Imagina você ser cantada diariamente por um homem que você vê apenas como amigo? Pois bem, "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura". Acredito que seja o dito popular mais real que existe, e essa história verídica que contarei só ratifica o ditado.
Marcos, um negro gostoso e meu amigo de longa data, estava solteiro e me xavecava diariamente. Eu sempre saía pela tangente e lembrava que tinha namorado, mas o cafajeste sabia ignorar minhas informações com respostas sempre criativas e positivas.
Certo dia, a chance dele brilhou. Eu estava brigada com o meu boy, tomando vinho sozinha — já estava na segunda garrafa — quando o Marcos apareceu do nada. O cara parecia ter alguma informação privilegiada! Sabe quando você está disposta a ficar com o primeiro que aparecer só para pôr um belo par de chifres no seu "ex"? Pois bem, o universo deve ter avisado ao Marcos, que surgiu como o Mestre dos Magos, da Caverna do Dragão.
Ele usou a mesma estratégia de sempre, o "cerca Lourenço", e eu ainda mantinha a resistência dizendo que tinha namorado. Mas, na verdade, eu já estava louca para dar para o negão. Minha guarda estava no chão e o safado estava cheiroso demais naquele dia, todo arrumado; ele abusou da sorte, e ela estava com ele. Até que ele deu um xeque na rainha e verbalizou:
— "Eu te pago."
Pqp! Era uma sexta-feira linda. Eu olhei para ele, pensei e perguntei se era brincadeira. O cara saiu sem falar nada. Na época não se falava de Pix, nem sonhávamos com essa facilidade. Ele foi a uma farmácia na esquina da minha rua, em um caixa eletrônico 24h, tirou a grana, voltou, colocou na minha mão e soltou o verbo:
— "E agora?"
Eu terminei a garrafa de vinho, entrei em casa, troquei de roupa e fomos para o motel. Deixei tudo a critério do "cliente". No caminho, ainda vi o corno bebendo com os amigos no bar; passei de carro e ele nem viu. Entrei no motel e, já na suíte, tomei um banho gostoso. Voltei pelada e deixei o Marcos curtir a mercadoria.
O negão parecia estar na seca há séculos, parecia um "pinto no lixo". Após um banho de língua — e que banho de língua! — tomei pirocada de todas as formas possíveis e inimagináveis. Em pé, de quatro, de ladinho, agachada, cavalgando... Eu sei que, onde tinha buraco em mim, ele enfiou aquela piroca preta. E eu já estava disposta a dar para ele sem dinheiro nenhum; a grana foi só a alavanca.
Chupei com vontade o mastro dele até ele gozar na minha boca. A única coisa que me causou preocupação naquele momento foi se leite com vinho fazia mal...
No outro dia, o corno entrou em contato comigo e celebramos as pazes. Ficamos só no boquete; eu não tinha condições de encarar a manjubinha do meu boyfriend. A piroca do negão "estragou" o brinquedinho dele, e eu não podia dizer o motivo da recusa de um sexo mais completo.
Ainda saio com o Marcos; afinal, uma grana extra não faz mal a ninguém. Sigamos na luta! A próxima loucura eu te conto depois.
Beijos e até a próxima!
