A Puta da Família - Parte 3

Um conto erótico de AuroraMaris
Categoria: Heterossexual
Contém 2678 palavras
Data: 30/11/2025 12:38:57

Após os ânimos se acalmarem, Arthur começou a me apresentar a todos que estavam no churrasco. Cada aperto de mão, cada sorriso educado, era uma facada na minha consciência.

Arthur me levou até um casal sentado um pouco afastado, perto da churrasqueira.

- Amor, essa é minha irmã, a Camila, e o marido dela, o Jorge.

- Muito prazer - eu disse aos dois.

Primeiro apertei a mão de Jorge, um homem alto, de pele negra retinta, de uns 45 anos. Seus dreads, grisalhos em alguns fios, caíam sobre seus ombros largos. Os lábios cheios eram um destaque em seu rosto. Não era bonito como Lucas, mas tinha uma beleza rústica, diferente.

Em seguida apertei a mão de Camila, que me dirigiu um sorriso amarelo. Ela era quase tão branca como eu e seu corpo era esguio e magro. Era muito parecida com Arthur. Ela mal trocou dez palavras comigo antes de se virar para o Arthur e começar a falar sobre um parente distante, o puxando para longe, me deixando sozinha com o Jorge por um instante que pesou como chumbo.

- E aí, está gostando da família? - ele tentou puxar assunto comigo.

As imagens do meu sogro agarrando minha bunda e do Lucas enterrando a rola no meu cu voltaram à tona na minha mente e tentei disfarçar, mas não pude deixar de sentir um arrepio.

- Sim, são todos muito simpáticos - falei.

- É... A família é boa, mas é complicado se encaixar, sabe? Às vezes a gente se sente sozinho no meio de tanta gente - Jorge deu um gole na sua cerveja. - Minha mulher mesmo, é uma pessoa complicada. Peço pra relevar caso ela faça algo que não te agrade.

Ele não estava só pedindo desculpas por uma possível frieza, estava se abrindo, criando uma brecha de intimidade entre nós, dois "forasteiros" no meio daquela família numerosa.

- Imagina, todo mundo tem dias ruins, eu entendo - respondi.

- Olha, desculpa jogar essa carga em você logo na nossa primeira conversa - ele continuou, baixando a voz num tom confessional. - Mas é foda, sabe? Eu me sinto só, mesmo tendo essa família grande... A Camila... – ele fez uma pausa, olhando de relance para a esposa, que ria com o Arthur. - Nós já estamos juntos há dez anos. Mas ela é fria, Eduarda. Não me entende. Nem na nossa intimidade... É sempre uma obrigação, um favor. Parece que estou com uma estátua de gelo na cama.

A franqueza brutal daquela confissão me pegou desprevenida. Meu rosto esquentou. Era a queixa íntima de um homem muito mais velho, direcionada a mim, de apenas 22 anos, como se eu fosse uma amiga de longa data, ou algo mais.

- Jorge, eu... Não acho que eu seja a melhor pessoa pra... - tentei me esquivar, mas ele interrompeu suavemente.

– Eu sei, eu sei. Desculpa, Eduarda. Eu já bebi umas cervejas a mais do que o limite. É que senti uma energia tão boa vindo de você, me senti à vontade para desabafar - ele olhou para baixo, parecendo genuinamente constrangido, e aquilo despertou uma pontada de pena no meu peito.

- Não... Tá tudo bem, pode desabafar... Afinal eu sou uma estranha na família, como você - sorri, tentando não pesar o clima. - E pode me chamar de Duda.

Ele ergueu os olhos, e o olhar dele agora era mais intenso, mais preso em mim.

- É que... Caralho, é difícil. Eu sempre gostei de branquinhas, sabe? O contraste me deixa louco. A Camila me chamou a atenção na hora quando a conheci. Mas eu sou um homem de instinto, de carne... Gosto de uma mulher com corpo de verdade, com curvas - seus olhos escorregaram rapidamente pelos meus seios e pela minha cintura, num elogio silencioso que me fez corar. - Ela é só osso, Duda. E na cama... - ele abanou a cabeça, com frustração. - Nem pensar em dar uma variada. Já sugeri a gente tentar por trás, mas ela diz que é coisa de tarado. E eu, que amo um rabo gigante, fico sufocado.

