Importante Desabafo/Solicitação

Um conto erótico de alfadominador
Categoria: Gay
Contém 641 palavras
Data: 20/12/2025 13:14:33
Assuntos: Desabafo, Gay

Já quero começar meu texto avisando que ficou longo porque o site não permite pequenas notas, digamos assim.

O bloqueio criativo tem me afetado de forma mais profunda do que eu gostaria de admitir, não como um vazio absoluto, mas como um ruído constante que interfere em tudo o que tento escrever. É uma sensação persistente de estagnação, de falta de fôlego, como se a escrita tivesse deixado de ser impulso e atravessamento para se tornar um esforço mecânico, repetitivo, pesado. As ideias até surgem, mas chegam cansadas, parecidas demais com outras que já explorei, e isso gera um desgaste silencioso, porque escrever, para mim, sempre foi também descoberta, risco e deslocamento.

Tenho me percebido preso aos mesmos caminhos narrativos, às mesmas obsessões, aos mesmos pontos de tensão que já explorei inúmeras vezes. Às vezes mudo o cenário, o nome dos personagens, a superfície da história, mas no fundo reconheço a engrenagem se repetindo. Escrever as mesmas coisas de novo e de novo e de novo acaba drenando o entusiasmo, e a página, que antes chamava, agora parece resistir. Não é falta de vontade, é excesso de repetição.

Nesse meio-tempo, acumulei sete, talvez oito rascunhos mal escritos. Textos que nasceram sem estrutura firme, sem acabamento, alguns quase esboços, outros tentativas que perderam força no meio do caminho. Eles estão ali, pedindo atenção, pedindo edição, pedindo cortes, ajustes e coragem. E, ainda assim, decidi que eles vão sair em breve, com ou sem a qualidade que eu normalmente gosto de ter ao compartilhar meus textos. Esperar o momento ideal, a versão perfeita, tem se mostrado uma armadilha confortável para permanecer parado, e eu não quero mais ficar preso a isso.

Enquanto trabalho na edição desses rascunhos e, consequentemente, na publicação deles, percebo o quanto escrever sozinho, fechado apenas nas minhas próprias referências, tem contribuído para esse bloqueio. Por isso, sinto a necessidade real de pedir ajuda. Não como quem terceiriza a criação, mas como quem entende que a escrita também pode ser provocada de fora para dentro. Sugestões, pedidos, temas, ideias, recortes, provocações — tudo isso funciona como faísca quando o motor interno está falhando.

Se eu recebesse essas sugestões com ou sem solicitações específicas, talvez meu bloqueio criativo diminuísse. A simples ideia de recebê-las já reorganiza algo em mim. Saber que um leitor pode contribuir ativamente com aquilo que ele próprio gostaria de ler transforma a escrita em troca, em construção conjunta, em resposta. Essa possibilidade de diálogo, mesmo antes de acontecer, já aponta um caminho diferente daquele em que venho girando sozinho.

No presente momento, o bloqueio se intensifica justamente por essa sensação de estar rodando em círculos. Falta surpresa, falta deslocamento, falta ser provocado de um jeito diferente. Talvez o problema não seja a ausência de ideias, mas a ausência de estímulos que me obriguem a sair do território confortável, mesmo quando esse conforto já não satisfaz.

Por isso, deixo aqui um convite mais amplo e honesto: sintam-se livres para sugerir não apenas temas, mas também fantasias, cenários, desejos, dinâmicas, situações específicas ou ideias mais diretas, se isso fizer sentido para vocês. Existe espaço para que o leitor participe, provoque e influencie, ajudando a moldar aquilo que ele mesmo tem vontade de ler. Às vezes, uma fantasia compartilhada ou um pedido inesperado é exatamente o empurrão que falta para romper a repetição e abrir um novo caminho narrativo.

