Desejo Irresistível - Capítulo 1: O Abraço que Mudou Tudo

Um conto erótico de Stavares
Categoria: Heterossexual
Contém 1160 palavras
Data: 02/04/2025 21:08:17

Era um domingo quente, desses que combinam perfeitamente com churrasco e cerveja gelada. A família toda estava reunida na varanda, conversando e rindo, enquanto eu me acomodava ao lado da Diana, minha esposa. Casados há dez anos, tínhamos uma vida tranquila e boa, mas, naquele dia, minha atenção estava em outra pessoa: Lina, a tia da minha esposa.

Lina sempre foi uma mulher deslumbrante. Com 55 anos, parecia que o tempo tinha se encarregado de deixá-la ainda mais atraente. Morena, com cabelos ondulados que caíam em seus ombros, olhos profundos e um corpo que chamava atenção sem precisar de esforço. O biquíni preto que usava parecia feito sob medida para ela, destacando seus seios enormes e imorais, as curvas de suas ancas e aquele bumbum arredondado que fazia qualquer um desviar o olhar só para não ser indiscreto. Mas eu nunca consegui me acostumar com sua presença. Para mim, Lina era mais do que uma mulher bonita; ela era irresistível.

Enquanto eu disfarçava meus olhares, o marido dela pediu que ela buscasse uma cerveja. Lina, como sempre, se levantou prontamente, mas o destino decidiu que aquele dia seria diferente. Ao voltar, ela escorregou no piso molhado da varanda, derrubando a cerveja no chão. O som do vidro se quebrando chamou atenção de todos, mas foi a reação do marido que me revoltou.

— Presta atenção, Lina! Pelo amor de Deus! Não faz nada direito! — ele disparou, com uma rispidez desnecessária, enquanto cruzava os braços e continuava sentado.

Ela ficou paralisada, tentando disfarçar o constrangimento, mas eu percebi o brilho das lágrimas se formando em seus olhos. Diana, incomodada, tocou meu braço.

— Sérgio, vai lá. Ajuda a tia Lina.

Fui até ela imediatamente. Lina já estava tentando se levantar sozinha, mas parecia abatida, mais pela humilhação do que pela queda.

— Você está bem? — perguntei, oferecendo minha mão.

— Estou... — ela respondeu, forçando um sorriso que não chegava aos olhos.

Aquela cena ficou comigo pelo resto do dia. Lina era uma mulher incrível, mas era evidente que o marido não a enxergava mais como tal. Diana comentou sobre isso à noite:

— Minha tia merece coisa melhor. Ele sempre foi assim, mas está cada vez pior. Ela até me disse uma vez que eles não transam há anos... Acredita?.

Eu não respondi, mas aquela informação ficou martelando na minha cabeça. Lina, tão cheia de vida e tão linda, sendo ignorada e tratada como nada. Não era justo.

Alguns dias depois, Diana me pediu para buscar uma encomenda no shopping e entregá-la para Lina. Eu estava de folga, então aceitei sem pensar muito. Saí da academia e fui buscar a encomenda. Chegando à casa dela, notei que o carro do marido não estava na garagem, o que já era um alívio. Entrei pelo portão, como fazia sempre, e bati na porta.

— Lina? É o Sérgio, posso entrar?

— Entre, meu filho! Estou sozinha em casa hoje. Minha mãe teve que sair. — ouvi a voz dela vindo da cozinha.

Quando entrei, deixei o pacote na mesa e fui até onde ela estava. Não estava preparado para o que vi. Lina usava um babydoll cinza, curto e justo, que parecia feito para valorizar cada curva do corpo dela. O tecido delicado mal conseguia conter os seios volumosos, e meus olhos demoraram alguns segundos a mais do que deveriam para desviar. Senti meu rosto esquentar enquanto meu pau respondia aquela cena maravilhosa. Tentei disfarçar me virando de lado. Afinal, estava com um short de academia e logo a minha ereção estava evidente.

A princípio tia Lina não notou e sem olhar me perguntou:

— Sérgio, quer água? Pega aí, você é de casa! — ela disse, casualmente, enquanto mexia na panela.

Fui até a geladeira, tentando disfarçar meu estado. Precisava de um segundo para respirar e me recompor. Após beber a agua me acalmei e agradeci. Disse que iria embora, mas tia Lina insistiu.