O jeito que ele falou foi como uma chave que abriu uma fechadura dentro de mim. Minha bunda gigante e redonda, que tinha sido o centro das atenções desde que eu cheguei, era exatamente o que ele desejava e não tinha. A "pena" que estava sentindo começou a se transformar em algo perigoso. Eu não era só uma ouvinte, eu era a solução para o problema dele.

- Nossa, que situação... - consegui dizer, minha voz um pouco rouca.

- Pois é, Dudinha. Uma merda - ele finalizou o copo de cerveja em um gole só. - Foi mal mesmo pelo desabafo. É que ver uma gata como você, cheia de vida, com um corpão desses... Me fez perceber o quanto estou afundando.

Ele se levantou, deu meia-volta e foi em direção a Camila, me deixando com a cabeça girando. A "pena" tinha virado cumplicidade, e a cumplicidade, num pulo doentio, já estava se transformando em tesão. Ele não era mais só um homem infeliz. Era um homem infeliz com um desejo muito específico que eu, acidentalmente, personificava perfeitamente.

Depois de muita comida e muita bebida, a tarde foi caindo, levando consigo a maioria dos convidados. No final do dia, sobrou apenas o núcleo da família. Arthur sugeriu que entrássemos na piscina, mas eu não havia trazido nenhum biquíni.

- Eu posso te emprestar um, querida - Dona Rosa disse. Eu duvidava que caberia em mim, mas aceitei.

Dona Rosa foi comigo até seu quarto, de onde tirou do armário um biquíni vermelho.

- Faz muito tempo que usei esse biquíni, espero que sirva, é o maior que tenho - ela me entregou.

Me troquei no meu quarto. O biquíni serviu, mas ficou indecente em mim, super apertado, justo. Devia ser uns 2 números menores do que eu usava normalmente. A parte de baixo não cobria quase nada. O tecido ficava enterrado e a bunda ficava praticamente toda exposta, era como um fio dental. Na parte de cima, meus seios estavam espremidos, quase pulando pra fora do biquíni e balançando a cada passo que eu dava.

Respirei fundo, envergonhada, e decidi colocar pelo menos um shorts para descer.

Fiquei sentada à beira da piscina, com os pés na água, tentando me fazer invisível, enquanto todos conversavam e bebiam. Vez ou outra eu via os homens dando uma espiada nos meus peitos, mas relevei. Depois de cerca de uma hora, Dona Rosa e Camila deram boa noite e foram dormir, exaustas por terem arrumado toda a área externa depois do churrasco.

- Amor, entra na água! Você nem se molhou direito - Arthur insistiu, vindo até mim. Ele estava alegre, bêbado e carente. - Tira esse shorts e vem pra cá comigo.

Meu coração deu um salto. “Não, por favor, não aqui, não agora”, pensei. Olhei por cima do ombro. Sr. Carlos estava meio dormindo em uma das cadeiras ao lado da piscina. Lucas observava a cena de canto de olho com um sorriso discreto. Jorge fingia olhar para o celular, mas prestava atenção na conversa.

- Acho melhor não... – eu falei, hesitante. - O biquíni não ficou muito legal amor.

- Ah, vai amor! Ninguém vai ligar pra isso, estamos em família! – Arthur brincou, jogando um pouco de água em mim.

Sem ter pra onde fugir, tirei o shorts e pude sentir os olhares daqueles quatro homens na minha bunda.

Arthur, dentro d'água, arregalou os olhos e engoliu em seco.

- Esse biquíni está ótimo amor, você está uma gata!

Sr. Carlos, que parecia dormir, abriu completamente os olhos. Não havia mais sono, mas sim até um brilho em seu olhar. Ele não se mexeu, mas seus dedos se contraíram no braço da cadeira, e seu olhar percorreu cada centímetro do meu rabo, espremido no tecido vermelho minúsculo.

Lucas não disfarçou. Ele apoiou o queixo na mão e deu um sorriso lento.

Mas foi Jorge quem teve a reação mais intensa. Ele baixou o celular lentamente. Sua respiração pareceu parar. Seus olhos, ficaram vidrados na minha bunda com uma expressão de choque. Ele estava vendo a própria fantasia materializada: a branquinha rabuda que a esposa magra dele nunca poderia ser.

