Então galera, antes de começar essa parte preciso falar umas coisas. Primeiro: MUITO obrigado pelos comentários na parte anterior. Sério. Os que me xingaram dizendo que eu sou frouxo por ter broxado, os que disseram que a Clara passou dos limites, os que falaram que eu devia ter continuado fodendo a Carla mesmo com ela chorando - eu li todos. E olha, vocês tão certos. De certa forma. Cada um de vocês pegou um pedaço da verdade dessa bagunça que virou minha vida.
Segundo: eu não sou escritor profissional, então se tiver erro de português ou se eu me perder nas palavras, relevem. Eu to tentando contar isso do jeito mais honesto possível, com todos os detalhes sujos e estranhos, porque vocês merecem a história completa.
Terceiro, e isso é importante: essa parte aqui é provavelmente a mais explícita que eu já escrevi. Tipo, as outras tinham sexo pesado, mas essa... essa vai em outro nível. Então se você tá lendo no trabalho ou tem criança por perto, talvez seja melhor guardar pra depois. Ou não, sei lá, você que sabe da sua vida.
E quarto: sobre eu ter broxado na frente de todo mundo quando tava comendo a Carla... cara, isso me fodeu psicologicamente de um jeito que vocês não tem ideia. Os dois dias entre aquilo e o que eu vou contar agora foram bizarros pra caralho. Mas calma que eu vou explicar tudo.
Okay então vamos láQuarta-feira à noite. A noite que a Clara tinha convocado a reunião pra sexta.
Eu tava deitado na cama, a Clara já dormindo do meu lado depois de mais uma rodada de sexo intenso e possessivo (ela tinha gemido "você é meu" umas cinco vezes enquanto cavalgava em mim), e meu celular vibrou na mesinha de cabeceira.
Mensagem da Carla.
Meu coração deu aquele pulo. Eu peguei o celular devagar pra não acordar a Clara e li.
**Carla:** *Obrigada. Por hoje. E por não ter desistido dela. E... a gente precisa conversar. Sobre o que eu sinto. De verdade. Sem a Clara no meio, só pra eu te explicar e tirar isso do peito. Topa um café segunda?*
Porra. Eu fiquei uns bons três minutos encarando aquela mensagem. A regra nova era "sem segredos", então eu tinha duas opções: esconder da Clara e foder tudo de novo, ou mostrar pra ela e lidar com as consequências.
Eu cutuquei a Clara levemente. Ela resmungou, meio dormindo. "Hm?"
"Clara. Acorda um pouquinho."
Ela abriu os olhos, confusa. "Que foi?"
Eu mostrei o celular pra ela. "A Carla mandou mensagem. Quer conversar comigo. Sozinha. Na segunda."
Esperava ciúme. Esperava explosão. Mas a Clara só leu a mensagem, respirou fundo, e me devolveu o celular.
"Responde que você vai," ela disse, a voz rouca de sono mas firme. "Mas fala que eu sei. Sem segredos, lembra?"
"Tem certeza?"
"Tenho. Ela precisa disso. Você precisa disso. Só... não me trai emocionalmente, ok? Se rolar algo que você sinta que vai mudar as coisas entre a gente, você me conta antes de tomar qualquer decisão."
"Prometo."
Eu digitei a resposta.
**Eu:** *Topo. Mas a Clara sabe que a gente vai se encontrar. Sem segredos, lembra?*
**Carla:** *Justo. Até segunda.*
Bloqueei a tela e abracei a Clara por trás. Ela já tava quase dormindo de novo, mas sussurrou: "Sexta vai ser importante. Prepara."
E ela apagou.
Eu fiquei acordado mais uma hora, pensando no que diabos ia rolar na sexta. E pensando em outra coisa que tava me corroendo por dentro desde sábado.
Eu tinha broxadoQuinta-feira foi o pior dia.
Eu acordei com aquele peso no peito que você tem quando algo tá errado mas você não quer admitir. A Clara tinha ido pra academia cedo - ela tava treinando pesado essa semana, tipo canalizando toda a tensão emocional em agachamento e supino - então eu fiquei sozinho no apartamento até umas dez da manhã.
