Peguei o primeiro capítulo para ler despretenciosamente, fiquei imaginando como "feiticeira" poderia combinar com um conto erótico, a história acaba sendo sombria e romântica ao mesmo tempo, mas acima de tudo fantástica. Fora que a maioria das histórias com muitos capítulos acabam se perdendo, isso perde a graça, mas não foi o caso aqui em nenhum momento, me faz até imaginar que ainda tenho muito a aprender. E o final fecha tudo de forma muito bonita, principalmente com a ideia de reencontro e reencarnação em tempos mais tolerantes. Parabéns ao autor, dá para sentir o cuidado na escrita e na construção de tudo isso.
Fico feliz que a mistura entre o sombrio, o romântico e o fantástico tenha agradado.
A escrita é uma troca constante, já li um conto seu e gostei da forma como você escreve e conduz a narrativa. Você é sangue novo no site, e chegou mostrando muita qualidade.
Algo me veio à mente: a ideia de almas gêmeas. O conceito é antigo. Na Grécia antiga Platão já propunha que o ser humano inicialmente era completo mas foi dividido em duas partes, passando a vida em busca da outra metade. Já no espiritismo não há o conceito de almas gêmeas, entretanto é aceita a possibilidade de duas almas se encontrarem ao longo de diversas vidas e, com isso, irem construindo uma relação, que pode ser de qualquer natureza, inclusive amorosa. Com essa proposição é possível que Natália e Irina sejam almas que construíram profundos laços amorosos e tentam sempre se conectar ao longo das reencarnações. Nesta etapa calhou de ambas retornarem com mulheres, mas no passado e futuro não necessariamente precisam o ser. Ainda na doutrina espírita existe a ideia de missões terrenas, que não necessariamente precisa estar ligada ao encontrar a outra alma com a que já se tem uma relação construída. Uma alma poder vir à terra com a missão de auxiliar ou conduzir outra, assim podemos supor que Antônio, o avô de Árabes, tinha essa missão.
Gosto dessa visão de que o amor não se limita a uma única forma, nem a uma única vida, ele se reconhece, de algum jeito, sempre.
E a sua observação sobre missão também é muito interessante. Talvez alguns encontros não sejam sobre permanecer, mas sobre transformar. E, nesse sentido, Antônio ganha um significado maior.
E, no fim, o que mais me deixa feliz é quando a história deixa de ser só minha e ganha novas camadas.
Excelente final Ryu. As pontas ficaram bem amarradas e o coração aquecido com a possibilidade de Natalia e Iryna terem a oportunidade de viver seu amor.
Belíssima história, amigo. Com passagens poéticas dando vida à aquilo que pessoas como eu acreditam: que a vida terrena é um ciclo que nossas almas precisam passar para se aprimorar. E em cada passagem, encontros que se tornam eternos de renascimentos. Isso explica aquela sensação de ¨deja vu¨, ao qual somos acometidos volta e meia e nem sabemos porque. Merece todas estrelas. Abração!
Hoje eu não tenho uma crença definida. Não sei dizer o que acontecerá depois da morte. Mas se eu tivesse o poder de escolher, com certeza escolho pela continuação da existência.
Esse final me pegou de surpresa. Iryna salvou Marcos do veneno da cobra, e por isso Arabel não repetiu a história de Helena q perdeu o namorado dela assim. Será q Marcos é a reencarnação do namorado de Helena?
Helena sentia-se culpada por não proteger Iryna da morte, mas poderá se redimir em uma nova reencarnação, pois serão mãe e filha.
Eu fiquei incomodado com o título , pois a feiticeira não tava no centro da trama. Mas agora vejo que estava, mas sob anova reencarnação, como Arabel.