Eu voltei da ducha com a camisola ainda quente do vapor, o tecido grudando na pele úmida, revelando cada curva sem apertar. O cabelo ainda pingava, alguns fios colados ao pescoço, e minha pele exalava o calor doce do banho recém-tomado. A casa estava silenciosa, aquele silêncio preguiçoso de fim de noite que deixa tudo mais denso.
Miguel já estava no sofá. Sem camiseta. Só o short curto e o balde de pipoca apoiado na virilha, como se fosse um trono improvisado. O peito dele subia e descia devagar, relaxado demais para o que aquele balde quase escondia.
— Olá… — murmurei, tentando soar casual, como se ele não estivesse praticamente me oferecendo o corpo inteiro em silêncio.
— Oi. — respondeu ele, voz baixa, arrastada, perigosa. — Pipoca? Quer?
Ele estendeu o balde, mas antes de eu pegar… ele me olhou. Não um olhar rápido, não uma conferida discreta. Um mapeamento. De cima a baixo. Sem disfarçar nada.
Os olhos dele pararam onde a camisola marcava mais. Subiram pelo vale dos meus seios — duros demais para esconder. Desceram pela linha do quadril. Voltaram a subir, lentos, certeiros, como quem imagina o que ainda não pode tocar.
E eu senti. Senti tudo. O ar ficando pesado. O estômago afundando. As coxas apertando uma contra a outra para conter a vibração que subiu pelo meu ventre.
Meus mamilos endureceram ainda mais, sensíveis, latejando, denunciando cada reação. Era impossível esconder. Era impossível fingir. Meu instinto me mandou quebrar o contato, agir como adulta, como mãe, como qualquer coisa além disso. Mas eu não consegui.
Aquele olhar me prendeu.
— Você… fez pipoca? — perguntei, desviando o olhar para a TV, mesmo sabendo que não adiantava.
— Fiz. — ele respondeu, casual apenas na superfície. — Quer?
Ele inclinou o balde de novo, dessa vez tocando a ponta dos dedos na minha mão. O choque subiu pelo meu braço e desceu direto entre minhas pernas.
— Obrigada… — murmurei, tentando recuperar algum autocontrole enquanto me aproximava do sofá.
Sentei ao lado dele — longe o suficiente para parecer natural, perto o suficiente para o corpo sentir tudo. A pior posição possível.
— Ah, que menino prendado. — provoquei com um sorriso enviesado. — Já pode casar.
Ele riu baixo. Aquele riso. Aquele que sempre mexeu comigo mais do que eu admitia.
— Ixi… tá difícil, mãe. — disse, dando de ombros.
Virei o rosto para ele e deixei minha mão entrar no cabelo dele, bagunçando de leve. Um gesto inocente demais para o estado em que eu estava. O toque quente demais para ser só carinho.
— Não é possível que nenhuma garota se interesse por um rapaz bonitão como você. — falei, brincando… e entregando mais do que eu queria.
Ele virou o rosto na minha direção. O olhar veio devagar. Primeiro minha boca. Depois meus olhos. Ele nem tentou disfarçar.
— Esse é o problema. — disse, com aquele meio sorriso que sempre avisava que o chão estava prestes a sumir. — Eu não quero nenhuma garota.
Minha respiração travou. Piscar foi difícil. Entender, impossível. Mas sentir… isso aconteceu rápido demais. Minha curiosidade queimou antes que o bom senso pudesse avisar qualquer coisa.
— Como assim? — perguntei, a voz saindo mais macia do que eu pretendia.
Ele apoiou o braço no encosto do sofá, virando o corpo para mim. Aquela pele quente iluminada pela TV, o peito largo, o balde estrategicamente colocado. Tudo nele vibrava numa frequência impossível de ignorar.
— É que eu gosto de mulheres mais velhas. — disse, e a sinceridade crua naquela frase me cortou por dentro.
O ar mudou. Ficou quente. Denso. Cheio demais.
Meu corpo inteiro ouviu aquilo ao mesmo tempo. Uma descarga silenciosa. Um nó baixo no ventre. Um sim interno que eu fingia não saber formular.
O silêncio que veio depois não foi desconfortável. Foi inevitável. Aquele tipo de silêncio que acontece quando alguém abre uma porta que não deveria existir.
Miguel segurou meu olhar. Não desviou. Não piscou. Não se explicou. E minhas coxas se apertaram sozinhas.