Tomei café olhando o celular, scrollando no Reddit sem ler nada de verdade, só pra distrair a cabeça. Mas não adiantava. A única coisa que passava na minha mente era: *e se acontecer de novo?*
E se na sexta, seja lá o que a Clara tivesse planejando, meu pau simplesmente não funcionasse? E se eu broxasse na frente delas pela segunda vez? Isso ia me destruir. Ia destruir a Clara. Ia acabar com qualquer respeito que as meninas ainda tivessem por mim.
Por volta das onze eu tomei uma decisão.
Liguei pro trabalho, inventei que tava me sentindo mal (tecnicamente não era mentira), e saí de casa. Peguei o carro e dirigi até uma farmácia do outro lado da cidade. Não a perto de casa onde o farmacêutico me conhece. Uma longe, anônima, onde eu era só mais um cliente.
Entrei. Fiquei uns dois minutos fingindo que olhava shampoo e desodorante, ganhando coragem. E aí fui direto no balcão.
O farmacêutico era um cara de uns cinquenta anos, barba grisalha, aquele ar de quem já viu tudo na vida e não julga mais ninguém.
"Boa tarde," eu disse, tentando soar casual. "Você tem Tadalafila?"
"Tenho sim. Qual miligragem?"
"Vinte."
"Quantos comprimidos você quer?"
"Ah... quatro?" Eu não fazia ideia na real, mas quatro parecia um número seguro.
Ele pegou uma caixinha, passou no sistema. "Cinquenta e dois reais."
Eu paguei no débito, tentando não parecer desesperado. O cara nem piscou. Só colocou numa sacolinha discreta, me entregou e disse: "Toma uns trinta minutos antes. Efeito dura até dois dias."
"Valeu," eu murmurei e saí de lá rápido.
No carro, eu abri a sacolinha e olhei pra cartela de comprimidos tipo se fosse uma bomba nuclear. Isso era real. Eu, com vinte e três anos, comprando remédio pra ereção porque tinha broxado uma vez por estar preocupado demais. Patético? Talvez. Mas necessário? Com certeza.
Guardei a parada no porta-luvas e dirigi de volta pra casa.
A Clara chegou umas duas da tarde, suada da academia, toda sorridente. "Oi amor, você melhorou? Vi que você ligou no trabalho."
"Ah, sim. Só tava meio enjoado de manhã. Passou."
Ela me beijou rápido e foi tomar banho. Eu escondi a cartela no fundo da gaveta da cozinha, enterrada embaixo de guardanapos e panos de prato onde ela nunca olhava.
O resto da quinta foi tenso. A Clara tava estranha também - não no mal sentido, mas tipo... preparando algo. Ela limpou o apartamento (coisa que ela nunca fazia com tanta dedicação), arrumou o quarto, trocou os lençóis por uns novos que a gente tinha ganhado e nunca usado. Ela tava nervosa, eu percebia, mas toda vez que eu perguntava "tá tudo bem?" ela só sorria e dizia "vai estar".
A noite de quinta a gente transou de novo. Foi intenso, quase desesperado. Ela cavalgou em mim olhando nos meus olhos o tempo todo, as mãos dela entrelaçadas nas minhas, e quando ela gozou ela chorou. Não de tristeza. De algo mais profundo que eu não sabia nomear.
"Eu te amo," ela disse depois, a cabeça no meu peito, ouvindo meu coração acelerar.
"Eu te amo também."
"Amanhã... amanhã vai ser diferente de tudo."
"Eu sei."
"Confia em mim?"
"Sempre."
Ela dormiu nos meus braços. Eu fiquei acordado mais tempo, olhando pro teto, me perguntando que porra ia acontecer dali a menos de 24 horasSexta-feira de manhã.
Acordei às seis e meia, o sol começando a entrar pela janela. A Clara ainda tava dormindo, respiração tranquila, linda pra caralho deitada ali de lado com o cabelo loiro espalhado no travesseiro. Por um segundo eu pensei em acordar ela com sexo, mas decidi deixar ela descansar.
Levantei devagar, fui pra cozinha e fiz café. Enquanto o café passava, abri a gaveta e peguei a cartela de Tadalafila escondida.
Olhei pro relógio. 6h40. A reunião ia ser às 19h. A bula dizia que o efeito começava em trinta minutos e durava até 36 horas. Se eu tomasse agora, às 19h eu ia tá no pico. Perfeito.
Peguei um comprimido, coloquei na língua. Sabor amargo pra caralho. Tomei com água, engoli, fiz uma careta. Pronto. Garantia anti-broxada ativada.
