Final de semana prolongado, feriado ajudando a esticar o descanso e minhas férias terminando. Sou a Paula, casada com o Sérgio há vinte anos. Aproveitei o convite da minha irmã e do meu cunhado para sair da mesmice e curtir um pouco a região serrana. Mesmo sabendo que poderia haver engarrafamento por conta do feriado, a bela cachoeira me seduzia; nunca gostei de praia, gosto de estar na piscina natural que as pedras formam.
Meu cunhado tem casa na região citada, sem contar que seria muito bom rever meus sobrinhos — inclusive o João, de quem sou madrinha. A loucura imposta pelo "corre-corre" do dia a dia atrapalha bastante o convívio com quem amamos, e oportunidades como esta têm que ser aproveitadas.
O final de semana foi em família, com tempo bastante favorável e a conversa em dia. A cachoeira estava maravilhosa e o almoço ficou por conta dos "machos": foi churrasco. Minhas sobrinhas, minha irmã e eu ficamos de bobeira, curtindo o local. Sérgio estava como "pinto no lixo"; eu estava feliz em vê-lo alegre com meu cunhado. Foi um final de semana em família perfeito e que será lembrado com alegria.
No horário combinado de voltar — a pior parte sempre é o retorno — as malas já estavam nos respectivos veículos e tudo pronto, mas o nosso carro não pegava. Após várias tentativas de dar a partida e nada, já estava decidida a esperar o seguro enviar o reboque com o maridão. No entanto, minha irmã fez o convite para me deixar em casa, até porque não havia previsão de chegada do carro da seguradora. O maridão concordou e eu não recusei.
Com o carro enguiçado, meu esposo, Sérgio, ficou esperando o guincho, e eu tentei me ajeitar no carro da "mana", que estava cheio. A vontade de chegar em casa era tanta que eu iria até no bagageiro do teto. Restou uma opção, que aceitei: viajar sentada no colo do meu sobrinho e afilhado. Ele concordou; agradeci e o enchi de beijos e abraços.
O meu "gatinho" já está com 20 anos, é um homem feito, e eu nitidamente senti isso depois que sentei em seu colo. Percebi que havia mais coxas; eu me vi sentada no colo de um homem que não era o meu Sérgio.
O negócio esquentou quando a viagem começou. Como era feriado, a estrada estava com vários veículos, formando um enorme engarrafamento (feriado prolongado, todos vão e retornam na mesma hora, kkkkk). O carro trafegava lentamente e eu fui sentindo algo me incomodando nas nádegas, mas não quis acreditar que fosse o membro do meu afilhado. Eu estava de saída de banho e um biquíni verde de lacinho. Verdade seja dita: minha bunda é volumosa e eu cuido para ter uma bela "raba"; na parte superior era um top, já que tenho seios médios. O João mexia no celular e o balanço do veículo era o gatilho para o corpo balançar conforme o movimento. Quero acreditar que eu estava provocando e estimulando sensações no meu afilhado.
Ele estava excitado. Eu me ajeitei e ele não se fez de rogado. Eu estava ficando molhada; era automático. Não estava entendendo meu corpo; um calor subiu, mesmo com o ar-condicionado ligado. Tirei a saída de banho alegando que estava quente. Meu cunhado perguntou se eu queria que aumentasse o ar; agradeci, mas na verdade o que estava acontecendo só o João e eu sabíamos. Eu estava excitada com o contato do meu sobrinho roçando em mim.
O agravante era que ele estava de sunga. Já haviam se passado mais de vinte minutos de trajeto. Faço uma observação: o Sérgio tem ejaculação precoce, então não consigo chegar ao ápice quando transo com meu esposo; ele não consegue me esperar e fico sempre na mão. Sentir meu sobrinho ali, por mais tempo que o tio, mexia com a minha imaginação. João estava provocando sensações de que eu nem lembrava mais. A vontade era de ajeitar o biquíni e aproveitar o momento ali mesmo.