— Que filme? — perguntei, tentando soar casual, mas minha voz saiu mais íntima do que apropriada.
— Qualquer um que não nos faça dormir. — ele disse, com um riso curto, carregado de sarcasmo e intenção.
Fingi que me concentrava no balde, mas cada movimento meu era consciente de mais coisas do que deveria ser: da pele dele, do calor dele, da proximidade, do braço roçando o meu.
O cheiro dele — sabonete conhecido, perfume discreto, suor leve — me cercou, acendendo um fogo que eu já não sabia driblar. Peguei mais pipoca, e a mão dele roçou meu pulso. Um contato acidental demais para ser acidental.
Minha respiração falhou.
Sem pensar muito, encaixei minha cabeça no ombro dele. Um gesto antigo, repetido, familiar. Só que agora… agora era outra coisa. Era perigoso. Era quente. Era errado. Era inevitável.
Meu braço deslizou para a coxa dele.
A palma da minha mão encontrou a pele quente, firme. Ele ajustou o corpo, permitindo. Aceitando. Querendo.
— Está quente hoje, hein? — murmurei, tentando soar leve.
Ele riu, inclinando-se um pouco mais, o braço dele tocando mais firme o meu.
— Você que está perto demais. — respondeu, sem tirar os olhos de mim.
A tensão desceu pelo meu ventre como um sopro quente. O balde ainda escondia o volume dele — mas não o suficiente para me impedir de sentir. Não aquele tipo de calor. Não aquela insistência dura que pressionava contra o tecido do short toda vez que ele respirava.
A pipoca perdeu o gosto. O filme perdeu o foco. A sala inteira se tornou apenas pele, cheiro e respiração.
E eu já não sabia a quem pertencia o próximo movimento — mas sabia que estava perto. Muito perto.
Na verdade, pior — ou o melhor, dependendo de onde minha cabeça estava naquele instante — é que o movimento seguinte, mesmo que involuntário, acabou sendo dele.
A pipoca acabou. Miguel esticou o braço, pegou o balde e colocou na mesinha de centro sem pressa, como quem não deve nada. O corpo inclinou, os músculos do abdômen marcaram em linhas sutis, e por um segundo a respiração dele roçou o meu joelho. Simples. Inocente. Só que não.
Quando ele se recostou novamente no sofá, meu corpo travou.
Agora não havia balde algum entre nós. E ali estava. A ereção dele, firme, desenhada, empurrando o elástico do short com uma convicção que quase soava insolente. Como se fizesse questão de existir. De ser notada. De ser lembrada.
O sangue subiu quente para o meu rosto, mas o calor que realmente me dominou foi mais baixo, mais fundo, mais pulsante. Tentei olhar para qualquer coisa — o tapete, a parede, o controle remoto — mas meus olhos desceram por conta própria, traindo cada migalha de autocontrole que ainda me restava.
Vi o contorno. Vi a pressão contra o tecido. Vi o leve arquejo da virilha quando ele respirou mais fundo.
E ele me viu vendo.
O olhar dele encontrou o meu de um jeito que me fez perder o ar. Não desviou. Não recuou. Aprofundou. O brilho malicioso acendeu como uma lâmina fina e quente na penumbra.
Ele sabia.
— O que foi? — minha voz saiu num fiapo. Um sussurro que tentava parecer casual, mas tremia no final.
— Nada. — Ele deu aquele sorriso torto, preguiçoso, que sempre me desmontou. — Só… a pipoca acabou rápido demais, né?
A frase era leve. O subtexto, não.
Desgraçado.
Um calor rastejou pelo meu ventre, subindo até o peito como se me queimasse de dentro pra fora. Senti o tecido da camisola roçando contra os meus mamilos — duros, alertas, entregues. As coxas pressionaram uma contra a outra sem que eu percebesse, num reflexo desesperado de conter o que já estava se derramando em ondas dentro de mim.
Eu não deveria sentir nada daquilo. Mas sentir era exatamente o que meu corpo fazia: vibrava.
Expirei devagar, tentando recuperar algum controle. Falhei. De novo.
Meu peito subiu num suspiro mais forte, e eu virei o rosto por um segundo, tentando puxar ar. Quando voltei a olhar, ele ainda estava ali, firme, exibindo o volume como uma provocação silenciosa.
E então veio o golpe final: a mão dele deslizou lentamente para a própria coxa, depois avançou um pouco mais, quase casual, quase distraída… mas perto demais do short, perto demais do que me prendia o olhar.