Quando voltei pro quarto com a xícara de café, a Clara tava acordando, se espreguiçando.
"Bom dia," ela disse, sonolenta mas já com aquele olhar que eu conhecia bem.
"Bom dia."
Ela puxou o lençol, me chamando de volta pra cama. "Vem aqui. Preciso de você antes de começar o dia."
Eu não resisti. Larguei o café na mesinha e voltei pra cama.
A gente transou de ladinho, devagar, meu pau deslizando pra dentro dela com aquela facilidade perfeita de quem já se conhece há tempos. Não sei se o Tadalafila já tava fazendo efeito (era cedo demais, provavelmente não), mas eu tava duro pra caralho. Talvez fosse só ela. Talvez fosse a antecipação do que ia rolar à noite. Sei lá. Mas funcionou.
Quando eu gozei dentro dela, foi intenso, profundo. Ela gemeu no meu ouvido e apertou as pernas em volta da minha cintura, prendendo eu ali dentro dela, não deixando eu sair.
"Hoje à noite," ela sussurrou, os lábios roçando na minha orelha, "vai ser diferente de tudo que a gente já fez."
"Diferente como?"
"Você vai ver." Ela afastou o rosto, me olhou nos olhos. Tinha medo ali. Mas tinha determinação também. "Confia em mim?"
"Sempre."
Ela sorriu. Aquele sorriso nervoso. "Então prepara. Porque hoje eu vou provar pra você, pras minhas amigas, e pra mim mesma, quem é a dona dessa porra toda."
O dia passou numa lentidão insuportável. A Clara saiu no começo da tarde pra comprar umas coisas (não disse o quê). Eu fiquei em casa, tentando assistir alguma coisa na TV mas sem conseguir me concentrar em nada. Meu pau já tava meio sensível - o Tadalafila fazendo efeito, provavelmente. Qualquer pensamento minimamente sexual e ele endurecia.
Às 18h a Clara voltou. Sem sacolas visíveis, então seja lá o que ela tinha comprado, não era físico.
Ela foi direto pro banheiro, tomou um banho demorado. Quando saiu, enrolada na toalha, ela foi pro quarto se arrumar. Me mandou ficar na sala.
Às 18h50 eu tava sentado no sofá, nervoso pra caralho, coração batendo rápido, quando a Clara apareceu.
Caralho.
Ela tava vestida de um jeito diferente de todas as outras vezes. Nada de dominatrix, nada de lingerie provocante. Calça de couro preta justa que desenhava cada curva das pernas e da bunda. Regata branca simples, daquelas de tecido fino, sem sutiã por baixo - os mamilos marcando perfeitamente no tecido. Cabelo loiro solto, maquiagem leve. Só batom nude e um pouco de rímel.
Ela parecia... vulnerável. Mas perigosa ao mesmo tempo. Tipo leoa ferida que ainda tem todas as garras afiadasSexta-feira, 18h50.
O apartamento tava silencioso, mas não aquele silêncio de paz. Era aquele silêncio elétrico, carregado, tipo antes de um raio cair. A Clara começou a andar de um lado pro outro na sala, ajeitando almofadas que já tavam retas, mudando a posição dos copos na mesa de centro pelo menos três vezes. Ela tava nervosa. E a Clara nervosa é uma força da natureza - tipo furacão categoria cinco se formando no meio do oceano.
"Você tá bem?" perguntei, terminando de abrir uma garrafa de vinho tinto que ela tinha pedido. A gente ia precisar de álcool, com certeza. Minha mão tremeu um pouquinho quando eu girei o saca-rolhas.
Ela parou e me olhou. "Eu to decidida."
"Decidida sobre o quê?"
"Sobre o que eu vou propor hoje. Sobre o que a gente precisa fazer pra salvar isso aqui." Ela apontou pro espaço entre nós dois, depois fez um gesto mais amplo englobando a sala inteira, o apartamento, o universo fodido que a gente tinha criado. "Pra salvar tudo."
Eu ia perguntar que diabos ela tava planejando - porque claramente ela tinha algo cozinhando na cabeça desde quarta - mas a campainha tocou.
19h em ponto. As meninas eram pontuais, tinha que dar isso pra elas.
Eu fui até a porta, meu coração batendo mais rápido do que eu queria admitir, e abri.
