Capítulo 7: O Nó no Ritual
Duas semanas após apagar Paulo na Mata da Lua, Julia sentia o vazio da rotina corroê-la. O calor de Ribeirão Preto não dava trégua, o sol escaldando as ruas do Ribeirão Verde, o aroma de fumaça e poeira misturando-se ao ar úmido. A vida diurna na “Moda Jovem” era um loop monótono: sorrisos falsos, códigos de barras, marmitas na copa. A notícia sobre a assassina em série ainda rondava os jornais, mas a investigação parecia estagnada, um eco distante que não a preocupava. À noite, porém, o desejo voltava, uma fome que pulsava entre as pernas, exigindo uma nova caçada.
Era sexta-feira, 27 de junho de 2025, e Julia decidiu caçar. Tomou um banho longo às 19:00, a água morna escorrendo pelas curvas voluptuosas — seios fartos, cintura fina, quadris largos —, o sabonete floral deixando a pele bronzeada brilhante. No quarto do sobrado na Rua das Acácias, escolheu um vestido roxo colado, com um decote que mergulhava entre os seios e uma fenda na coxa direita que subia perigosamente. Nada de calcinha, apenas botas pretas de salto alto, onde escondia a faca curva. Os cabelos loiros platinados caíam em ondas até as costas, os lábios pintados de vermelho-sangue, os olhos castanhos escuros brilhando com antecipação. Às 20:30, trancou a porta e pegou um carro de aplicativo até o Parque de Exposições, onde um show de música sertaneja agitava a cidade.
O evento era uma explosão de luzes, cheiro de churrasco e som de violões. Milhares de pessoas se espremiam entre barracas de cerveja e o palco, onde uma dupla sertaneja gritava sobre amores perdidos. Julia caminhava entre a multidão, os quadris balançando, o vestido roxo agarrado ao corpo, atraindo olhares como um ímã. Ela ignorava os universitários bêbados e os casais dançando, procurando algo específico — alguém grande, bruto, com a arrogância que fazia seu ventre aquecer.
Ele estava perto de uma barraca de cerveja, uma lata na mão, o corpo ocupando o espaço como se fosse dono do lugar. Uns 1,89 m, ombros largos esticando a camiseta preta, braços musculosos marcados por veias, pernas fortes sob o jeans surrado. A barba cheia, e os olhos castanhos, fundos, brilhavam com uma mistura de confiança e fome. Um vaqueiro, talvez, ou alguém que trabalhava com gado, com mãos calejadas que prometiam força. Julia sentiu o clitóris pulsar, o calor subindo enquanto se aproximava, inclinando o corpo contra a barraca, a fenda do vestido subindo para exibir a coxa bronzeada.
“Perdida no meio da bagunça, loirinha?”, disse ele, a voz grave, carregada de cerveja e sotaque interiorano, enquanto se aproximava, o cheiro de suor e couro envolvendo-a. Julia sorriu, os dentes brancos brilhando, e lambeu os lábios, lenta, os olhos fixos nos dele. “Julia”, respondeu, a voz rouca, quase um sussurro. “E tu? Parece que tá precisando de alguém pra te acompanhar.” Ela deixou os olhos descerem pelo peito dele, pela barriga firme, até o volume evidente na calça, e subirem de volta, mordendo o lábio inferior.
“Gustavo”, disse ele, rindo, os dentes brancos contrastando com a barba. “E eu sei exatamente o que fazer com uma mulher como tu.” Ele agarrou o braço dela, os dedos fortes apertando a pele macia, e Julia deixou, o coração acelerando, o desejo crescendo. “Minha casa está vazia Vem comigo”, ordenou, e ela o seguiu, o rebolado exagerado enquanto atravessavam o estacionamento até uma caminhonete F-250 preta, o motor rugindo quando ele deu partida.
A casa de Gustavo, no Jardim Irajá, era um sobrado simples, com paredes brancas e um quintal de terra batida, que um dia fora um jardim. O quarto no andar de cima cheirava a madeira e sabonete masculino, a cama king-size coberta por um lençol azul escuro. Gustavo trancou a porta e empurrou Julia contra a parede, as mãos subindo pelas coxas dela, levantando o vestido até a cintura. “Tu é uma vadia safada, né?”, rosnou, arrancando o vestido com um puxão, o tecido cedendo, deixando-a nua exceto pelas botas. Julia gemeu, alto, jogando a cabeça para trás enquanto ele a agarrava pelos cabelos, puxando com força até o couro cabeludo arder.