Meu coração batia tão alto que parecia preencher a sala inteira. E pela primeira vez naquela noite, eu senti com clareza absoluta: não éramos mais dois corpos “vendo um filme”. Éramos dois animais acuados pela própria vontade.
A tensão não era mais algo no ar. Era o ar.
Talvez tenha sido o silêncio. Talvez tenha sido meu olhar. Talvez Miguel, no auge da própria insolência juvenil, tenha simplesmente decidido que tinha o direito.
Mas ele retribuiu o toque.
Sem pressa. Sem pedir permissão. Sem sequer anunciar.
A mão dele pousou na minha coxa — na parte interna, ainda perto do joelho, como quem testa água antes de mergulhar. O calor da palma dele atravessou minha pele como um choque suave, mas certeiro. Meu corpo inteiro congelou por um instante, cada músculo em suspensão, como se eu precisasse decifrar se aquilo tinha mesmo acontecido.
Tinha.
E eu… não protestei.
Ele percebeu. Claro que percebeu.
O dedo indicador começou a se mover. Um deslize lento, quase preguiçoso, com a ponta suave traçando um caminho na minha pele. Pequenos círculos, leves arranhões com a unha curta, depois um avanço tímido de milímetros.
Meu peito travou.
Eu não disse nada. Não fiz nada. Só sentia.
E o silêncio virou autorização.
A mão dele avançou mais. Ainda na parte interna da coxa, mas agora num ponto mais sensível, onde a pele é fina, nervosa, onde meu corpo sempre responde antes de mim. Os dedos deslizavam para dentro, para cima, como se seguissem uma trilha invisível que só ele enxergava.
A respiração ficou presa na minha garganta.
Eu queria falar. Qualquer coisa. “Miguel…” talvez. Ou até um “pare”. Mas nenhuma palavra veio. Nenhuma. Meu corpo inteiro estava dominado demais pelo calor que subia, pulsava, abria espaço dentro de mim como se algo estivesse prestes a explodir.
Ele tomou meu silêncio como o que realmente era.
Convite.
Os dedos subiram mais — lentos, seguros, calculados. A cada centímetro, minhas coxas ameaçavam se fechar, mas não fechavam. Ficavam ali, tensas, trêmulas, abertas apenas o suficiente para dar passagem ao toque dele.
Quando os dedos chegaram na metade do percurso entre o joelho e a virilha, senti o ar faltar. Um arrepio violento correu pela minha espinha, e meus lábios se entreabriram num suspiro que tentei engolir tarde demais.
Ele escutou.
Continuou.
A ponta dos dedos dele subiu mais um pouco, agora perigosamente próxima da dobra quente da minha virilha, onde a camisola colava na pele por dentro, onde o calor do banho e o calor dele se encontravam.
Eu queria me mover. Queria recuar. Queria avançar.
Mas fiquei ali, imóvel, sentindo tudo.
Ele não perguntava. Não comentava. Só me tocava.
E, no fundo, eu sabia — qualquer palavra minha quebraria aquele encanto absurdo, selvagem, proibido que parecia suspender o mundo inteiro ao redor.
Eu respirei fundo, mas minha voz não veio.
Miguel percebeu.
E os dedos dele subiram mais um centímetro. Só um. Mas suficiente para me fazer tremer inteira.
Os dedos dele subiram mais — sem hesitar, sem pedir passagem, entrando por baixo da barra da minha camisola como se aquilo fosse natural demais para ser proibido.
O tecido levantou levemente com o movimento da mão dele.
E então aconteceu. A ponta dos dedos encontrou minha calcinha. Úmida. Molhada demais para negar qualquer coisa.
O toque foi mínimo, quase nada, só um roçar leve onde o tecido já colava na pele. Mas meu corpo reagiu com força — um choque quente que subiu da virilha direto para o peito.
Minhas mãos se moveram antes de mim.
Segurei o braço dele. Não com força — apenas forte o suficiente para dizer “pare”. Ou talvez “espere”.
— Miguel… — saiu da minha boca num sussurro rouco, nascido de susto e desejo ao mesmo tempo.
Ele parou. Mas não recuou.
O silêncio que veio depois foi um bicho vivo entre nós. Pesado. Quente. Ele olhou para minha mão segurando o antebraço dele, depois levantou os olhos até os meus — sem culpa, sem vergonha, sem medo.