A entrada foi estranha pra caralho. Ninguém tava sorrindo muito. Nada daquele clima de "oi amiga!" que geralmente rolava. A Dani foi a primeira - ela que sempre chegava gritando e fazendo piadinhas - só deu um "oi" meio baixo, mas pelo menos trouxe uma garrafa de vodka embaixo do braço. Ela tava de shortinho jeans curto e top branco colado, o cabelo platinado preso num rabo de cavalo alto. Ela me deu um beijo no rosto rápido e entrou.
A Andréia veio logo atrás. Ela tava séria, tipo juíza indo pro tribunal. Calça jeans escura, blusa preta de manga comprida, o corpo de modelo escondido embaixo de roupa mais comportada do que o normal. Cabelo preso num coque baixo. Ela me cumprimentou com um aceno de cabeça, entrou sem falar muito, e foi direto sentar numa das poltronas.
E a Carla... porra, a Carla foi a última.
Ela entrou devagar, tipo quem tá indo pro dentista arrancar um dente. Roupas simples - calça jeans clara, camiseta cinza oversized, tênis All Star preto. Sem maquiagem. O rosto dela tava limpo, bonito ainda, mas dava pra ver umas olheiras leves. Ela tinha chorado recentemente, eu sabia disso. Ela me olhou quando passou por mim, nossos olhos se encontraram por tipo dois segundos no máximo, e teve tanta coisa naquele olhar que eu nem sei descrever. Mágoa? Perdão? Tesão reprimido? Gratidão por eu ter aceito o café na segunda? Tudo junto talvez.
Ela desviou rápido e entrou.
Eu fechei a porta, tranquei, e senti meu estômago dar aquele nó. O Tadalafila tava fazendo efeito pleno agora - eu sentia meu pau sensível, pronto pra responder ao menor estímulo. Mas minha cabeça tava um caos.
A gente se acomodou na sala. Eu e a Clara sentamos juntos no sofá maior de três lugares. As três meninas se espalharam nas poltronas e pufes em volta da mesa de centro. Parecia uma porra de intervenção de reality show, ou talvez um julgamento. Sei lá. Era tenso.
Por uns cinco segundos ninguém falou nada. Só o som do trânsito lá fora, buzinas distantes, vida normal acontecendo enquanto a gente tava ali dentro prestes a decidir o futuro de algo que eu nem tinha certeza se tinha nome.
A Dani foi quem quebrou o silêncio porque alguém tinha que fazer isso. "Então," ela começou, cruzando as pernas e servindo uma dose de vodka num copo que tava na mesa, "a regra tá suspensa. O grupo tá meio... quebrado. Rachado. E a gente tá aqui pra decidir se a gente enterra isso de vez e volta a ser amigas normais que jogam Uno na sexta, ou se a gente tenta colar os cacos e ver no que dá."
Andréia soltou um suspiro pesado. "A questão não é só sobre a regra, Dani. A questão é sobre confiança. A gente viu na semana passada o que acontece quando sentimentos de verdade entram no meio de um acordo que era pra ser puramente sexual. A Carla se machucou. A Clara se machucou. O Liam..." ela me olhou direto, e os olhos castanhos dela tavam sérios pra caralho, "o Liam ficou no meio do fogo cruzado."
"Eu sei," a Clara disse, e a voz dela saiu mais firme do que eu esperava. Mas eu, que conhecia cada milímetro daquela mulher, cada micro expressão, vi a mão dela tremendo no colo. Eu estendi a minha mão e segurei a dela. Ela apertou com força, tipo âncora.
"Eu pensei muito nesses últimos dias," a Clara continuou, olhando pra cada uma das amigas, uma de cada vez. "Pensei no porquê de eu ter criado essa regra no começo. Lá atrás, quando a gente era mais nova e as brigas por causa de homem quase acabaram com a amizade de vocês, a ideia era evitar ciúmes. Era pra gente compartilhar tudo e ninguém brigar. Transparência total, sexo sem drama, amizade acima de tudo. Mas depois..." ela pausou, respirou fundo, "depois virou sobre controle. Sobre eu me sentir no comando de absolutamente tudo pra não ter medo de perder vocês. Ou ele."
A Carla levantou o olhar pela primeira vez desde que tinha sentado. "Clara, a gente nunca quis tomar o lugar de ninguém. Nunca."