A vergonha foi um incêndio no meu rosto e no meu peito.

- Então? - a voz de Arthur me tirou do meu transe de vergonha. Ele não parecia ver nenhum problema com aquele biquíni ou com eu estar com a bunda exposta pra todos aqueles homens.

Entrei na água, mergulhando e logo subindo à superfície, tentando chegar o mais próximo possível de Arthur, pensando que talvez isso faria os olhares dos outros se dispersarem, mas não foi o caso.

O tempo se arrastou. Foi um alívio quando Lucas, finalmente, se levantou com um alongamento exagerado.

- Tá na hora de me recolher, pessoal. Boa noite aí - disse ele, dirigindo um último olhar cúmplice para mim antes de entrar em casa.

Pouco depois, o Sr. Carlos pareceu acordar de verdade, resmungou algo e também se retirou. Ficamos só eu, Arthur e Jorge. A noite estava quieta, só o som dos insetos e da água da piscina.

No momento que Jorge foi ao banheiro, puxei assunto com Arthur, o abraçando:

- Amor, estou morrendo de vontade de transar, sabia? - eu disse. Já deviam fazer umas 2 semanas que a gente não transava.

Arthur bocejou, sonolento, e me deu uns tapinhas nas costas.

- Você sabe que aqui não podemos, amor. Meus pais... E eu estou morto de cansado e meio bêbado, pra ser sincero. Amanhã a gente vê isso, prometo - ele disse, sem muita animação na voz.

Arthur saiu da água e se sentou em uma das cadeiras, apoiando o rosto na mão e fechando os olhos. Não passou nem dois minutos, e ele já respirava profundamente, cochilando.

A rejeição foi um balde de água gelada em mim, mas ao mesmo tempo, um convite para o lado sombrio. "Amanhã". Sempre "amanhã". Duas semanas de espera, e mais uma noite de adiamento. Enquanto isso, outros homens naquela mesma casa me desejavam com uma fome que ele parecia incapaz de sentir.

Jorge, que vestia uma bermuda branca de tactel, voltou e entrou na água.

- Nossa, tá uma delícia a água... O Arthur desistiu? - ele perguntou, nadando para perto de mim, mas mantendo uma distância respeitosa.

- É, falou que tá cansado... Acho que daqui a pouco vai dormir, pelo visto.

Ele ficou em silêncio por um momento, a água balançando entre nós.

- Olha, Duda... - ele começou, com um tom mais sério. - Queria me desculpar de novo por aquele desabafo mais cedo. Eu já tinha bebido muita cerveja e acabei jogando tudo em cima de você, que mal me conhece. Foi falta de educação.

- Não precisa se desculpar, Jorge, de verdade - falei, com sinceridade. Aquele desabafo me fez sentir menos sozinha na minha própria insatisfação. - E eu te entendo, pra ser sincera. Sabe, o Arthur... - fui me aproximando de Jorge, falando baixo. - Ele não me satisfaz totalmente na nossa intimidade também.

Ele pareceu aliviado.

- Jura? Caraca, uma mulher como você, e ele fica dando essa brecha... - olhou para os meus peitos por um segundo. - É foda. Sei lá o que acontece. A minha mulher, a cada dia que passa, parece mais distante, mais fria. Você viu, ela foi dormir e nem um beijo me deu - ele suspirou, olhando para a água. - Eu sou casado com uma mulher linda, branquinha, mas que é uma megera às vezes, e me sinto sozinho pra caralho. Ela não quer saber de nada, Dudinha. E eu... - a voz dele falhou um pouco. - Eu sou um homem que precisa pelo menos de calor, de um corpo que responda, de uma bunda como... - ele parou, como se tivesse ido longe demais, e então ergueu os olhos para mim.

"Uma bunda como a minha", pensei. Foi um elogio velado, mas vindo naquele momento de vulnerabilidade, não soou como cantada.

- Jorge... - sussurrei, sem saber o que dizer.

Foi então que a voz dele se quebrou de vez.

- Desculpa desabafar de novo, mas não tenho ninguém que entenda minha situação como você. Eu não aguento mais, Duda - os olhos dele estavam marejados. - Eu gosto dela, não quero separar, mas tá me matando por dentro. É uma solidão do caralho.