— Que foi? — perguntou, a voz baixa, firme, quase calma demais para o perigo que carregava.
Eu engoli seco. O coração batendo forte demais no peito.
— Não podemos… — respondi, e a frase saiu quebrada, como se eu estivesse tentando convencer alguém que não era ele. Eu mesma.
Ele inclinou um pouco o corpo na minha direção, o rosto a centímetros do meu. Calmo. Provocador. Jovem demais para fingir que não sabia o impacto que tinha sobre mim.
— Por que não? — murmurou, sem desviar os olhos dos meus lábios. — Eu quero.
A pausa foi curta, mas afiada.
— E você… pelo jeito também quer.
Meu corpo inteiro tremeu.
— Miguel… — tentei mais uma vez, mas o nome dele na minha boca soou como tudo, menos um protesto.
— Fala pra mim — disse ele, chegando mais perto, a respiração quente batendo no canto da minha boca. — Se você realmente não quiser, eu paro.
Ele não piscou. Eu não respirei. Meu silêncio entregou tudo.
Os dedos dele ainda estavam na minha pele, sob a camisola. Minha mão ainda segurava o braço dele. E nenhum dos dois se movia para longe.
Miguel aproximou o rosto do meu devagar, tão devagar que meu estômago afundou. Meu coração batia no pescoço, nas pernas, entre as coxas.
Ele estava indo buscar um beijo.
Sem pressa. Sem pedir. Com a certeza de que eu não ia recuar.
Meu nariz roçou no dele. Minha boca quase tocou a dele. E o mundo inteiro se fechou naquele centímetro final que faltava.
Miguel não encostou a boca na minha de imediato. Claro que não. Ele queria testar. Sentir. Quebrar minhas defesas uma por uma.
O primeiro toque foi no canto da minha boca — um beijo pequeno, preciso, quase estudado. Meu corpo inteiro travou. Meu coração subiu para a garganta. Eu deveria ter virado o rosto, afastado, dito qualquer coisa racional.
Mas eu fiquei parada. Completamente imóvel. A respiração presa no peito.
Ele recuou um milímetro, apenas para olhar a minha reação. E antes que eu pudesse organizar qualquer pensamento, veio o segundo toque.
Um selinho. Rápido. Macio. Inocente demais para o que estava pulsando entre nós. Eu ainda parada. Ainda cativa.
Foi o terceiro que detonou tudo. Ele encostou os lábios nos meus de novo, mas dessa vez puxou. Um leve puxar que me tirou do eixo. Um convite que não era pedido — era afirmação.
E eu cedi. Meu corpo cedeu antes de mim.
Minha boca abriu um pouco, só o suficiente para devolver o movimento. Um beijo frágil, sem língua, só lábios pressionando lábios — quente, urgente, absurdo. O mundo inteiro virou aquele ponto de contato, aquela troca curta, proibida, doce e devastadora.
Por um segundo, eu me perdi.
Só ouvi minha respiração tropeçar e o som do sangue correndo nos ouvidos. A mão dele subiu mais um pouco pela minha coxa. A minha desceu do braço dele sem realmente soltar.
Duas respirações se misturando. Dois corpos inclinados um para o outro como se já soubessem a continuação.
E então a consciência voltou como um tapa.
Um choque frio atravessou meu peito. A realidade despencou inteira sobre mim — o sofá, a sala, a camisola molhada, o cheiro dele, a boca dele ainda perto demais.
Eu engasguei no próprio ar.
— Eu… preciso… — murmurou minha mente, mas meu corpo já estava se levantando antes que eu terminasse de formular qualquer frase.
Levantei de um pulo, quase tropeçando nos próprios pés, puxando a barra da camisola instintivamente como se pudesse apagar o que tinha acabado de acontecer. Senti o olhar dele queimando minhas costas. Não ouso olhar de volta.
— Boa noite. — consegui dizer, numa voz que não reconheci.
E fui. Quase tropecei.
Entrei no quarto e fechei a porta rápido demais, apoiando a testa na madeira enquanto meu coração batia descompassado, violento, pulsando entre as pernas como se o beijo ainda estivesse acontecendo.
Lá fora, na sala, eu sabia que ele ainda estava parado onde deixei.
Sabendo exatamente o que tínhamos acabado de cruzar.
Sabendo — como eu sabia — que aquilo não tinha sido um erro.
Tinha sido o começo.
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