Minha namorada tem onlyfans

Um conto erótico de Diego
Categoria: Heterossexual
Contém 2079 palavras
Data: 05/04/2025 00:39:10

Diego tinha 18 anos e um corpo que ainda carregava os traços da adolescência tardia — magro, mas com ombros largos que prometiam se definir com o tempo. O cabelo preto caía em cachos desleixados sobre a testa, quase cobrindo os olhos castanhos profundos, que pareciam carregar uma mistura de curiosidade e insegurança. A pele morena tinha um tom quente, marcada por sardas discretas no nariz, e ele sempre vestia camisetas largas e jeans rasgados, um estilo despojado que contrastava com a intensidade do olhar. As mãos, grandes e de dedos longos, eram inquietas, tamborilando nas coxas ou mexendo no controle do videogame como se precisassem de algo pra segurar o mundo ao redor dele.

Laura, aos 19, era o oposto em energia: uma força viva, impossível de ignorar. O cabelo loiro caía em ondas soltas até o meio das costas, brilhando como ouro sob a luz do ring light que ela usava nas gravações. Os olhos verdes, grandes e penetrantes, tinham um brilho malicioso, como se ela sempre soubesse mais do que dizia. A pele clara era impecável, salpicada por um punhado de pintas que desciam do pescoço até o colo generoso — seios fartos que ela exibia com orgulho nos tops justos e decotados que escolhia para os vídeos. O corpo era curvilíneo, com quadris largos que balançavam a cada passo e coxas grossas que pareciam esculpidas para provocar. Vestia-se como se o mundo fosse seu palco: naquele dia, um shortinho de algodão cinza que mal cobria o traseiro empinado e uma regata preta que deixava a barriga lisa à mostra, o piercing no umbigo reluzindo como um convite.

Juntos, eles eram um contraste que funcionava — Diego, o garoto quieto de olhar intenso, e Laura, a estrela que incendiava tudo ao redor. Viviam num apartamento apertado na cidade, um ninho improvisado de paixão e tensão, onde o amor deles dançava na corda bamba entre confiança e desejo. Ele, com seu ciúme mal disfarçado; ela, com a liberdade que o trabalho no OnlyFans exigia. E foi ali, entre o som do videogame e o clique da câmera, que a história deles começou a se desenrolar.

O apartamento de Diego e Laura era pequeno, mas aconchegante, com paredes brancas manchadas pelo tempo e uma janela que dava para o caos da cidade. Era uma noite comum de sexta-feira: Diego jogava videogame no sofá, o som dos tiros ecoando pelo controle, enquanto Laura, sentada na mesa da cozinha, ajustava a luz de um ring light para gravar mais um vídeo. O brilho azulado da tela do celular refletia em seus olhos castanhos, e ela ria sozinha, respondendo a comentários de assinantes com uma voz melíflua que Diego conhecia bem demais.

"Amor, olha esse cara aqui," Laura disse, girando o celular para ele. "Pagou cinquenta reais só pra eu mandar um 'boa noite' com voz sexy. Dá pra acreditar?" Ela riu, jogando o cabelo loiro para trás, o shortinho de algodão subindo um pouco mais nas coxas enquanto cruzava as pernas.

Diego deu um sorriso forçado, os dedos apertando o controle com mais força. "Que sorte a dele, hein?" respondeu, tentando soar descontraído. Ele sabia que o OnlyFans era o trabalho dela, que pagava as contas e até os dates caros que eles faziam de vez em quando. Mas não conseguia evitar o nó no estômago toda vez que pensava nos caras do outro lado da tela, babando por ela.

Laura se levantou, caminhando até ele com um rebolado sutil, quase instintivo. Sentou no braço do sofá, o perfume doce dela invadindo o espaço. "Você sabe que é só trabalho, né, Di? Esses caras não têm nada que você tem." Ela passou a mão pelo cabelo dele, os dedos deslizando até a nuca, e deu um beijo leve no canto da boca. Diego fechou os olhos por um segundo, sentindo o calor dela, mas a imagem de dezenas de mensagens explícitas que ela recebia diariamente não saía da cabeça.

"Eu sei," ele murmurou, puxando-a para o colo. "Mas às vezes eu penso... sei lá, como seria se você não precisasse disso." Laura riu, um som cristalino, e se ajeitou sobre ele, as coxas apertando as laterais do corpo dele. "Se eu parasse, quem ia pagar aquele jantar no japonês que você ama? Você, com seu estágio de merda?" Ela piscou, provocadora, e Diego não resistiu a rir junto, mesmo que o desconforto ainda estivesse ali, escondido no fundo do peito.