Ele a jogou na cama, o colchão afundando sob o peso dela, e abriu a calça, o jeans caindo até os joelhos. O pênis saltou livre — grosso, uns 21 centímetros, com veias pulsantes, a cabeça inchada, uma arma que fez o ventre de Julia contrair de desejo. “Chupa”, ordenou ele, agarrando os cabelos dela e guiando a boca dela até ele. Julia abriu os lábios, a língua deslizando pela ponta, o gosto salgado enchendo-a enquanto ele empurrava, forçando-a a engolir até o fundo da garganta. Ele era selvagem, os quadris movendo-se com força, o pênis batendo contra o palato, fazendo-a engasgar. “Engole tudo, sua puta”, grunhiu, batendo no rosto dela, um tapa forte que fez a bochecha arder, seguido de outro, a dor misturando-se ao prazer que pulsava entre as pernas.
Gustavo a puxou pelos cabelos, jogando-a de costas na cama, e subiu sobre ela, os joelhos afundando o colchão. Agarrou as coxas dela, abrindo-as com uma força que deixou marcas, e alinhou o pênis contra a buceta úmida, empurrando tudo de uma vez. Julia gritou, o impacto enchendo-a, a buceta se abrindo para o tamanho dele. Ele era uma máquina — os quadris batendo contra os dela com uma potência que fazia a cama tremer, cada estocada arrancando gemidos altos, os seios dela quicando com o ritmo. “Tu gosta assim, né?”, rosnou, batendo no rosto dela novamente, a bochecha ardendo, e batendo na bunda dela quando a virou de lado, o som da palma contra a carne ecoando no quarto.
Julia gozou, o corpo convulsionando, os gritos ecoando enquanto o orgasmo a atravessava, quente e avassalador, a buceta pulsando em torno do pênis dele. Ele não parou, puxando-a para ficar de quatro, batendo na bunda dela com força, a pele ardendo vermelha. Então, ele se abaixou, a língua quente e áspera lambendo o cu dela, lenta e obstinadamente, explorando cada dobra, o prazer fazendo-a gemer alto, o corpo tremendo. “Tu é uma delícia, sua vadia”, murmurou ele, antes de esfregar a cabeça do pau na porta do seu rabo. Empurrou devagar no início, a cabeça grossa forçando a entrada, mas logo acelerou, o pênis grosso fodendo-a com uma brutalidade que arrancou um grito. A dor se misturava ao prazer, o clitóris pulsando enquanto ele batia na bunda dela, puxava os cabelos, os quadris batendo contra ela com um ritmo selvagem.
Julia gozou de novo, o orgasmo anal explodindo, os gritos enchendo o quarto enquanto o corpo convulsionava, o cu apertando o pau dele. Gustavo acelerou, o rugido dele sacudindo as paredes enquanto gozava, o pinto pulsando com jatos quentes que enchiam o cu dela, escorrendo pelas nádegas quando ele se retirou. Ele desabou ao lado dela, ofegante, o peito subindo e descendo. Julia, trêmula de prazer, esperava o momento — a faca na bota, o sangue, o ritual. Mas então, algo mudou.
Gustavo rolou para o lado, o rosto suavizando, os olhos castanhos agora quentes, não mais arrogantes. “Você tá bem, Julia?”, perguntou, a voz baixa, quase terna, enquanto acariciava o rosto dela, os dedos leves sobre a bochecha vermelha dos tapas. “Eu fui meio bruto, né? Desculpa se te machuquei.” Ele puxou-a para perto, o braço forte envolvendo-a, o calor do corpo dele contra o dela. “Tu é incrível, sabia? Tô feliz que te encontrei hoje.” Ele beijou a testa dela, um gesto tão gentil que a desarmou, o cheiro de suor e couro agora reconfortante, não ameaçador.
Julia ficou paralisada, o coração batendo rápido, mas não de desejo ou fúria — era confusão. A faca estava ali, a poucos metros, mas suas mãos não se moviam. O calor dele, a ternura inesperada, era um veneno que ela não sabia combater. Ela se viu deitada contra o peito dele, o som da respiração dele enchendo o quarto, e pela primeira vez em anos, não sentiu o impulso de matar. O ritual, o sangue, a urina — tudo parecia distante, como se pertencessem a outra mulher.
Quando ele adormeceu, ainda abraçando-a, Julia se levantou devagar, o corpo nu brilhando de suor e fluidos. Vestiu se, pegou a bolsa e saiu do quarto, os saltos ecoando no corredor. Na rua, o ar fresco da noite a envolveu, mas ela não sentia o prazer de sempre. Caminhou até a avenida mais próxima, chamou um carro de aplicativo e voltou para o sobrado. Sentou-se na cama, o colchão rangendo, os olhos fixos na parede, incrédula. Gustavo estava vivo. Ela não o matou. O vazio no peito era novo, um nó que ela não sabia desatar.