Se quiserem escrever, pedir, provocar ou sugerir algo, meu e-mail está aberto:

alfadominadorescritor@gmail.com

E para quem quiser acompanhar mais de perto, trocar ideias ou ficar por dentro do que está sendo publicado, deixo também o convite para os outros espaços:

Me acompanhe e participe também por aqui:

Telegram: https://t.me/+ef1Qe5xjU_83YjA5

Instagram: https://www.instagram.com/alfadominadorescritor/

Toda mensagem conta. Toda provocação pode virar matéria-prima. E, muitas vezes, é exatamente esse contato direto que transforma bloqueio em escrita novamente.

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Comentários

Foto de perfil de Rafa Porto

Opa cara, tudo bem? Nunca nos correspondemos, mas já cheguei a ler alguns dos seus contos. Gosto demais da sua escrita! Quando vi essa sua publicação, matutei em algumas coisas pra dizer sobre esse bloqueio que você relata. Algumas delas já foram ditas por outros autores bem mais experientes que eu, mas mesmo assim decidi dar meus humildes dois centavos (rs).

Antes de mais nada: meu, essa sensação de estar empacado é extremamente comum! Eu mesmo confesso que tenho me pegado nesse lugar em tempos recentes (até porque costumo trabalhar com séries longas, que cansam mesmo kkk). Às vezes passo semanas sem escrever uma linha, enquanto, em outros momentos, fico tão empolgado que escrevo a primeira versão de um conto inteiro no mesmo dia! Enfim, a escrita tem seus ritmos, e - pelo menos pra mim - faz mais sentido respeitar a maré do que ficar insistindo em remar no sentido contrário.

Por isso, quando fico sem inspiração, gosto de ficar sem escrever por um tempo e me ocupar com outras coisas. Não sei como é seu caso, mas como escrevo por prazer, e não a trabalho, sempre tento ter clareza de que não preciso me cobrar tanto assim para “cumprir prazos”. Enfim, acredito que se dedicar a outras atividades que você gosta seja algo que ajuda a “oxigenar” nossa imaginação cansada.

E aí, quando menos se espera...algo acontece na sua vida (um filme que você assista, uma situação com um conhecido, uma nova experiência...) e boom!: a imaginação começa a borbulhar de novo! Em resumo, acho que o segredo é estar aberto e atento ao erotismo da nossa vida cotidiana. Em algum momento, seu olhar de escritor vai encontrar algo interessante para trabalhar ;)

Sobre a recorrência de temas: isso também é super normal (me identifico inclusive rs). Aliás, nas obras de vários artistas (cineastas, escritos, músicos, etc), é muito comum a repetição das mesmas “obsessões”. Mas enfim, depois de também me defrontar com o mesmo drama por um bom tempo, acredito que uma forma de trazer algum “tempero novo” pras histórias é introduzindo algumas pequenas mudanças com relação à zona de conforto (aliás, é algo que estou trabalhando para a minha próxima série, ainda não lançada). Você até pode manter alguns temas e fetiches que curte, mas se desafia a pensar em situações e traços específicos que tragam um colorido diferente. Nesse ponto, escrever e cozinhar são bem parecidos: às vezes um ingrediente mínimo já é capaz de levar a história para outro lugar.

Então, quem sabe esses pequenos passos não são ensaios de mudanças maiores lá na frente? Talvez sim, talvez não. Mas como diz o clichê: é o processo que mantêm a gente em frente, não o destino final :)

Espero ter ajudado, querido! Ansioso para acompanhar seus próximos trabalhos ;)

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Gostei muito de suas considerações Rafa. è sempre bom essas trocas de ideias, ajuda todo mundo...Abraços!

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Rafa, aprecio muito sua contribuição e concordo com o que disse. Depois de receber esses comentários me sinto muito motivado. Os e-mails e mensagens no privado também fizeram uma enorme diferença. Só tenho a agradecer!

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Sua escrita é sensacional e acho que essa fase pela que você está passando é isso, uma fase. Fiquei curiosíssimo com o tema que o Tito vai te mandar! Hehehe. Você sabe que eu adoro o universo dos esportes: atletas universitários, vestiários...também adoro machões se descobrindo mais vulneráveis do que gostariam. Quem sabe isso te inspire? Hehehe

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Obrigado, Jota!

O tema sugerido pelo Tito já está publicado em duas partes. Se chama "Querido Padrasto".

