No silencio do cemitério

Um conto erótico de Verônica
Categoria: Heterossexual
Contém 1096 palavras
Data: 30/09/2025 14:13:25
Última revisão: 12/03/2026 17:31:04

Paulo é um homem louco — meu macho, meu amigo, meu homem. Eu amo as suas loucuras. Somos casados há dez anos e não houve um dia sequer desse relacionamento em que não praticamos algo fora do comum. Acredito fielmente que sejam essas loucuras que mantiveram a nossa união leve, forte e segura até hoje. Relacionamento é algo difícil, mas com o meu "preto" tem sido maravilhoso. Aproveito para relatar uma de nossas aventuras, que ocorreu no ano retrasado; estávamos sóbrios, só para ratificar.

​Sou a Verônica, tenho 35 anos, sou negra, dona de um belo corpo, seios médios e cabelos cacheados. Amo meu maridão: um negão gostoso, sarado, de 1,90 m de altura. O cara é tudo de bom. Além de me fazer sentir protegida ao seu lado, ele sabe me tratar com agressividade na hora certa; me "maltrata" sem qualquer carinho na cama. Eu gosto de apanhar e ficar marcada; vendo essa imagem para as amigas, e elas que lutem com a inveja. Sempre digo o quanto sou usada sexualmente e percebo a inveja delas, mas não posso fazer nada.

​O que me deixa "fora da casinha" são os olhares que percebo, principalmente quando estamos em alguma festa e o pilantra tira a camisa, exibindo o físico. Já disse que, se alguém quiser dividir, terá que pagar — e bem pago. Mas é tudo da boca para fora, pois morro de ciúme do meu negão.

​A doideira que intitula este relato aconteceu quando fomos convidados para uma festa na casa de um compadre que não víamos há cerca de cinco anos. O churrasco seria à tarde, com pagode ao vivo à beira da piscina. Coloquei o menor biquíni que tenho, um vestidinho curto para voltar, meus cremes, calcinha fio dental, protetor solar e presilhas para prender as madeixas.

​Eu estava com um desejo fora do comum naquele dia. Acordei o maridão com sexo oral; ele acordou querendo me possuir, mas não deixei. Comentei que queria aprontar. Ele reclamou, mostrando como estava excitado — como se eu não soubesse. Queria me pegar de qualquer jeito, mas eu o levei até a sala e tomamos o café da manhã. Colocamos as coisas no carro e partimos para a festa, já que a distância era grande e tínhamos acordado tarde.

​Matamos a saudade de muitos. Havia uma amiga que eu não via há muito tempo; ela tinha casado com uma mulher linda chamada Roberta. Os anfitriões estavam elegantes, o pagode estava nota dez, só música boa, cerveja e o churrasco que não podia faltar. Não bebi porque o "lindo" já estava alterado e, o tempo todo, eu o lembrava de que ele ainda teria que me satisfazer, por isso não era para ficar bêbado. Teve um momento em que eu disse:

— Hoje eu quero sexo anal em um local diferente.

​O cara até dispensou a cerveja depois dessa; a mulher sabe como perturbar a mente do marido. A resenha estava perfeita. Eu não conhecia muitos ali, mas eram pessoas educadas. Até que deu a minha hora; eu queria saciar a minha vontade e a cabeça fervilhava para produzir algo que ficasse marcado. Eu estava no ápice do desejo, e o meu negão estava gostoso naquela sunga branca; o volume marcava de longe e eu só pensava em tê-lo dentro de mim.

​Na volta, pegamos um trajeto diferente — acredito que o aplicativo selecionou a rota mais rápida — e passamos na porta de um cemitério. Era final de semana e achei o local perfeito. Pedi para o Paulão parar o carro porque queria entrar. Estava escurecendo e ele impôs obstáculos, mas eu saí do carro, tirei a calcinha e fui entrando. Posso imaginar a cena para quem presenciou de longe: uma mulher de vestido curto, cabelo preso e chinelo entrando em um cemitério. Quando olhei para trás, lá estava ele, de camiseta e short, visivelmente sem a sunga, pois o membro balançava e marcava o tecido. Ele passou a língua nos lábios e balbuciou:

— Quero transar aqui.

​Algumas pessoas transitavam entre as covas, a maioria funcionários. Parei na cantina, pedi duas latas de cerveja e o marido estava visivelmente assustado. Eu tentava fazê-lo relaxar, abraçando-o, acariciando-o e falando ao seu ouvido:

— Você vai me possuir aqui, e eu quero sem carinho, igual você faz em casa.

​Ele apenas concordava, olhando para os lados. Bebemos mais duas latas enquanto escurecia. Vi um lindo mausoléu, bem rústico, em estilo antigo, e pensei: "Será ali". Fui em direção ao local e o Paulo veio atrás, apenas me seguindo. Fiquei atrás do mausoléu e coloquei as latinhas no chão. O marido, apesar de louco para me devorar, estava assustado. Havia ruídos; pássaros noturnos assustavam com seus voos e cantos. Eu estava tranquila, era o que eu queria. Recordo-me de um plástico que encostou na cintura dele; ele deu um pulo de susto. Logo depois, caímos na gargalhada, pois ele achou que fosse algo sobrenatural.

​Com as mãos no mausoléu, que parecia um castelo antigo, eu me sentia excitada. Pedi para ele me possuir ali e disse que queria o sêmen na minha boca. Nesses momentos, meu esposo é super obediente; ele sabe que, se não atender às minhas exigências, não terá parceira para suas loucuras. E assim foi. Eu encostada na parede, sem calcinha, o que facilitou bastante. Eu estava em êxtase. Cheguei a lembrar do dia em que fui encoxada no transporte público superlotado; o homem atrás de mim não teve qualquer respeito, e eu não queria ser respeitada. Deixei que ele se divertisse enquanto eu fingia ver vídeos no celular.

​O maridão estava com medo e pediu para irmos embora logo. Não tínhamos transado nem dez minutos; restou agachar e fazer o sexo oral como eu queria. Ele finalizou na minha boca e ficou apressado para sair, enquanto eu queria tirar uma foto para registrar a loucura. Pude perceber que dois homens nos observavam atrás de duas lápides, o que deixou meu tesão a mil; gosto de ser observada.

​Já no carro, ele estava mais calmo. Ajudei-o a relaxar ainda mais durante o caminho. Em casa, o clima continuou pesado: abri meu estimulante, tomei vinho tinto direto no gargalo e quis continuar o que começamos no cemitério. Acredito que tivemos um dos momentos mais marcantes e engraçados da nossa vida matrimonial. O sexo em casa foi completamente diferente; meu esposo estava bem mais solto e eu, estimulada pelo vinho, deixei que ele abusasse do meu corpo.

​Acordamos no dia seguinte dando gargalhadas com as lembranças e os sustos no cemitério. Agora é esperar a próxima loucura. Com certeza será contada. Até a próxima!

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 20 estrelas.
Incentive Negão_RJ a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.
Foto de perfil de Negão_RJNegão_RJContos: 343Seguidores: 125Seguindo: 8Mensagem Gosto de Ler, Gosto de Escrever

Comentários

Listas em que este conto está presente

Negao_RJ
Os melhores
Suzane
Meus contos preferidos