Eu era a esposa certinha do Rick - aquele cara bonitão que todo mundo admirava, mas que em casa mal me olhava na cara. Até que ele trouxe ele: Dante. Só de pisar em casa, aquele homem mudou tudo. Com seus olhos que pareciam me despir e um jeito de mandar sem precisar falar, ele foi mexendo comigo aos poucos. Rick nem percebia, sempre ocupado com seu mundinho. E eu... bem, eu descobri que gosto mesmo é de obedecer.
Sempre fui a esposa perfeita. Até o dia em que meu marido trouxe ele para morar conosco.
Dante não era como Rick. Meu marido era todo aparências - cabelo sempre no lugar, roupas caras, aquele sorriso falso de comercial. Dante era... diferente. Mais alto, mais forte, com aqueles olhos verdes que pareciam me despir a cada olhar. E o pior? Ele sabia.
A primeira vez que percebi foi na cozinha. Rick estava no escritório em casa, como sempre, e eu lavando louça. Senti antes de ver - aquele corpo quente atrás de mim, a respiração quente no meu pescoço.
"Parece que você se atrapalha sozinha..." Suas mãos cobriram as minhas sob a torneira, dedos ásperos esfregando meu pulso por baixo da água quente. "Quer mesmo que eu vá embora? Diga."
Eu congelei. Deveria ter me afastado. Mas algo naqueles dedos ásperos me fez ficar.
Por que estou deixando?
Ele riu baixinho, como se tivesse ouvido meu pensamento. "Porque você quer."
E então foi embora, deixando minhas pernas trêmulas.
Os dias seguintes foram um jogo perigoso. Dante sempre achava um jeito de me tocar quando Rick estava por perto, mas nunca o suficiente para chamar atenção. Um dedo escorregando no meu pulso ao pegar o sal. Um "acidente" no corredor que fazia seu corpo esfregar no meu.
Deus, eu deveria odiar isso.
Mas meu corpo respondia antes da minha mente. Minha buceta ficava molhada só de ouvir seus passos.
A gota d'água foi na sala. Rick dormindo no sofá depois de mais um jantar onde só falou de trabalho. Dante sentado na poltrona, aquelas pernas largas abertas, me encarando.
"Até quando vai fingir que não quer?", ele sussurrou, dedos batendo na coxa em desafio. "Vem. Ele não acorda... a menos que você queira que ele veja o que você é."
Meu corpo se moveu antes que eu pudesse pensar. Quando cheguei perto, ele pegou meu pulso e colocou minha mão no volume duro em sua calça.
É tão grande...
"Isso. Sinta como você me deixa. Agora senta no chão e espera."
Foi quando Rick se mexeu no sofá.
Pulei para trás, meu coração batendo tão forte que doía. Dante só riu.
"Continua assim e vou pensar que você gosta de risco."
Naquela noite, me masturbei no banheiro, imaginando como seria aquelas mãos grandes em mim.
O ápice veio dois dias depois. Rick estava no quintal falando ao telefone. Dante me pegou no corredor e me puxou para o quarto de hóspedes antes que eu pudesse protestar.
"Fica quieta", ele ordenou, fechando a porta.
Eu deveria ter gritado. Em vez disso, fiquei parada, assistindo enquanto ele desabotoava seu jeans.
Não devia estar fazendo isso.
Mas quando ele puxou o pau para fora, todas as minhas objeções morreram na minha garganta. Era maior do que eu imaginara, grosso, com veias saltadas que me fizeram engolir seco.
"Olha." Ele apertou meu queixo com uma mão enquanto a outra trabalhava no pau. "Abre essa boquinha de esposa direitinho... e toma o que você provocou."
Quando gozou na minha língua, sorriu vendo meu nojo e prazer misturados. "Engole tudo. Até a última gota - você merece."
Eu obedeci. Saboreei.
Eu devia me odiar por isso.
Mas quando olhei para cima e vi a expressão de posse em seus olhos, senti algo que não sentia há anos - desejo puro, incontrolável.