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Bom, eu sei como é isso. Eu quando penso numa história, automaticamente ja penso no final, de como os personagens irão terminar e depois vou construindo a história nesse buraco entro o começo e o final. Acho que todas as histórias ja foram escritas, então não tem problema repetir algo, até pq terá uma nova abordagem. E pra finalizar, va escrevendo, sem publicar, quando perceber ja deslanchou e criou vários ganchos pra escolher como a história irá se desenvolver.

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Testei sua técnica no meu mais novo conto "Querido Padrasto". Ao invés de me gastar com o começo do conto, fui direto pra cena do boquete onde o padrasto faz uma contagem regressiva depois de sufocar o enteado com a rola enterrada na goela dele.

Gostei bastante da sua sugestão e voltarei a utilizá-la com toda a certeza.

Obrigado!

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existe uma teoria que diz que cada escritor só tem um livro pra escrever durante toda a vida e fica publicando outros livros que são variações daqueles mesmos temas, daquelas mesmas situações e com personagens parecidos. Se observar a obra de escritores famosos, geralmente as temáticas e os personagens de cada livro são semelhantes. Eu invento algum título muito bizarro e depois tento criar uma história curtinha pro título bizarro.

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escrever textos de pouca qualidade também ajuda porque escrevendo esses textos mal feitos você poderá ter idéias que depois poderão ser usadas em textos melhores.

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Os rabiscos que mencionei são textos sem qualidade alguma, especialmente na contextualização. Obrigado mais uma vez por sugerir algo tão útil.

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A teoria que você mencionou de fato existe e é bem real. Entretanto, eu me senti bloqueado e frustrado justamente por querer experimentar e/ou me limitar por receio. Confesso que há temas que eu gostaria de abordar, mas ainda não sei como. Garanto que não é nada criminoso, mas ainda assim exigem um bom desenvolvimento para garantir o prazer de quem curte e, quem sabe, apresentar para quem nunca viu de uma forma igualmente prazerosa.

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isso pode ser bom, acrescentar outros temas e se você ainda não sabe como desenvolver esses temas, pode ir escrevendo várias versões diferentes de uma mesma cena , então experimentando abordagens novas e diferentes terá mais chances de achar uma forma de desenvolver esses temas que lhe agrade e também possa agradar seus leitores. Boa sorte.

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Foto de perfil de Tito JC

Hoje, assim que liguei o notebook, eu vi essa notificação de postagem sua e já vim dar uma olhada. Você é um dos autores que eu admiro demais. Seus textos são sempre uma explosão de força narrativa. Eu entendo perfeitamente esse seu momento, às vezes me sinto assim, não sem ideias, mas achando que estou me repetindo. Eu tenho um tema favorito, todos sabem. Mas de vez em quando eu me arrisco em outras temáticas, por achar que estou cansando o leitor e me repetindo.

Não vou te dar receitas, mas vou tentar dar uma dica, que às vezes eu uso. A gente, que escreve, sempre tem coisas guardadas, que escrevemos e não publicamos por motivos diversos, eu chamo de gavetas. De vez em quando eu abro essas gavetas e encontro histórias e ideias que ficaram lá, guardadas, mas que querem sair, ganhar um novo olhar, uma chance de existir publicado. Esse exercício às vezes me ajuda a criar novas coisas ou rever aquela ideia que eu deixei de lado.

Outra coisa importante é se ouvir e respeitar esse sinal, dar uma pausa e refletir em silêncio criativo.

Abraços cara! Bom final de semana e bom natal.

Vou te mandar um email com uma sugestão de tema que eu sempre tive curiosidade de ver como você escreveria.

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Valeu pela leitura e pela dica. As gavetas fazem parte do jogo. Eu costumo voltar a elas quando é hora de arrancar algo que ficou esperando o momento certo, e vou fazer exatamente isso com esses 7, 8 contos que estão guardados. Às vezes o texto só precisa de um olhar mais duro e menos piedade.

Fico no aguardo do seu e-mail com os temas. Pra ser sincero, só de imaginar o que você vai mandar, a cabeça já começou a trabalhar. Vamos ver o que isso desperta.

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