Como comentei no relato anterior — o qual sugiro que leia —, eu já havia testado a resistência dos móveis planejados da cozinha enquanto meu marido me satisfazia. Na ocasião, o Marcos, montador dos móveis e "marido de aluguel" — um homem negro, alto, gostoso e cafajeste —, deu a injeção de safadeza que meu relacionamento precisava. Vivíamos momentos difíceis, ainda em plena lua de mel, e as investidas dele (embora eu também o provocasse com olhares) despertaram um tesão enorme. Naquele momento, preferi ser fiel, mas não mandamos no destino.
Recentemente, o armário superior apresentou um problema na porta. Sorte que ainda estava na garantia. Após a solicitação do reparo, a empresa enviou os nomes dos profissionais por segurança: seriam dois técnicos e, para minha surpresa, um deles era o Marcos. Se eu tivesse planejado, talvez não tivesse dado tão certo.
Quarenta minutos após meu esposo sair para o trabalho, a campainha tocou. Pelas câmeras, confirmei que eram eles. Ao abrir o portão, ouvi o abusado do Marcos dizendo ao colega para fingir que estava passando mal e ir à farmácia. Pelo diálogo, Marcos daria dinheiro ao rapaz para que ele não atrapalhasse a "investida".
Abri o portão e dei bom dia. O sorriso do pilantra era estonteante. Eu estava de shortinho de pano, top rosa sem sutiã, cabelo preso e apenas um batom simples. O sem-noção disse que eu estava linda na frente do colega; agradeci, completamente sem graça. Ofereci água e café. O outro rapaz aceitou a água, alegando estar com mal-estar e precisando ir à farmácia. Eu sabia que era armação, mas entrei na brincadeira.
Enquanto isso, o Flávio (meu marido) ligou perguntando se eles já tinham chegado. Eu disse que não. Marcos ouviu a conversa. Assim que desliguei, fui incisiva:
— Você armou tudo isso para ficarmos a sós? Pensa que não ouvi você combinando com o rapaz?
O pilantra se aproximou. Ele vestia o macacão da empresa, estava careca, de cavanhaque e com um perfume que me embriagava. Chegou perto e sussurrou no meu ouvido:
— A senhora acha que eu aguentaria te ver novamente sem te tocar? Acha que vou resistir a esses seios volumosos sem colocar a minha boca?
Ele alisou meu rosto enquanto eu permanecia estática. Continuou dizendo que, desde o dia da montagem, não tirou minhas palavras da cabeça e que, ao chegar em casa, "rendeu homenagem" a mim, imaginando-me debruçada naquela mesa. Antes que eu pudesse falar, ele me pegou pelos cabelos e me encostou no armário. Arriou meu short e começou a me acariciar. Eu estava trêmula. Ele agachou, retirou meu short e começou a me lamber com uma volúpia que me deixou sem voz. Ergueu minha perna esquerda sobre seu ombro e focou no meu clitóris com uma velocidade que me levava ao ápice.
De repente, ele ficou de pé e puxou meu top com tanta força que o rasgou. Meus seios saltaram e os olhos dele brilharam. Ele apertava e chupava meus mamilos enquanto eu tentava, por cima do uniforme, sentir o volume da sua genitália. Ele me virou de costas, mãos no balcão. Senti sua língua explorando meu corpo de forma invasiva e deliciosa. Eu já não conseguia mais me conter e ordenava:
— Me fode, não para, caralho!
Ele tirou a parte superior do macacão, exibindo o corpo sarado. Libertou o membro e, após lubrificá-lo, penetrou-me por trás, de forma anal. Que sensação forte! O celular tocou; era o Flávio. Ignorei a primeira vez, mas o Marcos continuou o ato, chamando-me de "piranha casada" e dizendo que meu marido era corno. Na terceira vez que o telefone tocou, Marcos atendeu, passou o aparelho para mim e continuou a me penetrar com força.
Controlei a voz e atendi com um "alô". Flávio queria saber da porta. Respondi que estava ajudando o técnico porque o outro rapaz havia passado mal. Ouvir a voz do meu marido enquanto o Marcos me possuía com mais força foi um momento ímpar. O tesão de falar com um e dar para outro era indescritível. Desliguei na cara do Flávio e recebi todo o gozo do Marcos ali mesmo.
Após o ato, fui tomar banho. Quando saí, o Marcos já tinha ido embora. A porta do armário estava no lugar, mas o perfume dele ainda pairava no ar. Em cima da mesa, ele deixou seu cartão de visita: "MARIDO DE ALUGUEL: FAÇO TUDO QUE VOCÊ IMAGINA".
Mais tarde, o Flávio ligou novamente e marcamos de jantar. Eu não conseguia tirar o Marcos da cabeça. Tentei ligar para ele, mas não atendeu. Horas depois, ele me enviou uma foto íntima com a mesma frase do cartão. Respondi perguntando quanto ele cobrava para me possuir na frente do meu marido. O silêncio foi a resposta.
Esse cara está me deixando louca. Acho que vou estragar outra porta só para ele voltar. Após o jantar, enquanto meu marido me procurava, perguntei se ele aceitaria me ver com outro homem. Ele parou, surpreso, e perguntou se eu estava louca. Respondi que sim, que estava pensando na hipótese. Ele continuou o ato e não disse mais nada.
Pela madrugada, recebi uma mensagem do Marcos no WhatsApp: dizia que possuiria a mim e ao meu marido de graça, era só marcar. Estou tentada a realizar essa fantasia.
Até a próxima!