João percebeu que eu estava excitada. A estrada de terra que o meu cunhado usou para fugir do engarrafamento foi um martírio para mim, porque havia muito desnível; a rua esburacada permitia mais sacolejos. Sérgio ligou e eu falava com ele enquanto roçava no meu sobrinho. Em um momento, cheguei a me ajeitar e toquei nele; era algo que me impressionou. Eu nunca tinha estado naquela situação com outro homem.
Casei-me nova com o Sérgio, que me atendia bem, eu achava, já que só tive ele. Sentir algo diferente, que não perdia o vigor rápido e que me deixava tão molhada, era algo novo. Meu cunhado disse que ia diminuir a velocidade para não balançar muito, mas eu pedi para ele acelerar; queria chegar em casa e sair do colo do João, já que eu era um peso. Meu sobrinho, porém, disse que não estava pesando e que estava até gostando de ter a "dinda" no colo. Olhei para ele: estava com uma cara de safado. Eu disse que o amava, me ajeitei e senti novamente o quanto ele estava excitado.
Não sei se cheguei ao ápice ali, só sei que eu estava encharcada quando cheguei em casa. Fui direto para o banheiro e me masturbei; foi automático, isso eu entendia bem. Precisava relaxar. Tomei um banho e, após descansar, enviei mensagem agradecendo a carona e avisei o Sérgio da minha chegada. Para o João, marquei um lanche da tarde no dia seguinte, uma segunda-feira. Queria "matar a saudade", já que não o vejo mais como antes, e o pilantrinha aceitou de imediato.
Sérgio chegou de madrugada; eu já estava dormindo. Só acordei com um beijo dele se despedindo para o trabalho e uma mensagem dizendo que o veículo estava na oficina. Minha mente só fervilhava com a visita do meu afilhado.
Por volta das 15h ele chegou, com roupa de academia. Me abraçou, beijou no rosto e perguntou se podia tomar banho, pois estava suado do treino. Concordei e levei uma muda de roupa do Sérgio para ele. Quando encostei na porta do banheiro, estava aberta. Eu entrei e, no box, vi meu sobrinho tomando banho. Aquilo que roçava em mim horas antes estava diante dos meus olhos. O nervosismo voltou, a vontade era de entrar no chuveiro com ele, mas saí e o aguardei na cozinha.
Meu sobrinho e afilhado foi adotado pela minha irmã; como disse, hoje é um homem de 20 anos. Isso tudo aconteceu há cerca de três anos. Ele saiu do banho com a roupa do Sérgio e o perfume do maridão. Ele me abraçou por trás — claro que sabia que ia tocar em mim novamente — me beijou no rosto e agradeceu pela hospitalidade. Fizemos um lanche e fomos para a sala conversar, mas eu estava compenetrada nele.
Perguntei sobre namoradas; ele disse que não tinha, que estava focado nos estudos e não queria nada sério para não sair da meta. Eu, louca para ajudá-lo a relaxar, ofereci uma massagem. Ele sentou na minha frente e tirou a camisa. Pude apertar seus trapézios enormes, alisar seu peitoral, e a tensão cresceu. Perguntei o que era aquilo e ele respondeu simplesmente:
— A senhora está me alisando, seus seios estão roçando nas minhas costas... sou homem, dinda. Sem contar que a senhora é gostosona.
Nem titubiei e agi por impulso. Fiquei entre suas pernas; foi uma vontade mútua, sem autorização verbal. Ficamos ali até ele relaxar completamente. Após outro banho, ele foi embora e eu fiquei com o seu cheiro em mim. Não conseguia nem me lavar. Sérgio chegou tarde porque estava sem carro. Deitei para dormir ainda sentindo tudo o que havia acontecido, lembrando de cada detalhe.
No outro dia, Sérgio disse que chegaria tarde novamente. Liguei para o meu sobrinho e marquei de ele ir lá em casa passar a tarde comigo e terminar o que tínhamos começado. Ele concordou. Esperei por ele apenas com um vestidinho solto, sem nada por baixo, perfumada. Como ele gosta de cerveja, comprei algumas latas e camarão para petiscar. A ideia era sentar no seu colo novamente.
Vou contar como foi no próximo conto.