— Fica um pouco. Estou sozinha o dia todo, e conversar faz bem.

Minha primeira reação foi recusar. Não queria arriscar dizer ou fazer algo errado, mas, ao mesmo tempo, não consegui negar. Fiquei na cozinha, e logo a conversa fluiu. Falamos sobre a vida, sobre sonhos e arrependimentos. Por um momento, parecia que éramos apenas dois amigos conversando, mas então me distraí.

Ela estava socando alho para o arroz, e o movimento fazia seus seios balançarem de forma hipnotizante. Meu olhar ficou preso ali, e, quando percebi, já era tarde demais. Lina notou.

— Gosta do que está vendo? — perguntou, sem se virar.

Distraidamente ainda olhando para aqueles peitos disse:

— Sim... Muito.

Seus olhos desceram rapidamente na direção do meu short, e então voltaram para os meus, carregados de um brilho travesso.

— Faz tempo que ninguém olha para mim assim... É bom saber que ainda sou... Mulher.

Engoli em seco, sentindo o rosto queimar. Podia mentir, mas, naquele momento, parecia inútil. Pedi desculpas, tentando desconversar, mas Lina apenas balançou a cabeça e levantou uma mão, interrompendo minha frase, e deu um passo à frente.

— Não precisa pedir desculpas. — Sua voz estava mais baixa agora, íntima. — Na verdade, é lisonjeador.

Quando percebeu que minha tensão não diminuía, Lina inclinou a cabeça de leve, o sorriso suave se transformando em algo mais maternal, mas não menos envolvente.

— Veja se acalma esse garotão aí, meu sobrinho. — Ela apontou para meu short com um gesto sutil e deu uma risadinha, balançando a cabeça. — Isso... é normal. Não se torture por sentir.

Quando o almoço ficou pronto, ela foi tomar banho e voltou usando um vestido floral amarelo, bem leve, que marcava suas curvas nos lugares certos. O cabelo molhado caía sobre os ombros, e os pequenos detalhes — como o fato de não estar usando sutiã — eram impossíveis de ignorar.

— Você está linda. — deixei escapar, sem pensar.

Lina sorriu, aquele sorriso raro e sincero que parecia iluminar tudo ao redor.

— Obrigada.

Almoçamos juntos, mas o clima ficou mais tenso. Em algum momento, quebrei o silêncio.

— Desculpe de novo... Não deveria ter dito aquilo antes.

Ela riu baixinho e balançou a cabeça.

— Não tem como evitar, Sérgio. Eu sei como você me olha. Sei disso há anos.

Engoli em seco, admitindo finalmente.

— Você desperta em mim desejos que eu não consigo explicar...

Ela me olhou, séria, mas com um brilho nos olhos.

— Mas é aí que precisa parar. Não podemos fazer nada, Sérgio. Por mais que você me veja assim, e por mais que isso me faça bem, somos adultos. Sabemos onde isso pode dar.

Concordei, respeitando sua decisão, mas, quando fui me despedir, Lina me abraçou. Um abraço apertado, diferente de todos os outros que já havíamos trocado. Quando seus lábios tocaram meu rosto, o beijo foi quente e demorado, quase íntimo. Meu corpo inteiro reagiu, e, por um instante, o mundo desapareceu.

— Obrigada, Sérgio... Por me lembrar que ainda sou uma mulher.

Saí dali com o coração acelerado e uma sensação que misturava desejo, culpa e algo mais profundo. Lina havia despertado algo em mim que eu sabia que seria impossível ignorar.

(Continua...)

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Comentários

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Que história sensacional 👏🏽👏🏽.E a julgar por esse capítulo inicial ,vem grande acontecimentos por aí. Uma dúvida: No trecho que o Sérgio chega e avisa que está entrando,a Lina diz para ele entrar que a mãe teve que sair. Acho que você quis escrever que o marido teve que sair , não foi ? Porque não é dito nada sobre essa mãe no início da história

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Olá Samas! Foi isso mesmo que eu escrevi. Ela mora com mãe dela e o marido. Nos próximos capítulos falo mais sobre... muito obrigado por curtir e que bom que gostou.

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