Muitas imagens passaram na minha cabeça naquela manhã enquanto me arrumava para trabalhar. Momentos inesquecíveis que vivi com Amanda, a mulher que eu amo, e com Samuel, meu melhor amigo. Minhas emoções estavam em uma montanha russa frenética - eu havia dormido “feliz”, mas acordei depressivo e com raiva - raiva dos dois, raiva de mim mesmo por não ter feito nada durante o flagrante e pior ainda, por sentir tesão com isso e pelo meu amigo. Amanda conversava comigo, mas quando eu respondia algo, era com monossílabos e com rispidez. Eu tinha vontade de brigar com ela e acabar com aquela farsa de relacionamento. “E essa vagabunda querendo ‘oficializar a nossa relação’”! - disse para mim mesmo, fazendo vozinha fina de deboxe na parte “oficializar a nossa relação”.
- Anda logo, Amanda! Eu não posso me atrasar!
- Calma, Felipe! Já estou terminando. Falta só calçar o sapato.
Depois de 10 minutos ela ficou pronta. Eu já tinha saído com o carro pelo portão e gastado gasolina com o motor ligado. Ela veio correndo de salto alto, segurando uma bolsa grande cheia de produtos de beleza, e sua bolsa preta pequena de grife.
Essa cena não era incomum; Amanda, como muitas mulheres, sempre demorava para se arrumar pela manhã, mesmo se acordasse mais cedo. Quanto mais tempo ela tinha, mais coisas ela fazia ou as fazia com mais lentidão, resultando em atrasos. Porém, naquela segunda-feira, eu estava irritado.
- O que deu em você hein? Que bicho te mordeu?
- Eu te falei que tenho reunião hoje cedo, e ao invés de deixar tudo arrumado ontem à noite, você foi assistir a porra do filme! Logo hoje, segunda-feira! E quando chegarmos na avenida, o transito vai estar aquele inferno!
- Ai Felipe, calma! A gente nem passa pela avenida.
- Mas hoje vamos passar.
- Ué, não vai dar carona pra Samuel?
- Samuel tem carro. Ele se vira.
- O carro dele tá na oficina, lembra?
- Pra isso existe Uber e ele pode pagar um, se não tiver gastado o dinheiro dele com as vagabundas.
- Ihh! Você tá bem azedo hoje!
Seguimos o trajeto em silêncio depois que falei isso. Por sorte, não houve engarrafamento na avenida na hora que passamos. A verdade é que eu tinha saído 1h antes do normal, mas a raiva foi tanta que não lembrei que o trânsito é tranquilo naquela hora. Deixei Amanda no trabalho e segui para o meu. Meu coração batia acelerado de ansiedade por ter que encarar Samuel. Fiz um esforço enorme para me concentrar na reunião que teríamos com um cliente importante, e para completar a ansiedade, Samuel chegou em cima da hora, quase junto com o cliente.
- Bom dia, Samuel! Obrigado por chegar na hora marcada.
- Eu estava pronto na hora que marcamos… Quer saber, deixa pra lá.
- Toma aqui o relatório - eu disse colocando uma pasta na mesa - Ainda dá tempo de ler o que fiz. Vou levar o Dr. Ahmed para tomar café antes.
- Obrigado! - Samuel agradeceu com certa ironia.
Por causa do problema no carro, eu combinei com Samuel, durante o aniversário de Amanda no sábado, que iria dar carona para ele, mas devido ao que vi e pelo climão que ficou entre a gente, eu simplesmente ignorei nosso acordo. Obviamente ele não estava nada feliz com isso, mas não me questionou por eu não ter dado a carona - isso me fez entender que ele poderia estar se sentindo culpado ou pelo menos com dúvida se eu sabia ou não da sua talaricagem.
Durante a reunião com o Dr. Ahmed, um grande empresário árabe que queria construir um prédio comercial na cidade, acabei deixando ainda mais claro que havia algum atrito entre Samuel e eu. Toda vez que ele falava algo, eu o interrompia. As outras pessoas ali presentes também perceberam e ficou um climão daqueles. Mas, felizmente, fechamos o negócio.
Durante o dia, evitei falar ou estar perto de Samuel, não só pela raiva que senti dele na parte da manhã, mas também pela vergonha pelo que fiz com ele na reunião. Ao final do dia, quando todos foram embora, eu fiquei ainda no escritório mexendo no projeto do árabe, afinal era algo que iria alavancar o nosso escritório. Mas só precisei de 30 min para reajustar algumas coisas. Aproveitei que estava sozinho e abri um site pornô e comecei a assistir novamente os vídeos do dia anterior para relaxar. De repente, fui interrompido por Samuel, que entrou pela porta sem bater.
- Felipe, agora que estamos sozinhos, vai me responder o que tá acontecendo? Que foi aquilo na reunião?
- PORRA! QUE SUSTO! - Gritei. - Do que você está falando, Samuel?
- Você me cortando toda hora que eu ia falar alguma coisa!
- Foi porque você não chegou a tempo de repassarmos os detalhes do projeto. Ia acabar falando besteira.
- Eu falar besteira do projeto que foi ideia minha, Felipe?