Dante limpou o resto em meus lábios com o polegar.
"Agora vai lá pro seu marido antes que ele desconfie."
E eu fui. Com o gosto dele ainda na minha boca.
No dia seguinte acordei com o gosto dele ainda na minha boca. Rick já estava no escritório, batendo teclas como se nada no mundo importasse além de seus e-mails. Mas eu sabia que em algum lugar daquela casa, Dante estava me esperando. Minha buceta pulsou só de pensar nisso.
Ele estava na cozinha, bebendo café como se não tivesse me feito sua puta na noite passada. Nem olhou quando entrei, mas vi o canto da boca dele subir.
Ele sabe.
Rick apareceu atrás de mim, pegando uma xícara. "Bom dia, amor", disse no automático antes de sumir de novo.
Dante esperou os passos desaparecerem. "Você dormiu pensando em mim." Não era pergunta.
Eu não respondi. Meu silêncio dizia tudo.
Ele colocou a xícara na pia e veio até mim, dedos escorregando pela mesa até quase tocar os meus. "Hoje você vai me provar o quanto quer."
Rick estava no sofá quando Dante me chamou para "ajudar" no quarto de hóspedes. Sabia o que ele queria. Fui mesmo assim.
Assim que a porta fechou, ele me jogou contra a parede, mão na minha boca. "Se gritar, ele ouve." Seus dedos encontraram minha calcinha encharcada. Arrancou o tecido pro lado e enfiou dois dedos sem aviso.
Deus, é tão grosso...
Mordi meu lábio, pernas tremendo enquanto ele me fodia com a mão. "Fica quietinha", ordenou, aumentando o ritmo. Gozei em silêncio, corpo arqueando. Ele tirou os dedos melados e enfiou na minha boca. "Lamba tudo." Obedeci, saboreando meu gosto misturado com o dele.
Foi na sala, com Rick na cozinha, que ele decidiu testar meus limites. "Vem aqui", ordenou, sentado no sofá de pernas abertas. Olhei pra cozinha, onde Rick falava ao telefone.
Isso é loucura.
Fui mesmo assim.
Ele puxou o pau pra fora, já duro, a cabecinha brilhando. "Engole todinho. E não faz barulho." Ajoelhei, mãos trêmulas abrindo o zíper. Quando envolvi meus lábios nele, senti seu corpo tensionar.
Ele é tão quente...
Comecei a mover devagar, tentando não fazer barulho. Dante puxou meu cabelo, controlando o ritmo. Foi quando ouvi o rangido.
Olhei pro lado.
Rick estava parado no corredor, boca aberta, mão dentro da calça. Nossos olhos se encontraram.
Merda.
Dante não percebeu. "Continua, puta", rosnou, empurrando minha cabeça. Continuei. Olhando pro meu marido enquanto chupava o amigo dele. Rick não saiu. Só ficou lá, se masturbando, olhos vidrados em mim.
Quando Dante gozou, foi na minha boca, corpo tremendo. "Engole tudo." Engoli. No mesmo instante, vi Rick gozar também, mão frenética na calça. Ele saiu correndo antes que Dante percebesse.
Naquela noite, Dante me pegou no quarto, com Rick "dormindo" no andar de baixo. Jogou-me na cama, arrancou minha roupa com as mãos e me virou de quatro.
"Finalmente entendendo, não é?" Ele mordeu meu ombro enquanto me empurrava na cama. "Seu corpo já é meu há semanas. Só faltava essa putinha admitir."
Não havia mais medo. Não havia hesitação.
Ele me fodeu como nunca - me enforcando, me batendo, me chamando de puta. E eu amei cada segundo. Quando gozamos juntos, foi com um gemido abafado, seus dentes no meu ombro.
No dia seguinte, quando tentei beijar Rick, ele virou o rosto.
Dante riu quando contei. "Claro que fez isso. Ele sabe que você é minha agora."
FIM.