Sem pensar, fechando a distância entre nós na água, eu o envolvi em um abraço.

- Shhh, tá tudo bem...

Foi nesse momento que as coisas mudaram. O conforto, puro e simples, começou a esquentar. A pressão do corpo dele, o cheiro de sua pele molhada, a sensação de sua força ao me envolver no abraço. Meus peitos estavam espremidos em seu tórax enquanto ele me segurava forte.

- Esse seu abraço é tão bom... - ele sussurrou baixinho.

Jorge me soltou, mas ainda continuava muito perto. Sua boca carnuda foi se aproximando de mim, até que nos beijamos ali mesmo, enquanto Arthur cochilava na mesinha ao lado. Sua língua se entrelaçava na minha em um beijo molhado, enquanto suas mãos apertavam vorazmente minha bunda.

- Você não tem ideia do que está fazendo comigo - ele gemeu entre um beijo e outro, sua boca descendo para o meu pescoço, mordiscando, sugando. Sua bermuda branca, completamente colada, deixava claro o volume enorme e duro que agora esfregava contra a minha coxa.

Ele pegou minha mão e me levou até as escadas da piscina, onde sentou e puxou a bermuda pra baixo, revelando sua rola preta, gigante e ainda mais grossa que a de Lucas. Devia ter uns 23 centímetros.

- Olha como seu beijo me deixou, Dudinha - falou com sua voz grossa.

Involuntariamente peguei naquela pica, minha mão mal se fechando ao redor. Sentindo minha boca encher d'água, aproximei meus lábios da cabeçona da rola e comecei lamber e sugar. Pra ser sincera tinha que abrir tanto a boca para caber, que meu maxilar doía. Mas eu não conseguia parar de mamar, eu chupava com vontade. Não lembro a última vez que Arthur tinha deixado eu chupar aquele pau fino dele, dizia que não gostava de oral.

Jorge gemia baixinho, mas eu tinha medo de Arthur acordar.

- Espera - falei, e pedi para subir a bermuda.

Saí da piscina, peguei uma das toalhas no varal e acordei Arthur.

- Amor, por que não vai dormir no quarto? Você vai ficar com dor no pescoço aqui, está todo torto.

Ele estava com a voz arrastada pelo sono, resmungou algo que não entendi, mas assentiu e me deu um selinho antes de entrar em casa, na boca onde há segundos atrás estava a rola preta do Jorge.

Com o Jorge, não parecia tão errado, como foi com o Lucas. Eu não tinha tanto peso na consciência, ainda mais porque Arthur tinha me negado sexo há pouco. Jorge era insatisfeito sexualmente, e eu também. Nós poderíamos nos satisfazer em segredo.

Sem uma palavra, Jorge se levantou da água e veio até mim. A bermuda estava colada, pingando água e marcando sua rola dura.

- Você é a mulher mais gostosa que eu já vi na vida - ele sussurrou me envolvendo, suas mãos deslizando pra minha bunda, agarrando com uma mistura de admiração e fome. - E esse rabo... Eu vou cuidar dele como ninguém nunca cuidou.

Nos beijamos por mais alguns minutos, e a cada segundo minha buceta parecia latejar mais intensamente.

- Jorge... - ofeguei, meus dedos em seus dreads molhados.

- Vamos pra garagem. Lá é mais escondido - ele disse, como se estivesse lendo minha mente.

Pegou minha mão e me puxou. Eu o segui, sabendo que estava cruzando um ponto sem volta. Talvez já tivesse cruzado desde o primeiro dia e não tinha percebido até agora.

O Arthur estava na cama, no sétimo sono. O Lucas, em algum lugar da casa, talvez esperando que eu o procurasse de novo. Sr. Carlos provavelmente estava comendo a Dona Rosa pensando na minha bunda. E eu estava ali, com um biquíni minúsculo e a buceta ardendo de desejo, seguindo o homem negro que me levaria até a garagem para enfiar a rola em mim.

(N.A.: E aí, o que acharam do Jorge? Será mesmo que ele está insatisfeito no casamento, ou só está manipulando Eduarda pra conseguir o que quer? Esta parte escrevi pensando em química, cumplicidade e aquele tesão que nasce da insatisfação. A Eduarda encontrou uma "justificativa" para seus desejos. E ela está se soltando cada vez mais...)

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