Naquela noite, enquanto Diego lavava a louça, o celular de Laura vibrou sem parar sobre a bancada. Ela pegou o aparelho, os olhos brilhando ao ler a mensagem. "Amor, você não vai acreditar nisso!" exclamou, quase pulando de excitação. "O Leo, aquele cara que eu te falei, tá me chamando pra uma live de aniversário dele. Tipo, uma collab com outros criadores. Ele disse que vai bombar!"

Diego enxugou as mãos no pano de prato, franzindo a testa. "Leo? O cara que faz aquelas paradas meio... pesadas?" Ele já tinha ouvido Laura falar dele — um criador famoso no meio, conhecido por lives que misturavam sensualidade com uma vibe quase caótica, sempre beirando o limite do permitido nas plataformas.

"É, ele mesmo!" Laura respondeu, animada. "Ele quer que eu entre na live. Disse que posso levar uns dois mil só de views, fora os tips dos assinantes. É uma chance gigante, Di." Ela se aproximou, segurando o rosto dele com as mãos macias. "Eu te juro, vai ser tranquilo. No máximo um beijo, uns toques de leve, tipo coreografia sensual. Nada que a gente não tenha combinado."

Diego engoliu em seco, o coração batendo mais rápido. Eles tinham regras claras: nada de sexo explícito, nada de intimidade real com outros criadores. Era tudo performance, ela sempre dizia. Mas a ideia de Laura ao vivo, com outro cara, enquanto milhares assistiam, fazia o sangue dele ferver — metade ciúme, metade algo que ele não queria admitir. "Você confia em mim, né?" ela perguntou, os olhos grandes o encarando com uma mistura de súplica e provocação.

"Tá bom," ele cedeu, a voz rouca. "Mas me avisa como for, tá? E... sem passar do limite." Laura sorriu, vitoriosa, e o beijou com força, a língua invadindo a boca dele com uma promessa silenciosa. "Você é o melhor, amor. Vai ver, vai ser só mais um dia de trabalho."

A live começou às onze da noite. Diego estava sozinho no apartamento, o notebook aberto na mesinha de centro, a tela iluminando o rosto dele com tons quentes. Laura apareceu logo no início, deslumbrante: um top preto brilhante que mal cobria os seios, uma saia curtíssima de couro e botas de cano alto. O cabelo solto caía em ondas perfeitas, e o batom vermelho gritava sedução. "Oi, meus amores!" ela disse para a câmera, a voz doce e provocante que Diego conhecia tão bem. "Prontos pra essa noite especial com o Leo e a galera?"

Leo, o anfitrião, era um cara alto, tatuado, com um sorriso de quem sabia o poder que tinha. Ele puxou Laura para perto, a mão descansando na cintura dela com uma naturalidade que fez Diego cerrar os punhos. A live começou leve: brincadeiras bobas, shots de tequila, risadas ensaiadas. Os comentários subiam rápido na tela — "Laura tá um tesão hoje", "Leo, mete a mão logo!", "Quero ver mais!" — e Diego lia tudo, o peito apertado.

Aos poucos, a coisa esquentou. Uma das criadoras, uma morena de corpo escultural, desafiou Laura a dançar com Leo. A música mudou para um ritmo lento, sensual, e Laura se jogou na brincadeira. Ela rebolava contra ele, os quadris girando em círculos perfeitos, enquanto Leo a segurava por trás, as mãos deslizando perigosamente perto da barra da saia. Diego sentiu o calor subir pelo pescoço, o ciúme misturado a uma excitação que ele odiava admitir. "É só trabalho," ele repetia para si mesmo, mas os olhos não desgrudavam da tela.

O clima da live mudou de vez quando Leo anunciou um "desafio especial". "Galera, vocês mandam nos tips, e a gente faz o que vocês pedirem!" ele gritou, rindo, enquanto os números na tela disparavam. Laura hesitou por um segundo, mas o brilho nos olhos dela mostrava que estava no embalo. O primeiro pedido foi simples: um beijo longo entre ela e Leo. Diego engoliu em seco, mas já esperava isso. Os dois se aproximaram, e o beijo veio — lento, molhado, com as línguas se encontrando de um jeito que não deixava margem pra dúvida. A mão de Leo subiu pelo pescoço dela, puxando-a mais pra perto, e Laura gemeu baixinho, quase inaudível, mas Diego ouviu.

Então veio o próximo pedido, impulsionado por um tip de quinhentos reais: "Laura, tira o top e deixa o Leo te tocar." O ar ficou preso na garganta de Diego. Isso não estava no combinado. Laura riu, nervosa, olhando pra câmera como se pedisse permissão, mas o público já estava em êxtase, os comentários explodindo: "Vai, Laura!", "Mostra tudo!", "Quero ver ele te pegando!"

