Faltando três dias para fechar o mês, a meta de vendas foi alcançada. A premiação dava direito a um bônus que dobraria o meu salário. Coincidentemente, mais dois colegas alcançaram o mesmo feito e fomos todos para um happy hour, já que era sexta-feira. "Sextou" com muita alegria e, como sempre, apareceu a turma que grita:
— Vamos comemorar!
Embarquei na turma da alegria. Enviei uma mensagem para a minha mãe e fui com o pessoal para a esbórnia. Na turma que aderiu à comemoração, o mais animado era o Flávio; o cara parecia ter vencido um reality show, estava tão feliz que contagiava a todos.
No bar, desceram rodadas de shots de tequila. Flávio pediu a primeira, fora os outros colegas que também pediram, cada um, a sua rodada. Isso somado à cerveja, fotos e até live em rede social para mostrar a bagunça para quem não foi — tudo rolou na conta da Carla. Eu, depois das rodadas de tequila, fiquei na cerveja, mas houve outras bebidas; as mulheres preferiram os drinks.
Acredito que não comi nada, até porque não lembro. Lembro que almocei, mas no momento da comemoração, sinceramente, não me recordo de nada. Do final, também não lembro de nada (risos). Rio agora enquanto escrevo, mas espero que o nível da vergonha não tenha sido tão alto. Só sei que acordei pelado, já com o dia claro, deitado na casa do Vitor. Atrás de mim estava o seu marido, o João. O Vitor é branco e franzino, da minha equipe; já o João é um negão alto que conheci pessoalmente de forma inusitada.
Levantei e, conforme me mexi, eles também levantaram, ambos pelados. Beijaram-se e me contaram as minhas peripécias, acrescentando que eu estava louco, que cheguei na casa deles cheio de disposição e que tinha beijado os dois, além de dizerem que eu "chupava gostoso".
— Não lembro de bulhufas — foi o meu único comentário.
Completamente sem graça para falar qualquer coisa, levantei e fui ao banheiro vomitar; eu estava muito mal. Tomei um banho. O Vitor levou uma toalha e acabou entrando no banho comigo. Ajudou a passar sabonete no meu corpo e disse o quanto eu era gostoso, já alisando o meu pênis. Como não ficar excitado? Já levantamos com o pau "meia-bomba" e, sendo acariciado, ele logo acordou. O Vitor também estava de pau duro atrás de mim. Era uma sensação diferente, estranha para mim, sentir uma piroca roçando nas minhas nádegas.
O esposo dele chegou e ficamos os três no minúsculo box. O João ficou atrás do esposo e, sem delongas, começaram a transar. O Vitor falava no meu ouvido, como uma espécie de narrador, contando o que acontecia. Eu estava encostado na parede, sem qualquer força de reação; estava gostando da piroca do Vitor encostada em mim e da mão dele me masturbando. O João saiu do box e o Vitor permaneceu atrás de mim. Pegou o sabonete novamente, desta vez passou na própria piroca e a colocou na entrada do meu cuzinho.
O João dizia:
— Amor, come com carinho, ele está aprendendo a ser passivo.
Eu olhava para o negão de pau duro, que pegou o celular e passou a filmar a cena: eu com a mão na parede, a outra me masturbando e o Vitor me pegando com força por trás. Eu gemia e proferi, de forma automática, o pedido:
— Me fode, porra!
Dizia isso repetidamente. O João filmava e pedia para o esposo não parar, porque "estava lindo". O canalha filmava e torcia como se fosse uma cena romântica de novela. Gozamos juntos. O Vitor urrava alto. Senti meu rabo cheio de porra. O João já estava no box nessa hora, beijando o esposo e dizendo que ele foi sensacional. Eu também fui beijado pelo Vitor e beijei o João; até agradeci pela foda.
Após o banho triplo e o café da manhã, respondi às mensagens da minha mãe e postei no status do WhatsApp que estava vivo, perguntando se alguém tinha anotado a placa do veículo que me atropelou. Depois, fomos ao mercado; compramos vinho, cerveja e ingredientes para o almoço. À tarde, teve mais sexo a três. Eu jamais imaginei que seria penetrado ou que participaria de um menage, embora seja a fantasia de quase todo mundo. Acredito que essa foda tenha sido uma premiação extra do universo; eu já estava sem sexo há algum tempo, só pode ser isso.
Sou Marcelo Xavier, tenho 35 anos, solteiro e administrador de formação, mas amo trabalhar com vendas.
Até a próxima loucura. (Mamei o Vitor no banheiro do trabalho, depois contarei como foi).