- Ideia sua, mas que quem lapidou foi eu!
- Sério cara! É sério que vai entra por esse caminho?
Samuel se aproximou e eu rapidamente fechei as páginas que tinha aberto no navegador do notebook.
- Porra, cara! Que droga! Se queria fazer tudo sozinho, era só avisar e me poupar da vergonha.
- Ah, não enche, Samuel! Para de drama que você não é inocente nisso. - Falei, me levantando.
- Inocente? Do que se trata isso?
- Olha Samuel, eu não podia arriscar perder o contrato com o Dr. Ahmed e, confessa que o que fiz no “seu” projeto - Fiz aspas com as mãos - foi muito melhor!
- Porra, cara! Quer saber? Enfia esse projeto no teu cu, seu arrombado! - Disse ele com muita raiva.
- Eu vou enfiar é a mão na tua cara se não sair daqui agora!
- Se você for homem o suficiente, então vem!
Samuel deu um passo em minha direção, e isso me fez perder a cabeça. Parti para cima dele com fúria e desferi uma porrada com toda força, mas ele se abaixou a tempo e me deu um soco no estômago. Caímos no chão socando um ao outro onde dava para acertar. Esbarramos nos móveis da sala, fazendo uma enorme bagunça. Finalmente, eu o imobilizei com uma gravata, ambos deitados no chão de lado. Samuel tentava tirar meu braço de seu pescoço, mas eu o apertava ainda mais, deixando-o com dificuldade de respirar. Em contrapartida, eu estava inalando seu cheiro de suor e seu perfume e o cheiro dos seus cabelos ondulados. Fiquei grudado nele por alguns minutos, mantendo-o imobilizado contra o chão, envolvido nos meus braços e minhas pernas. Então, eu comecei a falar o real motivo das minhas atitudes recentes.
- Samuel, me desculpa pelo que fiz na reunião. Te peço perdão por ter te tratado mal, de verdade.
- Tá bom, mano. Então me… me larga. - Ele disse com dificuldade.
- Samuca, eu já sei de tudo. Eu vi tudo.
- Tudo o quê, cara? Do que cê tá falando?
- Eu te vi com Amanda nos fundos lá de casa no sábado.
- Não é o que você tá pensando, Felipe!
- Eu não pensei nada, Samuca. Eu vi você fodendo minha mulher, seu filho da puta, talarico! - Falei apertando ainda mais o pescoço dele com o braço. Eu vi ela de quatro na cadeira, com a bunda arrebitada enquanto você socava sua rola nela, Você metia devagar, pra não fazer barulho, ne? Vocês não queriam que eu acordasse, ne filho da puta? E você socava fundo nela, e tapava a boca dela pra ela não gemer alto.
Eu continuei a descrever a cena que vi com bastante detalhes, focando sempre nele. Então, fui subitamente tomado por um tesão incontrolável. Meu pau ficou duro e, sem pensar, eu comecei a sarrar na bunda dele.
- Que isso, Felipe! … Hmmm, que… Que porra é essa? Me solta! Para com isso!
Continuei a narrar a cena de sexo no ouvido dele fazendo movimentos pélvicos na sua bunda. Samuca continuava tentando se soltar. Eu estava perdendo a noção do que estava fazendo, e a perdi completamente quando soltei as mãos dele e levei minha mão até seu pau. Para a minha surpresa, Samuel estava igualmente excitado. Nesse instante, ele conseguiu me dar uma cotovelada no meu nariz e eu tirei meu outro braço do seu pescoço, liberando-o.
- Que foi isso, Felipe? Que viadagem é essa?
- Eu sei que você curte isso aqui! - Disse apontando pro volume na minha calça. - Do mesmo jeito que gosta de foder a mulher alheia!
- Sai fora, seu filho da puta!
Meu nariz doía muito por causa da cotovelada que recebi, mas felizmente não sangrou. Eu levei a mão no rosto tentando amenizar a dor.
- Porra, Felipe! Olha o que você me obrigou a fazer!
- Você me bateu porque quis. Devia ter ficado na sua. Fode com minha mulher e acha que tem algum direito… O que tem a dizer sobre isso?
- Cara, me perdoa. Eu não fiz por malda…
- Olha na minha cara, seu filho da puta - Eu me aproximei dele, apertando o rosto dele com uma mão, fazendo-o olhar para mim. - e me diz que não foi por maldade! Vai mentir pra mim, Samuca? Eu te conheço, seu filho duma égua! Cê sai por aí fodendo mulher casada, e agora tá comendo a minha. Caralho!
- Cara, me perdoa. Só isso que te peço. Eu devia ter resistido a tentação…
- Ou vai me dizer que ela que te provocou? - Eu aproximei meu rosto do dele. - Foi ela que quis te dar? Hein? Foi Amanda que sentiu tesão em você primeiro? Ela que ficou doida querendo você?
Samuel ficou me observando, inicialmente com medo e vergonha, mas parecia confuso, franzindo a testa, à medida que eu chegava não só o meu rosto perto do dele, mas meu corpo também.