Ela cedeu. Com um movimento lento, quase teatral, Laura puxou o top por cima da cabeça, os seios firmes expostos, os mamilos já endurecidos pelo ar frio do estúdio. Leo não perdeu tempo: as mãos grandes dele cobriram os seios dela, apertando com força, os polegares roçando os bicos enquanto ela jogava a cabeça pra trás, mordendo o lábio. "Caralho, que delícia," Leo murmurou, alto o suficiente pra câmera captar, e Laura riu, um som rouco, entregue.

Diego sentiu o chão sumir. O ciúme queimava, mas o corpo dele reagia de um jeito que o deixava confuso — o pau endurecendo nas calças enquanto assistia a namorada ser apalpada ao vivo. Foi então que o chat explodiu com algo novo: "Olha o Diego assistindo!", "O corno tá online!", "Diego, fala aí, tá gostando?" Alguém tinha percebido o nome dele na lista de espectadores. O público virou um frenesi, e a audiência disparou, milhares de novos olhos grudados na tela.

Laura olhou pra câmera, os olhos arregalados por um instante, como se percebesse o que estava acontecendo. Mas Leo a puxou de novo, uma mão descendo pela barriga dela, os dedos brincando com o cós da saia. "Relaxa, gata, é só diversão," ele disse, e ela deixou, o corpo mole contra o dele, enquanto Diego, paralisado, assistia tudo, preso entre a raiva, a traição e um desejo doentio que não conseguia explicar.

O sol mal tinha nascido quando Laura entrou no apartamento, o cabelo bagunçado e o rímel borrado sob os olhos. Diego estava no sofá, o notebook ainda aberto, a tela escura. Ele não tinha dormido. Ela jogou a bolsa no chão e suspirou, tentando um tom leve. "Oi, amor. Cheguei."

Diego não respondeu de imediato. Os olhos dele estavam vermelhos, fixos num ponto qualquer da parede. "Você passou do limite," ele disse finalmente, a voz baixa, cortante. Laura franziu a testa, sentando na cadeira em frente a ele. "Di, foi só trabalho. A gente perdeu o controle um pouco, mas não significou nada. Você viu os números, né? A live explodiu, eu ganhei mais de três mil!"

"Três mil pra deixar outro cara te comer com as mãos na frente de todo mundo?" Diego cuspiu as palavras, levantando do sofá. "Você disse que era só um beijo, Laura. Um beijo e uns toques. Não aquilo." Ele apontou pro notebook, como se a cena ainda estivesse ali, gravada na retina dele.

Laura cruzou os braços, na defensiva. "Eu não transei com ele, Diego. Foi só... uma brincadeira que saiu do controle. O público pediu, eu fiz. É o meu trabalho!" Ela se levantou, aproximando-se dele, a voz suavizando. "Você sabe que eu te amo, né? Aquilo não foi real."

"Real o suficiente pra eu virar piada na internet," ele retrucou, puxando o celular do bolso. Abriu o Twitter, onde clipes da live já circulavam, com hashtags como #DiegoCorno e #LauraRainha. Os comentários eram um misto de tesão e deboche: "Melhor live do ano!", "O namorado assistindo foi o toque final!", "Quero mais dela com o Leo!"

Laura ficou em silêncio, os olhos arregalados ao ver a dimensão da coisa. "Eu... eu não sabia que ia viralizar assim," ela murmurou, mas Diego riu, um som amargo. "Você adorou, né? Tá todo mundo te chamando de rainha, e eu sou o idiota que ficou olhando." Ele passou as mãos pelo rosto, dividido entre terminar tudo ali ou tentar entender o que sentia — porque, no fundo, a imagem dela gemendo sob as mãos de Leo ainda o queimava, e não era só de raiva.

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 13 estrelas.
Incentive Ohistoriador a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários

Foto de perfil de Samas

Bem interessante essa história.E tô aqui tentando imaginar como não foi a noite do Diego : ⛈️⛈️🤬😡😡 a todo momento em um loop infinito revivendo os acontecimentos da live . Agora imagine a cara dele ao sair na rua🫣. Parabéns pela história e espero que dê sequência. Uma observação: Achei muito forçado 2 jovens 18 e 19 morarem solzinhos ,no máximo e sem considerar que teoricamente a Laura que sustenta os 2 já que o Diego não foi dito se já trabalha em algum emprego fixo

0 0
Foto de perfil genérica

Muito bem escrito e intrigante, quero ver oq vai acontecer agora.

0 0