"Eu sei," a Clara cortou, mas foi suave, sem agressividade. "Eu sei, Carla. Mas o medo... o medo não é racional. O medo não escuta lógica. E quando eu vi o Liam olhando pra você daquele jeito no sábado, quando o pau dele amoleceu porque ele tava preocupado demais com você... eu quebrei por dentro. E pra me consertar, eu tentei quebrar você também."
Silêncio pesado caiu na sala igual chumbo.
A Carla engoliu seco. A Dani parou com o copo no meio do caminho pra boca. A Andréia só assentiu devagar, tipo "finalmente".
"Eu não quero ser a vilã," a Clara disse, e porra, a voz dela rachou um pouquinho. "E eu não quero que vocês tenham medo de mim. Ou que o Liam tenha medo de ser honesto comigo."
"Então o que a gente faz?" eu perguntei.
A Clara se levantou do sofá. Ela começou a andar pela sala, aquela energia nervosa voltando. Ela parou na frente da mesa de centro, virou de frente pras amigas, respirou fundo tipo mergulhador antes de pular, e soltou a bomba.
"Não. A gente não acaba. E a gente não volta pro 'normal'." Ela fez aspas com os dedos. "Porque a gente não é normal, porra. A gente gosta disso. A gente gosta da adrenalina, da transgressão, da posse, do sexo compartilhado. O problema nunca foi o sexo. O problema sempre foi a dúvida. A dúvida de quem pertence a quem."
Ela se virou pra mim, e os olhos azuis dela tavam brilhando com uma intensidade que fez o ar sair dos meus pulmões.
"Vocês viram o Liam dominar a Andréia," ela disse, apontando sem desviar os olhos de mim. "Vocês viram ele foder a Dani, a Carla. Vocês viram ele sendo 'compartilhado'. Mas vocês nunca viram a verdade."
"Que verdade?" a Dani perguntou, confusa.
A Clara finalmente desviou o olhar e encarou as três. "A verdade é que ele é meu. E a única pessoa que tem o poder total sobre ele - e sobre quem ele tem poder total - sou eu. E eu preciso provar isso. Pra mim. Pra vocês. E pra ele."
Ela deu dois passos na minha direção e ficou entre minhas pernas.
"Liam," ela disse, a voz tremendo mas determinada, "eu quero que você me foda aqui. Agora. Na frente delas. Mas não do jeito que você fode as outras."
Eu pisquei. "O quê?"
"Eu quero que você me domine. Completamente. Sem limites. Sem 'cuidado'. Eu quero que você faça comigo o que você fez com a Andréia. O que você tentou fazer com a Carla. Mas pior. Mais intenso. Mais sujo. Eu quero que você me use, Liam. E eu quero que elas assistam e entendam que eu sou a única que você pode quebrar desse jeito."
Santo. Caralho.
Meu pau endureceu instantaneamente. O Tadalafila mais o choque da proposta fizeram o sangue descer todo num segundo.
"Clara..." a Carla sussurrou, chocada. "Você não precisa fazer isso."
"Eu preciso," a Clara respondeu sem olhar pra Carla. "Eu preciso entregar o controle pra retomar ele depois." Ela se abaixou, ficou de joelhos entre minhas pernas. "Liam... me faz sua. De verdade. Me mostra que eu sou a sua mulher. A única."
A Dani soltou um "caralho" baixinho. A Andréia tinha um sorrisinho de canto. "Equilíbrio kármico. Inteligente."
Eu olhei pra Carla. Ela assentiu levemente, entendendo.
"Tem certeza?" eu perguntei pra Clara baixo. "Na frente delas?"
"Tenho. Palavra de segurança é vermelho. Mas eu não vou usar." Ela segurou meu rosto. "Eu confio em você mais do que em qualquer pessoa no mundo."
Algo mudou dentro de mim. A hesitação sumiu. O instinto assumiu.
"Ok," eu disse, minha voz diferente. Mais grave. "Se é isso que você quer, é isso que você vai ter."
E então começou.
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Nota do autor: pessoal precisei dividir essa parte em duas, não me xinguem (ou xinguem) kkkk. Mas realmente ia ficar muito extenso. Prometo não demorar pra publicar a segunda metade! Obrigado e não se esqueçam de comentar e, se curtir, por favor, de a sua nota com as estrelas. Espero que estejam curtindo.
Obs: provavelmente a série acaba na próxima publicação! Encerrarei ela em breve! Estamos na contagem regressiva!