já falou para caralho! Agora escuta! Vamos ser práticos aqui! Nós vamos nos separar sim, só preciso saber de uma coisa, você prefere que terminemos dizendo a todos que decidimos isso porque estávamos brigando demais ou quer que eu conte a todos que por pelo menos seis meses, você levava pica do meu irmão na boceta e no cu na nossa própria cama enquanto eu quase torrava dentro daquela churrascaria? Qual versão será menos impactante para seus pais e amigos?

Evelyn não respondeu, ficou choramingando. Perdi a cabeça e berrei como um louco, dando um murro na mesa.

-Responde, vagabunda de merda!

Evelyn deu um pulo da cadeira, voltou a chorar, mas finalmente disse que preferia que contássemos que estávamos brigando demais e por isso o melhor era a separação.

-Tudo bem. Então você fará exatamente o que eu direi agora.

A partir daí, começaria uma caminhada longa rumo a me vingar de ambos, e ainda teria o encontro com o deputado Kikinho que poderia ser o início de uma guinada em minha vida ou apenas mais uma furada.

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Foto de perfil de Lael Lael Contos: 265Seguidores: 781Seguindo: 11Mensagem Devido a correria, não tenho conseguido escrever na mesma frequência. Peço desculpas aos que acompanham meus contos.

Comentários

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Ódio entre irmãos é phodä (com ph e trema!). Lembrei de uma conversa de botequim com um renomado jornalista sobre o escândalo que derrubou o então presidente Collor. Segundo suas apurações com funcionários de Pedro Collor (irmão do presidente) e de sua esposa Tereza Collor (cunhada do presidente), ele comia a cunhada desde antes de ser eleito. Com a eleição eles passaram a se encontrar na casa do corno, digo, do irmão do presidente tentando despistar a segurança. O corno acabou descobrindo, botou a boca no trombone, entregou todos os esquemas do irmão que acabou perdendo a presidência. A família "tradicional" pressionou o traído a colocar panos quentes na história temendo um escândalo maior. Pedro Collor "perdoou" a vagaba e morreu de câncer alguns anos depois. Fernando Collor se separou da esposa, se elegeu senador e, nas últimas eleições apoiou Bolsonaro "pelos valores da família cristã"...

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Ficou bem claro que o irmão trambiqueiro faz os negócios e leva os sócios à falência por ser um pessimo administrador. Uma boa vingança seria juntar todos esses ex-sócios que faliram pra dar uma lição nele. Afinal de contas ele vai se dar bem todas as vezes?? Tem que levar uma surra.

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Lance mais um capítulo ainda hoje, se não pude amanhã cedo.

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Cara demais nota mil sem palavras e vamos nessa

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Está ficando interessante, finalmente um protagonista traído que resolve se vingar, espero que ele coma a mulher do irmão no mínimo, mas espero que desgrace completamente com ambos.

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Maravilhoso so mesmo vc para essa mudança de rumo

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