- Fala alguma coisa, Samuel! Você pensou no seu amigo aqui enquanto socava seu pau naquela bucetinha carnuda de Amanda? O que sentiu quando me viu batendo punheta quando socava seu pau no cuzinho apertado dela? Fala logo, seu talarico!
Nesse ponto, eu comecei a sarrar em Samuel e, diferentemente de sua reação minutos antes, ele ficou apenas me encarando com olhos arregalados, talvez incrédulo pelo que eu fazia. Eu mesmo não acreditava no que estava acontecendo; jamais imaginei uma coisa dessas. Meu pau estava trincando de tão duro e a sansação daquele sarro era incrível.
- Fala comigo, seu pilantra! Fala o que sentiu quando gozou no cuzinho de Amanda encharcando ela de porra enquanto eu via vocês.
- Para com isso, Felipe! Eu não quero te machucar! - Disse ele com voz mansa e trêmula.
- Então me faz parar! Se você não curte, me faça parar, seu filho da puta!
Com um movimento brusco, Samuel tirou minha mão de seu pescoço e me agarrou, me virando contra a parede. Então, ele me segurou com uma mão na nuca e a outra na cintura e me deu um beijo ardente . Eu me assustei e quase o empurrei, mas eu estava com tesão demais para não ceder. Toda a minha convicção de heterossexualidade, que já estava abalada desde o sábado à noite, desmoronou naquela hora, e eu já não sabia de mais nada. Corrigindo: eu não queria saber de mais nada naquela hora a não ser de curtir aquela sensação de beijar outro homem pela primeira vez.
Sem parar de me beijar, Samuca abriu a minha calça e tirou meu pau para fora, iniciando uma punheta. Então, ele se abaixou e o engoliu, fazendo um boquete que me arrepiou de cima a baixo. Depois, ele tirou minha camisa e minha calça, e então se despiu. Eu me deitei no sofá que tem na sala, e fiquei observando seu corpo sendo despido, seu membro duro feito um pedaço de madeira, sua bunda grande e dura… Por um instante, eu achei aquilo tudo uma loucura e apenas passou na minha mente que eu não deveria continuar, mas então, ele se deitou sobre mim e me beijou, esfregando nossos paus um no outro. Samuca começou a beijar meu pescoço e desceu pelo peito, onde lambeu e chupou meus mamilos, me fazendo gemer feito louco. Então, beijou minha barriga, e cheirou meus pentelhos, que são aparados, como alguém que cheira uma carreira de coca, ao qual pensei “Ele realmente curte macho!”. Quando ele segurou meu pau e o lambeu todo - das bolas à glande e depois o contrário - eu estremeci e me contorci no sofá. E quando o boquete de fato começou, eu fui ao delírio de prazer. Nunca tinha sido chupado por um homem antes, mas posso dizer que ele faz isso muito melhor do que todas as mulheres com quem transei, inclusive Amanda (que das mulheres chupa melhor). Como meu pau é grande, Samuca tinha dificuldade de engolir ele todo, mas se esforçava bastante e colocava quase tudo na boca. Ele descia e subia na minha vara com a boca e babava feito louco, ao mesmo tempo massageando minhas bolas. Samuel intensificou a chupada enquanto passava uma das mãos no meu peito e nos meus mamilos. O tesão chegou no máximo e então comecei a gemer muito. Achei que ele fosse tirar meu pau da boca, mas ao contrário, ele continuou a chupar e enfiou minha rola na garganta quando eu avisei que estava gozando. Enquanto engolia minha porra, Samuel se masturbou e gozou também em seguida.
Ele se sentou no sofá, com a mão sobre minha coxa, e ficamos calados por uns dois minutos, apenas recuperando o fôlego. Quando o tesão passou, comecei a me sentir muito estranho, e acho que ele também, pois ele se levantou e se vestiu logo sem olhar para mim, e eu também me vesti rapidamente. Ele saiu da minha sala, e fiquei lá ajeitando a sala. Ao sair da sala, nos encontramos no corredor. Era nítido o constrangimendo de ambos.
- Felipe, quero que saiba que sinto muito por ter ficado com Amanda. Não vou me justificar, pois foi muito errado o que fiz, pois somos melhores amigos e eu não agi como amigo. Espero que possa me perdoar, mas se não, eu vou entender.
Eu olhei para Samuel, mas a vergonha que sentia pelo que tinha feito foi tão grande que nem consegui lhe responder nada. Simplesmente, olhei para ele e saí. Ele ficou lá parado, creio que olhando para mim, mas não me virei para trás para me certificar.
Saí do prédio do escritório e não sabia o que fazer. O que aconteceria ao chegar em casa? O que diria para Amanda? Eu iria acusá-la de ter me traído? Mas eu tinha acabado de fazer o mesmo com meu amigo, outro homem… o mesmo homem com quem ela transou! Minha cabeça começou a doer de tanta confusão.
Peguei o carro e fui até um parque próximo, onde me sentei em um banco e fiquei lá olhando as pessoas fazendo caminhada, conversando, rindo, mexendo nos celulares… Vinte minutos depois, Amanda me ligou, mas eu não atendi. Deixei o celular tocar até a ligação cair.